• Ricardo Bonacorci

Filmes: Os Oito Odiados - Um Tarantino bem Tarantino


Quais as características dos filmes de Quentin Tarantino? Suas produções são recheadas de violência, confrontos sangrentos, cenas com muita ação e adrenalina, ironia fina, bons diálogos, personagens desajustados, referência à cultura pop, ótimas trilhas sonoras, belíssimas paisagens e excelentes jogos de câmera. São exemplos desse DNA cinematográfico: "Cães de Aluguel" (Reservoir Dogs: 1992), "Pulp Fiction - Tempo de Violência" (Pulp Fiction: 1994), "Kill Bill - Volume 1" (Kill Bill: Volume 1: 2003), "Bastardos Inglórios" (Inglourious Basterds: 2009) e "Django Livre (Django Unchained: 2012). Essa combinação toda provoca, naturalmente, muitas polêmicas. O cineasta sabe disso e aproveita o falatório da crítica para promover ainda mais seus longas-metragens.

Por que estou falando sobre isso? Porque neste sábado, fui ao Itaú Cinema do Bourbon Shopping para ver "Os Oito Odiados" (The Hateful Eight: 2015), o novo filme de Tarantino. Nesta oitava produção do diretor norte-americano de 52 anos, temos exatamente tudo aquilo que o consagrou. Falo isso elogiando a contundência artística de Tarantino e não o menosprezando. Afinal, nada melhor do que seguir com uma receita que está dando certo e tem agradado ao público.

"Os Oito Odiados" é mais um faroeste do cineasta. Nessa história, conhecemos dois caçadores de recompensas: John Ruth, conhecido como "Carrasco" (interpretado por Kurt Russell) e Marquis Warren (Samuel L. Jackson). No meio de uma grande nevasca, ambos levam suas recompensas para uma cidade, onde receberão considerável soma de dinheiro. Enquanto "Carrasco" leva sua prisioneira viva, uma famosa bandida chamada Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), Warren leva os seus mortos.

No meio da viagem, os dois caçadores de recompensas encontram o xerife Chris Mannix (Walton Goggins). O encontro levante suspeitas de todos os lados. Ninguém pode confiar em ninguém, pois estes tipos de homens não pensam duas vezes antes de meter uma bala na cabeça do outro. A tensão aumenta quando o trio chega a um abrigo chamado Armazém da Minnie. Eles precisam aguardar o fim da forte nevasca no interior dessa hospedaria. O problema é que lá estão quatro sujeitos mal-encarados. O convívio naquela residência reserva muitas suspeitas e intrigas. Os oito viajantes têm muito em comum e várias arestas para acertar. Ninguém confia em ninguém e todos podem ser inimigos de todos.

Quem gostou dos filmes anteriores de Quentin Tarantino, com certeza irá gostar desse também. Além de todos os elementos já citados (muita violência, sangue, ação, adrenalina, ironia, bons diálogos, personagens desajustados, cultura popular, boa trilha sonora e bela fotografia), dessa vez ainda temos uma forte tensão psicológica (ninguém sabe em quem confiar, não identificando quem é o inimigo e quem é o aliado) em um ambiente claustrofóbico (a maior parte do filme se passa na pequena choupana na beira da estrada). As ações dos personagens são muito mais sutis do que nos filmes anteriores. Isto é, até o confronto final acontecer. Aí será bala para todos os lados como estamos acostumados nos longas-metragens do cineasta.

Outro ponto elogiável é a atuação de Samuel L. Jackson e Jennifer Jason Leigh. Na verdade, todos os atores estão ótimos. O elenco é estrelado e muito experiente. Cada um conseguiu representar muito bem seu personagem. Ao final do filme, é quase impossível saber quem esteve melhor. Se não fosse o talento absurdo de Jackson, essa discussão iria se prolongar por horas.

O que mais posso falar de "Os Oito Odiados"? Sinceramente não sei. Trata-se de mais um ótimo filme de Tarantino, com todos os elementos que caracterizaram o cineasta ao longo de sua carreira. São duas horas e meia de filme que passam em um piscar de olhos. A plateia fica hipnotizada com a tensão do enredo e não tira os olhos da tela um segundo se quer. Quem gosta de cinema e do diretor norte-americano precisa correr para as salas de cinema.

A seguir vai o trailer do filme. Confira!

O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook.

#QuentinTarantino

A Editora Pomelo é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Dança & Expressão é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Eduardo Villela é Eduardo Villela é book advisor e parceiro do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
BonaBelle Design & Organização é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Epifania Conteúdo Inteligente é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Keli Quitutes

Bonas Histórias

O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

bonashistorias.com.br

Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

Bonas Histórias | blog de literatura, cultura e entretenimento | bonashistorias.com.br

Blog de literatura, cultura e entretenimento