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Keli Quitutes

Rubem Fonseca ficou famoso na segunda metade do século XX por ter sido o introdutor no Brasil e o principal adepto no cenário nacional da Literatura Brutalista (RODRIGUES, 2017), um dos subgêneros do Romance Policial. Segundo a Teoria Literária, o Brutalismo também é chamado de Neorrealismo Violento (BOSI, 1975), de Romance Noir ou de Romance Negro (TODOROV, 2013, p.98). Atuando como contista, romancista, novelista, ensaísta e roteirista, Fonseca publicou 32 livros, sendo 19 coletâneas de contos, 8 romances, 4 novelas e 1 ensaio. Falecido em abril deste ano, no comecinho da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o escritor que nascera em Minas Gerais e vivera desde a infância no Rio de Janeiro foi vítima de um infarto fulminante. Ou seja, sua morte não tem nada a ver com a COVID-19, como chegou a ser ventilado na época. Rubem Fonseca é um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Sua influência pode ser sentida até hoje. Não é difícil descobrir várias de s...

Depois da folga de um mês, período em que analisamos apenas obras individuais (8 livros de diferentes autores), o Bonas Histórias traz, em setembro, a continuação desta temporada do Desafio Literário. Neste ano, vale a pena lembrar, já estudamos o estilo de quatro escritores: Jack Kerouac (Estados Unidos), em abril, Maria José Dupré (Brasil), em maio, Kenzaburo Oe (Japão), em junho, e Virginia Woolf (Inglaterra), em julho. Nas próximas quatro semanas, vamos mergulhar na ficção de Rubem Fonseca, um dos principais nomes da literatura brasileira na segunda metade do século XX. O quinto autor do Desafio Literário de 2020 faleceu há quase cinco meses, no Rio de Janeiro, aos 95 anos. Ou seja, as análises dos livros e a investigação do estilo literário de Fonseca não deixam de ser uma homenagem póstuma do Bonas Histórias ao legado artístico deste importante escritor nacional.  

Rubem Fonseca nasceu na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 1925. Ainda garoto se mudou com a famíl...

Chegamos ao sexto e último livro de Maria José Dupré deste Desafio Literário. Depois de analisarmos, nas últimas semanas, três romances adultos da autora paulista, “Éramos Seis” (Ática), “Gina” (Ática) e “Os Rodriguez” (Ática), e duas obras infantojuvenis, “A Ilha Perdida” (Ática) e “A Mina de Ouro” (Ática), vamos comentar hoje no Bonas Histórias uma publicação de sua literatura infantil. Neste final de semana, li “O Cachorrinho Samba” (Ática), o primeiro livro da série homônima produzida por Dupré ao longo de quase duas décadas. Nesta coletânea infantil, a escritora nascida em Botucatu coloca Samba, um Fox simpático e corajoso, como protagonista de suas tramas. O bichinho já havia estreado na ficção em “A Mina de Ouro”. Contudo, foi só a partir de “O Cachorrinho Samba” que o cãozinho foi alçado ao plano principal das histórias da autora. Não é errado dizer que ele se tornou a principal personagem da literatura jovem de Maria José Dupré.  

Curiosamente, Samba foi inspirado no...

O tempo... Ah, o tempo! Ele pode ser cruel com pessoas, com objetos, com ideias e com organizações. E ele também pode ser implacável com as obras literárias. Há livros de grande qualidade que se tornam esquecidos do grande público com o passar dos anos. São vários os exemplos de publicações que saem do interesse do mercado editorial depois de uma, duas ou três gerações, mesmo mantendo um conteúdo relevante e interessante. Quando isso acontece, as editoras passam a não mais editar essas histórias, o que acentua ainda mais o processo de esquecimento delas. Aí, o leitor só consegue encontrar esses títulos em alguns sebos ou em boas bibliotecas espalhadas pelo país. Quando, obviamente, alguém se recorda de procurá-los.

Estou falando neste post do Bonas Histórias sobre tal questão porque acredito que “Os Rodriguez” (Ática) se enquadra perfeitamente nessa categoria. O romance mais ácido de Maria José Dupré não tem uma nova edição desde o início da década de 1980. São quase 40 anos s...

Um dos livros mais marcantes da minha infância foi “A Mina de Ouro” (Ática), romance infantojuvenil de Maria José Dupré. Grande sucesso da autora nascida em Botucatu em 1905, este título integra a Série Vaga-Lume, muito provavelmente a mais bem-sucedida e longeva coleção editorial do Brasil quando o assunto é literatura jovem. “A Mina de Ouro” é o quarto livro de Dupré que leio e analiso neste mês no Desafio Literário. Até agora, já foram comentados no Bonas Histórias “Éramos Seis” (Ática), romance histórico de 1943, “A Ilha Perdida” (Ática), livro infantojuvenil de 1944, e “Gina” (Ática), drama de 1945. Nas próximas semanas de maio, ainda virão posts sobre “Os Rodriguez” (Ática), romance adulto de 1946, e “O Cachorrinho Samba” (Ática), trama infantil de 1949.   

Passadas quase três décadas da primeira leitura de “A Mina de Ouro”, ainda me recordava com certa exatidão do drama das crianças presas em uma caverna no Morro do Jaraguá. Por que esta obra ficou em minha memória...

Neste final de semana, li mais um livro do Desafio Literário de maio. Após “Éramos Seis” (Ática) e “A Ilha Perdida” (Ática), eu me aprofundei, desta vez, na leitura de “Gina” (Ática). Este é o quarto romance adulto lançado por Maria José Dupré, a escritora paulista que está sendo analisada neste mês pelo Bonas Histórias. Esta obra também é uma das mais famosas da carreira da autora nascida em Botucatu no início do século XX. Depois de “Éramos Seis”, indiscutivelmente o maior sucesso de Dupré, “Gina” é a sua história mais comovente e forte. Além disso, esta publicação é a que apresenta um dos enredos mais ousados da literatura brasileira da primeira metade do século XX. Afinal, colocar como heroína de uma trama ficcional, em plena década de 1940, uma moça que recaí à prostituição para fugir da pobreza extrema não era algo nada habitual. Por isso, a coragem de Maria José na construção de sua protagonista e no desenvolvimento deste drama singular. Para muita gente, eu me incluo...

Nesta semana, li “A Ilha Perdida” (Ática), o segundo livro de Maria José Dupré do Desafio Literário de maio. Esta obra representou o maior sucesso da escritora paulista na literatura infantojuvenil. Publicado há 76 anos, “A Ilha Perdida” é considerado hoje em dia um clássico do seu gênero. A trama dos meninos que ficaram presos em uma ilha aparentemente deserta foi também o primeiro livro da Série Vaga-Lume, famosa coletânea da Editora Ática lançada em 1973 e destinada ao público mirim. Para muita gente, esta publicação é a melhor história da coletânea da Ática, ao lado de “A Turma da Rua Quinze” (Ática), de Marçal Aquino, e “O Rapto do Garoto de Ouro” (Ática), de Marcos Rey. Há quem vá além, colocando esta obra de Dupré no patamar de “O Gênio do Crime” (Global), romance investigativo de João Carlos Marinho da Silva, na lista dos melhores títulos infantojuvenis da segunda metade do século XX.

Além do grande sucesso de crítica, “A Ilha Perdida” se tornou um dos maiores best-sel...

O Desafio Literário de maio começa justamente com o maior sucesso literário de Maria José Dupré, a autora que o Bonas Histórias analisará neste mês. “Éramos Seis” (Ática) foi o segundo romance lançado pela escritora paulista nascida em Botucatu no finalzinho do século XIX. A obra conquistou o Prêmio Raul Pompéia de 1944, honraria oferecida pela Academia Brasileira de Letras ao melhor romance publicado no ano anterior. Não é errado dizer que este livro se tornou um clássico da literatura brasileira. É quase impossível hoje um adulto em nosso país não se lembrar deste título ou não ter ouvido ao menos uma menção sobre ele ao longo de sua vida. É claro que, assim como aconteceu com boa parte do portfólio literário de Jorge Amado, as várias adaptações da trama de “Éramos Seis” para a televisão e para o cinema ajudaram substancialmente na popularização da narrativa de Maria José Dupré. Há quatro décadas, a TV tem um poder disseminador da cultura no Brasil muito mais forte do que a...

Jack Kerouac é o primeiro escritor que terá seu estilo literário analisado no Bonas Histórias em 2020. Para a realização deste estudo, foram lidos e comentados, em abril, na coluna Desafio Literário, seis dos principais livros do autor norte-americano: “Cidade Pequena, Cidade Grande” (L&PM Editores), “On The Road - Pé na Estrada” (L&PM Pocket), “Os Subterrâneos” (L&PM Pocket), “Os Vagabundos Iluminados” (L&PM Pocket), “Big Sur” (L&PM Pocket) e “Pic” (L&PM Pocket). Por essa amostra, dá para perceber, desde já, que demos preferência para a prosa ficcional (romances e novelas) em detrimento aos demais textos. É, portanto, sobre essa parte específica da literatura de Kerouac que vamos nos debruçar. Assim, renunciamos, por ora, às coletâneas poéticas, aos ensaios não ficcionais e aos registros autobiográficos do pai da Geração Beat.   

Logo de início, abro um parêntese simbólico para explicar o quão complicado é tratar, nos dias de hoje, do legado artístico e cultural de Jack...

Tenho o prazer de anunciar que o Desafio Literário, a coluna mais antiga e popular do Bonas Histórias, chega em 2020 à sua sexta temporada. Nesta seção, analisamos os trabalhos de renomados autores nacionais e internacionais dos mais variados gêneros. A proposta é identificar mensalmente o estilo de cada escritor selecionado. Antes, porém, avaliamos, ao longo de todo mês, suas principais obras. É a partir da análise detalhada dos principais livros de cada autor que conseguimos compor o cenário completo de seu estilo literário.

Em 2020, os oito escritores escolhidos para compor nossos estudos foram: Jack Kerouac (Estados Unidos), Maria José Dupré (Brasil), Kenzaburo Oe (Japão), Virginia Woolf (Inglaterra), Julio Cortázar (Argentina), Nadine Gordimer (África do Sul), António Lobo Antunes (Portugal) e Miguel Ángel Asturias (Guatemala). Note que optamos por ao menos um artista de cada continente: América do Sul, América Central, América do Norte, Europa, África e Ásia. Apenas a Oc...

O Desafio Literário chega, em 2019, à sua quinta edição. Nos quatro anos anteriores, investigamos, no Bonas Histórias, a literatura de 29 renomados escritores. Esses artistas das palavras vieram de todas as partes do mundo, eram de diferentes épocas e tinham estilos completamente distintos. Para criar os perfis estilísticos desse grupo de autores, foram lidos e analisados, neste período, 157 livros. Todos os posts, tanto dos títulos avaliados quanto das conclusões obtidas sobre a literatura desses escritores, estão disponíveis para consulta. Os leitores do blog podem acessar esse material na coluna Desafio Literário.

Nossa lista de autores estudados é formada, até este momento, por Mia Couto (Moçambique), Nick Hornby (Inglaterra), Jorge Amado (Brasil), John Green (Estados Unidos), Ignácio de Loyola Brandão (Brasil), Harlan Coben (Estados Unidos), Stephen King (Estados Unidos), Graciliano Ramos (Brasil), Agatha Christie (Inglaterra), Pablo Neruda (Chile), Sidney Sheldon (Estado...

Já estamos em fevereiro e, confesso, meus pensamentos estão agora voltados quase que integralmente para o Desafio Literário de 2019. Desde o mês passado, estou selecionando os autores e as obras que desejo investigar a partir de abril. O próximo Desafio Literário será a quinta edição que o Bonas Histórias divulga com exclusividade. Se você é fã de nossas análises literárias, fique ligado(a), pois em breve vou divulgar o calendário com os estudos que faremos neste ano aqui no blog.Contudo, sei que, antes de avançarmos no planejamento do Desafio Literário de 2019, é necessário fazermos uma retrospectiva rápida do que foi visto em 2018. Para se olhar para frente com inteligência, é preciso, antes de qualquer coisa, olhar para trás com sabedoria. Eu costumo realizar esse apanhado geral dos escritores e dos livros estudados nesta coluna do Bonas Histórias no final do ano. Excepcionalmente dessa vez, deixei para fazer em fevereiro do ano seguinte. Acho que isso não atrapalhará em n...

Ao longo deste ano, discutimos, aqui na coluna Teoria Literária, muitas questões relativas à Análise Literária. Tratamos dos seguintes temas: o que é uma Análise Literária; tipos de Análise Literária; como se faz uma Análise Literária; fundamentos e extensão da Análise Literária; modelo padrão da Análise Literária; definição do Estilo Literário; e identificação do Estilo Autoral. Quem gosta e literatura deve ter se esbaldado com esses posts do Bonas Histórias.

Contudo, não me preocupei de explicar alguns pontos sobre a Teoria Literária e sobre a maneira de se trabalhar segundo seus princípios. Como uma investigação de bases científicas, há a exigência do embasamento metodológico dos procedimentos aqui realizados (SOUZA et al, 2011, p. 11). O fato de o campo de estudo ser a literatura, popularmente associada à subjetividade analítica quando veiculada como crítica literária (MOISÉS, 2014, p. 18-24), não altera em nada o quadro procedimental. A pesquisa científica, seja ela da ár...

Como vimos no último post da coluna Teoria Literária, há dois tipos gerais de estudos estilísticos na literatura: (1) o voltado para a individualização do autor e (2) o referente à caracterização da escola literária (post publicado em agosto no Bonas Histórias: Definição de Estilo Literário). O primeiro é tradicionalmente objeto de estudo da teoria literária (quando feito com rigor científico) e da crítica literária (quando feito com liberdade metodológica), enquanto o segundo é normalmente estudado pela historiografia literária.

Como nossa ideia hoje é debater a identificação do estilo peculiar de um escritor (e não as características gerais da literatura brasileira contemporânea), o segundo tipo de análise estilística será, obviamente, preterido. Além disso, a análise do estilo autoral deve ser feita segundo as bases conceituais da teoria literária. Afinal, a pretensão de tal pesquisa é tornar-se cientificamente aceita. Exclui-se, portanto, o viés da crítica literária que es...

Desde o começo do ano, estamos tratando aqui na coluna Teoria Literária sobre os mais diferentes aspectos da Análise Literária. Hoje, gostaria de entrar em outro tema que, de certa forma, está relacionado ao nosso assunto principal. Refiro-me ao Estilo Literário. O que é estilo para a literatura? Faço tal questionamento porque um dos usos possíveis da análise literária é para a identificação das particularidades presentes em um texto ou em um grupo de textos. Para quem acompanha o Bonas Histórias, essa é, curiosamente, a matéria-prima do Desafio Literário, seção do blog especializada em identificar as particularidades dos principais escritores de ontem e de hoje.

O estilo literário está relacionado à forma como um autor ou o conjunto de escritores de determinada região, período ou escola literária produzem suas criações artísticas. Em outras palavras, estilo, segundo a concepção da literatura, é a reunião de particularidades, seja da língua ou de elementos da narrativa, empreg...

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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