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Keli Quitutes

A literatura de Isabel Allende possui três fases distintas. Na primeira delas, que se estendeu por toda a década de 1980, a escritora chilena produziu romances históricos ambientados na América do Sul. Seus primeiros livros ficcionais, “A Casa dos Espíritos” (Bertrand Brasil), “De Amor e de Sombra” (Bertrand Brasil) e “Eva Luna” (Bertrand Brasil), por exemplo, foram protagonizados invariavelmente por figuras femininas de personalidade forte, possuíam elementos de realismo fantástico e seus enredos eram afetados substancialmente pelas influências do cenário externo (a camada mais frágil da população estava suscetível a perseguições, violências, injustiças sociais e desmandos políticos de militares e/ou de caudilhos que se perpetuavam no poder).

Na segunda etapa de sua produção ficcional, iniciada com a chegada dos anos 1990, Allende passou a ambientar seus romances nos Estados Unidos, país onde foi morar em 1988. Para ser mais exato em minha análise, a chilena escolheu como nov...

Em dezembro de 1991, Isabel Allende já era uma das principais escritoras sul-americanas. Seus quatro primeiros romances, “A Casa dos Espíritos” (Bertrand Brasil), de 1982, “De Amor e de Sombra” (Bertrand Brasil), de 1984, “Eva Luna” (Bertrand Brasil), de 1987, e “O Plano Infinito” (Bertrand Brasil), de 1991, tinham sido lançados com êxito em vários países da Europa, da América do Norte e da América do Sul. Morando nos Estados Unidos desde 1988 com o segundo marido, um advogado norte-americano, a autora chilena levava uma vida, enfim, tranquila. A situação parecia ter entrado nos eixos depois de tempos de intermináveis complicações.

Vale lembrar que o inferno astral de Isabel começou justamente com a decretação do golpe militar no Chile, em setembro de 1973. Sobrinha de Salvador Allende e jornalista combativa, ela foi perseguida pelo governo de Augusto Pinochet. Não foram poucas as ameaças de morte que recebeu. Assustada, Isabel Allende teve de se exilar com a família por 13 an...

Li, nesta semana, “Eva Luna” (Bertrand Brasil), o terceiro romance de Isabel Allende. Após o sucesso meteórico de “A Casa dos Espíritos” (Bertrand Brasil), sua primeira narrativa longa e também seu primeiro best-seller internacional (livro este analisado na segunda-feira, dia 5, no Bonas Histórias), a escritora chilena passou a investir na produção de romances históricos ambientados no conturbado cenário político-social da América do Sul. Com pitadas generosas de realismo fantástico, personagens encantadoras, humor inteligente, cenas inesquecíveis, críticas sociais pesadas, sátiras políticas divertidíssimas e dramas sentimentais contundentes, Allende criou um receituário narrativo original e de enorme repercussão comercial na década de 1980. “Eva Luna”, o segundo dos seis livros da autora que serão comentados no Desafio Literário de outubro, é peça fundamental para compreendermos este início arrebatador da carreira literária de Isabel Allende, um dos mais populares nomes da f...

Comecemos a análise da literatura de Isabel Allende, a escritora chilena que será estudada em profundidade no Desafio Literário deste mês, pelo seu romance de estreia. “A Casa dos Espíritos” (Bertrand Brasil) não é apenas o primeiro romance de Allende como é sua obra mais famosa até hoje. Sucesso instantâneo de público e de crítica, este livro se tornou um best-seller em vários países. Li esta publicação no último final de semana e confesso que fiquei maravilhado com seu conteúdo. Ao lado de “Os Vestígios do Dia” (Companhia das Letras), de Kazuo Ishiguro, e “Uma Questão Pessoal” (Companhia das Letras), de Kenzaburo Oe, “A Casa dos Espíritos” é um dos melhores títulos que li neste ano (e, sem dúvida nenhuma, é também um dos romances históricos mais impactantes que conheci).   

Publicado em 1982 por uma editora de Buenos Aires, “A Casa dos Espíritos” nasceu de uma carta que Isabel Allende escreveu, no ano anterior, para seu avô, então com 99 anos e que parecia estar à beira...

Em outubro do ano passado, analisamos o estilo literário de Gabriel García Márquez na coluna Desafio Literário. Para tal, foram comentadas, naquele mês, seis obras do escritor colombiano: “Relato de Um Náufrago” (Record), “Ninguém Escreve ao Coronel” (Record), “Cem Anos de Solidão” (Record), “Crônica de Uma Morte Anunciada” (Record), “Amor nos Tempos do Cólera” (Record) e “Memória de Minhas Putas Tristes” (Record). Sem dúvida, esses são os livros mais importantes de sua carreira. Contudo, senti falta de analisar, no Bonas Histórias, uma coletânea de contos do Nobel de Literatura de 1982. Gabo, como o autor era chamado carinhosamente, não foi apenas um grande novelista e romancista, mas também se destacou nas narrativas curtas. Para reparar essa ausência, li, na semana passada, “Olhos de Cão Azul” (Record). Este título é uma das mais inusitadas coleções de contos de Gabriel García Márquez.     

As produções das histórias de “Olhos de Cão Azul” remontam ao início...

No sábado retrasado, dia 19, ocorreu o lançamento oficial de “A Peste das Batatas” (Pomelo), romance de estreia de Paulo Sousa. Este livro é uma sátira muito engraçada e extremamente inteligente sobre a realidade político-social brasileira. Através de uma narrativa que se aproxima intimamente do realismo fantástico, o autor apresenta os dramas contemporâneos dos agricultores do Vale das Batatas, região fictícia de alguma zona rural no rincão do Brasil. A partir de um belo dia (não tão belo assim!), suas plantações são afetadas por uma peste inexplicável e bastante agressiva, que transforma todas as batatas em sal de cozinha. Para piorar ainda mais o quadro, a praga se alastra rapidamente pelo país inteiro, tornando este tubérculo um artigo raro em nosso território. Como os brasileiros se comportarão sem o tão querido alimento em sua mesa? Esse drama agrícola-culinário acaba resvalando até nas eleições presidenciais, deixando os políticos de Brasília angustiados. Esse é o pont...

No começo deste ano, li a principal obra literária de José Cândido de Carvalho. "O Coronel e o Lobisomem" (Companhia das Letras) foi escrito na década de 1960 e de lá para cá tem sido editado ininterruptamente. O livro se aproxima da marca de cinquenta e seis edições lançadas, o que demonstra evidentemente o seu grande apelo de público ao longo dos últimos cinquenta e quatro anos. Na média, é praticamente uma edição por ano. A história de "O Coronel e o Lobisomem" foi levada recentemente às telas dos cinemas brasileiros. O filme de 2005 foi produzido pela Globo Filmes e teve Guel Arrais como produtor e Maurício Farias como diretor.

Além de escritor, José Cândido de Carvalho trabalhou como jornalista (por muitos anos na revista "O Cruzeiro") e advogado (por pouquíssimo tempo no início de carreira). Em 1974, foi eleito para uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras, sendo, assim, reconhecido como um dos principais autores de sua geração.

"O Coronel e o Lobisomem" foi o se...

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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