• Ricardo Bonacorci

Filmes: Boneco do Mal - Era para ser, mas não foi...


Os principais críticos dos filmes de terror costumam dizer: as histórias sempre giram ao redor do mesmo tema (uma casa mal-assombrada, um boneco maligno ou um espírito malvado), a maioria desses filmes provocam mais risadas do que medo e, por fim, o desfecho das tramas são sempre frustrantes. Como um bom apreciador dos longas-metragens desse gênero, costumo alegar que nem sempre é assim (apesar de internamente concordar com esses apontamentos). Como posso explicar que gosto deles mesmo assim? Impossível!

Por que estou falando sobre isso? Porque no final do ano passado fiquei muito impressionado com o trailer do filme “Boneco do Mal” (The Boy: 2016). Achei que essa produção poderia ser uma das melhores de 2016, apesar de possuir alguns clichês (olha mais uma história de um boneco maligno aí, gente!). O que mais chamou minha atenção foi a forma como a história se mostrava (sua inovação estava exatamente aí). Por isso, fui no último final de semana ao cinema para assisti-lo antes que ele saísse de cartaz.

“Boneco do Mal” foi dirigido por William Brent Bell, jovem diretor e roteirista norte-americano especializado em filmes de terror. No papel principal temos a bela Lauren Cohan, mais conhecida pelos papéis pontuais em seriados televisivos (“Chuck”, “The Walking Dead” e “Law & Order”). Como coadjuvantes temos os experientes Jim Norton e Diana Hardcastle, além do jovem Rupert Evans.

A história desse filme é sobre a contratação de uma babá norte-americana para cuidar de uma criança de 8 anos. Greta (Lauren Cohan) se muda para a casa dos patrões localizada em um pequeno povoado no interior da Inglaterra. Logo de cara dois acontecimentos surpreendem a moça. Ao invés de uma criança, o filho dos patrões é um boneco. Ao conhecer seu cliente, Greta ri achando que o casal de idosos que a empregou está debochando dela. Não, eles não estavam. Eles tratam o boneco como se fosse seu filho. Na sequência, vendo que o filho gostou da nova babá (afinal ela era jovem e bonita, diferente das anteriores), o casal comunica que sairá de viagem. Assim, Greta fica sozinha com a criança/boneco. A ordem dada para ela é simples: siga as 10 regras estipuladas que não haverá problema. Entre as regras estão coisas simples como ler livros para a criança, deixá-la ouvir música, alimentá-la, não cobrir sua cabeça...

Ao desrespeitar as ordens passadas pelos patrões (afinal, quem aguenta tratar um boneco como um ser vivo?), a jovem babá é alvo de uma série de eventos inexplicáveis que transformam a estada dela naquela casa em um inferno. Rapidamente ela percebe que o boneco possui vida própria e que não permitirá que ela viole as regras estabelecidas na lista. O único que poderá ajudar a moça é o Malcolm, o rapaz da entrega dos mantimentos, que visita periodicamente a residência.

Apesar de ser uma história de um boneco do mal, você precisa concordar comigo que o enredo é muito bom e tem um toque de originalidade. Se não se convenceu disso, assista a baixo o trailer que disponibilizei:

Realmente a primeira metade do filme é muito boa. Lauren Cohan está muito bem e convincente em seu primeiro papel de protagonista. Rupert Evans (intérprete de Malcolm) também faz um bom par com a moça. A direção de William Brent Bell, neste momento, é impecável. Há cenas muito boas e realmente a tensão fica latente. O suspense só aumenta quando Greta descobre que o boneco tem vida. Fica difícil para ela explicar para Malcolm o que está acontecendo.

Na segundo parte do filme, temos a investigação da dupla sobre os reais motivos para os misteriosos acontecimentos. Aí o filme perde um pouco o brilho. O desfecho é um tanto melancólico. O ótimo começo e a alta dose de suspense da primeira metade são jogados fora na conclusão, um tanto óbvia e muito decepcionante.

Ao invés de ter visto o melhor filme de terror dos últimos doze meses, acabei vendo o melhor início de filme de terror desse período. Se você precisar sair da sala de cinema com pouco mais de uma hora de filme, saia tranquilo. Quem sabe, você não irá gostar mais desse longa-metragem por ter perdido o final.

O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook.

#WilliamBrentBell #LaurenCohan

A Editora Pomelo é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Dança & Expressão é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Eduardo Villela é Eduardo Villela é book advisor e parceiro do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
BonaBelle Design & Organização é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Epifania Conteúdo Inteligente é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Keli Quitutes

Bonas Histórias

O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

bonashistorias.com.br

Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

Bonas Histórias | blog de literatura, cultura e entretenimento | bonashistorias.com.br

Blog de literatura, cultura e entretenimento