• Ricardo Bonacorci

Filmes: Homem Irracional - A nova produção de Woody Allen


Woody Allen é um dos meus cineastas favoritos. Tenho assistido a todos os seus lançamentos desde 2007, com "O Sonho de Cassandra" (Cassandra's Dream: 2007). De lá para cá foram sete produções: "Vicky Cristina Barcelona" (Vicky Cristina Barcelona: 2008), "Tudo Pode Dar Certo" (Whatever Works: 2009), "Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos" (You Will Meet a Tall Dark Stranger: 2010), "Meia Noite em Paris" (Midnight in Paris: 2011), "Para Roma com Amor" (To Rome with Love: 2012), "Blue Jasmine" (Blue Jasmine: 2013) e "Magia ao Luar" (Magic in the Moonlight: 2014). Admito que também sou fã dos clássicos de Allen: "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (Annie Hall: 1977), "Manhattan" (Manhattan: 1979), "A Rosa Púrpura do Cairo" (The Purple Rose of Cairo: 1985), "Hannah e Suas Irmãs" (Hannah and Her Sisters: 1986) e "Tiros na Broadway" (Bullets over Broadway: 1994).

Não sei apontar qual é o meu filme favorito desta coleção. Gostei muito de todos. Para não ficar em cima do muro, talvez "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", "Hannah e Suas Irmãs" e "Vicky Cristina Barcelona" sejam os meus prediletos. Por causa deste meu fascínio pela obra de Woody Allen, corri à sala de cinema, nesta quarta-feira, quando soube do lançamento do seu novo filme, "Homem Irracional" (Irrational Man: 2015). Com Joaquin Phoenix, Emma Stone, a nova musa de Allen que está na segunda produção consecutiva do diretor, e Parker Posey nos papéis principais, o longa-metragem estreou no circuito brasileiro neste final de semana.

A história de "Homem Irracional" é sobre um professor renomado de Filosofia, Abe Lucas (Joaquin Phoenix), que vai até uma universidade de uma pequena cidade norte-americana para lecionar. O problema é que ele vive em um estado de depressão. Nada o entusiasma. A morte do melhor amigo e o fim de seu casamento parecem ser as causas da sua crise existencial. Nem o caso amoroso com uma aluna, Jill (Emma Stone), e com outra professora, Rita (Parker Posey), são motivos para motivá-lo a reencontrar o prazer em viver.

Isso muda quando Abe, visitando uma lanchonete na companhia de Jill, ouve uma conversa na mesa ao lado. Uma mãe reclama da decisão de um juiz que, injustamente, irá trocar a guarda dos filhos dela, tirando da mãe amorosa e cuidadosa e dando para o pai relapso e desinteressado. O juiz só fará isto porque é amigo do advogado do pai das crianças.

Assim, o professor universitário começa a planejar o assassinato do juiz. A vontade de ajudar a mulher desconhecida e de promover a morte de uma pessoa má provoca mudanças radicais na vida de Abe Lucas. Ele encontra novamente o prazer em viver e espanta a depressão. A morte do juiz, paradoxalmente, injeta energia na vida do docente.

"Homem Irracional" é um bom filme, ao estilo de Woody Allen. Ele é envolvente, aborda questões delicadas com leveza e possui profundidade conceitual (com várias citações e referências à Filosofia e à Moral). Há ótimos diálogos e boas referências culturais ("Crime e Castigo" de Dostoiévski e "Banalidade do Mal" de Hannah Arendt, principalmente).

O ritmo do filme é ameno, tornando-se um pouco mais dramático na parte final, quando Abe precisa resolver os impasses relativos aos seus atos radicais. Só senti falta do humor e da ironia fina do cineasta. Não me lembro de ter soltado nenhuma risada durante todo o longa-metragem, algo incomum em se tratando das obras de Allen.

Apesar de ser um bom filme, a sensação ao sair da sessão de cinema desta quarta-feira é que esta é a produção mais fraquinha de Allen dos últimos dez anos. Não se trata de um demérito ao "Homem Irracional", mas sim uma consequência ao padrão elevado alcançado pelo diretor na última década. Mesmo assim, não me arrependi de ter ido ao cinema. Um filme fraco de Woody Allen ainda é muito superior à maioria das opções encontradas no circuito comercial.

Veja o trailer deste longa-metragem:

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#WoodyAllen #JoaquinPhoenix #EmmaStone #ParkerPosey

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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