• Ricardo Bonacorci

Análise Literária: Machado de Assis


Ao longo de todo o mês de maio, o Desafio Literário, coluna exclusiva do Blog Bonas Histórias, se dedicou aos estudos das obras de Machado de Assis. Após a leitura crítica de cinco livros do principal escritor brasileiro de todos os tempos, podemos agora fazer uma análise literária mais completa e profunda da carreira deste autor.

Machado de Assis foi responsável pela produção de alguns dos melhores romances da língua portuguesa. Introdutor no Brasil do movimento realista, o escritor carioca também foi um ótimo cronista e contista. Sua versatilidade fica evidente ao constatarmos que ele também enveredou pela poesia, pelos romances românticos, pelas peças teatrais, pela crítica literária e pelos ensaios. Atuou, portanto, com elegância e sucesso em quase todos os gêneros literários mais populares. Sua obra literária reúne nove romances, dez peças teatrais, duzentos contos, cinco coletâneas de poemas e mais de seiscentas crônicas.

Não é à toa que Machado, quando faleceu em setembro de 1908, estava coberto de glórias. O reconhecimento da crítica e dos leitores nacionais foi obtido, felizmente, ainda em vida. Machado, considerado já pelos seus contemporâneos como o maior escritor da nossa história, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), sendo também proclamado o primeiro presidente da instituição. O passar das décadas só aumentou a grandeza do seu trabalho e de seu legado artístico. Hoje, ele é estudado por críticos literários internacionais e continua influenciando os autores das novas gerações.

O começa da vida do autor, entretanto, não foi fácil. Joaquim Maria Machado de Assis (seu nome de batismo) precisou superar as dificuldades econômicas, educacionais e sociais até se consolidar na carreira literária. Vindo de família muito humilde, tendo frequentado pouco a escola tradicional, sem nunca ter chegado à faculdade e sofrendo com o forte preconceito racial do século XIX (vale lembrar que Machado era mulato e o Brasil era uma nação escravocrata quando ele nasceu), era difícil imaginar que aquele garoto um dia se transformaria em um dos maiores intelectuais do país.

Nascido no Morro do Livramento, subúrbio do Rio de Janeiro, em 1839, Machado era filho de um pintor de paredes e de uma lavandeira. Por ter frequentado muito pouco a escola, ele acabou sendo alfabetizado tardiamente. Ainda garoto, ele começou a receber aulas particulares de um padre muito amigo da família. Nestas aulas, o religioso não apenas ensinou o futuro escritor a ler e a escrever português. Ele também ensinou latim e francês. Além disso, o menino pobre foi introduzido ao universo das ciências, da matemática, da filosofia e, principalmente, da literatura. Machado se tornou um autodidata. Rapidamente, avançou nos estudos e se tornou um poliglota. Na adolescência, Machado de Assis lia compulsivamente os maiores pensadores europeus, adquirindo grande erudição e domínio completo da escrita.

Com apenas dezesseis anos, o jovem Machado passou a escrever poesias e crônicas para os jornais da época. Nos anos seguintes, também se tornou um importante dramaturgo, produzindo várias peças teatrais na década de 1860. Suas primeiras publicações editoriais foram obras de poesias e de contos. "Crisálidas", de 1864, e "Falenas", de 1870 (ambas poéticas), e "Contos Fluminenses", de 1870, foram seus primeiros livros lançados.

Comecei a leitura das obras de Machado de Assis exatamente por uma de suas coletâneas poéticas. "Crisálidas" (Martin Claret) faz parte da fase romântica do autor. Afinal, antes de ter sido um escritor realista, ele foi poeta (e depois romancista) romântico. O Romantismo era o principal movimento literário em voga no país e na Europa na metade do século XIX. Curiosamente, muitos leitores e fãs desconhecem esse aspecto do trabalho machadiano. Por isso, "Crisálidas" tem um grande valor histórico.

Em "Crisálidas", conhecemos 29 poemas escritos entre 1858 e 1864. Neste período, Machado de Assis tinha entre 19 e 25 anos. Ou seja, esta é uma fase da vida da qual o autor ainda era imaturo e estava fazendo experimentações estéticas. Assim, não espere encontrar composições profundas e inovadoras. Diria que as poesias de "Crisálidas" são ingênuas, pueris e sem força dramática. Juro que não consegui achar beleza ou graça em nenhuma delas. Como poeta, Machado de Assis é apenas convencional.

No final da década de 1860, Machado de Assis já havia adquirido um bom padrão de vida. Funcionário público dedicado, ele consolidava-se ao mesmo tempo no cenário intelectual da corte carioca como galgava postos importantes dentro da máquina governamental. Assim, no ano de 1869, o escritor casou-se com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais, cinco anos mais velha do que ele. O casamento durou por 35 anos. Muitos biógrafos dizem que o casal tivera uma vida matrimonial perfeita. Não consta nenhuma séria briga entre eles nem qualquer caso extraconjugal.

Carolina sempre ajudou o marido no trabalho literário dele. Ela era muito intelectualizada e inteligente, conseguindo analisar e criticar as composições que ele desenvolvia. Não é errado afirmar que ela foi uma grande parceira literária de Machado de Assis. Por outro lado, são inegáveis os ciúmes que o marido sempre teve de Carolina. Por ser muito feio, o escritor tinha baixa autoestima. Mesmo a portuguesa também não sendo bonita (trata-se de um eufemismo que uso para ninguém, depois, me acusar de ter chamado a primeira dama de nossa literatura de mocreia), ele se incomodava de vê-la conversando com outros homens. Há quem diga que nasceu aí o tema recorrente da sua ficção: a traição. O ciúme do autor o teria levado a esta fixação. Seria Bento Santiago um alter ego do escritor? Há sim essa possibilidade.

O primeiro romance publicado por Machado foi "Ressurreição", datado de 1872. Nessa mesma década, ele lançou outros três livros românticos: "A Mão e a Luva", em 1874, "Helena", em 1876, e "Iaiá Garcia", em 1878. Desta fase da carreira de Machado, selecionei para leitura o livro "A Mão e a Luva" (Globo). Para mim, esta obra é importantíssima, pois indica uma primeira tentativa de mudança no estilo do autor.

Apesar dos especialistas classificarem "A Mão e a Luva" como sendo romântico, este romance já possui muitas características do Realismo. De certa forma, ele pode ser visto como um livro de transição. Já em seu segundo romance, Machado de Assis já mostrava sinais acintosos de que era muito mais um autor que se interessava pelos meandros psicológicos das suas personagens e pelas necessidades sociais delas. A passionalidade mórbida e o amor platônico, itens estes tão valorizados pelos escritores ultrarromânticos, acabavam ficando em segundo plano nas tramas machadianas.

Esqueça, portanto, o estereótipo da protagonista doce, apaixonada e sonhadora. Definitivamente, não é isso o que encontramos neste livro. Guiomar, a personagem principal, é uma mulher fria, interesseira e muito esperta. Sua decisão sobre o matrimônio é baseada única e exclusivamente no que o futuro parceiro tem a oferecer em relação às conquistas financeiras e sociais. Posição na sociedade, status, dinheiro, prestígio, nome, luxo, riqueza e poder são os atributos principais do marido "certo".

Se na primeira metade do livro temos uma típica história romântica, na metade final temos um enredo totalmente realista. A reação dos leitores foi a pior possível. Eles não entenderam como era possível o autor criar um desfecho pouco romântico para uma história de amor que parecia tão bonita no início. Mal sabiam eles que Machado de Assis iria se consolidar como um dos mais antirromânticos autores nacionais.

Outro elemento interessante que precisa ser destacado em "A Mão e a Luva" é o estilo da narrativa de Machado de Assis. Ele já apresentava, em menor escala, algumas das características que seriam apontadas mais tarde, na Fase Realista, como sendo suas marcas principais. Estão presentes, por exemplo, o diálogo com o leitor, o aprofundamento psicológico das personagens, os jogos de interesses, as vaidades dos protagonistas e as imposições sociais que a vida burguesa exigia das pessoas.

Como romancista romântico, Machado de Assis não se destacou muito. Sua passagem para o panteão dos mestres literários viria com o lançamento de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", em 1889. Esse livro representou a introdução do Realismo no Brasil. Machado de Assis é considerado o principal romancista do Realismo Brasileiro (e um dos principais da América do Sul e da língua portuguesa como um todo). Alguns críticos literários, atualmente, chegam a colocá-lo como um dos principais autores mundiais desta escola literária.

Após escrever "Casa Velha", em 1885, o escritor carioca lançou outras duas obras-primas do Realismo brasileiro: "Quincas Borba", em 1891, e "Dom Casmurro", em 1899. Esses dois últimos livros fazem parte, juntamente com "Memórias Póstumas de Brás Cubas", do que os críticos literários chamam de "Trilogia Realista", obra maior de Machado.

"Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Dom Casmurro" rivalizam como os melhores romances da literatura brasileira. Há quem aponte um e há quem aponte o outro como sendo o maior de todos. Juro que não tenho uma opinião formada a esse respeito (e olhe que eu não sou de ficar em cima do muro). A Revista Bravo, em 2008, apontou "Memórias Póstumas" como pertencente à lista das 100 obras essenciais da literatura mundial, posicionando-o na quinquagésima nona posição entre os clássicos universais (é o único livro brasileiro neste grupo). Já para a Universidade de Coimbra, "Dom Casmurro" está entre os dez melhores romances escritos em Língua Portuguesa, sendo o primeiro colocado entre as obras brasileiras. Portanto, o debate sobre quem é melhor é longo, acalorado e inconclusivo.

"Memórias Póstumas de Brás Cubas" (Martin Claret) foi publicado inicialmente em folhetins, sendo transformado em livro um ano depois. Sua importância histórica não está apenas no fato de ter introduzido o Realismo no Brasil. Seu valor literário está nas várias inovações formais, estilísticas e temáticas promovidas por Machado.

Já em "Dom Casmurro" (Ática), temos o ápice artístico de Machado de Assis. Um dos motivos que ajudaram neste processo de consolidação do estilo literário do autor, além do próprio amadurecimento pessoal e profissional do escritor, foi o lançamento da história já pronta em livro. "Dom Casmurro" não foi publicado em partes (nos folhetins) nem foi escrito de maneira fragmentada (em capítulos) como os romances anteriores de Machado. Quando chegou às livrarias, tratava-se de uma obra realmente acabada. Com isso, esta trama psicológica possui um enredo tão bem amarrado que provoca muitas interpretações entre os leitores e até mesmo nos leitores (quando se lê mais de uma vez o mesmo livro).

O primeiro elemento que podemos destacar no estilo machadiano encontrado em sua Trilogia Realista é o abandono definitivo da narração linear e objetiva e da visão de mundo romântica que marcaram seus primeiros romances. O escritor carioca passa a produzir uma narrativa entrecortada e subjetiva (geralmente escrita na primeira pessoa), com forte cunho psicológico. Prova maior desta característica aparece em "Dom Casmurro". Afinal, o marido apaixonado (e ciumento) fora ou não traído pela mulher prendada (e dissimulada)?! Há quem veja indícios de traição, enquanto outros apostam na retidão da esposa.

Assim, as histórias de Machado são suscetíveis à interpretação do leitor. O que realmente aconteceu? Esta é a pergunta que todos se fazem à medida que as tramas vão sendo apresentadas. Como na vida real, o certo e o errado e a verdade e a mentira dependem do ponto de vista de quem analisa as questões. Em "Dom Casmurro", a definição dos acontecimentos ocorridos na família Santiago, portanto, depende mais da opinião dos leitores do que das descrições feitas pelo autor da obra.

Machado também possui uma visão de mundo mais pragmática. Ele aborda a sociedade da época com pessimismo e indiferença. Há aqui uma contumaz crítica à vida burguesa do século XIX. Como elemento extra, há altas doses de ironia. O escritor mostra todo o seu talento literário ao destilar um doce veneno em suas palavras. A ironia está presente do início ao fim dos romances. Além da visão negativa da vida, os personagens machadianos criam lanços pessoais unicamente por interesses financeiros e sociais. Nem mesmo as paixões são elementos vindos diretamente dos corações românticos. Assim, os protagonistas de Machado estão, normalmente, mais para o lado dos vilões do que para os dos mocinhos.

Neste caso, os melhores exemplos estão contidos em "Memórias Póstumas". Brás Cubas dedicou sua obra "ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver". Ainda na parte inicial do livro, ele declarou sobre uma das pessoas que foram ao seu enterro: "Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei". Quando precisa explicar, mais à frente no romance, o quanto sua primeira namorada o amou, o narrador foi taxativo: "Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis". O que dizer, então, da última frase da obra, que conclui o pensamento do protagonista: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria".

Outro aspecto que precisa ser mencionado nessas obras e que marca o novo estilo concebido por Machado de Assis é a conversa aberta entre narrador e leitor. O tempo inteiro, o protagonista/narrador dirige-se diretamente à pessoa que lê o romance como se ambos estivessem conversando. Este recurso permite uma maior intimidade entre os dois lados, além de representar a possibilidade de mais divagações e reflexões por parte do personagem principal. Assim, a narrativa torna-se entrecortada, misturando fatos narrados e a exposição de pensamentos do protagonista.

Estas conversas insistentes entre narrador e leitor também têm o efeito de transformar a narrativa em um texto metalinguístico. Ironicamente, Machado de Assis passa a comentar e criticar a postura de quem escreve e de quem lê seus romances. Não são raras às vezes em que autor e leitor são elogiados ou criticados por suas posturas no processo de produção-leitura da obra.

A temática principal das tramas realistas de Machado está no relacionamento amoroso dos protagonistas. Neste caso, a traição conjugal ganha papel de destaque nos enredos. Curiosamente, a questão matrimonial (mais especificamente a infidelidade feminina) também é o assunto principal de vários contos de Machado. Por falar nisso, a quinta obra analisada neste mês no Desafio Literário foi "Várias Histórias" (Martin Claret), o livro de contos mais famoso de Machado. Lançado em 1896, a obra reúne pequenas histórias publicadas no jornal "Gazeta de Notícias", entre 1884 e 1891. Estão ali alguns dos principais contos da carreira do escritor carioca.

Machado de Assis foi um grande contista e cronista. Ele produziu centenas de contos e crônicas, que foram publicadas nos jornais da época. Optei pela leitura dos contos em detrimento às crônicas porque essas são mais atemporais (sendo mais divertidas e interessantes, portanto, do ponto de vista literário).

Em suas narrativas curtas, Machado consegue hipnotizar o leitor em poucas palavras. Depois de algumas linhas lidas, já estamos envolvidos com as tramas de uma maneira que não podemos mais largar suas páginas. Normalmente, os enredos dos contos giram, como já disse anteriormente, em torno do adultério feminino. Este é o tema mais recorrente nas obras machadianas. Em seus contos, o autor aborda os triângulos amorosos de todas as formas e perspectivas possíveis, conferindo desfechos variados e inusitados. Às vezes, fico imaginando que ele passava o dia só pensando nisso.

Nos contos, é possível notar que Machado de Assis mantém-se fiel ao estilo desenvolvido nos romances. Afinal, o autor segue com a pegada pessimista, possui uma ironia velada, apresenta diálogos abertos com os leitores, critica a sociedade burguesa e parece não acreditar no casamento (e na fidelidade conjugal). O niilismo e a polifonia também estão presentes na maioria dessas tramas. Ou seja, o Machado de Assis dos contos e das crônicas é o mesmo Machado que conhecemos nos romances realistas.

Além de "Várias Histórias", Machado de Assis publicou outros seis livros de contos: "Contos Fluminense" (1870), "Histórias de Meia-Noite" (1873), "Papéis Avulsos" (1882), "Historias Sem Data" (1884), "Páginas Recolhidas" (1899) e "Relíquias da Casa Velha" (1906). Depois de sua morte, as editoras do país passaram a publicar obras com a coletânea completa de suas pequenas narrativas.

Com o falecimento da esposa Carolina, em 1904, Machado entrou em depressão e passou a viver recluso e triste. O escritor ainda lançou seus últimos romances ("Esaú e Jacó", em 1904, e "Memorial de Aires", em 1908) e seu último livro de contos ("Relíquias da Casa Velha", em 1906). Sua morte ocorreu no Rio de Janeiro em setembro de 1908.

Passados mais de um século de seu falecimento, a influência da literatura machadiana se estende até os dias atuais. Não é errado afirmar que autores contemporâneos utilizam até hoje muitos dos recursos narrativos e estilísticos desenvolvidos por Machado de Assis no final do século XIX. Os escritores modernistas e do Realismo Fantástico sul-americano, de certa maneira, também se valeram das ousadias literárias e da complexidade psicológica das tramas machadianas.

Agora que terminei a análise literária de Machado de Assis, já começo a pensar no próximo autor do Desafio Literário. Em junho, irei estudar a escritora francesa Régine Deforges. Os seis livros que lerei dela são: "O Diário Roubado" (1978), "A Revolta das Freiras" (1981), "A Bicicleta Azul" (1981), "Vontade de Viver" (1983), "O Sorriso do Diabo" (1985) e "Sob o Céu de Novgorod" (1989).

Continue acompanhando o Desafio Literário no Blog Bonas Histórias que no final do próximo mês voltarei aqui com mais uma análise completa de um(a) importante autor(a).

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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