A Editora Pomelo é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Dança & Expressão é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Eduardo Villela é Eduardo Villela é book advisor e parceiro do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
BonaBelle Design & Organização é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Epifania Conteúdo Inteligente é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Keli Quitutes

Li, nesta semana, “Meu País Inventado” (Bertrand Brasil), o quarto livro de Isabel Allende do Desafio Literário de outubro. Esta obra é classificada formalmente como as memórias da escritora chilena. Lendo essas linhas, um fã mais atento (e crítico) poderá reclamar: mais uma autobiografia de Allende, né?! O comentário ácido faz, à princípio, todo o sentido. “Paula” (Bertrand Brasil), publicado oito anos antes, tinha essa mesma característica/função. Naquela primeira narrativa biográfica, a autora, uma das principais figuras da literatura contemporânea em língua espanhola, descrevia de maneira sublime sua trajetória pessoal, familiar e profissional. Não à toa, “Paula” é um dos títulos mais famosos e emocionantes de Isabel Allende até hoje.

Então, “Meu País Inventado” é um livro sem muitas novidades para quem já leu a obra de memórias anterior, certo? Errado! Confesso que eu tinha a expectativa, no início desta leitura, de me deparar com um texto repetitivo e com um conteúdo sem...

Em dezembro de 1991, Isabel Allende já era uma das principais escritoras sul-americanas. Seus quatro primeiros romances, “A Casa dos Espíritos” (Bertrand Brasil), de 1982, “De Amor e de Sombra” (Bertrand Brasil), de 1984, “Eva Luna” (Bertrand Brasil), de 1987, e “O Plano Infinito” (Bertrand Brasil), de 1991, tinham sido lançados com êxito em vários países da Europa, da América do Norte e da América do Sul. Morando nos Estados Unidos desde 1988 com o segundo marido, um advogado norte-americano, a autora chilena levava uma vida, enfim, tranquila. A situação parecia ter entrado nos eixos depois de tempos de intermináveis complicações.

Vale lembrar que o inferno astral de Isabel começou justamente com a decretação do golpe militar no Chile, em setembro de 1973. Sobrinha de Salvador Allende e jornalista combativa, ela foi perseguida pelo governo de Augusto Pinochet. Não foram poucas as ameaças de morte que recebeu. Assustada, Isabel Allende teve de se exilar com a família por 13 an...

Em algumas cidades brasileiras, a quarentena do coronavírus já acabou ou foi abrandada. Em outras, a rotina da maioria das pessoas ainda é dentro de suas casas. De qualquer forma, algo parece ser consensual de norte a sul do país: o medo de muita gente de sair às ruas. Por mais ansiosos que estejamos para a volta total da antiga rotina, perambular no meio da multidão ainda é visto como uma atividade perigosa para a saúde individual e coletiva. Assim, milhões de brasileiros ainda precisam passar boa parte do tempo em suas residências.

Aí surge a questão: o que fazer com tantas horas livres? A minha resposta é simples e direta. Ler! E para não haver problema de falta de leitura, nada melhor do que ter em mãos nestas ocasiões obras do tipo tijolão, aquelas com centenas, centenas, centenas e centenas de páginas. Para muitos leitores, essa é a chance única para mergulharem em títulos que, do contrário, poderiam continuar sendo postergados infinitamente. Afinal, querendo ou não, a m...

Pablo Neruda não foi apenas um dos melhores poetas da sua geração. Foi, talvez, o mais querido escritor do seu tempo. Idolatrado em seu país e reverenciado mundialmente, o chileno ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1971. Este foi o autor analisado em julho no Desafio Literário do Blog Bonas Histórias.  

Nascido na interiorana cidade de Parral, em 1904, como Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, o tímido rapaz sempre gostou de escrever. Iniciou sua trajetória como poeta na adolescência. Já prevendo sua futura profissão, adotou o pseudônimo de Pablo Neruda em homenagem ao escritor checo Jan Neruda.

Formado em pedagogia e francês na Universidade do Chile, o Neruda chileno manteve carreiras paralelas de diplomata e de escritor ao longo de sua vida inteira. Como cônsul chileno, morou em vários lugares do mundo: países asiáticos, Argentina, México, Espanha e França, além de ter conhecido inúmeras outras nações (União Soviética, China, Brasil, Índia, etc.). A carreira diplomática s...

O quinto livro de Pablo Neruda que me propus a conhecer neste Desafio Literário de julho foi "Confesso que Vivi" (Difel), sua obra de memórias. Li a autobiografia do poeta chileno nesse final de semana. Em cerca de 350 páginas, Neruda narra os principais episódios de sua vida, da infância até a velhice. Escrito ao longo de vários anos pelo autor, o livro foi publicado pela primeira vez em 1974, alguns meses após a morte do chileno. Ou seja, a obra consegue percorrer toda a vida do poeta, até momentos antes do seu falecimento.

Dividido em doze capítulos, "Confesso que Vivi" segue uma ordem cronológica. Apesar de o autor deixar claro no início que contará a sua história embalado por suas lembranças, a publicação segue uma linha temporal. Após algumas partes introdutórias sobre a infância e adolescência do poeta, chegamos à fase adulta. Ela inicia-se quando Neruda deixa o interior chileno e se muda para a capital Santiago, onde vai fazer faculdade. Concluído o curso, Pablo Neruda...

No último final de semana, li "Canto Geral" (Bertrand Brasil), um dos principais livros de Pablo Neruda. O próprio autor considerava esta a principal obra de sua carreira. Escrito no final da década de 1940, o livro apresenta a história do continente americano em uma perspectiva inovadora. Os versos denunciam as injustiças históricas que os países da América Latina sofreram ao longo dos séculos. Vilões e heróis são reclassificados a partir da perspectiva do poeta.  

Publicado oficialmente no México em 1950 e clandestinamente no Chile no mesmo ano, "Canto Geral" se transformou em um clássico da literatura hispano-americana e mundial. Neruda escreveu os versos dessa obra quando fugia do Chile. Ele precisou atravessar a cordilheira dos Andes para entrar no território argentino. O poeta, nessa fase de sua vida, era perseguido pelo governo chileno. Sempre identificado com o partido comunista, ele teve seu mandato de senador da República cassado e viveu foragido quando a ditadura de...

Li, ontem à noite, a terceira obra de Pablo Neruda do Desafio Literário deste mês. “Cem Sonetos de Amor” é o principal livro da carreira do poeta chileno. Publicada originalmente em 1959, a coletânea de poemas amorosos tornou-se uma peça da cultura ocidental. Alguns dos seus versos foram musicalizados por Peter Lieberson e outros foram citados pelo protagonista no filme “Patch Adams – O Amor é Contagioso” (Patch Adams: 1998) para demonstrar o amor que sentia pela mulher desejada.

“Cem Sonetos de Amor” é dedicado a Matilde Urrutia, a terceira e última esposa do Nobel de Literatura. Matilde, uma soprano chilena, conheceu o poeta quando ele morava no México e trabalhava como diplomata. Nessa fase, ele era casado com Delia. Nem mesmo o matrimônio dele impediu os dois de iniciarem um tórrido romance. A relação extraconjugal se transformou em casamento quando ambos voltaram para o Chile. O túmulo do casal está até hoje na casa de Isla Negra, morada onde viveram entre 1966 e 1973 (an...

Nesse domingo, li mais um livro de Pablo Neruda. "Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada" (Martins) foi a primeira grande obra do chileno. Publicada em 1924, ela foi escrita quando o poeta tinha apenas vinte anos de idade. Seu conteúdo está relacionado aos primeiros amores e, por consequência, as primeiras desilusões afetivas do escritor. 

Nessa publicação, Neruda relaciona o erotismo do corpo feminino aos fenômenos da natureza. O amor inocente e puro do poeta parece invocar o mundo externo em uma perfeita comunhão estética. A representação dos sentimentos das primeiras relações amorosas de Neruda surge metaforicamente encenada pela fauna e flora local.

Assim, a solidão resultante da ausência da amada é comparável ao escurecer provocado pelo crepúsculo. Os beijos e os carinhos a dois são como a produção de mel pelas abelhas. A dependência atiçada pelo amor intenso é parecida com a necessidade de ar e de alimento pelos seres vivos. A doçura das partes do corpo da mulher é...

Curiosamente, começarei a leitura das poesias de Pablo Neruda por uma de suas últimas obras. "Ainda" (José Olympio) foi publicado um pouco antes da morte do poeta ocorrida em 1973. O livro é enxuto (77 páginas) e possui apenas vinte e oito poemas. É possível lê-lo em um quarto de hora. Escrito quando o escritor chileno estava idoso e exilado na Europa, essa publicação narra as impressões saudosistas de Neruda sobre sua terra natal.

Surge, então, o Chile que o escritor conheceu em sua infância e adolescência. Acompanhando o pai que era maquinista de trem, o jovem Neruda pode conhecer de perto, nas primeiras décadas do século XX, as várias regiões de seu país: Temuco, Yumbel, Angol, Boroa, o vulcão Osorno e a baleeira de Quintay. Há também muitas citações à Araucânia, onde ele nasceu e cresceu.

Para se apreciar a leitura de "Ainda", é preciso lê-lo de maneira contínua (em uma batida só). Os poemas não são independentes, mas sim interligados entre si. Esse é o primeiro aspecto que...

Chegou a vez de Pablo Neruda no Desafio Literário do Blog Bonas Histórias. Depois de dois romancistas (Graciliano Ramos, em maio, e Agatha Christie, em junho), vamos abordar, agora em julho, as obras e a carreira de um poeta. O chileno ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1971, consolidando-se como um dos principais poetas de língua espanhola do século XX.

Pablo Neruda nasceu, em 1904, na interiorana cidade de Parral. Seu nome de batismo era Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Sua mãe morreu quando ele tinha apenas um mês de vida. O menino foi criado pelo pai, maquinista de trem, e pela mãe adotiva, com quem o pai se casou quando o filho tinha dois anos de idade. A família viveu na cidade de Temuco, capital da região de Araucania e da província de Cautín.

Desde a adolescência, o rapaz sempre gostou de escrever e iniciou aí sua trajetória como poeta. Já prevendo sua futura profissão, adotou o pseudônimo de Pablo Neruda em homenagem ao escritor checo Jan Neruda. Após alguns destaqu...

Please reload

Bonas Histórias

O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

bonashistorias.com.br

Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

Bonas Histórias | blog de literatura, cultura e entretenimento | bonashistorias.com.br

Blog de literatura, cultura e entretenimento