• Ricardo Bonacorci

Filmes: Ida - O vencedor estrangeiro do Oscar


Filme Ida

Hoje fui ao Cine Livraria Cultura do Conjunto Nacional assistir ao vencedor do Oscar na categoria melhor filme estrangeiro. "Ida" (Ida: 2013) é uma produção polonesa e foi a grande surpresa na cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles deste ano. O grande favorito era o argentino "Relatos Selvagens" (Relatos Salvajes: 2014), o meu queridinho também. Porém, o longa-metragem europeu desbancou o sul-americano e levou para a casa a tão desejada estatueta. Como "Ida" passou despercebida por mim quando foi colocada em algumas salas de cinema aqui em São Paulo no começo de 2015, chegou a hora de conferi-la. Aproveitando a prorrogação da exibição deste filme na sala do Cine Livraria Cultura, fui, enfim, assisti-lo.

"Ida" conta a história de Anna (interpretada pela bela Agata Trzebuchowska), uma jovem noviça que está prestes a se tornar freira. Algumas semanas antes da cerimônia na qual irá prestar seus votos, Anna é incentivada pela madre superiora (Halina Skoczynska) a visitar sua única parente viva e conhecida, uma tia chamada Wanda (Agata Kulesza). Meio ressabiada, a jovem aceita o conselho da madre e vai passar alguns dias na casa da tia. Com Wanda, Anna pode conhecer mais sobre seu passado e sobre seus falecidos pais. Compreende, assim, porque foi deixada quando pequena na igreja sob os cuidados de religiosos. A jovem religiosa também passa a desejar ter novas experiências, em um processo de aprendizado sobre o mundo externo e de autoconhecimento.

Dirigido por Pawel Pawlikowski, conhecido por "Meu Amor de Verão" (My Summer of Love: 2004) e mais recentemente "Estranha Obsessão" (La femme du Vème:2011), "Ida" ficou muito abaixo das minhas expectativas. Sinceramente não acreditei, ao final da sessão, que estava diante do melhor filme estrangeiro de 2015. Para mim, "Relatos Selvagens" e "Leviatã", por exemplo, duas produções que estavam concorrendo pelo prêmio, são muitíssimo superiores. Para falar a verdade, nem sei como o longa-metragem polonês foi parar entre os finalistas do Oscar.

Filme Ida

"Ida" é um filme chato e muito parado. Ele caminha em um ritmo tão lento, tão lento que me peguei cochilando várias vezes na poltrona. Para meu espanto, esse pecado não foi cometido apenas por mim. Várias pessoas ao meu lado acabaram sucumbindo diante do tédio da tela grande. Além do ritmo, a história também não empolga: uma jovem religiosa virgem e sem experiência de vida precisa decidir entre o mundo do celibato e da ordem sacra e o mundo pagão e dos prazeres do cotidiano. Trata-se de uma temática um pouco batida e óbvia, porém se fosse bem trabalhada poderia extrair algum drama. Não foi o que aconteceu.

A única coisa que chama atenção de maneira positiva no filme é a beleza da atriz principal, Agata Trzebuchowska. Curiosamente, ela foi escolhida por Pawlikowski exatamente por ser uma novata diante das telas. Ele queria alguém desconhecido para surpreender o público. Agata Trzebuchowska é uma estudante e jamais tinha atuado antes. Seu desempenho foi razoável (considerando sua vivência na profissão), tendo como principal característica a beleza facial como arma para prender a atenção do telespectador e aumentar o clima de suspense e mistério sobre as decisões da sua personagem.

No fim das contas, não gostei do que vi. "Ida" é filme comum, um pouco chato para ser sincero, sem nenhum atrativo especial. Eu não iria ao cinema para vê-lo (se soubesse do seu conteúdo previamente), nem perderia meu tempo assistindo-o em DVD. Agora, como esse filme ganhou o Oscar, isso eu jamais vou entender....

Veja o trailer deste filme:

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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