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Keli Quitutes

Depois de analisar a literatura de Rubem Fonseca em setembro, o Desafio Literário deixa o território brasileiro, atravessa a Cordilheira dos Andes e chega ao Chile. A escritora que será estudada em outubro no Bonas Histórias é Isabel Allende, uma das vozes latino-americanas mais populares da atualidade. Traduzida para quatro dezenas de idiomas e com mais de 70 milhões de livros vendidos, Allende é a autora viva de língua espanhola mais lida no mundo. Ela é dona de best-sellers internacionais como “A Casa dos Espíritos” (Bertrand Brasil), “Eva Luna” (Bertrand Brasil) e “Paula” (Bertrand Brasil). É impossível falar da literatura contemporânea sul-americana sem citar o nome de Isabel Allende.

Nascida em Lima, no Peru, em agosto de 1942, quando seu pai, Tomás Allende, trabalhava como diplomata, Isabel tem a nacionalidade chilena. Atuando como jornalista desde os 17 anos, ela foi repórter de televisão, redatora e editora de revista em Santiago até o golpe militar de 1973. Sobrinha...

Rubem Fonseca ficou famoso na segunda metade do século XX por ter sido o introdutor no Brasil e o principal adepto no cenário nacional da Literatura Brutalista (RODRIGUES, 2017), um dos subgêneros do Romance Policial. Segundo a Teoria Literária, o Brutalismo também é chamado de Neorrealismo Violento (BOSI, 1975), de Romance Noir ou de Romance Negro (TODOROV, 2013, p.98). Atuando como contista, romancista, novelista, ensaísta e roteirista, Fonseca publicou 32 livros, sendo 19 coletâneas de contos, 8 romances, 4 novelas e 1 ensaio. Falecido em abril deste ano, no comecinho da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o escritor que nascera em Minas Gerais e vivera desde a infância no Rio de Janeiro foi vítima de um infarto fulminante. Ou seja, sua morte não tem nada a ver com a COVID-19, como chegou a ser ventilado na época. Rubem Fonseca é um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Sua influência pode ser sentida até hoje. Não é difícil descobrir várias de s...

Em 1975, Rubem Fonseca já era um autor consagrado no cenário nacional. Depois da publicação de quatro ótimos livros de narrativas curtas, "Os Prisioneiros" (Agir), "A Coleira do Cão" (Nova Fronteira), "Lúcia McCartney" (Agir) e "O Homem de Fevereiro ou Março" (Nova Fronteira), e um romance, "O Caso Morel" (Biblioteca Folha), o escritor mineiro resolveu radicalizar. Lançou naquele ano "Feliz Ano Novo" (Nova Fronteira), uma coletânea de contos em que potencializava a violência, as cenas de sexo, a desigualdade social e a imoralidade do país. Ou seja, foi mais Rubem Fonseca do que nunca.  

O resultado desta ousadia literária foi um novo sucesso de público e de crítica. Em poucos meses, "Feliz Ano Novo" se tornou um best-seller nas livrarias com mais de 30 mil unidades comercializadas em três edições sucessivas. Para interromper a venda de uma obra tão incômoda, a ditadura militar resolveu censurá-la. O ministro da Justiça da época, Armando Falcão, alegou que o livro de Fonseca ia...

Na segunda metade da década de 1960, Rubem Fonseca já era considerado um dos grandes escritores nacionais de sua geração. Seus dois primeiros livros de contos, "Os Prisioneiros" (Agir), de 1963, e "A Coleira do Cão" (Nova Fronteira), de 1965, revolucionaram o gênero das narrativas curtas e foram recebidos com muita empolgação pela crítica literária da época. Fonseca não era visto apenas como um novato talentoso e sim como um autor peculiar que logo de cara conseguiu imprimir um estilo forte e único na literatura brasileira.

O sucesso retumbante de público e a conquista dos principais prêmios literários do país, contudo, só chegariam com a publicação de sua terceira coletânea de contos, "Lúcia McCartney" (Agir). Com este livro, Rubem Fonseca tornou-se um best-seller nacional e entrou definitivamente para o panteão dos grandes autores contemporâneos do Brasil. Exatamente por isso, iniciamos o Desafio Literário de setembro, a principal coluna do Bonas Histórias, com a análise des...

Neste final de semana, li um livro curioso. Eu o baixei gratuitamente há cerca de três ou quatro meses em uma visita despretensiosa à Loja Kindle, da Amazon. Contudo, só agora consegui lê-lo. A publicação em questão é “Conte Outra Vez” (ebook), uma coletânea de contos inspirada nas músicas de Raul Seixas. Organizada por T. K. Pereira, esta obra reúne 35 narrativas curtas criadas a partir do panorama musical do principal roqueiro da história do Brasil. O material ainda traz uma elegia criada por Bráulio Tavares. Com uma proposta tão ousada, uma capa belíssima estampando o rosto do músico baiano e um título intertextual (“Tente Outra Vez” é uma das canções mais conhecidas de Raulzito), achei este livro uma ótima opção de leitura. Só não o li antes pois estava mergulhado nos materiais do Desafio Literário desta temporada do Bonas Histórias.

“Conte Outra Vez” foi publicado em agosto de 2019 exclusivamente na versão digital. O lançamento desta obra homenageou o trigésimo aniversári...

Em outubro do ano passado, analisamos o estilo literário de Gabriel García Márquez na coluna Desafio Literário. Para tal, foram comentadas, naquele mês, seis obras do escritor colombiano: “Relato de Um Náufrago” (Record), “Ninguém Escreve ao Coronel” (Record), “Cem Anos de Solidão” (Record), “Crônica de Uma Morte Anunciada” (Record), “Amor nos Tempos do Cólera” (Record) e “Memória de Minhas Putas Tristes” (Record). Sem dúvida, esses são os livros mais importantes de sua carreira. Contudo, senti falta de analisar, no Bonas Histórias, uma coletânea de contos do Nobel de Literatura de 1982. Gabo, como o autor era chamado carinhosamente, não foi apenas um grande novelista e romancista, mas também se destacou nas narrativas curtas. Para reparar essa ausência, li, na semana passada, “Olhos de Cão Azul” (Record). Este título é uma das mais inusitadas coleções de contos de Gabriel García Márquez.     

As produções das histórias de “Olhos de Cão Azul” remontam ao início...

Neste comecinho de agosto, li um clássico do Modernismo brasileiro: “Brás, Bexiga e Barra Funda” (Melhoramentos). Principal obra literária de Antônio de Alcântara Machado, escritor e jornalista paulistano do início do século XX, esta coletânea de contos possui como protagonistas os imigrantes italianos que desembarcaram na capital paulista a partir do final do século retrasado. Fugindo das guerras e das graves crises econômicas na Europa, os estrangeiros ajudaram a construir vários bairros do município (daí o título do livro) e influenciaram na identidade cultural da maior cidade brasileira.

Ambientadas na São Paulo das duas primeiras décadas do século XX, as histórias de “Brás, Bexiga e Barra Funda” são crônicas urbanas sobre uma metrópole ainda em formação. Misturando ficção e acontecimentos banais do dia a dia paulistano, Alcântara Machado narra com beleza a vida e os dramas dos imigrantes europeus durante o processo de afirmação e de ambientação na nova terra.

Publicado ori...

A literatura de Kenzaburo Oe é bem variada. O escritor japonês vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1994 produziu contos, novelas, romances, crônicas e ensaios. É uma pena que a maior parte desse portfólio artístico não tenha sido traduzida para o português. No Desafio Literário de junho, estamos vendo um pouco dessa multiplicidade narrativa de Oe. Foram analisados no Bonas Histórias, até agora, a novela “A Captura” (Luna), os romances “Uma Questão Pessoal” (Companhia das Letras) e “O Grito Silencioso” (Francisco Alves) e a coleção de crônicas “Jovens de Um Novo Tempo, Despertai!” (Companhia das Letras).

No post de hoje, vamos aprofundar nosso estudo sobre a literatura de Kenzaburo Oe comentando seu principal livro de narrativas curtas. A obra em questão é “14 Contos de Kenzaburo Oe” (Companhia das Letras), minha leitura dessa semana. Este título abrange quase três décadas e meia da produção de pequenas histórias do autor. As tramas desta coletânea de contos foram publica...

Depois de analisar a literatura de Jack Kerouac (Estados Unidos), em abril, e de Maria José Dupré (Brasil), em maio, o Desafio Literário viajará, neste mês, para o outro lado do planeta. Nosso destino é mais precisamente o Japão. A ideia é debatermos em junho o trabalho artístico de Kenzaburo Oe. Prêmio Nobel de Literatura de 1994, o escritor japonês se destacou na produção de romances, contos, crônicas e ensaios de teor naturalista. Seus títulos abordam invariavelmente questões políticas (democracia, armas nucleares, energia nuclear), sociais (não-conformismo) e filosóficas (existencialismo).

Polêmico e extremamente popular em sua terra natal, Oe é ainda hoje uma das principais vozes da literatura contemporânea. Sua obra-prima é “Uma Questão Pessoal” (Companhia das Letras), romance com elementos autobiográficos sobre um professor de inglês que tem um filho com problemas cerebrais. Esse livro também foi publicado em língua portuguesa com um nome diferente: “Não Matem o Bebê”....

Em fevereiro, divulguei na coluna Mercado Editorial os dez livros mais vendidos no Brasil em 2019. Desde 2015, faço as medições dos sucessos editoriais e as divulgo no Bonas Histórias. Mensurar o êxito comercial das publicações é uma maneira de compreender tanto o que as editoras e os autores estão oferecendo de interessante quanto as nuances do gosto dos leitores. E mais uma vez tivemos, no topo do último ranking dos livros mais comercializados em nosso país, o predomínio de títulos de autoajuda, obras religiosas e produções de celebridades da Internet. Como sou apaixonado pela ficção literária, fiquei me perguntando quais seriam os best-sellers dessa categoria. Afinal, não tivemos nenhum romance, nenhuma novela e nenhuma coletânea de contos entre as obras mais vendidas no Brasil entre janeiro e dezembro de 2019. Durmamos com mais essa aterradora notícia sobre as preferências dos nossos conterrâneos.   

Para formular o novo ranking das ficções mais vendidas do Oiapoque a...

No finalzinho do ano passado, fiquei tão encantado com a leitura de “Suicidas” (Benvirá), o romance policial de estreia de Raphael Montes, que resolvi, dessa vez, ler outro livro do jovem escritor carioca. Minha escolha foi por “O Vilarejo” (Suma das Letras), sua coletânea de contos de terror. Li esta obra na noite retrasada e, agora, vou comentá-la neste post do Bonas Histórias.

Raphael Montes, para quem ainda não o conhece, é um dos principais nomes da nova geração da literatura brasileira. Sucesso precoce de crítica e de público, o escritor de apenas 29 anos já foi traduzido para vários idiomas e teve suas obras lançadas no exterior. Finalista de vários prêmios literários importantes no Brasil e best-seller nas livrarias nacionais, Montes é especialista na produção de thrillers policiais e de narrativas aterrorizantes. Por isso, seu apelido de “Prodígio do Crime”. Além da literatura, o carioca tem se dedicado, nos últimos anos, também aos roteiros televisivos e cinematográf...

Trago uma ótima notícia para os leitores do Bonas Histórias. O Talk Show Literário, o programa fictício mais amado da televisão, ganhará uma nova temporada. Uhu! Esta será a quarta edição da série de entrevistas com as grandes personagens da literatura brasileira. Portanto, uma vez por mês, traremos um bate-papo exclusivo e interessante conduzido por Darico Nobar. Sim, o âncora da atração permanece o mesmo. Inclusive, conversei no final do ano passado com Nobar. Naquela oportunidade, ele havia renovado seu contrato com o Bonas Histórias para mais um ano e falou informalmente sobre a nova temporada de seu programa. Curiosamente, o apresentador não apenas tratou, neste bate-papo comigo, da série de entrevistas de 2020 como também adiantou algumas novidades de 2021. Veja as suas palavras:    

Muito provavelmente, esta será a edição mais desafiadora do Talk Show Literário. Depois de três anos de enorme sucesso, que tornaram nosso programa uma das colunas mais populares...

Minha leitura deste final de semana foi “No Seu Pescoço” (Companhia das Letras), a coletânea de contos de Chimamanda Ngozi Adichie. Adichie, nunca é demais lembrar, é a autora que está sendo analisada neste mês no Desafio Literário. Este livro, o terceiro da escritora nigeriana que comentamos no Bonas Histórias, aborda essencialmente os dramas dos imigrantes nos Estados Unidos, o choque cultural entre o estilo de vida ocidental e o nativo da África e os conflitos familiares provocados pela violência, pelo racismo, pelo machismo e pelas diferenças étnico-religiosas. Ou seja, temos aqui um coquetel bombástico com histórias de brutalidades, traições, injustiças, separações e desigualdades sociais. Quem gosta de drama, saiba que este livro é um prato cheio! Chimamanda Ngozi Adichie não tem medo de colocar o dedo nas feridas e apresentar a realidade nua e crua dos seus conterrâneos.

Apesar do conteúdo forte e do texto revelador, “No Seu Pescoço” é capaz de encantar seus leitores pr...

Quando falamos sobre os grandes livros de João Guimarães Rosa, uma das mais icônicas figuras do Modernismo Brasileiro, logo pensamos em “Grande Sertão: Veredas” (Nova Fronteira), “Sagarana” (Nova Fronteira) e “Corpo de Baile” (Nova Fronteira). É inevitável. Para boa parte da crítica literária, esses títulos apresentam as obras-primas do autor mineiro nos três principais gêneros literários por ele trabalhado – o romance com “Grande Sertão: Veredas”, os contos com “Sagarana” e as novelas com “Corpo de Baile”.

Contudo, quando o assunto é popularidade, um quarto trabalho de Guimarães Rosa ganha relevância e, muitas vezes, bate os anteriores em número de leitores e em exemplares disponíveis à venda nas livrarias e para empréstimo nas bibliotecas. Estou me referindo à “Primeiras Estórias” (Nova Fronteira), a coletânea de contos lançada em 1962.  

Apesar de ser apenas o sexto livro publicado pelo escritor, posterior, portanto, a “Sagarana”, “Corpo de Baile” e “Grande Sertão: Veredas”,...

É com muita alegria que anuncio que o programa ficcional mais amado da televisão brasileira ganhará uma terceira temporada. O Bonas Histórias renovou o contrato com Darico Nobar e, assim, teremos, em 2019, mais uma edição do Talk Show Literário. A proposta da atração continua a mesma: entrevistar as grandes personagens ficcionais da literatura brasileira. Todos os meses, iremos apresentar aqui no blog uma dessas conversas.  

Segundo Darico Nobar, o apresentador do programa, a meta do Talk Show Literário neste ano é se tornar a coluna mais visitada do Blog Bonas Histórias. “Há dois anos estamos em segundo lugar. Não entendo o motivo dos leitores preferirem o Desafio Literário ao nosso programa de entrevistas. Por isso, vou caprichar nas escolhas dos entrevistados desta temporada. Quero ver alguém preferir as análises literárias do Ricardo Bonacorci aos debates do meu Talk Show”, desafiou o entrevistador na última reunião de pauta. Pelo visto, Nobar vem com muita vontade de faze...

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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