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Filmes: Os Olhos Amarelos do Crocodilo - Duas irmãs e um livro


Nesta sexta-feira, fui ao Caixa Belas Artes assistir à comédia francesa "Os Olhos Amarelos do Crocodilo" (Les Yeux Jaunes des Crocodiles: 2012). Apesar do título um tanto exótico, fui atraído pelo enredo da trama: duas irmãs se envolvem em uma grande confusão por causa da mentira contada por ambas sobre a autoria de um livro que virou best-seller na França.

"Os Olhos Amarelos do Crocodilo" foi dirigido por Cécile Telerman (do bom "Se Fazendo de Morto", que assisti no começo deste ano, "Algo que Você Precisa Saber" de 2008 e "Tudo por Prazer" de 2004). A diretora também participou, em parceria com Charlotte de Champfleury, da elaboração do roteiro do longa-metragem. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Katherine Pancol.

No elenco, destaque para as protagonistas: Julie Depardieu (interpretando uma das irmãs, Joséphine Cortes) e Emmanuelle Béart (a outra irmã, Iris Dupin). As duas experientes atrizes dão um show de interpretação, sendo os principais pontos positivos desta produção. Não é possível saber qual das duas está melhor. A jovem Alice Isaaz (Hortense) também se destaca como a filha da personagem de Julie Depardieu.

O enredo deste filme se baseia na relação conflituosa e antagônica de suas irmãs. Iris é bonita, extrovertida, rica, tem muitos amigos, possui um casamento bem sucedido (o marido a ama, é rico e eles têm um filho) e leva um dia a dia fútil (não trabalha). Joséphine, por outro lado, é tímida, não é tão bonita, leva uma vida simples, trabalha como acadêmica (especializada em idade Média), tem um casamento conturbado (o marido infiel e preguiçoso a abandona), sofre com as dificuldades financeiras e tenta agradar as duas filhas que vivem a desrespeitar e a desprezar a mãe.

As vidas das irmãs sofre uma grande mudança quando Iris, para impressionar seus amigos em um jantar, revela que está escrevendo um livro sobre a Idade Média. Para manter a mentira, ela pede para Joséphine escrever uma história de verdade sobre esse tema. A proposta é simples: enquanto Iris fica com os créditos da autoria da obra, Joséphine ficará com o dinheiro dos ganhos. Ou seja, as duas sairão ganhando. Surpreendentemente, o livro vira um sucesso inesperado assim que é lançado e o acordo das irmãs parece ruir. Elas entram em choque e as brigas se tornam constantes.

"Os Olhos Amarelos do Crocodilo" é um bom filme. Ele não é muito engraçado, mas tem algumas passagens cômicas. O forte desse longa-metragem é a crítica à sociedade parisiense e o drama familiar. A história é interessante e original, chamando a atenção do telespectador. O único problema, a meu ver, está na demora do filme em chegar ao seu clímax. A ideia de Iris em escrever um livro (na verdade, pedir para a irmã escrever para ela) só acontece na segunda metade da produção. Enquanto isso, ficamos assistindo aos vários conflitos periféricos dos demais personagens (a vida amorosa dos pais das irmãs, a criação de crocodilos do ex-marido de Joséphine, a possível infidelidade do marido de Iris e os conflitos de relacionamento das filhas de Joséphine). Apesar das tramas paralelas trazerem mais força para os personagens secundários e enriquecer o filme com mais ação e narrativas, elas também acabam distraindo o espectador e enfraquecendo a história principal, que por si só já é muito interessante.

Veja o trailer de "Os Olhos Amarelos do Crocodilo" (Les Yeux Jaunes des Crocodiles: 2012):

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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