• Ricardo Bonacorci

Filmes: Dívida de Honra - Vale só pelo finalzinho


Hoje assisti no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Bourbon Pompéia à "Dívida de Honra" (The Homesman: 2014), a nova produção de Tommy Lee Jones, que além de dirigir também atua em um dos papéis principais deste longa-metragem. Esse é o terceiro filme de Jones como diretor, sendo o primeiro filme de época dele (a história se passa no meio do século XIX) e o primeiro faroeste (o ambiente é velho oeste americano). As produções anteriores foram "Os Bons e Velhos Companheiros" (The Good Old Boys: 1995) para a televisão e "Três Enterros" (The Three Burials of Melquiades Estrada: 2005), este para o cinema.

Se a carreira de Tommy Lee Jones como diretor é ainda incipiente, como ator ela é extensa e exitosa. Depois de participar de mais de 60 produções na televisão e no cinema desde 1970, o ator de 68 anos possui um Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme "O fugitivo" (The fugitive: 1993), além de um Emmy Awards (1983) e um Globo de Ouro (1993).

Em "Dívida de Honra" quem monopoliza as ações é a atriz Hilary Swank (mais conhecida pelos papéis nos filmes "A Inquilina", "A Condenação" e "Karatê Kid 4 - A Nova Aventura"). A atriz, nascida no próprio Nebraska, onde a história se inicia, rouba a cena e esbanja talento ao interpretar a combatida Mary Bee Cuddy. Até feia a bela atriz conseguiu parecer neste papel.

A história do filme inicia-se em 1854 em uma cidade do Nebraska. Lá mora uma mulher trabalhadora, dedicada e solteira chamada Mary Bee Cuddy. Ela possui uma fazenda e trabalha sozinha cuidando de toda a sua propriedade. Seu grande sonho é se casar. Entretanto, nenhum homem da cidade a quer por ela ser feia e mandona (e muito independente também). Além disso, ela já passou dos trinta anos e já é vista como uma mulher velha pela comunidade.

Sem esperanças de conseguir um marido na região, Cuddy se candidata para levar três mulheres loucas, que surgiram na cidade, para Iowa, no outro lado do país, onde poderão ser tratadas e onde poderão viver em paz em um local propício. O problema é que a viagem será feita em uma charrete e no período de inverno. Será preciso muita coragem e disposição para superar os desafios. O caminho até Iowa pode levar meses, quem sabe um ano.

Durante o início da trajetória, Cuddy salva Georges Briggs (interpretado por Tommy Lee Jones), um velho criminoso. Como gratidão, Briggs aceita acompanhar sua salvadora durante toda a viagem. É estabelecida assim a parceria entre os dois. Aí o filme perde força. A viagem, que dura quase todo o filme, é enfadonha e sem graça. Nada praticamente acontece de interessante. O longa-metragem vai se arrastando, vai se arrastando e vai se arrastando... O telespectador tem a sensação de aquela jornada será interminável! Vi algumas pessoas saindo da sala do cinema antes do término, sinal evidente do desagrado geral.

"Dívida de Honra" seria uma obra descartável se não fosse seu finalzinho. Nos últimos dez minutos, acontecem coisas surpreendentes, dando o mínimo de grandeza a produção. Além disso, nas cenas finais temos a aparição de Meryl Streep, o que evidentemente vale a pena se segurar na poltrona mais um pouco. Um filme, que teria nota 2, ganha um 5 com o final diferente ("passando de ano" no limiar da média geral). Pelo visto, o diretor Tommy Lee Jones ainda está longe do talentoso e competente ator Tommy Lee Jones.

Veja o trailer de "Dívida de Honra":

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#TommyLeeJones

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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