• Ricardo Bonacorci

Filmes: O Bom Dinossauro - Animação abaixo da média da Pixar


A Pixar foi responsável por revolucionar a animação nos cinemas. São frutos da imaginação criativa de seus profissionais produções como "Toy Story - Um Mundo de Aventuras" (Toy Story: 1995), "Monstros S. A." (Monsters, Inc.: 2001), "Procurando Nemo" (Finding Nemo: 2003), "Ratatouille" (Ratatouille: 2007), "Up - Altas Aventuras" (Up: 2009) e "Divertida Mente" (Inside Out: 2015). O êxito desses filmes se fez tanto pelas críticas elogiosas quanto pelas bilheterias retumbantes. Os estúdios da Pixar receberam 27 Academy Awards, 7 Globos de Ouro, 11 Grammy Awards e diversos outros prêmios ao longo de sua história. Dos seus quinze filmes, quatorze trouxeram retorno financeiro considerável.

Dessa forma, fui ao cinema com a expectativa lá na altura para o novo lançamento do estúdio. O décimo sexto filme da Pixar, agora pertencente ao grupo Disney, é "O Bom Dinossauro" (The Good Dinosaur: 2015). E saí muito desapontado da sessão. Infelizmente, essa é a animação mais fraca que eu já assisti da empresa criada por Steve Jobs.

Em "O Bom Dinossauro", temos a história de amizade do dinossauro adolescente Arlo e o jovem humano Spot. Como assim, homens e dinossauros convivendo ao mesmo tempo? A explicação é dada logo no início do filme. Ao invés do asteróide que se chocou com a Terra, há milhões de anos, decretar a extinção dos dinossauros, o corpo celeste passou raspando pelo nosso planeta sem provocar grandes danos. Assim, depois de milhares de anos, homens e dinossauros começaram a conviver paralelamente.

Arlo é um dinossauro atípico. Ao invés de ser grande, corajoso e carnívoro, ele é pequenininho (perto do tamanho dos integrantes de sua família), medroso e herbívoro. Ou seja, ele é uma decepção para todos. Isso até o integrante mais fraco da família, após um acidente, cair no rio e ser levado para longe do lar. Sozinho no perigoso mundo jurrásico, Arlo precisará provar seu valor. Para isso, contará com o bravo Spot. O menino da raça humana é valente e destemido. A dupla precisará superar as adversidades para regressar ao lar.

O principal problema de "O Bom Dinossauro" é que ele é muito infantil. Diferentemente das outras produções da Pixar que tinham o público adulto como o principal alvo, esta inverte a lógica e tem as crianças como público principal. Assim, os pais que acompanhavam seus filhos no cinema acabaram entediados. Na sessão em que fui até as crianças se mostraram descontentes com o que viram. Foi um tal de choradeira para cá, gritos para lá e lamentações por todos os lados.

A narrativa do filme é até bem construída, passando uma mensagem interessante sobre o poder da superação, do amadurecimento e do estabelecimento da amizade sincera. Contudo, a animação não possui o charme e o carisma dos seus precedentes. Os personagens dessa vez não empolgam e o enredo não é muito criativo. Assim, a história vai se arrastando, arrastando e arrastando...

Talvez se a animação não tivesse a grife da Pixar, eu poderia tê-la assistido com uma expectativa mais baixa e não ter saído tão decepcionado do cinema. Para quem viu recentemente "Up - Altas Aventuras" e "Divertida Mente", "O Bom Dinossauro" é infinitamente mais limitado. Diria que nem dá para compará-lo aos sucessos dos últimos anos. Sem sombra de dúvida, é o pior filme feito até aqui pelo famoso estúdio da Disney. Vamos torcer para que esse deslize tenha sido pontual e que as próximas animações tenham a qualidade em que estamos acostumados. Isso ficará mais claro no meio deste ano, quando será lançado "Procurando Dory" (Finding Dory: 2016), sequência de "Procurando Nemo". Em 2017 está previsto o terceiro filme da série "Carros" (Cars 3: 2017). É esperar para ver!

Veja abaixo o trailer de "O Bom Dinossauro":

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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