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Keli Quitutes

Rubem Fonseca ficou famoso na segunda metade do século XX por ter sido o introdutor no Brasil e o principal adepto no cenário nacional da Literatura Brutalista (RODRIGUES, 2017), um dos subgêneros do Romance Policial. Segundo a Teoria Literária, o Brutalismo também é chamado de Neorrealismo Violento (BOSI, 1975), de Romance Noir ou de Romance Negro (TODOROV, 2013, p.98). Atuando como contista, romancista, novelista, ensaísta e roteirista, Fonseca publicou 32 livros, sendo 19 coletâneas de contos, 8 romances, 4 novelas e 1 ensaio. Falecido em abril deste ano, no comecinho da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o escritor que nascera em Minas Gerais e vivera desde a infância no Rio de Janeiro foi vítima de um infarto fulminante. Ou seja, sua morte não tem nada a ver com a COVID-19, como chegou a ser ventilado na época. Rubem Fonseca é um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Sua influência pode ser sentida até hoje. Não é difícil descobrir várias de s...

Vira e mexe, eu comento no Bonas Histórias os cursos de Escrita Criativa que faço ou que gostaria de fazer. E um dos melhores é o CLIPE - Curso Livre de Preparação do Escritor. Oferecido anualmente pelo Centro de Apoio ao Escritor (CAE), do museu paulistano Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, aos escritores em início de carreira, ele é a primeira opção de muita gente que deseja embarcar para valer na literatura (eu faço parte deste grupo). Coordenado por Reynaldo Damazio, o CLIPE é, na minha opinião, o mais renomado curso de Escrita Criativa da cidade de São Paulo, ao lado da Pós-Graduação de Formação de Escritores do Instituto Vera Cruz.  

A principal vantagem do curso ministrado pela Casa das Rosas é a sua gratuidade (o curso da Vera Cruz é pago), além da ótima qualidade, é claro. E sua maior desvantagem é o fato de ter pouquíssimas vagas disponíveis (são apenas 70 vagas para quase mil candidatos). Dessa maneira, seu processo seletivo é rigorosí...

Em outubro de 1928, Virginia Woolf já era uma das principais escritoras de sua geração. “Mrs. Dalloway” (L&PM Pocket) e “Passeio ao Farol” (Rio Gráfica), romances publicados, respectivamente, em 1925 e 1927, revolucionaram o estilo da prosa moderna. E “Orlando” (Penguin), sua obra ficcional recém-lançada, se tornava rapidamente um best-seller no Reino Unido e nos Estados Unidos. Por isso, nada mais natural do que Virginia Woolf, que vivia seu ápice profissional e uma fase de intensa popularidade, ser convidada para dar palestras sobre literatura, crítica literária, feminismo e produção artística nos quatro cantos da Inglaterra. Um desses convites partiu da Universidade de Cambridge. A tradicional instituição de ensino superior queria que a renomada autora falasse em duas de suas faculdades femininas, a Sociedade de Artes do Newnham College e a ODTAA do Girton College. O tema das conversas seria “as mulheres e a ficção”.

E lá foi Virginia Woolf discursar para as estudantes univ...

O Desafio Literário parte agora para a análise de seu quarto escritor desta temporada. Quem está acompanhando com assiduidade o Bonas Histórias sabe que já estudamos, em 2020, as literaturas de Jack Kerouac (Estados Unidos), em abril, de Maria José Dupré (Brasil), em maio, e de Kenzaburo Oe (Japão), em junho. E o autor de julho é, na verdade, uma autora: Virginia Woolf. Nesse caso, o correto seria chamá-la pelo artigo definido e expresso com letras maiúsculas - A escritora!

Woolf é uma das principais artistas europeias da primeira metade do século XX. Figura central do Modernismo em língua inglesa, intelectual de renome no período entre guerras, editora de grande sucesso e precursora do Feminismo, a britânica de jeito frágil e muitas vezes deprimida deixou um legado incontestável para a literatura universal. Seu portfólio de textos é bem variado. Ela produziu romances, coletâneas de contos, ensaios e uma peça teatral, além de ter deixado traduções, cartas e diários de enorme r...

Depois de analisar a literatura de Jack Kerouac (Estados Unidos), em abril, e de Maria José Dupré (Brasil), em maio, o Desafio Literário viajará, neste mês, para o outro lado do planeta. Nosso destino é mais precisamente o Japão. A ideia é debatermos em junho o trabalho artístico de Kenzaburo Oe. Prêmio Nobel de Literatura de 1994, o escritor japonês se destacou na produção de romances, contos, crônicas e ensaios de teor naturalista. Seus títulos abordam invariavelmente questões políticas (democracia, armas nucleares, energia nuclear), sociais (não-conformismo) e filosóficas (existencialismo).

Polêmico e extremamente popular em sua terra natal, Oe é ainda hoje uma das principais vozes da literatura contemporânea. Sua obra-prima é “Uma Questão Pessoal” (Companhia das Letras), romance com elementos autobiográficos sobre um professor de inglês que tem um filho com problemas cerebrais. Esse livro também foi publicado em língua portuguesa com um nome diferente: “Não Matem o Bebê”....

É muito legal quando renomados escritores produzem textos sobre seu ofício, sobre suas carreiras ou sobre a literatura de maneira geral. De cabeça, recordo de algumas obras maravilhosas neste sentido: “Sobre a Escrita” (Suma das Letras), de Stephen King, “A Arte do Romance” (Companhia das Letras), de Milan Kundera, “Um Teto Todo Seu” (Tordesilhas), de Virginia Woof, “Auto-retrato do Escritor quando Corredor de Fundo”, de Haruki Murakami, “História da Literatura Ocidental Sem as Partes Chatas” (Cultrix), de Sandra Newman, e “Por que Ler os Clássicos?” (Companhia das Letras), de Italo Calvino. Boa parte desta lista já foi analisada no Bonas Histórias. Hoje, gostaria de comentar um antigo ensaio sobre a história da literatura de terror, um dos meus gêneros narrativos favoritos.

“O Horror Sobrenatural em Literatura” (Iluminuras) é o único livro não ficcional de Howard Phillips Lovecraft, escritor norte-americano que revolucionou as histórias de terror na primeira metade do século...

Esse finalzinho de Desafio Literário tem sido muito frustrante. Depois de ficar extremamente empolgado com a qualidade excepcional dos romances “Hibisco Roxo” (Companhia das Letras), “Meio Sol Amarelo” (Companhia das Letras) e “Americanah” (Companhia das Letras) e da coletânea de contos “No Seu Pescoço” (Companhia das Letras), acabei me decepcionando bastante com os ensaios feministas de Chimamanda Ngozi Adichie. Na terça-feira passada, comentamos, no Bonas Histórias, “Sejamos Todos Feministas” (Companhia das Letras), ensaio de 2013 da escritora nigeriana. Agora, é a vez de discutirmos “Para Educar Crianças Feministas” (Companhia das Letras), a última publicação de Adichie.

Li esta obra na quinta-feira passada e fiquei assustado com a precariedade do seu conteúdo. “Para Educar Crianças Feministas” consegue ser ainda pior do que “Sejamos Todos Feministas” (sim, isso é possível!). Vale a pena salientar que estou aqui analisando o conteúdo do livro (a verdadeira proposta do Desaf...

Li, neste final de semana, “Sejamos Todos Feministas” (Companhia das Letras), o primeiro ensaio feminista de Chimamanda Ngozi Adichie. A autora nigeriana publicou, anos mais tarde, um segundo livro nesta linha: “Para Educar Crianças Feministas” (Companhia das Letras). Com essas duas obras, Adichie se tornou uma das mais importantes porta-vozes do movimento feminista tanto na África quanto nos Estados Unidos. Por isso, muitos leitores conhecem a escritora mais como uma engajada militante do que como uma romancista de talento. Esse tipo de visão está totalmente equivocado!

Como vimos até aqui no Desafio Literário, o trabalho ficcional de Chimamanda Ngozi Adichie é espetacular. “Hibisco Roxo” (Companhia das Letras), “Meio Sol Amarelo” (Companhia das Letras), “No Seu Pescoço” (Companhia das Letras) e “Americanah” (Companhia das Letras), obras analisadas neste mês no Bonas Histórias, são impecáveis e merecem ficar em primeiro plano em qualquer debate. Para mim, Chimamanda Ngozi Adi...

O quarto livro de Albert Camus que vamos analisar, hoje, no Desafio Literário de setembro é “O Homem Revoltado” (Record). Esta é a publicação mais polêmica do escritor e filósofo franco-argelino ganhador do Nobel de Literatura. Neste longo ensaio, o autor de “O Estrangeiro” (Record) apresenta a trajetória histórica e metafísica da Revolta, um dos conceitos mais importantes do Absurdismo. O Absurdismo, vale a pena citar, foi a corrente filosófica existencialista criada pelo dinamarquês Søren Kierkegaard na primeira metade do século XIX e, mais tarde, aprimorada pelo próprio Albert Camus. “O Homem Revoltado” e “O Mito de Sísifo” (Record), ambas coletâneas de ensaios de Camus, são os títulos que ajudaram a impulsionar o Absurdismo no século XX.   

Publicado em 1951, “O Homem Revoltado” integra a trilogia da Revolta, composta também pela “A Peste” (Record), romance de 1947, e “Os Justos”, peça teatral de 1949. Esta coleção de obras escancara o viés negativo da violência prati...

Na semana passada, começamos o Desafio Literário de setembro, cujo estudo aborda a literatura de Albert Camus, pela análise de “O Estrangeiro” (Record). Essa obra é a novela mais famosa do autor e filósofo francês. Hoje, vamos apresentar, no Bonas Histórias, o livro de ensaios que embasa conceitualmente os princípios filosóficos por trás do protagonista e da narrativa de “O Estrangeiro”. A publicação em questão é “O Mito de Sísifo” (Record). Nesta coletânea de ensaios, Camus expõe os princípios do Absurdo. O Absurdismo é, de maneira geral, uma corrente do existencialismo que se aproveita de alguns elementos do niilismo. Criada no século XIX pelo dinamarquês Søren Kierkegaard, a filosofia do Absurdo teve em Albert Camus seu principal adepto. “O Mito de Sísifo” é, por sua vez, a obra central dessa corrente do pensamento existencialista.  

“O Estrangeiro” e “O Mito de Sísifo”, ambos livros publicados em 1942, integram a trilogia do Absurdo, criação de Camus desenvolvida em meio à...

Como se produz o humor?! Essa pergunta tira o sono de muitos escritores, roteiristas e artistas. E foi justamente essa indagação o que motivou Ricardo Araújo Pereira, um dos mais famosos comediantes portugueses da atualidade, a estudar a fundo o tema. As análises e as pesquisas de Ricardo resultaram no livro "A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram Num Bar" (Tinta da China). Esta obra pode ser classificada como um manual teórico da produção humorística. Esse, por um acaso, é o subtítulo da publicação. A hilaridade, portanto, discutida em "A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram Num Bar - Uma Espécie de Manual da Escrita Humorística" já começa em seu nome um tanto estrambólico.

Com muito bom humor (presente tanto no texto quanto no projeto gráfico da obra), com análises profundas sobre a questão debatida, com uma linguagem acessível e com citações de situações engraçadas extraídas da TV, da literatura, do teatro, das artes plásticas e da vida comum, Ricardo Araújo Pereira apres...

Nesse sábado, li "O Rio do Meio" (Mandarim), segundo livro de Lya Luft do Desafio Literário de outubro. Publicada em 1996, essa obra representou a chegada da escritora gaúcha a um gênero literário até então novo para ela: o ensaio. Depois de lançar seis romances, quatro obras poéticas e uma coletânea de contos, Lya Luft sentiu a necessidade de discutir sua literatura e debater alguns temas sensíveis aos seus livros.

Em uma prosa que mistura ficção e realidade, Lya conversa abertamente com os leitores sobre o que, afinal, ela se propõe a falar em seus livros. "O Rio do Meio" começa exatamente com esse questionamento. "Há temas que se repetem, perguntas que se perpetuam; inquietações coincidem entre o escritor e seus leitores, entre quem dá algum depoimento e quem assiste. 'Por que você escreve?' é a primeira e universal indagação", escreveu a autora no primeiro parágrafo do capítulo inicial da obra.

Para responder a essa dúvida, Lya Luft apresenta, em sete breves capítulos, um c...

"Por que Ler os Clássicos" (Companhia de Bolso) é uma obra diferente das que li até aqui de Italo Calvino neste Desafio Literário - "Cidades Invisíveis" (Companhia das Letras), "Se um Viajante numa Noite de Inverno" (Planeta DiAgostini), "O Visconde Partido ao Meio" (Companhia de Bolso) e "Palomar" (Companhia das Letras). Ao invés de ser um livro ficcional, esta é uma publicação que analisa minuciosamente alguns dos clássicos da literatura mundial e italiana.

Ao longo dos capítulos, Calvino conversa com o leitor sobre aspectos da vida de importantes escritores, características das suas principais obras e elementos de suas literaturas. "Por que Ler os Clássicos" é uma coleção de artigos e ensaios publicada pelo autor entre 1954 e 1985 nos mais diversos meios. A maioria é composta por crônicas veiculadas pelo "La Repubblica", jornal onde Calvino trabalhou como colunista na década de 1980. Muitos textos foram extraídos diretamente de prefácios produzidos pelo jornalista-escritor...

Você deve conhecer pessoas que não ligam para o dinheiro, para o status, para os bens materiais e para uma vida de luxo e de mordomia. Essas pessoas parecem viver muito bem de maneira simples, optando por experiências mais humanas e gratificantes. De certa forma, elas agem o tempo inteiro em busca da qualidade de vida e da existência plena (completa). Aposto que você conhece alguém assim? 

Para retratar esta prática, que vem ganhando a cada dia mais adeptos no Brasil e no mundo, André Cauduro D'Angelo, professor universitário do Rio Grande do Sul, escreveu o livro "Por Uma Vida Mais Simples" (Cultrix). Nessa obra, o autor gaúcho apresenta o conceito da Simplicidade Voluntária, ou seja, a prática de buscar a simplicidade como meio de vida. É, obviamente, uma corrente oposta ao consumismo, ao capitalismo desenfreado, ao culto aos workaholics e ao individualismo.

Adorei o livro de D'Angelo. "Por Uma Vida Mais Simples" começa contando o histórico da Simplicidade Voluntária: do seu...

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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