• Ricardo Bonacorci

Filmes: O Pecado Mora ao Lado - A cena que imortalizou Marilyn Moroe


Amanhã é 12 de junho, Dia dos Namorados, e aqui vai uma indicação para quem quer assistir em casa a um filme romântico ao lado do seu amorzinho. Ao invés de ver uma produção atual, que tal voltar no tempo e curtir um longa-metragem da década de 1950 que trata do amor sincero, único e fiel? Foi isso que fiz nesta sexta-feira à noite. Assisti ao "O Pecado Mora ao Lado" (The Seven Year Itch: 1955), filme do mestre Billy Wilder. Estrelado por Marilyn Moroe e Tom Ewell, essa comédia ficou imortalizada por causa da famosa cena em que o ar quente vindo dos dutos do metrô levanta a saia da bela protagonista.

Sou suspeito para falar desse filme porque adoro as comédias de Billy Wilder com Marilyn Moroe. Recordo com entusiasmo de "Quanto Mais Quente Melhor" (Some Like It Hot: 1959), uma das mais engraçadas produções antigas que já assisti. A loira também estrelou "Os Homens Preferem as Loiras" (Gentlemen Prefer Blondes:1953), dessa vez com outro monstro da direção: Howard Hawks. Esses dois filmes estão na lista dos meus favoritos. Contudo, ainda não tinha visto "O Pecado Mora ao Lado", uma perversidade que corrigi ontem.

Nessa história, conhecemos o editor de livros Richard Sherman (Tom Ewell). Como acontecia em todo verão em Manhattan, ele, assim como todos os homens da ilha nova-iorquina, encaminhou a esposa (Evelyn Keyes) e o filho (Burch Bernard) para passar as férias em um lugar menos quente. Depois de despachar a família, ele retornou para o escritório para trabalhar. Aquele seria um mês de muito trabalho e pouca perturbação em casa. Por ser um homem fiel à esposa, ele não iria se envolver em nenhum romance de verão, como os demais integrantes do seu sexo faziam naquele período. Ele realmente amava a mulher e era uma pessoa íntegra em todos os sentidos.

Contudo, o bom Richard não contava com dois problemas: a fase complicada em que seu matrimonio entrava e a chegada de uma nova vizinha. Aquele era o sétimo ano do seu casamento. E segundo os psicólogos, esse era o momento em que os maridos tinham mais probabilidade para trair suas esposas. Isso ele descobriu quando analisava um novo livro que seria publicado pela editora em que trabalhava. Para completar, assim que a família de Richard viajou, uma belíssima jovem (Marilyn Moroe) se tornou sua vizinha. A moça muito sensual se atirou em cima do vizinho, encantada com o simples fato de ele possuir ar condicionado em sua residência. Aí, Richard precisou lidar com o choque de desejos: ou ele deixaria os instintos sexuais aflorarem ou manteria a retidão de seu caráter.

O filme é ótimo e muito engraçado. É uma típica "água com açúcar" divertida. Tanto Marilyn Moroe quanto Tom Ewell estão sensacionais em seus papéis. Ela com sua típica sensualidade e a capacidade para interpretar moças ingênuas, fúteis e lascivas. E ele com seu ar debochado de marido fiel com vontades que fogem do seu controle. A química da dupla é ótima, o que torna o longa-metragem melhor ainda.

Curiosamente, "O Pecado Mora ao Lado" é rodado quase que integralmente na sala da casa de Richard Sherman. A primeira cena no interior daquela residência dura aproximadamente quarenta minutos. A segunda mais trinta. Considerando que o filme tem pouco menos de uma hora e meia de duração, dá para perceber o quanto os acontecimentos concentram-se nesse local.

Entre essas duas cenas há rapidamente algumas tomadas no escritório onde Richard trabalhava e uma na rua quando ele e sua vizinha voltavam de uma sessão de cinema. É nesse momento em que acontece a famosa cena do vestido esvoaçante de Marilyn. Surpreendentemente, a cena é muito rápida, durando poucos segundos. Um expectador menos atento corre grande risco de não notá-la ou de perdê-la.

A mensagem do filme é apropriada para essa época do ano (entende-se, o Dia 12 de junho). Já imaginou você estar sozinho em casa (sua esposa está viajando) e a estonteante Marilyn Moroe aparecer no meio da noite querendo dormir ali com você?! Não é à toa que o Richard Sherman começa a delirar como um louco em um turbilhão de emoções e reflexões. Ele fica tão enfeitiçado pela beleza da moça (quem não ficaria?) que nem se lembra de perguntar o nome dela. Assim, o personagem de Marilyn fica sem um nome próprio.

A parte mais divertida do filme está na entrada de vizinhos, amigos e funcionários do condomínio na casa de Richard enquanto ele está com sua vizinha. O proprietário tenta disfarçar a visita da bela jovem para não ser mal interpretado pelos outros homens, que não acreditariam na sua fidelidade à esposa.

O final é um tanto previsível, mas perfeitamente adequado. Diria que se trata do desfecho ideal para quem assisti ao filme ao lado do(a) namorado(a) ou marido/esposa. Exatamente por isso a indicação dele para o Dia dos Namorados. Que tal passar essa data com seu(sua) namorado(a) e, ao mesmo tempo, com Tom Ewell/Marilyn Moroe? Fica aqui a dica!

Veja o trailer de "O Pecado Mora ao Lado":

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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