• Ricardo Bonacorci

Análise Literária: Markus Zusak


O Desafio Literário concluiu a análise do seu quinto autor em 2017. Durante esse mês, as atenções estiveram concentradas na literatura de Markus Zusak, o mais famoso escritor australiano de sua geração. Autor best-seller no mundo inteiro, Zusak ficou conhecido internacionalmente a partir de 2005 com o lançamento de "A Menina que Roubava Livros" (Intrínseca), seu grande sucesso até aqui.

"A Menina que Roubava Livros" é uma das obras mais comercializadas no século XXI, tendo figurado por dez anos consecutivos na lista dos livros mais vendidos do New York Times. Além do sucesso comercial nas livrarias, essa história também foi adaptada para o cinema, virando filme em 2013. A produção hollywoodiana teve uma das maiores bilheteria no biênio 2013-2014, ultrapassando as cifras de US$ 75 milhões de arrecadação. Assim, com o megassucesso de "A Menina que Roubava Livros", Markus Zusak se transformou automaticamente em um dos principais autores contemporâneos.

Para identificar o estilo artístico desse jovem escritor australiano foi necessária a leitura de todos os livros publicados por Zusak. Suas cinco obras investigadas no Desafio Literário de setembro foram: "O Azarão" (Bertrand), lançado em 1999, "Bom de Briga" (Bertrand), publicado em 2000, "A Garota que Eu Quero" (Intrínseca), publicação de 2001 e "Eu Sou o Mensageiro" (Intrínseca), lançado em 2002, além da já citada "A Menina que Roubava Livros", de 2005. Com a análise crítica dessa coletânea já concluída (e divulgada aqui no Blog Bonas Histórias ao longo das últimas quatro semanas), podemos partir para a segunda tarefa do Desafio: entender quais são as características da literatura de Markus Zusak que o transformaram em um dos principais autores da atualidade.

Nascido em Sidney, em 1975, Markus Frank Zusak é filho de europeus. O pai austríaco e a mãe alemã se mudaram para a Oceania na década de 1950. O casal fugiu dos horrores de uma Europa devastada pela Segunda Guerra Mundial. No novo continente, o casal teve quatro filhos. Markus é o caçula dos Zusak.

O escritor estudou História e Inglês na faculdade e se formou em Artes e Educação. Seu principal emprego antes da fama era o de professor do ensino básico. Contudo, sua paixão pela literatura o levou a ficção bem cedo. Antes de completar dezoito anos, Markus Zusak já desenvolvia suas próprias histórias, almejando publicá-las. Sem pressa, seu processo de construção das tramas sempre foi lento e muito meticuloso. Ele pode ficar anos ou décadas trabalhando em uma mesma narrativa. "O Azarão", seu primeiro livro e com apenas 176 páginas, demorou sete anos até ficar totalmente pronto e ser, enfim, lançado nas livrarias.

Atualmente, Markus é casado e tem uma filha. Ele continua morando em Sidney, na Austrália, onde permanece trabalhando como professor em meio período e como escritor na outra parte do tempo. Nesse momento, Zusak está na fase final de preparação do seu sexto romance, "A Ponte de Clay". Há quase dez anos, o autor trabalha com afinco nesse seu novo livro. A expectativa do mercado editorial para este lançamento é gigantesca. Os editores do mundo inteiro acreditam que essa publicação possa se transformar em um novo best-seller internacional.

Os três primeiros livros publicados por Markus Zusak, "O Azarão", "Bom de Briga" e "A Garota que Eu Quero", integram uma mesma história. Com fortes elementos autobiográficos, a trilogia apresenta os dramas de Cameron Wolfe, um adolescente que vive um turbulento processo de amadurecimento. No primeiro livro, o narrador-protagonista tem quinze anos. Já na terceira e última obra, ele já está com dezesseis. Caçula de uma família pobre de quatro filhos, Cameron Wolfe enfrenta a desconfiança geral da família por seus comportamentos arruaceiros, sua postura introspectiva e sua inabilidade com as meninas.

Os três romances protagonizados por Cameron são curtos ("O Azarão" tem 176 páginas, "Bom de Briga" possui 208 e "A Garota que Eu Quero" tem 176 páginas) e muito agradáveis. É possível ler o trio em um único final de semana. Como eles abordam uma única trama, é interessante lê-los em sequência, respeitando obviamente a sua ordem natural (Primeiro "O Azarão", depois "Bom de Briga" e, por fim, "A Garota que Eu Quero"). Até dá para ler os livros da trilogia de maneira independente, porém, nesse caso, há a perda de alguns aspectos narrativos (Por isso, desconsidere essa opção, por favor!).

Quando o "O Azarão" foi publicado, em 1999, Markus Zusak tinha vinte e quatro anos de idade. O romance retrata, de maneira ficcional, um pouco da infância do autor passada no subúrbio de Sidney. Vindo de uma família pobre, Markus descreve a dureza financeira dos pais, as brincadeiras com o irmão mais velho, as partidas de futebol com os amigos, as lutas de boxes travadas no quintal de casa, as descobertas amorosas e, principalmente, as travessuras juvenis. É um livro sobre a infância e a entrada de um garoto na adolescência.

A receptividade da crítica australiana foi muito positiva. Logo de cara, Markus Zusak conquistou o Prêmio CBCA Children's Book, um dos mais importantes da literatura infanto-juvenil em seu país. O sucesso no cenário nacional o fez prosseguir com a história da família Wolfe, transformando o pequeno romance na primeira parte de uma trilogia.

"Bom de Briga" foi lançado no ano seguinte e retoma a história de Cameron e da família Wolfe exatamente onde ela parou em "O Azarão". Apesar de ser um prolongamento natural do livro anterior, "Bom de Briga" é ainda melhor do que seu antecessor. As aventuras de Cameron e de seu irmão Ruben tornam-se agora mais perigosas, emocionantes e comoventes. A nova história tem mais densidade e possui muito mais ação. As personagens são postas à prova em todos os momentos. Elas precisarão lutar contra o destino difícil que as espreita. A impressão que tive é que a primeira obra serviu de preparação para a segunda. O novo livro deixa de lado o romantismo para concentrar sua força narrativa nos dramas das personagens principais.

Assim como já havia acontecido com "O Azarão" no ano anterior, "Bom de Briga" conquistou, em 2001, o Prêmio CBCA Children's Book. Apesar de não apresentar uma história nova, Markus Zusak mostrava à crítica uma capacidade ainda maior de emocionar o público. Estava provado que sua estreia exitosa não fora sorte de principiante. O australiano era sim um bom escritor.

"A Garota que Eu Quero", o terceiro livro, foi publicado em 2001. Ele apresenta o desfecho da saga da família Wolfe. O enredo dessa obra não começa exatamente onde a história de "Bom de Briga" parou. O intervalo narrativo entre uma trama e outra é de um ano. Neste período, a vida na casa dos Wolfe sofreu profundas transformações. A única coisa que não mudou foi a situação calamitosa de Cameron. Ele continua sendo um problema tanto para ele quanto para seus parentes. O rapaz é a ovelha negra da família. Esse romance também é muito bom!

É provável que a série pudesse ter sido publicada inteira em um único livro. Assim, teríamos um grande (e excelente) romance ao invés de três pequenas (e boas) obras. Porém, Markus Zusak e sua editora não acreditaram, na época do lançamento, que essa opção seria a melhor do ponto de vista mercadológico. Além disso, o jeito meticuloso do autor para produzir suas narrativas acabaria atrasando ainda mais a publicação de um livro maior e com a história toda consolidada. Assim, a trama inteira dos Wolfe ganhou três livros que chegaram aos poucos às livrarias australianas.

Assim como havia ocorrido com suas antecessoras, "A Garota que Eu Quero" também conquistou, em 2003, o Prêmio CBCA Children's Book, concedido a melhor obra de literatura infanto-juvenil da Austrália. Neste momento da carreira, Markus Zusak era reconhecido em seu país natal como um exímio autor de literatura infanto-juvenil. Ele só iria se tornar um escritor com maior apelo literário (leia-se: escritor de romances adultos) com a publicação da obra seguinte, "Eu Sou o Mensageiro", em 2002.

"Eu Sou o Mensageiro" é um thriller inusitado. O livro possui um enredo despretensioso, mas consegue trabalhar muito bem vários elementos poético-filosóficos em uma trama de mistério e com boa dose de ação. O resultado final é espetacular! Nota-se um autor mais maduro na arte de produzir narrativas e totalmente à vontade no processo da escrita ficcional. Além disso, o novo livro marcou a estreia do australiano na literatura adulta, deixando pela primeira vez a literatura infanto-juvenil de lado.

Narrado em primeira pessoa por Ed Kennedy, um motorista de táxi de dezenove anos um tanto desajustado, essa história apresenta de maneira original as dificuldades de um jovem para encontrar seu espaço na sociedade. O rapaz é forçado a realizar ações altruístas em sua comunidade. Sem entender os motivos para aquilo, ele passa a ajudar pessoas desconhecidas. Curiosamente, ao mesmo tempo em que transforma as vidas dos outros, a vida de Ed também sofre grandes transformações nesse processo.

"Eu Sou o Mensageiro" possui 320 páginas e conquistou alguns importantes prêmios na Austrália. O principal deles foi o Prêmio do Livro do Ano da CBC em 2003. O sucesso da obra catapultou a carreira de Markus Zusak em seu país natal. No exterior, contudo, o romance demorou um pouco mais para emplacar. O livro só foi publicado após o sucesso estrondoso, em 2005, do quinto romance de Markus Zusak. Quando "A Menina que Roubava Livros" se tornou um best-seller nos quatro cantos do mundo, a literatura do australiano passou a ser requisitada por editores e leitores de muitos países.

Assim, a partir de 2006, "Eu Sou o Mensageiro" foi publicado no exterior. Todos queriam ler mais obras do autor que escrevera "A Menina que Roubava Livros". Como o romance anterior de Zusak era o mais encorpado e o com uma temática mais adulta, sua escolha pelas editoras internacionais pareceu mais óbvia. Por esse atraso em âmbito global, os prêmios internacionais do quarto livro de Zusak só vieram após 2006. O mais relevante deles foi o Printz Honor.

O divisor de águas na carreira de Markus Zusak, como parece evidente, aconteceu em 2005 com o lançamento de seu quinto romance. "A Menina que Roubava Livros" transformou-se em um best-seller mundial e tornou conhecido o nome do seu autor nos quatro cantos do planeta. Assim, Zusak deixou de ser um jovem e talentoso romancista da Austrália para virar da noite para o dia em um dos mais originais e requisitados ficcionistas da sua geração.

Além de ficar vários anos nas listas dos romances mais vendidos dos Estados Unidos e da Europa, "A Menina que Roubava Livros" também conquistou uma sequência incrível de prêmios literários. Os mais importantes foram o Commonwealth Writer's Prize de melhor livro do Pacífico Sul e do Sudeste Asiático, em 2006, o Daniel Elliot Peace, em 2006, e o Michel L Printz Honor, em 2007. Em 2013, a história de "A Menina que Roubava Livros" foi adaptada para o cinema. O filme foi dirigido por Brian Percival e foi estrelado por Geoffrey Rush, Emily Watson e Sophie Nélisse.

Esse romance é narrado em primeira pessoa por uma personagem bem peculiar: a Morte. Essa senhora malvista pela sociedade faz um relato sincero e direto da trajetória de Liesel Meminger, uma menina que a surpreendeu. Liesel se encontrou com a narradora em três momentos distintos durante as décadas de 1930 e 1940. A garota conseguiu escapar em todas as oportunidades da Morte. Nesses encontros, Liesel chamou a atenção da senhora de manto negro por sua coragem e audácia. De tão impressionada que ficou com a garota, a mórbida narradora resolveu contar a história daquela pequena e frágil vida que gostava de roubar livros.

"A Menina que Roubava Livros" é daquele tipo de romance memorável. Realmente, trata-se de uma excelente obra. Esse é o ponto alto da carreira de Markus Zusak até aqui. Sua leitura é rápida e muito agradável. O livro possui 480 páginas e é dividido em dez capítulos. Cada capítulo é nomeado com o título de um livro roubado por Liesel Meminger. Enquanto conhecemos a história da infância difícil da garota, também sabemos os detalhes de como Liesel fez para praticar cada um dos roubos.

Depois da análise dos cincos livros de Markus Zusak, uma conclusão parece clara: o australiano é efetivamente um ótimo escritor. O meu receio inicial de que ele poderia ser do tipo de autor de um livro só se dissipou logo no início das leituras. Zusak não apenas tem um belo portfólio para apresentar como também tem muito a contribuir para a literatura. Com apenas quarenta e dois anos de idade, sua carreira na ficção só está começando.

Com as análises de todas as obras desse autor concluídas, chegamos ao momento de apresentar as dez características do estilo literário de Markus Zusak que foram identificadas ao longo desse mês. A seguir vão cada uma delas:

1) Os protagonistas do australiano (Cameron Wolfe, Ed Kennedy e Liesel Meminger) são sempre crianças, adolescentes ou jovens desajustados socialmente. Eles se sentem como párias sociais, não conseguindo achar suas posições na família, na escola, no trabalho ou na comunidade. Ao mesmo tempo, o amadurecimento traz muitos aborrecimentos a essas personagens. Fracassados financeiramente e desastrados amorosamente, os protagonistas dos romances de Zusak vivem sempre na iminência de se tornarem delinquentes juvenis. Eles são brigões, folgados, não tomam banho, estão sempre sem dinheiro, vivem maltrapidos, não economizam nos palavrões e tentam o tempo inteiro roubar as pessoas.

2) Por outro lado, o leitor não consegue não gostar desses protagonistas. As personagens principais de Zusak são extremamente carismáticas. Se elas aprontam infinitas diabruras, elas também são carinhosas e têm bons corações. São jovens sensíveis, românticos, altruístas e zelosos com a família e com os poucos amigos. Seus principais problemas parecem ser relativos à obrigação de crescer. Raramente, a complexidade e as dificuldades da infância, da adolescência e da juventude se mostraram com tanta beleza na literária como nos livros de Markus Zusak.

3) As tramas são ambientadas em subúrbios e em casas de famílias pobres. Os pais dos protagonistas pertencem à classe trabalhadora: O pai de Cameron é encanador e a mãe do rapaz é empregada doméstica; A mãe de Ed Kennedy é uma operária comum; E o pai de Liesel Meminger é pintor de paredes e sua mãe lava roupas para as famílias abastadas. Os livros de Markus Zusak retratam os dramas financeiros de pessoas simples e humildes. A luta pela sobrevivência e para a criação digna dos filhos é o mote central da existência dessas personagens. Assim, a típica história desse autor é aquele em que mostra, ao mesmo tempo, a dureza da vida da classe trabalhadora e as dificuldades dos jovens pobres de atravessarem o período da infância e da adolescência.

4) O amor dos protagonista é geralmente do tipo platônico. Cameron Wolfe é apaixonado por todas as garotas bonitas que passam a sua frente. Ed Kennedy é louco pela amiga Audrey, mas não tem coragem de se declarar para ela. Enquanto isso, a moça vai para a cama com todos os rapazes do município, menos com o pobre do protagonista. E Liesel Meminger gosta muito do seu amiguinho Rudy Steiner. Depois de passar o livro inteiro fugindo dos beijos dele, enfim, a menina descobre que queria também beijá-lo. Porém, aí já era tarde. Ele tinha morrido em um bombardeiro inimigo.

5) Livros são narrados sempre em primeira pessoa. Na maioria das vezes, o narrador é o protagonista (um rapaz). Somente em "A Menina que Roubava Livros", a narradora é a Morte (ela não é a personagem principal e sim Liesel Meminger). A narração em primeira pessoa torna a trama mais introspectiva. É possível compreendermos os pensamentos e as angústias dos narradores, assim como suas indagações, seus medos, seus sonhos e suas aspirações.

6) As frases curtas e os parágrafos de uma única frase são uma das principais características da literatura de Markus Zusak. O texto simples e enxuto dá um ar infantil à narrativa (algo pertinente quando lembramos a idade da maioria dos narradores). A impressão é que estamos mesmo diante das palavras expressas pelos garotos que relatam suas histórias.

7) A linguagem debochada e o narrador irônico são um aspecto à parte na literatura de Markus Zusak. O autor escreve como se estivesse conversando com o leitor em um bar. Nesta hora, o narrador-autor não esconde nada de ninguém, expondo os dramas mais íntimos das personagens principais. Os pensamentos dos narradores fluem naturamente, deixando a leitura muito agradável e divertida. Markus Zusak é um contador de história de primeira! Seu texto é saborosíssimo.

8) A banalidade do cotidiano familiar, a violência da guerra e os dramas urbanos ganham contornos poéticos nas páginas dos livros dos australiano. A vida simples e honesta da família pobre, as dificuldades enfrentadas pela guerra, a busca pelo primeiro amor e o desejo de ler um novo livro tornam-se desafios belos e com um colorido especial aos olhos dos protagonistas de Markus Zusak. Portanto, as tramas de Zusak são leves, mas possuem alguma profundidade filosófica. O australiano é especialista em encontrar beleza em pequenos dramas do cotidiano. Suas histórias adquirem, assim, um caráter poético.

9) Todo romance de Markus Zusak possui uma boa dose de romantismo. Apesar desse aspecto não ser a essência dos enredos, os protagonistas passionais e muito românticos costumam salientar a busca pelo amor perfeito.

10) Na maioria dos livros do australiano, a literatura é usada como elemento metalinguístico. Ou seja, sempre há uma história ficcional dentro da história principal do livro. Às vezes, essas histórias se entrelaçam, transformando a personagem principal de Zusak em autor ou mesmo em leitor. Esse recurso é interessante e divertido quando notado.

Esse foi o Desafio Literário de setembro. Eu adorei participar. Espero que você também tenha gostado. Em outubro, a autora analisada será Lya Luft, romancista, cronista e ensaísta brasileira. Quem gosta de boa literatura, está convidado(a) para o nosso próximo desafio. Até lá!

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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