• Ricardo Bonacorci

Exposições: Ícones que Marcam - As personagens históricas da propaganda


O Instituto Cultural ESPM está com uma exposição muito interessante sobre publicidade no Centro Cultural FIESP - Ruth Cardoso. "Ícones que Marcam" apresenta uma faceta importante do trabalho de construção das marcas através da história da propaganda brasileira e internacional. Para mostrar o valor afetivo que as pessoas possuem com os principais anunciantes, dois renomados publicitários, Giacomo Favretto e Evandro Piccino, autores do livro "Ícones que Marcam" (Instituto Cultural ESPM), expõem suas coleções particulares compostas por mais de uma centena de produtos com os símbolos, os mascotes e as personagens das grandes marcas. A maioria destes produtos foi criada para ser usada em ações promocionais que encantaram os consumidores ao longo de várias gerações. Por isso, não se assuste ao se deparar com itens que você tem em casa ou que tinha até pouco tempo atrás.

A mostra está dividida em três blocos: Ícones Atuais, Ícones Clássicos e Ícones Internacionais. No primeiro grupo, estão materiais brasileiros do presente como os bonequinhos do "Bahianinho" (assim mesmo, com H) das Casas Bahia, brindes com o "Assolino" da Assolan e peças com a imagem do "Vivinho" da Vivo.

Ícones Clássicos é sobre as empresas e os produtos que marcaram as antigas gerações no Brasil. Esta, sem dúvida nenhuma, é a parte mais divertida e emocionante da exposição. Nela, podemos ver (ou melhor, rever) a "Galinha Azul" da Maggi (criação da década de 1970), o "Tigre" da Esso (do final da década de 1950) e o "Tucano" da Varig (também dos anos de 1950). Sinceramente, fiquei surpreso ao ver vários produtos que até pouco tempo eu tinha em casa: uma "Galinha Azul" de brinquedo da Maggi que botava ovo de plástico em miniatura (segundo minha irmã, ela ainda tem esta galinha em sua casa); um miniengradado da Coca-Coca com minigarrafinhas que todo mundo tinha em sua residência na década de 1980; e uma coleção de ursinhos de pelúcia da Parmalat, uma febre das famílias na década de 1990.

Na seção Ícones Internacionais, estão os trabalhos realizados fora do Brasil. A maioria destes itens vem dos Estados Unidos, sendo possível encontrar também uma ou outra coisa da Europa. O "Speedy" da Alka-Seltzer (criação da década de 1950) e o "Spuds MacKenzie" da Bud Light (de 1982) são exemplos de produtos promocionais que podemos apreciar nesta parte.

Além da presença física destes produtos promocionais, "Ícones que Marcam" também tem a exibição de dezenas de comerciais de televisão antigos. Pelos monitores espalhados pelo subsolo do prédio da FIESP, onde acontece a exposição, o público pode ver ou rever propagandas da "Chiquita Banana" da United Fruit (da década de 1940 nos Estados Unidos), da "Gang" da Bardhal (década de 1980 no Brasil) e do "Menino" dos Cobertores Parahyba (década de 1980).

Na saída, é possível folhear o livro de autoria de Favretto e Piccino que conta os principais cases da publicidade nacional e internacional do século XX. No livro, há uma explicação mais detalhada sobre como os símbolos e os personagens publicitários foram criados. Quem tiver curiosidade para saber mais sobre estas criações, há também rápidos documentários sendo transmitidos pelas televisões do local contando esta rica história do Marketing.

A proposta do trabalho do Instituto Cultural ESPM e da exposição "Ícones que Marcam" é contribuir para a preservação da história da publicidade e da cultura popular nacional. Afinal, o "Homenzinho Azul" da Cotonetes, o "Papai Noel Vermelho" da Coca-Cola e o "Frango" da Sadia deixam, há muito tempo, de representar apenas suas marcas para se transformarem em ícones culturais do país.

"Ícones que Marcam" tem entrada gratuita. A exposição está aberta diariamente das 10h às 20h e está em cartaz desde o dia 17 de novembro no Centro Cultural FIESP da Avenida Paulista. A programação inicial dos organizadores diz que a mostra ficará somente esta semana em cartaz. Por isso, quem tiver interesse de conferi-la se apresse. Vamos torcer para que "Ícones que Marcam" fique mais tempo exposta, assim mais pessoas podem se deliciar com as lembranças do passado da publicidade nacional.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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