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Keli Quitutes

Sei que serei apedrejado por muitos colegas na praça pública das redes sociais. Também sei que serei tachado de traidor da causa por muita gente que não aceita opiniões divergentes. Afinal, como alguém que trabalha no mercado editorial pode ser a favor do novo imposto dos livros, hein?! A questão é justamente esta. Por estar inserido neste setor, não quero privilégios. Na minha visão, um dos grandes problemas do Brasil é que cada um exige vantagens para si e para os seus, independentemente da coletividade. É o famoso olhar para o próprio umbigo (e que se dane todo o resto!). Quem me conhece sabe o quanto abomino qualquer tipo de mordomias que perpetuam injustiças históricas. Não por acaso, estamos na segunda nação mais desigual do planeta.

Neste sentido, a reforma tributária que está sendo estudada pelo governo federal, que pretende unificar o PIS e o Confins na nova Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) e que propõe, entre outras medidas, o fim da isen...

A vida vai voltando ao normal. Pouco a pouco, aqui e acolá, tudo parece retornar aos trilhos. Ora mais ora menos, a locomotiva chamada rotina já parece funcionar como antes para muita gente. No mercado editorial não é diferente. As livrarias reabriram nas principais cidades brasileiras. As editoras retomaram projetos interrompidos. Os escritores voltaram a entregar originais aos editores. Novos títulos já são vistos nas prateleiras das lojas. Feiras e eventos literários outrora cancelados foram reagendados. E (quem diria?!) os leitores, até então ressabiados, já se mostram mais animados para embarcar em novas compras. É a roda voltando a girar e as melancias se ajeitando no balanço da carroça.   

Contudo, quando analisamos os livros lançados neste bimestre no Brasil, notamos que os resquícios da parada dos negócios dos últimos meses ainda são evidentes no mercado editorial. Em julho e agosto de 2020, por exemplo, as publicações de novas obras foram muito menores do que no...

A pandemia do novo coronavírus (não tão novo nesta altura do campeonato, né?) e sua consequente quarentena (cada vez mais relaxada nas principais cidades do Brasil e do mundo, ufa!) trouxeram péssimas perspectivas para o mercado editorial em 2020. Esse quadro sombrio é, infelizmente, tanto para o cenário nacional quanto para o internacional. Tratei dessa questão há cerca de três meses no Bonas Histórias. No post Crise sem fim ganha agora contornos apocalípticos, informei que havia analistas dizendo que o setor livreiro no Brasil, um dos sustentáculos do mercado editorial, poderia recuar, acredite se quiser, em até 70% neste ano. Boa parte das previsões indicava, contudo, uma queda menor, mas ainda assim elevadíssima (de impressionante dois dígitos). Vale lembrar que este segmento já havia perdido de 2013 para cá algo em torno de 30% a 40% do seu faturamento em nosso país. Uma tragédia sem dúvida nenhuma que tira o sono de todos os profissionais envolvidos com esta cadeia prod...

O pulso ainda pulsa. Em meio ao olho do furacão provocado pela epidemia do novo coronavírus, peste bubônica, câncer, pneumonia, raiva, rubéola, tuberculose, anemia, rancor, cisticercose, caxumba, difteria, encefalite, faringite, gripe e leucemia, é esperançoso saber que o mercado editorial não parou totalmente no Brasil. Mesmo com o fechamento das livrarias físicas e com a interrupção de boa parte dos trabalhos nas principais editoras nacionais, ainda sim novos livros foram lançados nos últimos dois meses em nosso país. É verdade que em número bem inferior ao mesmo período do ano passado, mesmo assim já é alguma coisa, né? O pulso ainda pulsa.  

E para destacar as novas publicações de maio e junho que chegaram de algum jeito aos leitores, preparei a já famosa lista bimestral de lançamentos do Bonas Histórias. Entre os títulos ficcionais (romances, novelas, coletâneas de contos e de crônicas, ensaios e literatura infantojuvenil) e as coletâneas poéticas, foram publicados 73 liv...

Em fevereiro, divulguei na coluna Mercado Editorial os dez livros mais vendidos no Brasil em 2019. Desde 2015, faço as medições dos sucessos editoriais e as divulgo no Bonas Histórias. Mensurar o êxito comercial das publicações é uma maneira de compreender tanto o que as editoras e os autores estão oferecendo de interessante quanto as nuances do gosto dos leitores. E mais uma vez tivemos, no topo do último ranking dos livros mais comercializados em nosso país, o predomínio de títulos de autoajuda, obras religiosas e produções de celebridades da Internet. Como sou apaixonado pela ficção literária, fiquei me perguntando quais seriam os best-sellers dessa categoria. Afinal, não tivemos nenhum romance, nenhuma novela e nenhuma coletânea de contos entre as obras mais vendidas no Brasil entre janeiro e dezembro de 2019. Durmamos com mais essa aterradora notícia sobre as preferências dos nossos conterrâneos.   

Para formular o novo ranking das ficções mais vendidas do Oiapoque a...

As últimas semanas não foram fáceis para ninguém. O Brasil e boa parte do mundo pararam temendo a propagação do surto do novo coronavírus (o tão famigerado Covid-19). Nesse cenário de caos, o mercado editorial, que já antes da epidemia estava muito longe de viver dias tranquilos, também foi seriamente afetado. Muitos lançamentos de livros foram postergados e quase todos os eventos literários precisaram ser cancelados. Não é errado dizer que entre 15 de março e o final de abril de 2020 os setores livreiro e editorial ficaram completamente estagnados. Uma pena tanto para os negócios quanto para os leitores mais ávidos por novidades!

Mesmo assim, uma ou outra coisinha sempre pinta de novo, não é? No post de hoje da coluna Mercado Editorial, vamos apresentar as obras publicadas nos últimos dois meses (quase todas até a segunda semana de março). Nesta lista do Bonas Histórias, enfocamos 87 publicações entre títulos ficcionais (romances, novelas, coletâneas de contos e de crônicas,...

O mercado editorial brasileiro vive uma crise sem fim. Quem acompanha regularmente a coluna Mercado Editorial do Bonas Histórias já está familiarizado com este drama. De 2013 para cá, o setor sofreu uma queda vertiginosa. Neste período, de 30% a 40% do seu faturamento desapareceram. Como consequência, inúmeras livrarias e editoras precisaram fechar as portas. O pior é que o fundo do poço parece estar longe de ser atingido. Aí está a péssima novidade das últimas semanas. Para quem pensava que o cenário de história de terror não podia ficar mais dramático, saiba que o enredo do mercado editorial nacional ganhou agora tons de trama apocalíptica.

Com o recente caos socioeconômico provocado pelo surto do coronavírus (Covid-19), há quem estime uma nova e expressiva queda nas receitas. E o que já era ruim deverá ficar ainda pior. Se a economia nacional deverá cair até 5% neste ano (maior depressão dos últimos cinquenta anos, superando as quedas provenientes da crise de 2014, de 2008,...

Trago boas novas! A partir de hoje, a coluna Mercado Editorial divulgará bimestralmente os livros recém-lançados no Brasil. A ideia é informar em primeira-mão aqueles leitores que não querem perder nenhuma novidade do universo literário. Assim, o Bonas Histórias contribuirá de outra maneira para o incentivo à leitura e à promoção das obras literárias. Nossos catálogos de publicações incluirão ficção (romances, novelas, coletâneas de contos e de crônicas, ensaios e literatura infantojuvenil) e poesia. Vamos abordar tanto títulos de autores nacionais quanto de autores internacionais. Neste post de estreia da nova série, são apresentados 37 livros que foram lançados entre janeiro e fevereiro de 2020. Confira!

Ficção Brasileira:

A Peste das Batatas” (Pomelo) – Paulo Sousa - Romance (192 páginas).

“Dionísio em Berlim” (Quelônio) – Tiago Novaes – Romance (176 páginas).

“Os Jacarés” (Grua) – Carlos Eduardo Magalhães – Romance (128 páginas).

“O Último Trem da Cantareira” (Editora 34) – A...

Livro no Brasil é artigo de luxo. Quem diz isso não sou eu e sim as pesquisas. Diferentemente do que acontece em muitos países, por aqui apenas uma parcela restrita da população tem o costume de frequentar livrarias e de adquirir constantemente obras literárias. Esses hábitos são inclusive vistos como elitistas pela maioria dos nossos compatriotas. É verdade que grande parte desse problema se dá pelo gigantesco analfabetismo funcional dos brasileiros e do nosso baixo desenvolvimento cultural. Quem manda ter um dos piores sistemas educacionais do mundo, né? Por outro lado, esse triste cenário também é culpa dos preços altos. Aí volto à frase que abriu esse post: livro no Brasil é artigo de luxo.

Você já reparou que em nosso país são poucas as iniciativas para baratear os preços das obras literárias?! Parece que todas as partes da cadeia editorial estão satisfeitas com os valores dos títulos comercializados por aqui: R$ 39,90, R$ 49,90, R$ 59,90 e R$ 69,90. Notamos o quanto os l...

O ano passado não foi nada fácil para o mercado editorial brasileiro. Depois de cinco anos consecutivos de retração nas vendas, os números mais positivos do setor indicam uma possível estagnação em 2019. Para muita gente, esses dados já seriam por si só dignos de comemoração. Há quem duvide até mesmo disso, esperando uma nova queda no faturamento total (assim, o fundo do poço estaria próximo, mas ainda não teria sido alcançado). Vale lembrar que os números oficiais deste mercado só virão em um ou dois meses. Por outro lado, há vozes espaçadas que indicam uma ligeira retomada no crescimento do setor editorial. Algo mínimo, como 0,1% ou 0,2% de expansão. Será?! Precisamos esperar para ver.

O que já conseguimos fazer, neste momento, é analisar a lista dos livros mais vendidos no ano passado nas livrarias brasileiras. Em 2019, o ranking dos best-sellers não foi muito diferente do ranking dos mais comercializados em 2018. Entre os principais sucessos nacionais estão livros de autoa...

Você já pensou em trocar a experiência de leitura pela audição de sua obra literária favorita?! Se alguém acha esse tipo de questionamento estranho ou mesmo um sacrilégio é porque ainda não embarcou na moda do audiobook. Sucesso nos Estados Unidos há alguns anos, a febre do livro para ser ouvido parece ter chegado com tudo ao mercado brasileiro. Vários títulos (impressos) já chegam às livrarias nacionais juntamente com sua versão em áudio. Incrível essa constatação! Uma publicação só está pronta para ser lançada oficialmente quando apresenta as seguintes extensões: material impresso (brochura), material eletrônico (ebook) e material em áudio (audiobook). É justamente sobre essa terceira perna do modelo de negócio das editoras, por ora a mais polêmica, que gostaria de discutir hoje na coluna Mercado Editorial do Bonas Histórias.    

Os audiobooks surgiram em 1932, nos Estados Unidos, como uma plataforma de inclusão das pessoas cegas. Tradicionalmente, esse tipo de pro...

Em março, divulguei, no Bonas Histórias, os livros mais vendidos nas livrarias brasileiras em 2018. Na lista dos dez best-sellers do ano passado, tivemos o predomínio quase absoluto de publicações de autoajuda, obras de youtubers, diários adolescentes e títulos religiosos (haja estômago!). Com raras exceções, os gostos literários dos meus conterrâneos me assustam. “Sapiens” (L&PM), estudo acadêmico-científico do historiador israelense Yuval Noah Harari, é o único do top 10 que merece elogios (fica até difícil entender como ele foi parar no alto do ranking...). Prova da baixa qualidade da lista dos mais vendidos no Brasil é a ausência total de romances. Sim, você leu corretamente: não há nenhuma ficção entre os dez livros mais vendidos em nosso país. Em uma nação séria e minimamente letrada, isso é quase impossível de acontecer. Juro que fiquei bastante decepcionado com a ausência completa de meu gênero favorito entre os principais sucessos nacionais.

Por isso, em tom de revolt...

Não deve ser novidade para ninguém o fato de o mercado editorial brasileiro estar passando por uma crise extremamente grave. Os últimos anos não têm sido nada fáceis para ninguém. Basta olhar um pouco para os lados para ver os efeitos práticos da recessão que afeta todo o setor. Nos últimos meses, as lojas da FNAC em nosso país foram fechadas e o Grupo Abril precisou ser vendido por um preço simbólico para se livrar de suas dívidas milionárias. Além disso, a Livraria Saraiva entrou em recuperação judicial, várias editoras fecharam ou diminuíram consideravelmente de tamanho e a Livraria Cultura pediu recuperação judicial. Para onde se olha, nota-se a sangria. Segundo alguns especialistas, o mercado editorial brasileiro encolheu, nos últimos seis anos, entre 30% e 40%. Desconheço um segmento da economia que tenha sido tão afetado assim neste mesmo período.

Diante desse cenário desolador, resolvi analisar os livros mais vendidos em nosso país no ano passado. E, curiosamente, minh...

No mês passado, divulguei no Bonas Histórias a lista dos livros mais vendidos no Brasil em 2017. Como esse ranking estava entupido com obras religiosas, publicações de autoajuda e títulos biográficos (algo recorrente em nosso país há alguns anos), alguns leitores do blog pediram uma versão exclusiva com livros ficcionais de maior sucesso comercial. Achei a solicitação pertinente. Eu mesmo estava curioso para saber quais obras (realmente) literárias foram as mais vendidas nas livrarias brasileiras no ano passado.

Assim, recorri mais uma vez aos dados do PublishNews, a fonte mais confiável atualmente do mercado editorial nacional, para construir o ranking das ficções mais vendidas no Brasil em 2017. E aí a minha decepção só mudou de lugar. Dos dez livros ficcionais mais comercializados nas livrarias brasileiras, temos dez obras gringas. Dessa forma, fica evidenciada a supremacia da literatura estrangeira em nosso país (ao menos no quesito comercial).

O primeiro título ficcional d...

Saíram os números consolidados das vendas de livros no Brasil do ano passado. Segundo o PublishNews, a fonte nacional do mercado editorial mais confiável atualmente, os títulos que figuraram no topo do ranking das livrarias nacionais em 2017 foram predominantemente obras religiosas, livros de autoajuda e publicações biográficas. Ou seja, de acordo com essa fotografia, o brasileiro como leitor é alguém voltado quase que exclusivamente para questões da sua religião, para a resolução de seus problemas pessoais e profissionais imediatos e para conhecer os detalhes da vida alheia (geralmente de personalidades famosas). Convenhamos que esse não é o perfil de leitor que devemos nos orgulhar como nação, né?

Quando o assunto é literatura ficcional, a área em que mais nos interessamos no Blog Bonas Histórias, os romances internacionais continuam dando um banho nos livros brasileiros, pelo menos quando analisamos a quantidade de unidades comercializadas. O único romance na lista dos 10 l...

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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