A Editora Pomelo é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Dança & Expressão é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Eduardo Villela é Eduardo Villela é book advisor e parceiro do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
BonaBelle Design & Organização é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Epifania Conteúdo Inteligente é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Keli Quitutes

Os cinemas reabriram na cidade de São Paulo. Uhu! Desde sábado, dia 10, já é possível pegar uma sessão em várias salas da capital paulista. Essa é, evidentemente, a boa nova dos últimos dias do setor cinematográfico. A má notícia é que nem todas as salas voltaram a operar - algumas por decisão momentânea, como as redes Cinemark e Cinépolis (elas estão voltando aos poucos), e outras em caráter definitivo (fecharam de vez). Como bom cinéfilo que sou, interrompi o jejum forçado de mais de seis meses sem filmes nas telonas na primeira oportunidade. Seguindo os protocolos de higiene, fiz uma visita, nesta terça-feira à tarde, ao Petra Belas Artes (ou Cine Belas Artes para quem for avesso aos naming rights). E minha escolha recaiu sobre o mesmo longa-metragem que iria assistir quando as medidas de distanciamento social foram decretadas na cidade em março: “Tel Aviv em Chamas” (Tel Aviv On Fire: 2018).

Lembro-me, como se fosse hoje, que na fatídica semana do fechamento dos cinemas, e...

Enquanto os cinemas tradicionais da cidade de São Paulo não retomam as atividades normais (há quem diga que eles voltarão a operar entre setembro e outubro), aproveitemos os festivais online que se propagam pelos quatro cantos da Internet. Nos últimos meses, comentei na coluna Cinema algumas produções exibidas pelo Festival Varilux em Casa, a excelente coletânea de filmes franceses que ficou em cartaz até 27 de agosto. Neste momento, há quatro bons festivais rolando simultaneamente: 8 ½ Festa do Cinema Italiano Edição Online, Mostra Mundo Árabe de Cinema, 46º Festival Sesc Melhores Filmes de 2019 e 8º Programa Digital do Cinema Suíço. Confesso que estou conferindo um pouquinho de cada um deles. Vou tentar comentar no Bonas Histórias os seus principais destaques.  

Dos títulos que assisti neste final de semana, o mais interessante é “Nápoles Velada” (Napoli Velata: 2017), o penúltimo longa-metragem do cineasta turco naturalizado italiano Ferzan Ozpetek. Inédito no circuito come...

Quando vi, em maio, a sinopse do filme “Branca como a Neve” (Blanche Comme Neige: 2019) no catálogo do Festival Varilux em Casa, a edição extra da mostra de cinema francês que está disponível em streaming nesse período de pandemia, confesso que a achei um tanto bobinha. Qual a graça de filmar uma nova versão de “Branca de Neve e os Sete Anões”, um dos clássicos dos Irmãos Grimm, hein? A princípio não achei válida essa iniciativa. Por isso, assisti logo de cara a várias outras produções do festival que me pareceram mais interessantes: “A Excêntrica Família de Gaspard” (Gaspard Va Au Mariage: 2017), “Rock´n Roll - Por Trás da Fama” (Rock'n Roll: 2017) e “O Mistério de Henri Pick” (Le Mystère Henri Pick: 2019), por exemplo.

Ao notar, no último final de semana, que “Branca como a Neve” era um longa-metragem estrelado por Lou de Laâge, atriz por quem sou apaixonado desde “Jappeloup” (2012), e dirigido por Anne Fontaine, responsável por obras-primas como “Coco Antes de Chanel” (Coco...

No já histórico 24 de março de 2020, quando foi iniciada a quarentena no Estado de São Paulo, eu tinha programado, entre outras coisas, assistir a “O Homem Invisível” (The Invisible Man: 2020), que estava em cartaz nos cinemas, naquela noite. Para ser mais exato em meu relato, tenho em mente, até agora, os demais compromissos para a data fatídica, uma terça-feira até então com ares convencionais: consulta no oftalmologista de manhãzinha, discussão do novo livro do Paulo Sousa na Editora Pomelo no meio da manhã, almoço com a Naty na região da Avenida Paulista e reunião na Epifania Conteúdo Inteligente à tarde. Obviamente, tudo foi riscado da agenda. Por falar nisso, alguém aí se lembra como eram nossas vidas antes disso?! Pensando bem, o cancelamento de uma sessão de cinema foi o menor dos problemas, não é?

Recordo-me desse fato, no post de hoje da coluna Cinema, porque entrou em cartaz, nos últimos dias, nas plataformas de streaming, “O Homem Invisível”. Se eu não pude ir até...

Enquanto os cinéfilos brasileiros esperam avidamente pela reabertura dos cinemas (sim, um dia eles voltarão a operar!), filmes inéditos ou que não tiveram exibições massificadas no circuito comercial são apresentados em festivais online. Assim, dá para aplacar um pouco a ansiedade natural por novidades da sétima arte. Quem não tem cinemão, caça com streaming, não é?!

Na semana passada, os principais lançamentos cinematográficos ficaram concentrados no Festival Espaço Itaú Play, iniciativa inédita do Espaço Itaú de Cinema. Pela primeira vez, a rede irá transmitir seus filmes de maneira remota. Em outra iniciativa para lá de louvável, o Cine Belas Artes tem realizado sessões de cinema no Memorial da América Latina por meio da modalidade do drive-in. Em seu catálogo, há uma mistura de produções clássicas e longas-metragens recentes. Por fim, a Promoção Mês do Orgulho LGBTQI+, homenagem da plataforma Looke ao Dia Internacional do Orgulho Gay a ser celebrado no dia 28, trouxe uma b...

No último final de semana, assisti a uma pequena obra-prima do cinema francês contemporâneo: “O Mistério de Henri Pick” (Le Mystère Henri Pick: 2019). Essa comédia é o mais recente filme do diretor e roteirista Rémi Bezançon, da animação “Zarafa” (2012) e da comédia-dramática “Um Evento Feliz” (Un Heureux Événement: 2011). “O Mistério de Henri Pick” é um dos cinquenta títulos do Festival Varilux em Casa, a edição extra da mostra de cinema francês que está disponível gratuitamente em streaming. A mais nova produção de Bezançon mistura humor, thriller policial e literatura em uma história deliciosa. Quem gosta de cinema e de literatura não pode perder esse longa-metragem extremamente inteligente e divertidíssimo.

“O Mistério de Henri Pick” é estrelado pelos ótimos Fabrice Luchini, de “O Melhor Está Por Vir” (Le Meilleur Reste à Venir: 2018) e “Dentro da Casa” (Dans La Maison: 2012), e Camille Cottin, de “Tal Mãe, Tal Filha” (Telle Mère, Telle Fille: 2017) e “As Primeiras Férias...

No começo de maio, comentei na coluna Cinema do Bonas Histórias as novidades do Festival Varilux de Cinema Francês desse ano. Fiz isso no post de “A Excêntrica Família de Gaspard” (Gaspard Va Au Mariage: 2017), o mais recente filme do polêmico Antony Cordier. Com o fechamento das salas de cinema em nosso país, a organização do evento adiou para o segundo semestre a exibição da mostra de 2020 e lançou uma edição comemorativa online. Chamada de Festival Varilux em Casa, essa edição complementar apresenta um pot-pourri com cinquenta longas-metragens apresentados nas últimas edições. Assim, quem aguarda a chegada do novo festival fechadinho em sua residência pode assistir pelo site do evento aos títulos que perdeu nos últimos anos. Mesmo não sendo muito fã das plataformas de streaming, admito que estou matando as saudades da sétima arte com vários dos títulos do Festival Varilux em Casa.   

Nesse final de semana, por exemplo, conferi “Rock´n Roll - Por Trás da Fama” (Rock'n R...

Com o fechamento dos cinemas há mais de um mês e meio por causa da pandemia do Covid-19, os cinéfilos só podem recorrer, desde então, aos serviços de streaming e/ou à velha televisão para aplacar seus vícios de sétima arte. Como não sou fã de nenhuma das duas modalidades (gosto mesmo é das salas de cinema, por mais perigosas que elas possam parecer agora), confesso que estava há quase sessenta dias sem assistir a uma produção cinematográfica. As últimas tinham sido o belíssimo “De Quem é o Sutiã?” (The Bra: 2018), no distante comecinho de março, e o encantador “Jojo Rabbit” (2019), visto no Carnaval (alguém aí se lembra como eram nossas vidas no longuíssimo Carnaval?). Por falta de matéria-prima, a coluna Cinema do Bonas Histórias ficou sem nenhum post por oito semanas (um recorde negativo em cinco anos e meio de blog).  

Já sofrendo os primeiros sinais de abstinência da sétima arte, fiquei empolgado com a notícia de que o Festival Varilux de Cinema Francês desse ano não seria...

Fazer cinema mudo (ou quase mudo) em pleno século XXI não é uma raridade tão surpreendente assim. Vale lembrar que “O Artista” (The Artist: 2011) conquistou merecidamente cinco estatuetas do Oscar em 2012, incluindo o de melhor filme, ao usar este expediente. Em 2020 mesmo, já comentei no Bonas Histórias o hilário “O Paraíso Deve Ser Aqui” (It Must Be Heaven: 2019), produção de Elia Suleiman em que o protagonista quase não fala. Mesmo assim, não deixa de ser inusitado (e até gracioso) quando o cineasta contemporâneo filma ancorando-se exclusivamente nas imagens.

Esse é o caso do belíssimo “De Quem é o Sutiã?” (The Bra: 2018), comédia-dramática alemã ambientada no Azerbaijão. Sem dúvida nenhuma, trata-se do título mais charmoso e do roteiro mais criativo em cartaz neste momento no circuito comercial brasileiro. Assisti, no último final de semana, a este filme no Petra Belas Artes e confesso ter saído da sessão encantado com sua proposta cinematográfica e com sua narrativa coesa...

É verdade que o Carnaval combina mais com viagens, descanso, bloquinhos, azaração, pegação e desfiles de escolas de samba. Porém, esta época é também ótima para quem deseja pegar um cineminha. Entre um e outro evento tipicamente carnavalesco, os foliões podem, por que não, assistir aos filmes em cartaz nas telonas do nosso país. Em 2020, as boas opções se acumulam. Além dos títulos interessantes que entram agora no circuito comercial, como “De Quem é o Sutiã” (The Bra: 2018), “O Jovem Ahmed” (Le Jeune Ahmed: 2019) e “Uma Vida Oculta” (A Hidden Life: 2019), podemos ainda conferir quase todos os títulos que brilharam na última cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles, como “1917” (2019), “Parasita” (Gisaengchung: 2019) e “Coringa” (Joker: 2019). É ou não é um programa melhor do que ver os desfiles das escolas de samba, hein?!

Pensando assim, fui, no último final de semana, ao Espaço Itaú de Cinema do Shopping Bourbon Pompéia para conferir “Jojo R...

A edição deste ano do Oscar reservou a maior surpresa dos últimos anos. Afinal, quem poderia imaginar que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles daria o prêmio de melhor filme, sua principal estatueta, para uma produção que não fora falada em língua inglesa, hein? Enquanto o mundo cinematográfico discutia se o prêmio maior da cerimônia de 2020 iria para “1917 (2019), do diretor Sam Mendes, ou para Coringa (Joker: 2019), do diretor Todd Phillips, os jurados escolheram o sul-coreano Parasita(Gisaengchung: 2019), do diretor Bong Joon Ho. Pela primeira vez, um longa-metragem falado em uma língua estrangeira conquistou a principal honraria do cinema norte-americano. Incrível!

A questão que fica é: o surpreendente ganhador merecia realmente conquistar tal estatueta? Infelizmente, tal escolha se deu, a meu ver, mais por motivos político-ideológicos do que por questões meramente técnicas (como deveria ser em um mundo perfeito e justo – utópico?!). Essa é...

Até meados de dezembro do ano passado, “Coringa” (Joker: 2019) era o grande favorito à conquista do Oscar de 2020. Para muitos críticos cinematográficos, o polêmico filme de Todd Phillips largava na frente na disputa às estatuetas de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Diretor e Melhor Ator (Joaquin Phoenix). Afinal, não havia narrativa mais disruptiva, impactante e forte (leia-se ácida) concorrendo aos prêmios desta edição. Por isso, foi uma grande surpresa quando, no início de janeiro, “1917” (2019), longa-metragem anglo-estadunidense sobre a 1ª Guerra Mundial, levou para casa os principais prêmios do Globo de Ouro, uma espécie de prévia do evento da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles. “1917” ganhou os prêmios nas categorias Melhor Filme Dramático e Melhor Diretor. De uma hora para outra, o favoritismo ao Oscar se invertia completamente.

Interessado em conhecer a nova menina dos olhos da crítica cinematográfica, fui ao Espaço Itaú de Cinem...

Como reza a tradição do Bonas Histórias, janeiro é o mês de apontarmos as melhores obras analisadas pelo blog no ano anterior. Desta vez não será diferente. Nesta edição do Recomendações, coluna reservada aos destaques da última temporada, vamos selecionar os melhores livros e os melhores filmes que foram comentados no ano passado. No post de hoje, trataremos exclusivamente da retrospectiva cinematográfica de 2019. E em um próximo post de Recomendações, faremos a retrospectiva literária do último ano.

Ao longo de 2019, analisamos no Bonas Histórias 23 filmes. E como já é uma marca antiga do blog, nosso cardápio cinematográfico foi o mais variado possível. Teve de tudo em nossos posts: comédia, comédia romântica, terror, suspense, ação policial, aventura, drama, ficção científica, fantasia, tragédia e reconstituição histórica. Quando olhamos para as nacionalidades dos títulos avaliados, notamos a mesma pluralidade: Estados Unidos (8), França (3), Argentina (2), Suécia/Dinamarca...

Nesse comecinho de ano, os cinemas brasileiros recebem uma overdose de produções sobre os meandros nada admiráveis do jornalismo norte-americano. São três títulos em cartaz neste momento nas salas do nosso país: “O Escândalo” (Bombshell: 2019), “O Caso Richard Jewell” (Richard Jewell: 2020) e “Um Lindo Dia na Vizinhança” (A Beautiful Day in the Neighborhood: 2019). O primeiro trata do ruidoso caso de assédio sexual que abalou, em 2016, a Fox News, uma das principais emissoras de televisão dos Estados Unidos. O segundo aborda o papel dos veículos de comunicação no episódio do atentado à bomba nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. E o terceiro descreve o comportamento dos jornalistas encarregados de entrevistar, em 1998, um célebre apresentador de programas infantis da década de 1960.  

É verdade que mostrar o lado sombrio da imprensa não é algo assim tão novo na sétima arte. Do clássico “A Montanha dos Sete Abutres” (Ace in the Hole: 1951) ao contemporâneo “O Abutre” (Nightc...

No finalzinho do ano passado, fui ao Espaço Itaú de Cinema da Augusta para conferir “O Paraíso Deve Ser Aqui” (It Must Be Heaven: 2019), o novo filme de Elia Suleiman. Esta comédia dramática é o quarto longa-metragem do diretor palestino mais original, engajado e premiado da atualidade. Esta produção foi indicada pela Palestina para disputar o prêmio de Melhor Filme Internacional do Oscar 2020 (esta é a nova nomenclatura da categoria que era chamada até o ano passado de Melhor Filme Estrangeiro). Contudo, “O Paraíso Deve Ser Aqui” não avançou à final do mais importante evento do cinema mundial. Para mim, tal estatueta deverá ficar entre o sul-coreano “Parasita” (Gisaengchung: 2019) e o espanhol “Dor e Glória” (Dolor y Gloria: 2019). Mesmo sem ir para a final do Oscar, o novo filme de Suleiman já levou para casa um importante prêmio internacional. No ano passado, o longa-metragem foi a grata surpresa do Festival de Cannes, quando concorreu à Palma de Ouro e conquistou a Menção...

Please reload

Bonas Histórias

O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

bonashistorias.com.br

Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

Bonas Histórias | blog de literatura, cultura e entretenimento | bonashistorias.com.br

Blog de literatura, cultura e entretenimento