• Ricardo Bonacorci

Filmes: A Morte Lhe Cai Bem - Ótimo elenco e roteiro


Semana passada, assisti ao filme "A Morte lhe Cai Bem" (Death Becomes Her: 1992), excelente comédia dirigida por Robert Zemeckis. Zemeckis teve outras produções mais marcantes no cinema: a série "De Volta para o Futuro" (Back to the Future: 1985, 1989 e 1990), "Uma Cilada para Roger Rabbit" (Who Framed Roger Rabbit: 1988), "Forrest Gump - O Contador de Histórias" (Forrest Gump: 1994), "Naufrago" (Cast Away: 2000) e "O Expresso Polar" (The Polar Express: 2004). São quase duas dezenas de trabalhos na direção com excelentes resultados. Sempre fui fã do diretor e adorei a maioria dos seus longas-metragens. Apesar disso, fiquei muito surpreso com a audácia de "A Morte lhe Cai Bem". Estrelado por Meryl Streep, Goldie Hawn e Bruce Willis, o filme tem um roteiro inovador. A história é primorosa e engraçadíssima. Trata-se de um clássico dos anos 1990.

Helen Sharp (interpretada por Goldie Hawn) é uma escritora iniciante insegura de si. Noiva do famoso cirurgião plástico Ernest Menville (Bruce Willis), Helen vai a uma apresentação teatral de sua grande inimiga: Madeline Ashton (Meryl Streep). Madeline é uma atriz decadente e egocêntrica que sempre quis passar Helen para trás. Agora que a inimiga está estrelando um musical vexatório e humilhante, a escritora decidiu revê-la. Contudo, ao apresentar Ernest para a atriz, Helen perde o noivo. O cirurgião abandona-a e se casa com Madeline. A rejeição é demais para a moça. Ela passa a comer obsessivamente e se isolada da sociedade, adquirindo problemas psicológicos.

Catorze anos depois, Helen convida o casal para o lançamento de seu novo livro. Ernest Menville e Madeline Ashton se surpreendem ao encontrar a antiga conhecida completamente transformada. Além de estar magra, ela está muito jovem e extremamente sexy. Seu sucesso literário também é avassalador.

O aparecimento de Helen deixa Madeline paranoica. Ela quer ficar mais jovem e bonita do que a amiga de infância a qualquer custo. Helen, percebendo que o casamento entre Ernest e Madeline é apenas de fachada, tenta acabar de vez com o relacionamento dos dois. Ela começa a dar em cima do cirurgião de forma descarada. Isso faz a atriz não medir esforços para superar a rival em relação à estética.

Nesse momento de desespero, Madeline conhece uma mulher incrivelmente sensual chamada Lisle von Rhoman (Isabella Rossellini). Lisle promete rejuvenescer a cliente milagrosamente. Para tal, basta adquirir uma poção mágica que lhe dará a juventude eterna. É o que ela faz. Contudo, a poção tem alguns efeitos colaterais indesejados. Isso parece não incomodar a ambiciosa Madeline.

Mais jovem e atraente e disposta a manter seu matrimônio, a atriz inicia uma batalha violenta com Helen pela supremacia estética. As duas disputam também o privilégio de viver ao lado de Ernest Menville, que por sua vez quer distância das duas malucas. Inicia-se, assim, uma grande guerra entre os três. A cada momento os adversários alteram-se.

Se o enredo parece (por esta descrição) engraçado, estranho e maluco, garanto que ele é bem mais. Não contei muitas particularidades da trama que tornam o filme ainda melhor. Não posso estragar a graça do longa-metragem para quem não o assistiu, né?

"A Morte lhe Cai Bem" é um filme espetacular. Seu roteiro me fez lembrar muito o incrível roteiro de "Quero Ser John Malkovich" (Being John Malkovich: 1999), produção de Spike Jonze. Enquanto ambos são surpreendentes e engraçadíssimos, eles também conseguem criticar ferozmente a sociedade atual. Se "Quero Ser John Malkovich" aborda o culto das celebridades, "A Morte lhe Cai Bem" trata da obsessão pela juventude e pela beleza eterna.

Além do belíssimo roteiro, a atuação do trio de protagonistas é de tirar o fôlego. É um tanto óbvio dizer isso, mas Meryl Streep, Goldie Hawn e Bruce Willis estão ótimos. Não consigo imaginar seus personagens sendo interpretados por outros atores. O trio consegue conferir um humor trágico-cômico ao filme. Eles têm a sensibilidade de mostrar o lado sombrio e desesperador dos seus personagens.

Apesar de ter ótimos efeitos especiais (ganhou o Oscar de 1993 nesse quesito), "A Morte lhe Cai Bem" não é aquele tipo de filme que chama a atenção unicamente pela técnica pós-filmagem. Os efeitos especiais servem aqui para conferir mais graça e nonsense à história, dando credibilidade ao conteúdo e as cenas filmadas. Repare nas cenas de brigas e de acidentes dos protagonistas. Impossível não se divertir com elas.

Robert Zemeckis pode ter tido filmes mais premiados ("Forrest Gump - O Contador de Histórias"), mais celebrados ("De Volta para o Futuro"), com melhores efeitos especiais ("Uma Cilada para Roger Rabbit"), mas nenhum deles teve um roteiro mais inovador do que "A Morte lhe Cai Bem". Esse é aquele tipo de longa-metragem para ser visto e revisto algumas vezes.

Veja o trailer de "A Morte lhe Cai Bem":

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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