• Ricardo Bonacorci

Filmes: Sexo, Amor e Terapia - Comédia francesa fraquinha


Nesta quarta-feira, fui ao Espaço Itaú de Cinema do Shopping Bourbon para ver a comédia "Sexo, Amor e Terapia" (Tu Veux ou Tu Veux Pas: 2014). O longa-metragem francês teve a direção de Tonie Marshall (de "Amor e Outras Confissões" de 2007 e "Instituto de Beleza Vênus" de 1999) e o protagonismo da bela Sophie Marceau e do competente Patrick Bruel. Os dois atores estão, no momento, com outras produções em cartaz no circuito brasileiro. Enquanto Sophie estrela "Um Reencontro" (Une Rencontre: 2014), Bruel está em "Os Olhos Amarelos dos Crocodilos" (Les Yeux jaunes des crocodiles; 2012).

"Sexo, Amor e Terapia" tinha sido formulado originalmente para ser uma série de televisão com pequenos episódios independentes. Depois que a emissora cancelou o projeto, Tonie Marshall decidiu transformar a história em um longa-metragem. A inspiração do enredo veio de uma popular canção que dá nome ao filme em francês "Tu Veux ou Tu Veux Pas" (algo como "Você quer ou você não quer?"). A letra da música é recheada de duplo sentido e brinca o tempo todo com a questão da sexualidade.

A história do filme se passa em Paris e narra a relação do terapeuta Lambert (Patrick Bruel) com sua recém-contratada assistente Judith (Sophie Marceau). Enquanto a dupla ajuda os casais do consultório a superar os problemas de relacionamento, Lambert e Judith vivem os seus próprios conflitos. Judith é uma ninfomaníaca que explora sua sexualidade ao máximo, não se importando de se relacionar com vários homens sempre que tem vontade. Lambert, por outro lado, está passando por um tratamento terapêutico para diminuir seus impulsos sexuais e, por isso, está fazendo abstinência de sexo há alguns meses. Os dois se apaixonam e apesar das investidas da moça, o terapeuta posterga ao máximo a concretização do relacionamento, o que dá origem aos conflitos do casal.

Achei a proposta de enredo boa, mas a execução do filme não acompanhou a criatividade da narrativa. "Sexo, Amor e Terapia" não é uma comédia muito divertida. São poucas as cenas realmente engraçadas. Além disso, as piadas, quando surgem, são um tanto batidas e apelativas.

Também senti a falta de uma boa química entre o casal de protagonistas. Se em "Um Reencontro", última produção de Sophie Marceau, a atriz conseguia passar um grande envolvimento e paixão pelo personagem de François Cluzet, agora isto não aparece com o personagem de Patrick Bruel. Judith e Lambert mais parecem dois doentes sexuais do que um casal realmente apaixonado.

Tudo neste filme se remete ao sexo: diálogos de duplo sentido, flertes e joguinhos. As referências explícitas e implícitas são típicas das comédias picantes, porém de constituição fácil e previsível. No começo até pode ser um pouco divertido, mas passada meia hora, o filme se torna um tanto enfadonho.

Além de graça, faltam histórias secundárias e uma constituição melhor dos personagens (tanto dos principais quanto dos secundários). O filme parece se arrastar interminavelmente. Ele fica parado um bom tempo sem que haja um clímax ou um grande momento de reviravolta. Dessa forma, ao invés de prender a atenção do público, a história se torna chata.

Acho que não estou com sorte neste mês com as comédias escolhidas. Depois de me decepcionar com "Linda de Morrer", produção nacional com Glória Pires, agora foi a vez de sair da sessão de cinema frustrado com "Sexo, Amor e Terapia". Quem sabe na próxima não tenho mais sorte...

Veja o trailer de "Sexo, Amor e Terapia":

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#TonieMarshall

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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