• Ricardo Bonacorci

Desafio Literário de maio/2016: Graciliano Ramos


Vamos começar o Desafio Literário de 2016 com um escritor brasileiro. O foco da análise desta vez no Blog Bonas Histórias será Graciliano Ramos. O autor de "Vidas Secas" (Record), um dos clássicos de nossa literatura, se dedicou aos romances, às crônicas, aos contos e as memórias.

Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em 1892 na pequena cidade alagoana de Quebrangulo. Depois de viver durante toda a infância e a adolescência em várias cidades nordestinas, Graciliano se mudou já adulto para o Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar como jornalista. Em 1915, voltou a morar no interior de Alagoas, chegando a ser prefeito da cidade de Palmeira dos Índios. Em 1930, se muda novamente e vai morar na capital do seu estado natal, onde passa a trabalhar como professor e diretor de escola. É nesta fase da vida, viúvo e com quatro filhos, quando começa a escrever seus romances. "Caetés" (Record) é lançado em 1933. No ano seguinte, "São Bernardo" (Record) é publicado.

Em 1936, quando se preparava para produzir um novo livro, Graciliano Ramos foi preso pela ditadura de Getúlio Vargas. Assustado com a Intentona Comunista deflagrada em 1935, o gaúcho resolveu perseguir opositores e prender aqueles que tinham opiniões diferentes da sua. O escritor alagoano era um destes. Do período em que passou detido, Graciliano escreveu "Angústia" (Record), considerado por muitos como sua melhor obra. Em 1938, já libertado, lançou "Vidas Secas" (Record), sua obra mais celebrada.

Na década de 1940, Graciliano voltou a morar no Rio de Janeiro. Na capital do país, ele ingressou novamente na política, entrando no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Nesta fase, lançou "Infância" (José Olympio) em 1945, romance autobiográfico, "Histórias Incompletas" (José Olympio) em 1946, coletânea de contos, e "Insônia" (José Olympio) em 1947, outro livro de contos.

Em 1952, o escritor alagoano adoeceu e ficou internado por muito tempo no hospital. Em 1953 acabou falecendo, vítima de câncer no pulmão. Ele fumava diariamente três maços de cigarros. Após sua morte, algumas de suas obras foram lançadas postumamente. Ao todo foram dez livros inéditos, entre memórias, crônicas, contos, literatura infantil e infanto-juvenil, relatos de viagens e coletânea com suas correspondências pessoais. Destaque para "Memórias do Cárcere" (José Olympio), "Alexandre e Outros Heróis" (Martins) e "Viagens" (Record). Ou seja, metade de suas publicações ganhou as livrarias após o seu falecimento.

Para esta análise do Desafio Literário, foram escolhidos cinco livros: "Vidas Secas", "Caetés", "São Bernardo", "Insônia" e "Memórias do Cárcere". Enquanto as três primeiras obras são romances, as duas últimas são contos e memórias, respectivamente. Assim, acredito que posso englobar todos os gêneros literários trabalhados por esse escritor em sua carreira. O primeiro livro a ser analisado de Graciliano Ramos é "Vidas Secas". Vou começar a lê-lo (ou melhor, relê-lo, pois já fiz a primeira leitura há dezessete anos) agora mesmo. Não perca os próximos posts do Blog Bonas Histórias.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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