• Ricardo Bonacorci

Crônicas: Conceituando a Inovação


O conceito de Inovação é amplo e possui muitas definições. Para o mundo dos negócios, Inovação é quando os profissionais, as empresas ou os países conseguem explorar de maneira bem sucedida uma nova ideia, propiciando o aumento significativo de faturamento, a elevação das margens de lucro, a conquista de novos clientes e de mercados consumidores, a resolução de problemas das pessoas, entre outros benefícios.

Ou seja, para a Inovação acontecer de fato, não basta ter uma ideia criativa, inventar um novo produto ou um novo serviço ou ter sido o primeiro (pioneiro) a realizar uma determinada proeza. É necessário que os consumidores reconheçam a empreitada como sendo válida e que comprem a proposta ofertada pela organização. Só assim, a Inovação pode ser reconhecida como tal ou ser vista como autêntica.

Dessa maneira, a Inovação é compreendida, por muitos profissionais e estudiosos desse tema, como o momento de "conexão" ou a "sinergia" entre a novidade e a vontade do consumidor. Quando o comprador considera aquela empresa como sendo a única capaz de atender à suas necessidades e aos seus desejos e quando ele enxerga determinado produto ou serviço como sendo exclusivo na capacidade de atendê-lo, ele não se importa em pagar a mais para tê-lo nem se importa de esperar para consegui-lo. Nessa hora, a Inovação é consumada e a empresa tem a possibilidade de faturar e lucrar mais.

Isso não quer dizer que a Inovação irá aumentar necessariamente o custo da mercadoria ou do serviço inovador. Em muitos casos, a Inovação, quando aplicada nos processos produtivos, acaba tornando o produto mais barato, tanto para o fabricante quanto para o consumidor. Assim, Inovação também pode significar fazer mais barato e de forma mais rápida.

Quando pedimos exemplos sobre Inovação, muitas pessoas se lembram imediatamente do iPod, objeto de desejo de muitas crianças e adultos, lançado pela Apple em 2001. Qual elemento torna esse produto tão especial aos olhos dos consumidores? O que tornou o iPod uma referência em Inovação não foi apenas o seu uso, mas uma combinação de design diferenciado, elegância, ergonomia, facilidade de uso e a criação das lojas virtuais iTunes e Apps Store, onde são vendidos músicas, filmes e diversos aplicativos on-line.

Assim, o iPod não pode ser considerado um produto pioneiro, afinal antes do seu lançamento já havia no mercado uma grande quantidade de tocadores de MP3. Ele largou, portanto, muito atrás dos demais competidores na corrida pelo gosto dos consumidores. Entretanto, este produto da Apple tem tantas características diferentes e agradáveis aos consumidores que alterou completamente a fórmula de satisfação dos clientes. Rapidamente, ele passou a ser reverenciado e valorizado por uma infinidade de pessoas, alcançando assim a condição de Inovação. Grande parte dos consumidores está disposta a pagar um valor bem superior ao preço praticado pelos concorrentes da Apple só para ter a satisfação de possuir um iPod. A Apple ganhou muito dinheiro com a o lançamento desse produto, o que o consumou a Inovação.

Repare que muitos produtos da Apple, a fabricante considerada no mundo todo como uma das empresas mais inovadoras da atualidade, não são os melhores tecnologicamente. O iPad (aparelho usado como e-reader, ou seja, para ver jornais, revistas e livros eletrônicos), o iPhone (telefone celular multiuso, onde é possível, além de fazer ligações telefônicas, mandar e-mails, acessar a Internet, ver a previsão do tempo, consultar mapas, brincar em joguinhos eletrônicos e ouvir músicas) e o iMac (computador pessoal), assim como o próprio iPod, são inferiores a alguns concorrentes no aspecto técnico. Entretanto, os consumidores não pensam assim, desejando avidamente possuir um produto com a marca da Apple.

Segundo o Manual de Oslo, editado pela OCED (Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento), uma empresa é inovadora quando implementou ao menos uma inovação no mercado. Podemos estender essa definição e completarmos: uma empresa é inovadora quando aplicou ao menos uma inovação que ainda se mantenha ativa no mercado. Afinal, algo elaborado no passado e que não tenha mais relevância para os consumidores nem seja fator de diferenciação competitiva para a empresa não pode ser considerado como uma inovação nos dias de hoje, apesar de já o ter sido em algum lugar no passado.

Assim, para saber se sua empresa é inovadora ou possui elementos inovadores em suas mercadorias e em seus serviços, é preciso recorrer aos consumidores. Se eles correrem avidamente para as prateleiras e comprarem o produto ofertado gerando vultosos lucros para a empresa produtora, temos consumada a Inovação.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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