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Keli Quitutes

Em 2011, Isabel Allende, já na condição de um dos nomes mais populares da literatura contemporânea em língua espanhola, ouviu uma sugestão de Carmen Balcells, sua agente literária há muitos anos: por que você não faz um romance policial?! Vale lembrar que foi Balcells quem incentivou, vinte anos antes, a chilena a continuar escrevendo mesmo com a filha da escritora seriamente doente em um hospital – texto que originou “Paula” (Bertrand Brasil), um dos principais sucessos de Allende. Isabel gostou da ideia de produzir algo diferente, ainda mais uma trama criminal. Especialista em romances históricos com pegada de realismo fantástico, ela já tinha mais de duas dezenas de obras publicadas, mas nenhuma delas era um romance policial.

Para motivá-la no desenvolvimento do novo livro, William C. Gordon, o segundo marido de Isabel Allende, se prontificou a integrar aquela empreitada. Para quem não o conhece, Gordon é um escritor norte-americano especialista justamente em romances polic...

Rubem Fonseca ficou famoso na segunda metade do século XX por ter sido o introdutor no Brasil e o principal adepto no cenário nacional da Literatura Brutalista (RODRIGUES, 2017), um dos subgêneros do Romance Policial. Segundo a Teoria Literária, o Brutalismo também é chamado de Neorrealismo Violento (BOSI, 1975), de Romance Noir ou de Romance Negro (TODOROV, 2013, p.98). Atuando como contista, romancista, novelista, ensaísta e roteirista, Fonseca publicou 32 livros, sendo 19 coletâneas de contos, 8 romances, 4 novelas e 1 ensaio. Falecido em abril deste ano, no comecinho da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o escritor que nascera em Minas Gerais e vivera desde a infância no Rio de Janeiro foi vítima de um infarto fulminante. Ou seja, sua morte não tem nada a ver com a COVID-19, como chegou a ser ventilado na época. Rubem Fonseca é um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Sua influência pode ser sentida até hoje. Não é difícil descobrir várias de s...

Chegamos à análise do quinto livro do Desafio Literário de Rubem Fonseca. Depois de comentarmos duas coletâneas de contos Brutalistas, "Lúcia McCartney" (Agir) e “Feliz Ano Novo” (Nova Fronteira), e dois romances policiais noir, "O Caso Morel" (Biblioteca Folha) e "A Grande Arte" (Círculo do Livro), vamos discutir hoje, no Bonas Histórias, um drama histórico do autor mineiro. O título em questão é “O Selvagem da Ópera” (Companhia das Letras), o sexto romance de Fonseca. Nas páginas desta publicação, assistimos à reconstituição semi-biográfica da trajetória pessoal e profissional de Antônio Carlos Gomes, o principal compositor brasileiro de ópera. O portfólio artístico de Gomes abrange criações como “Fosca”, “Lo Schiavo”, “Condor” e “Colombo”. Contudo, sua obra-prima é “O Guarani”, ópera ballo baseada no romance homônimo de José de Alencar. Curiosamente, este livro de Rubem Fonseca foi construído para se parecer uma cinebiografia - o narrador prepara o texto de um filme e não...

O quarto livro de Rubem Fonseca que será analisado neste Desafio Literário é "A Grande Arte" (Agir). Este romance foi apenas a segunda narrativa longa do escritor mineiro, mas teve papel importantíssimo na redefinição da trajetória de sua carreira literária. Com o sucesso de "A Grande Arte" junto aos leitores e perante a crítica, Fonseca optou por escrever mais romances em detrimento aos contos, gênero em que era reverenciado como um dos melhores escritores da história nacional. Assim, nas décadas de 1980 e 1990, temos um Rubem Fonseca mais romancista e menos contista. Inicia-se, assim, o que podemos chamar de segunda fase da literatura fonsequiana: o período romancista.  

Publicado em 1983, "A Grande Arte" foi lançado dez anos depois de "O Caso Morel" (Biblioteca Folha), a primeira narrativa longa de Rubem Fonseca. Naquela época, início dos anos 1980, a ditadura militar já não exercia um poder tão forte de censura sobre as obras artísticas produzidas no país. Além disso, desd...

Reli, no último final de semana, "O Caso Morel" (Biblioteca Folha), o primeiro romance de Rubem Fonseca. Considerada por muitos críticos literários como uma das melhores criações ficcionais do escritor mineiro, esta obra foi cercada de muitas expectativas na época de sua publicação. Afinal, o principal contista da literatura brasileira lançava-se em um novo gênero narrativo. Seria Rubem Fonseca tão bem-sucedido na produção das narrativas longas assim como foi nas coletâneas de contos?! Esta era a pergunta que o público leitor e o mercado editorial faziam nos primeiros anos da década de 1970. Sob esse ponto de vista, “O Caso Morel” representou um ousado passo na carreira do seu escritor.

Até então, todos os livros publicados por Rubem Fonseca tinham sido coletâneas de contos: "Os Prisioneiros" (Agir), de 1963, "A Coleira do Cão" (Nova Fronteira), de 1965, "Lúcia McCartney" (Agir), de 1967, e "O Homem de Fevereiro ou Março" (Nova Fronteira), de 1973. Curiosamente, as quatro obra...

Depois da folga de um mês, período em que analisamos apenas obras individuais (8 livros de diferentes autores), o Bonas Histórias traz, em setembro, a continuação desta temporada do Desafio Literário. Neste ano, vale a pena lembrar, já estudamos o estilo de quatro escritores: Jack Kerouac (Estados Unidos), em abril, Maria José Dupré (Brasil), em maio, Kenzaburo Oe (Japão), em junho, e Virginia Woolf (Inglaterra), em julho. Nas próximas quatro semanas, vamos mergulhar na ficção de Rubem Fonseca, um dos principais nomes da literatura brasileira na segunda metade do século XX. O quinto autor do Desafio Literário de 2020 faleceu há quase cinco meses, no Rio de Janeiro, aos 95 anos. Ou seja, as análises dos livros e a investigação do estilo literário de Fonseca não deixam de ser uma homenagem póstuma do Bonas Histórias ao legado artístico deste importante escritor nacional.  

Rubem Fonseca nasceu na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 1925. Ainda garoto se mudou com a famíl...

Nesta semana, li “Adeus, Minha Adorada” (L&PM Pocket), uma das obras mais famosas de Raymond Chandler. Chandler foi um dos principais romancistas policiais dos Estados Unidos. Ao lado de Dashiell Hammett, ele foi pioneiro na modernização desse gênero literário nas primeiras décadas do século XX. A dupla de escritores deu novos contornos às tramas criminais. Nascia, assim, para os olhos dos teóricos da literatura, o Romance Negro. Também chamado de Romance Noir ou Romance Brutalista, o Romance Negro é uma categoria de Romance Policial, gênero que está intimamente associado à literatura norte-americana e que é um dos grandes sucessos editoriais da literatura mundial. Para entender suas características e suas particularidades é preciso fazer uma pequena retrospectiva da história desse tipo de narrativa.

O Romance Policial nasceu com Edgar Allan Poe. “Assassinatos na Rua Morgue“ (L&PM Pocket), conto publicado em 1841, teve como protagonista o detetive particular C. Auguste Dupin....

É muito legal conhecer os trabalhos artísticos dos jovens talentos da literatura nacional. Há uma nova geração de escritores brasileiros que já desponta com enorme sucesso junto ao público leitor e à crítica especializada. Quem acompanha atentamente o Bonas Histórias já deve ter percebido que abrimos espaço para os livros dos jovens autores do nosso país. Na semana retrasada, por exemplo, comentamos “Capão Pecado” (Tusquets), o mais famoso romance de Ferréz. Pseudônimo de Reginaldo Ferreira da Silva, Ferréz é um autor nascido e criado no Capão Redondo, bairro periférico de São Paulo. “Capão Pecado” inaugurou uma nova fase da Literatura Marginal.

No post de hoje, vamos deixar a periferia da cidade de São Paulo e vamos viajar até a zona sul do município do Rio de Janeiro. A ideia é falarmos da literatura policial e de terror de Raphael Montes, um dos nomes de maior destaque da literatura brasileira atualmente. O carioca de apenas 29 anos foi apelidado de “Prodígio do Crime”. Ele...

Marçal Aquino, escritor e roteirista cinematográfico nascido no interior de São Paulo em 1958, possui alguns trabalhos memoráveis. Na literatura, podemos destacar “O Amor e Outros Objetos Pontiagudos” (Geração Editorial), coletânea de contos de 1999. Essa obra conquistou o Prêmio Jabuti no ano seguinte. “A Turma da Rua Quinze” (Ática), “O Mistério da Cidade Fantasma” (Ática), “O Primeiro Amor e Outros Perigos” (Ática) e “O Jogo do Camaleão” (Ática) são obras infantojuvenis lançadas entre 1989 e 1997. Esses livros integraram a famosa Série Vaga-Lume, leitura obrigatória da criançada nas últimas três décadas. “Cabeça a Prêmio” (Cosac Naify) e “Famílias Terrivelmente Felizes” (Cosac Naify), ambos destinados ao público adulto e publicados em 2003, também se destacaram pela ousadia narrativa. No cinema, “O Invasor” (2002), produzido ao mesmo tempo que o livro homônimo de Aquino, ganhou o Troféu APCA de 2003. “O Cheiro do Ralo” (2007) foi roteirizado pelo escritor paulista a partir...

Quem acompanha o Bonas Histórias há algum tempo deve ter reparado que falamos bastante, nos últimos dois anos, sobre a literatura de Rubem Fonseca. Em maio do ano passado, por exemplo, divulguei aqui a palestra sobre os romances deste autor que ministrei em Minas Gerais. O conteúdo deste trabalho é fruto de uma pesquisa acadêmica que realizei no curso de Letras do UNIS-MG entre 2017 e 2018. No começo do ano retrasado, analisamos "Agosto" (Companhia das Letras), sua obra mais famosa. Apesar dessa overdose, fiquei curioso para ler, nesta semana, mais um título fonsequiano. O livro lido, e agora analisado neste post, é a novela “O Seminarista” (Agir). “O Seminarista” é um dos mais recentes trabalhos lançados por Rubem Fonseca. Publicado em 2009, esta é a penúltima novela do autor. A última é “José” (Agir), de 2011, a autobiografia de Fonseca sobre os anos que precederam à fase de escritor.

Em “O Seminarista” temos uma típica trama brutalista do autor mineiro: altas dose...

O quinto livro de Patricia Highsmith que vamos analisar neste mês no Desafio Literário é “O Álibi Perfeito” (Biblioteca Visão). Encontrei esta obra na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, em uma edição antiga produzida por uma editora portuguesa. Desconheço o lançamento deste livro por uma editora brasileira. Também acho difícil encontrar este título à venda em nosso país. Se você tiver muita sorte, pode achá-lo em um sebo. A procura mais certa parece ser em uma boa biblioteca. É esta a obra de Patrícia Highsmith que discutiremos hoje no Blog Bonas Histórias.

“Álibi Perfeito” integra a Coleção Lipton da Biblioteca Visão, a tal editora portuguesa responsável pela sua publicação. Essa série reúne 20 histórias policiais clássicas da literatura europeia e norte-americana. Fazem parte dos títulos selecionados pela Lipton: “As Aventuras de Sherlock Holmes”, de Arthur Conan Doyle, “Um Crime no Expresso do Oriente”, de Agatha Christie, “A Dama do Lago”, de Raymond Chandler, “Car...

Gostei tanto de “O Talentoso Ripley” (Companhia de Bolso), romance de Patricia Highsmith analisado no último domingo no Desafio Literário, que aproveitei o embalo e li em seguida o segundo livro de sua série literária. “Ripley Subterrâneo” (Companhia das Letras) dá sequência às aventuras de Tom Ripley, o serial killer trambiqueiro criado pela escritora norte-americana. De tão empolgado que estava para conhecer os próximos passos do anti-herói, acabei concluindo a leitura deste livro em apenas duas noites.

Patricia Highsmith levou quinze anos para lançar a primeira sequência de “The Ripliad”, apelido dado pelos fãs à série literária que tem Tom Ripley como protagonista. Se “O Talentoso Ripley” é um livro de 1955, “Ripley Subterrâneo” é de 1970. Nota-se que a autora não teve pressa para construir a saga. “O Jogo de Ripley” (Companhia das Letras), o terceiro romance da coleção, chegou às livrarias em 1974 e “O Garoto que Seguiu Ripley” (Companhia das Letras), o quarto título, foi...

Neste final de semana, li “O Talentoso Ripley” (Companhia de Bolso), o título mais famoso da carreira de Patricia Highsmith. Admito que estava ansioso para conhecer este livro, o terceiro do Desafio Literário de outubro. Considerado um clássico da literatura policial norte-americana, este romance fez tanto sucesso que se transformou, ao longo dos anos, em uma série literária. Highsmith produziu mais quatro obras com a personagem Tom Ripley, um trambiqueiro frio e calculista que tinha a habilidade de ocultar seus crimes da polícia. Os cinco títulos da série, apelidada pelos fãs de “The Ripliad”, venderam milhões de cópias no mundo inteiro e se tornaram best-sellers.

“Ripley Subterrâneo” (Companhia das Letras), publicado em 1970, deu sequência à narrativa de “O Talentoso Ripley”. Essa segunda parte da saga será apresentada na próxima quinta-feira, dia 18, em um novo post do Blog Bonas Histórias. Depois vieram “O Jogo de Ripley” (Companhia das Letras), de 1974, e “O Garoto que Se...

Em março de 1950, Patricia Highsmith estreava nas narrativas longas com “Pacto Sinistro” (Nova Fronteira), um romance policial noir. Até então, a escritora norte-americana só havia publicado alguns contos em revistas literárias. A maioria dessas pequenas histórias era constituída de tramas criminais, um gênero que se transformaria ao longo da carreira de Highsmith em sua especialidade.

A recepção de “Pacto Sinistro”, em um primeiro momento, foi modesta nas livrarias da América do Norte. Contudo, um leitor em particular acabou adorando o livro da jovem romancista. Este leitor era ninguém mais, ninguém menos do que Alfred Hitchcock. O cineasta britânico comprou os direitos da obra alguns meses após o lançamento do romance e iniciou quase que imediatamente as gravações do filme.

O longa-metragem “Pacto Sinistro” (Strangers on a Train: 1951) chegou às telonas um ano depois do lançamento do livro e se tornou um dos maiores sucessos da carreira de Hitchcock. A partir do êxito desta h...

Em outubro, o Bonas Histórias analisará, no Desafio Literário, a literatura de Patricia Highsmith. A escritora norte-americana é especializada na produção de narrativas policiais do tipo noir. Alguns críticos e teóricos da literatura classificam também esse subgênero policial como Romance Negro ou Brutalista. Seja qual for o nome dado, Patricia Highsmith é considerada uma das principais figuras desse tipo de literatura da segunda metade do século XX. Seu portfólio artístico abrange 22 romances e 8 coletâneas de contos, além de mais de 8 mil páginas com crônicas e relatos de sua vida.

Em 1991, quatro anos antes de falecer, a escritora foi candidata ao Nobel de Literatura. A vencedora naquela oportunidade foi a sul-africana Nadine Gordimer, autora crítica do Apartheid em seu país. Apesar de não ter conquistado o Nobel, Patricia Highsmith colecionou vários e importantes prêmios internacionais ao longo de sua carreira. O jornal britânico The Times, por exemplo, elegeu-a, em 2008,...

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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