• Ricardo Bonacorci

Recomendações: Quinze livros tijolões para serem lidos na quarentena


Em algumas cidades brasileiras, a quarentena do coronavírus já acabou ou foi abrandada. Em outras, a rotina da maioria das pessoas ainda é dentro de suas casas. De qualquer forma, algo parece ser consensual de norte a sul do país: o medo de muita gente de sair às ruas. Por mais ansiosos que estejamos para a volta total da antiga rotina, perambular no meio da multidão ainda é visto como uma atividade perigosa para a saúde individual e coletiva. Assim, milhões de brasileiros ainda precisam passar boa parte do tempo em suas residências.


Aí surge a questão: o que fazer com tantas horas livres? A minha resposta é simples e direta. Ler! E para não haver problema de falta de leitura, nada melhor do que ter em mãos nestas ocasiões obras do tipo tijolão, aquelas com centenas, centenas, centenas e centenas de páginas. Para muitos leitores, essa é a chance única para mergulharem em títulos que, do contrário, poderiam continuar sendo postergados infinitamente. Afinal, querendo ou não, a maioria das pessoas tem certa antipatia por publicações com muitas páginas. Isso, definitivamente, não acontece comigo. Acredito não haver melhor jeito de passar as horas em casa do que tendo como companhia um bom e grande livro.


No meu caso, li em abril dois tijolões (além de alguns livros menores). Na semana retrasada, por exemplo, meu entretenimento ficou a cargo de “On The Road - Pé na Estrada” (L&PM Editores), romance caudaloso de Jack Kerouac sobre suas viagens de mochilão pelos Estados Unidos durante a década de 1950. Esse foi o segundo livro do escritor norte-americano que analisei no Desafio Literário desse mês (há inclusive um post sobre ele aqui no blog). Na semana passada, minha leitura volumosa foi de “O Professor” (Pandorga), romance erótico da baiana Tatiana Amaral. Viu como é possível encontrar os mais diferentes tipos de ficção de categoria tijolão! É só saber escolher bem e se aventurar por centenas e centenas de páginas.

Com vontade de indicar bons tijolões (juro que não tenho denominação melhor para os livros com mais de 500 páginas), resolvi utilizar o post de hoje do Bonas Histórias para preparar uma lista exclusiva com obras volumosas. Admito que é preciso coragem e muita força de vontade para chegar ao final desses títulos. Porém, ao concluir suas páginas, raramente nos arrependemos desta empreitada. Da lista que apresento a seguir, li todas as obras (e não precisei ficar de quarentena em casa!) e já fiz posts sobre a maioria delas (disponíveis aos leitores do blog). Desta relação de sugestões de leituras, optei por mesclar livros de autores nacionais e estrangeiros. A maioria são clássicos literários. Para quem não gosta das obras referenciais, há também best-sellers contemporâneos.


E aí, pronto(a) para escolher um e iniciar agora mesmo sua leitura? Veja meus comentários, decida-se por qual título você prefere e mãos à obra.


1) “O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha” (Editora 34) – 1605/1615 – Miguel de Cervantes (Espanha) – 1.466 páginas (Dois volumes).

Só quem ainda não leu este clássico da literatura espanhola e mundial poderá duvidar das minhas palavras. Saiba que “O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha”, romance do genial Miguel de Cervantes, é sim muitíssimo engraçado! As aventuras do pseudo-cavaleiro Alonso Quijano e de seu funcionário Sancho Pança pela península ibérica são divertidíssimas. Não à toa, esta obra é uma paródia das novelas de cavalaria da Idade Média. Não se surpreenda, portanto, se em três ou quatro dias você devorar os dois volumes desta história. Para um maior envolvimento com a leitura, prefira as edições com boas traduções e sem adaptações. Infelizmente, a maioria dos títulos disponíveis no mercado nacional não respeitam essas duas regrinhas.


2) “Outlander – A Viajante do Tempo” (Saída de Emergência/Arqueiro) – 1991 – Diana Gabaldon (Estados Unidos) – 864 páginas.

Para não dizerem que só cito clássicos, trago para nossa lista de tijolõesOutlander – A Viajante do Tempo”, romance histórico da norte-americana Diana Gabaldon. Best-seller internacional, a trama de Gabaldon é espetacular. Nela, a enfermeira Claire Randall é tragada por uma fenda temporal quando visitava com o marido as ruínas em Inverness, em Highlands, na Escócia. Assim, ela acaba voltando quase duzentos anos no tempo. Sozinha e indefesa na violenta e caótica Escócia de 1743, Claire precisa sobreviver às ameaças que insistem em aparecer em seu caminho. Gostei tanto deste título que o li em apenas um final de semana. O grande risco que o leitor corre é se viciar nessa história e ter que ler todos os volumes desta série literária (que conta com quase dez livros, todos com mais ou menos mil páginas).


3) “Grande Sertão: Veredas” (Nova Fronteira) – 1956 - João Guimarães Rosa (Brasil) – 608 páginas.

Li “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de João Guimarães Rosa, há alguns anos em uma viagem ao interior de Minas Gerais (não podia ter cenário mais perfeito do que este para essa experiência literária). Confesso que não foi nada fácil acompanhar a história do jagunço Riobaldo, um cabra-macho que se apaixonou por seu colega Diadorim. O texto de Guimarães Rosa é sublime, mas é difícil paca para qualquer leitor. Mesmo com toda a dificuldade da narrativa (pensei várias vezes em desistir da leitura no meio, tamanha foi a raiva que senti), quando chegamos ao final do romance, todos os obstáculos de compreensão parecem ter valido a pena. Se você não sabe o desfecho dessa história (tem sempre alguém louco para contar seu spoiler), com certeza você será surpreendido com o desenlace mais incrível da literatura nacional. É imperdível!


4) “Crime e Castigo” (Editora 34) – 1866 – Fiódor Dostoiévski (Rússia) – 592 páginas.

Por falar em leituras difíceis, “Crime e Castigo”, clássico de Fiódor Dostoiévski, exige muitíssimo do leitor. Li esta obra referencial da literatura russa há mais de dez anos e confesso que sofri bastante. Dostoiévski construiu um romance existencialista denso e um tanto parado. Mesmo assim, quem tem a coragem de se aventurar pelos conflitos dramáticos de Raskólnikov, um ex-estudante de direito atormentado por um crime bárbaro, não se arrepende da empreitada. Em meio a um enredo ficcional aparentemente banal, assistimos a um ensaio filosófico de primeira grandeza de um dos maiores escritores de todos os tempos. As reflexões do protagonista-narrador de Dostoiévski são a principal parte deste livro. Quem tiver paciência e coragem, boa sorte! Com certeza, você guardará essa experiência literária para o resto da vida.


5) “A Dança da Morte” (Suma das Letras) – 1978/1990 – Stephen King (Estados Unidos) – 1.248 páginas.

Em 1978, Stephen King lançou seu romance mais ambicioso até então: A Dança da Morte. A versão original desta história pós-apocalíptica tinha mais de 1.200 páginas. A editora do escritor norte-americano até aceitou lançar a saga dos sobreviventes à epidemia de gripe que dizimou 99,9% da população do planeta. Contudo, ela obrigou King a cortar quase metade do livro. Foi assim que o público recebeu a primeira versão desta obra (com mais ou menos 800 páginas). Apenas em 1990, quando Stephen King já tinha adquirido a reputação de um dos principais autores de sua geração, ele conseguiu publicar a versão estendida (aquela original com mais de mil páginas). “A Dança da Morte” não é o melhor trabalho de King, mas é um dos mais legais. Opte pela leitura da versão de 1990 (a completa e gigantesca).


6) “Em Busca do Tempo Perdido” (Nova Fronteira) – 1913-1927 – Marcel Proust (França) – 2.472 páginas (Três volumes).

É um tanto óbvio dizer que é preciso fôlego para chegar ao fim de “Em Busca do Tempo Perdido”, obra-prima de Marcel Proust. Afinal, são quase 2.500 páginas. Na edição brasileira da Nova Fronteira, os sete volumes originais da saga de Proust (“No Caminho de Swann”, “À Sombra das Moças em Flor”, “O Caminho de Guermantes”, “Sodoma e Gomorra”, “A Prisioneira”, “A Fugitiva” e “O Tempo Recuperado”) foram transformados em apenas três volumes. Nestas tramas, acompanhamos as memórias do narrador-protagonista, Marcel (portanto, a personagem é homônima ao seu autor), em cada fase da vida. Ele nos relata as transformações que vivenciou da infância a velhice e seus conflitos mais íntimos. Além de ser uma obra inovadora para a época (mergulho psicológico em primeira pessoa), trata-se de uma ótima leitura para quem tem paciência de encarar longas jornadas.


7) “2666” (Companhia das Letras) – 2004 – Roberto Bolaño (Chile) – 856 páginas.

Lançado postumamente, “2666” é a obra mais grandiosa de Roberto Bolaño. Produzida na fase final da vida do escritor chileno, quando ele já estava bastante debilitado por uma doença hepática, “2666” é na verdade a integração de cinco romances que dialogam de alguma maneira entre si. Os pontos convergentes entre essas histórias são a violência (típica do mundo cão que ronda, ao mesmo tempo, a maioria das grandes cidades latino-americanas e os ambientes dos livros de Bolaño) e a produção literária de um autor misterioso (o alemão Benno von Archimboldi). A ficção de Roberto Bolaño, um dos principais autores sul-americanos de sua geração, é normalmente densa, pessimista, fria e ácida. Por outro lado, o suspense desta trama prende o leitor que não tem dificuldades para avançar pelas diferentes seções do livro.


8) “A Bicicleta Azul” (Best Bolso) – 1981 – Régine Deforges (França) – 1.288 páginas (Três volumes).

Maior sucesso da francesa Régine Deforges, A Bicicleta Azul é o romance histórico ambientado na Segunda Guerra Mundial. Ele apresenta ao público uma das personagens femininas mais incríveis da literatura contemporânea: a jovem e bela Lea Delmas. Ela precisa encarar todas as dificuldades de um dos períodos mais complicados da França no século XX para amadurecer e provar seus valores. Sua transformação ao longo desta saga é simplesmente espetacular! Publicado em 1981, a história deste livro é complementada por “Vontade de Viver” (Best Bolso), romance de 1983, e “O Sorriso do Diabo” (Best Bolso), obra de 1985. A trilogia “A Bicicleta Azul” (os três livros da série contam uma única história) possui mais de 1.200 páginas. Não se surpreenda se você concluir essa leitura em menos de uma semana.


9) “Canto Geral” (Bertrand Brasil) – 1950 – Pablo Neruda (Chile) – 602 páginas.

Pablo Neruda, poeta chileno vencedor do Prêmio Nobel de 1971, tem livros mais famosos do que Canto Geral. “Cem Sonetos de Amor” (L&PM Pocket) e “Confesso que Vivi” (Difel), por exemplo, são obras populares em todo o mundo. Porém, o meu título preferido de Neruda é “Canto Geral”, muitas vezes esquecido dentro do portfólio do artista. Nesse trabalho, o chileno conta a história do continente americano por meio de poemas. Assim, assistimos aos dramas, às injustiças e à formação dos países da América Latina ao longo dos séculos. O resultado é espetacular! “Canto Geral” é dividido em 15 partes, tem 231 poemas e possui mais de 15.000 mil versos. Quem gosta de história e de poesia não pode perder essa obra. De certa maneira, podemos enxergá-la como uma epopeia contemporânea.


10) “Guerra e Paz” (Companhia das Letras) – 1865-1869 – Liev Tolstói (Rússia) – 1.544 páginas (Dois volumes).

Ao lado de “Anna Karênina” (Companhia das Letras), “Guerra e Paz” é o livro mais importante de Leiv Tolstói. Clássico da literatura russa e universal, esta obra narra o drama de cinco famílias russas durante as duas primeiras décadas do século XIX. Nesse período, o país foi invadido pelas tropas napoleônicas, o que gerou uma séria e prolongada crise econômico-social. “Guerra e Paz” é um misto de reconstrução histórica, crônica de costumes e narrativa ficcional. Se por um lado temos um romance inegavelmente portentoso, por outro a história de Tolstói padece do excesso de personagens e de acontecimentos. Confesso que meus neurônios quase fundiram durante esta leitura.


11) “Graça Infinita” (Companhia das Letras) – 1996 – David Foster Wallace (Estados Unidos) – 1.144 páginas.

David Foster Wallece sempre foi visto como um escritor maldito. Sua literatura mergulhou de cabeça no lado sombrio dos seres humanos. Para aplacar suas tramas densas, críticas e cruéis, o norte-americano usou e abusou da ironia e do humor negro. Prova maior disso é “Graça Infinita”. Publicado em 1996, este romance caudaloso é uma distopia nonsense que ridiculariza o capitalismo, a política contemporânea, a alienação das pessoas, a divisão de classes e o consumismo. Trata-se de um uma obra-prima do final do século XX. Com este livro em mãos, os fãs de David Foster Wallece acharão facilzinho, facilzinho ler mais de mil páginas.


12) “O Físico” (Rocco) – 1986 – Noah Gordon (Estados Unidos) – 592 páginas.

Maior sucesso do norte-americano Noah Gordon, "O Físico" é o romance histórico sobre Robert Jeremy Cole. Em plena Idade Média, o jovem inglês, que era pobre e órfão, sonhava em se tornar médico. Para adentrar nessa profissão, ele viajou à Pérsia para ingressar na melhor escola de medicina do mundo, a Academia de Medicina de Ispahan. Contudo, a religião, a política, a geografia e a condição social conspiraram contra os planos do nosso herói. Incrível! O sucesso dessa saga foi tão grande que Gordon transformou-a em uma série literária. Chamada de “Trilogia da Família Cole”, essa coleção (que soma ao todo mais de 1.500 páginas) tem “Xamã” (Rocco), a segunda parte publicada em 1992, e “A Escolha da Dra. Cole”, terceira parte lançada em 1995. “O Físico” é um best-seller mundial.


13) “1Q84” (Alfaguara) – 2009/2010 – Haruki Murakami (Japão) – 1.280 páginas (Três volumes).

Haruki Murakami tem trabalhos melhores do que 1Q84. Meus preferidos são “Norwegian Wood” (Alfaguara), romance dramático impecável, e “Caçando Carneiros” (Alfaguara), trama engraçadíssima. Porem, é inegável a força da saga de Aomame e Tengo, personagens solitários e melancólicos que vivem histórias paralelas em mundos paralelos. Se até então Murakami só havia produzido novelas e romances curtos, com "1Q84" o escritor japonês provou ser capaz de construir uma trama mais complexa e que exige fôlego do leitor. Com personagens inusitadas, acontecimentos fantásticos e ações típicas dos mais movimentados romances policiais modernos, “1Q84” é uma ótima opção para quem deseja se lançar por tijolões com uma pegada menos cult.


14) “Moby Dick” (Landmark) - 1851 - Herman Melville (Estados Unidos) – 528 páginas.

Admito que me frustrei bastante com a leitura de “Moby Dick”, clássico da literatura norte-americana e principal trabalho ficcional de Herman Melville. O romance tem até um ótimo início e um belíssimo desfecho. Seu problema está no meio da história. Por centenas e centenas de páginas, Melville deixa de lado os dramas do jovem marinheiro Ismael e de seu capitão Ahab (parte mais interessante do livro!) e foca na descrição dos tipos de baleias, na constituição física desses animais, em seus hábitos, na estrutura da indústria baleeira, nos diferentes utensílios usados pelos marinheiros e no dia a dia no mar (parte profundamente entediante!). Aí ninguém merece, né? Se o leitor estiver armado durante a leitura, há um sério risco de ele cometer um suicídio ou de assassinar quem estiver por perto. Um perigo!


15) “Os Sertões” (L&PM Pocket) – 1902 – Euclides da Cunha (Brasil) – 648 páginas.

Euclides da Cunha era jornalista do O Estado de São Paulo quando, entre 1896 e 1897, foi encarregado de cobrir a Guerra de Canudos, no interior da Bahia. De sua cobertura jornalística nasceu “Os Sertões”, romance sobre a ação do exército republicano contra a comunidade pobre de Antônio Conselheiro. Não há quem duvide que a ideia do jornalista-escritor foi espetacular. O problema foi a forma encontrada por Euclides da Cunha para narrar sua trama. Na primeira parte da obra, assistimos à descrição de aspectos sociológicos, ambientais e climáticos do Sertão. Trata-se de uma das leituras mais chatas de toda a literatura brasileira. Só depois de dezenas e dezenas de páginas de pura descrição, Cunha entrou na trama propriamente dita (a Guerra de Canudos). Aí ele preferiu construir seu texto com uma pegada jornalística (uma decisão que questiono). Apesar de ser mais agradável, ainda sim esta parte é uma leitura um tanto truncada.


Juro que gostaria de ter incluído nessa coletânea de tijolões outros três livros: “Ulysses” (Penguin), clássico de James Joyce, “Um Defeito de Cor” (Record), romance premiado de Ana Maria Gonçalves, e “Viva o Povo Brasileiro” (Alfaguara), clássico nacional de João Ubaldo Ribeiro. O problema é que não os li ainda para comentá-los com propriedade. E aí, que tal você ler um dos livros da minha lista nos próximos dias enquanto eu tento ler os títulos que me ficaram faltando?!


Repare que não estou propondo que a listagem inteira seja lida agora. Não! Basta um título para sua quarentena já se tornar mais interessante e produtiva. Preparado(a)? Basta escolher a obra que mais chamou sua atenção e iniciar a leitura o quanto antes. Acho que vou começar a minha parte por “Um Defeito de Cor”. Boa literatura para todos!


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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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