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Keli Quitutes

Avancemos ainda mais na compreensão do Modelo de Análise Estilística de Romances (MAER). A ideia é debater, no post de hoje do Bonas Histórias, a Análise Horizontal, a terceira etapa do MAER. Quem chegou agora e não está por dentro do que está rolando nessa temporada da coluna Teoria Literária, eu explico rapidamente. Estamos estudando uma matriz de pesquisa, o tal Modelo de Análise Estilística de Romances, que permite ao analista literário investigar o estilo dos romancistas. Nos últimos meses, apresentamos os Onze Elementos Constituintes do MAER, sua primeira etapa, a Identificação do Tipo de Estudo, e a sua segunda etapa, a Definição Estatística da Pesquisa. Portanto, agora estamos preparados para caminhar mais um pouco.

Estabelecidos o censo/amostra e a amostragem do estudo (estágios da Definição Estatística da Pesquisa), o passo seguinte é realizar a Análise Horizontal dos romances considerados. Cada um dos títulos integrantes do conjunto amostral deve ser estudado indivi...

Hoje, vamos tratar, na coluna Teoria Literária, da etapa 2 do Modelo de Análise Estilística de Romances (MAER). Afinal, nos últimos meses, apresentamos, no Bonas Histórias, os conceitos iniciais dessa ferramenta de pesquisa que permite aos analistas literários a realização de estudos estruturados sobre os estilos dos romancistas. Em junho, por exemplo, revelamos no blog a Matriz Completa do MAER. Em julho, explicamos a relevância dos Onze Elementos Constituintes deste modelo. E em agosto, detalhamos a Etapa 1 do MAER – Identificação do Tipo de Estudo. Agora vamos evoluir no debate ao apresentar a Etapa 2 – Definições Estatísticas da Pesquisa.     

Por ser um estudo ancorado em elementos quantitativos, apesar de possuir também sua dose qualitativa, o Modelo de Análise Estilística de Romances exige algumas definições estatísticas da pesquisa a ser realizada. As duas vertentes estatísticas mais relevantes são o censo/amostra (número de obras que devem ser seleciona...

Falemos mais um pouco, no Bonas Histórias, do Modelo de Análise Estilística de Romances (MAER). Essa matriz de pesquisa, que permite ao analista literário estudar os estilos dos romancistas, é o tema central da terceira temporada da coluna Teoria Literária.  

Uma vez compreendidos os Onze Elementos Constituintes do MAER, conforme apresentado no post do mês passado, vamos ao passo seguinte: a aplicação prática do Modelo de Análise Estilística de Romances. O uso dessa matriz por parte do analista literário requer cinco etapas: (1) a Identificação do Tipo de Estudo, (2) as Definições Estatísticas da Pesquisa, (3) a Análise Horizontal, (4) a Análise Vertical e (5) as Conclusões do Estudo. O detalhamento sucinto dessas fases está descriminado no post de junho, chamado de Matriz Completa. Hoje, a ideia é aprofundar nosso debate em direção à primeira etapa do método, a Identificação do Tipo de Estudo.

A primeira fase da aplicação do MAER requer, como seu próprio nome informa, a identi...

Em junho, apresentamos, na coluna Teoria Literária, a matriz completa do Modelo de Análise Estilística de Romances (MAER). Criado em 2018, o MAER é uma ferramenta objetiva e prática de pesquisa acadêmica que permite ao analista literário estudar, segundo os conceitos da Teoria Literária, os estilos dos romancistas. A partir desse mês, vamos debater, no Bonas Histórias, as diferentes partes da engrenagem desse modelo. No post de hoje, iniciaremos a discussão pelos Elementos Constituintes do MAER.  

O Modelo de Análise Estilística de Romances está integralmente ancorado nos Onze Elementos da Narrativa. Essa relação é tão intrínseca que se optou por chamar os elementos da narrativa de elementos constituintes do MAER. Portanto, dá na mesma se referir aos elementos da narrativa e aos elementos constituintes da matriz analítica (eles são termos sinônimos).

Os Onze Elementos Constituintes do Modelo de Análise Estilística de Romances são: (1) o enredo, (2) as personagens, (3) o espaço...

Na semana passada, apresentamos de maneira introdutória a proposta desta nova temporada da coluna Teoria Literária. Depois de abordarmos, no primeiro ano, os Conceitos Gerais da Análise Literária e, no segundo, os Elementos da Narrativa, vamos agora nos debruçar, nesta seção do Bonas Histórias, sobre o Modelo de Análise Estilística de Romances, também conhecido por MAER. No post da segunda-feira retrasada, inclusive, divulgamos o calendário completo dessa terceira temporada da coluna.  

O Modelo de Análise Estilística de Romances é uma matriz que foi criada durante o Projeto de Iniciação Científica que realizei entre 2017 e 2018 no Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Com a orientação de Carina Adriele Duarte de Melo Figueiredo e de Terezinha Richartz Santana, a pesquisa acadêmica cujo título era “Análise Literária dos Romances de Rubem Fonseca - Investigando a Nova Literatura Brasileira” teve como fruto secundário justamente esse modelo analítico.

O MAER oferece a...

Quais os procedimentos metodológicos necessários para a realização de uma análise literária que atenda aos fundamentos da Teoria Literária? Esse foi o questionamento que me fiz em abril de 2017 quando iniciei os trabalhos de pesquisa acadêmica no Centro Universitário do Sul de Minas (UNIS). Naquela oportunidade, estudava, no Projeto de Iniciação Científica, os romances de Rubem Fonseca e procurava um método que me permitisse apontar de maneira objetiva e clara o estilo de suas narrativas ficcionais.

Assim, uma das minhas primeiras tarefas como estudioso da Teoria Literária foi procurar um modelo que pudesse ser usado como matriz analítica pela minha pesquisa. O modelo em questão precisava ser adequado para a análise dos romances, gênero narrativo que estava pesquisando, e, ao mesmo tempo, permitir a identificação das características estilísticas do autor estudado. Com a união dessas duas vertentes, a matriz analítica seria considerada ideal.

Entretanto, dentre as opções avaliad...

Enfim, chegamos à análise do décimo primeiro e último componente da narrativa, a tipologia. Depois de percorremos mês a mês os dez primeiros elementos narrativos da ficção (Enredo, Personagem, Espaço Narrativo, Tempo Narrativo, Ambientação, Realidade Ficcional, Narrador, Linguagem, Discurso e Textualidade), vamos agora, no Bonas Histórias, concluir esse debate. Com a tipologia, encerramos essa segunda temporada da coluna Teoria Literária.

Entende-se por tipologia a categoria que a obra estudada pertence. Para classificar um romance, é necessário avaliá-lo em duas perspectivas complementares: seu gênero e sua escola literária. Esses dois componentes influenciam decisivamente as características da produção literária. Vale lembrar que livros pertencentes ao mesmo gênero e a mesma escola literária possuem muitos elementos similares, que são típicos de seu gênero e/ou de sua escola literária. Portanto, essas características não podem ser atribuídas única e exclusivamente ao estilo...

Chegamos a novembro e, com isso, caminhamos para a conclusão desta segunda temporada da coluna Teoria Literária. No post de hoje, vamos tratar do décimo elemento da narrativa, a textualidade. Aí faltará apenas um, a tipologia (o décimo primeiro componente), para finalizarmos o debate sobre todos os elementos da narrativa. Esse post final será apresentado no mês que vem aqui no Bonas Histórias.

A textualidade pode ser compreendida como as características presentes em um conjunto de orações, frases e palavras que lhe dão sentido, lógica e unidade. Assim, a textualidade é o que diferencia um texto efetivo de um amontoado de orações, frases ou palavras escolhido aleatoriamente, sem qualquer sentido racional (MELO, 2010, p. 215).

Maria da Graça Costa Val vai além descrevendo esse termo como:

Textualidade é a característica fundamental dos textos, orais ou escritos, que faz com que eles sejam percebidos como textos. Não é inerente a eles, pois uma mesma sequência linguística, falada o...

O discurso, o nono elemento da narrativa, é, de certa forma, uma extensão natural dos dois componentes anteriores: a narração e a linguagem. O discurso, segundo o estudo da narrativa, é a representação e/ou o registro das falas das personagens no contexto ficcional. Ele expõe as vozes individuais das pessoas (como elas se expressam e como se comunicam entre si) em uma história (GANCHO, 2014, p.37). Em outras palavras, o discurso é a forma escolhida pelo autor para marcar as expressões verbais das personagens (fala, interjeições, pensamentos, inquietações, resmungos, suspiros) no texto literário (MOISÉS, 2014, p. 143). É sobre esse tema que vamos discutir hoje na Teoria Literária, coluna do Bonas Histórias que estuda, nesta temporada, os elementos da narrativa.  

Em um romance, é possível distinguir a fala do narrador da manifestação das demais personagens do enredo. Enquanto esta é estudada aqui, no discurso, aquela é investigada no item narrador (sétimo componente dos element...

A linguagem é o oitavo elemento da narrativa, também usado para a formulação do Modelo de Análise Estilística de Romances (MAER). A ideia deste post da coluna Teoria Literária é discutir em profundidade a linguagem literária. No mês passado, vale a pena recordar, vimos aqui no Bonas Histórias o conceito de narrador, o sétimo elemento da narrativa ficcional. Em outubro, será a vez de tratarmos do discurso, o nono componente. Até o final de 2019, teremos percorrido todos os elementos de uma narrativa.   

A linguagem é o conceito estudado epistemologicamente pela linguística. Segundo Celestina Magnanti (2001), a utilidade clássica atribuída à linguagem é de externalizar o pensamento de um indivíduo. Para a literatura, sua função está em materializar verbalmente a intenção do autor. Para Tzvetan Todorov, a literatura não pode estar desvinculada da linguagem:

[...] A obra literária não existe fora de sua literalidade verbal, e esta pode ter um papel predominante, mesmo no nível...

No post de hoje da coluna Teoria Literária, vamos tratar do narrador, o sétimo elemento da narrativa (BONACORCI: 2018). Vale lembrar que em maio, junho e julho, respectivamente, analisamos aqui no Bonas Histórias os conceitos de Tempo Narrativo, Ambientação e Realidade Ficcional.   

Toda obra literária possui um ponto de vista ou um foco narrativo. Em outras palavras, em uma trama ficcional, sempre há alguém que conta a história para o leitor. Esse indivíduo (em alguns casos, ele é mais uma entidade do que uma personagem) exerce o papel de porta-voz dos acontecimentos criados na mente do escritor. A escolha de quem será o narrador (ou do tipo de narrador) de determinada trama é uma decisão do autor que influencia muitas outras. É a partir da posição do narrador no enredo que o leitor fica conhecendo os conflitos protagonizados pelas personagens do romance e pode, assim, estabelecer uma visão completa ou parcial sobre a narrativa (MOISÉS, 2014, p.143).

O estudo do tipo e da...

Hoje, na coluna Teoria Literária, vamos discutir o conceito de Realidade Ficcional, o sexto elemento da narrativa (BONACORCI, 2018). Vale lembrar que o Bonas Histórias já apresentou os cincos primeiros componentes que um analista literário deve estudar em uma prosa ficcional: Enredo, Personagem, Espaço Narrativo, Tempo Narrativo e Ambientação. Ao longo do segundo semestre de 2019, os demais elementos, Narrador, Linguagem, Discurso, Textualidade e Tipologia, serão expostos em detalhes aqui no blog.

A identificação do tipo de realidade construída pelo autor em sua obra é uma das tarefas do analista literário quando este investiga em profundidade determinada narrativa. Afinal de contas, a Realidade Ficcional é o universo próprio da literatura, chamada de mimese (ou mimèsis) por Aristóteles em Poética e por Platão em A República. A realidade na ficção pode ser parecida ou diferente da que encontramos no mundo físico, entretanto jamais será igual (MOISÉS, 2014, p. 42). Antoine Comp...

Neste mês de junho, a coluna Teoria Literária apresenta o quinto elemento da narrativa ficcional, a Ambientação. Conforme o Bonas Histórias vem discutindo desde janeiro, são onze os elementos constituintes da prosa ficcional: Enredo, Personagem, Espaço Narrativo, Tempo Narrativo, Ambientação, Realidade Ficcional, Narrador, Linguagem, Discurso, Textualidade e Tipologia (BONACORCI, 2018). Em cada um dos meses de 2019, iremos estudar um desses componentes. Em maio foi a vez do Tempo Narrativo. Em julho, será a vez da Realidade Ficcional. No post de hoje, vamos tratar da Ambientação.  

Também chamada de Ambiente, a Ambientação é parte fundamental da construção da prosa ficcional. Infelizmente, muitas pessoas confundem esse conceito com o Espaço Narrativo, não vendo qualquer diferença entre eles. Trata-se de um erro grave que o analista literário não pode cometer em seu trabalho.

A Ambientação pode ser descrita como o lugar "carregado de características socioeconômicas, morais e psi...

Um aspecto fundamental da narrativa ficcional que o analista literário deve estudar é o tempo. O Tempo Narrativo é o quarto elemento da história ficcional que vamos comentar nesta segunda temporada da coluna Teoria Literária. Ao todo, são onze os componentes constituintes da narrativa (BONACORCI, 2018). Nos meses anteriores, vimos no Bonas Histórias os três primeiros componentes: o Enredo, a Personagem e o Espaço Narrativo. No próximo mês, a discussão será centrada no conceito da Ambientação, o quinto elemento da narrativa. E em julho vamos tratar da Realidade Ficcional, o sexto componente. A proposta desta coluna é apresentar ainda neste ano todos os aspectos que formam uma obra literária.

O Tempo Narrativo constitui um dos elementos mais importantes da prosa ficcional. Existem três tipos de tempo em uma narrativa: o Cronológico, o Psicológico e o Metafísico (MOISÉS, 2014, p. 130).

O Tempo Cronológico é aquele relacionado à marcação objetiva da passagem do tempo. São as horas,...

Quem acompanha regularmente a segunda temporada da coluna Teoria Literária do Blog Bonas Histórias sabe que estamos apresentando, ao longo de 2019, os onze elementos da narrativa. Mensalmente, mergulhamos em um dos aspectos essenciais das tramas ficcionais. Nos posts anteriores, foram discutidos os conceitos de Enredo e de Personagem. Agora chegou a vez de falarmos do Espaço Narrativo

O espaço é o terceiro elemento da narrativa (BONACORCI: 2018). O analista literário deve estudá-lo atentamente para ver o quão influente ele é para a origem e para o desencadeamento da trama (MOISÉS, 2014, p. 136). Entende-se por espaço narrativo toda a organização física, social e cultural que compõe o cenário onde a história ficcional se desenvolve. Ele também pode ser definido como "o lugar onde se passa a ação de uma narrativa" (GANCHO, 2014, p. 27). Afinal, não é possível as personagens agirem soltas no espaço. Elas precisam estar situadas em um lugar e este lugar interfere, direta ou indi...

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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