• Ricardo Bonacorci

Músicas: Elvis Presley - 40 anos da morte do Rei do Rock


No dia 16 de agosto de 2017, completam-se 40 anos da morte do Rei do Rock (isto é, para aqueles que acreditam em sua morte...). Elvis Presley foi um fenômeno da música entre as décadas de 1950 e 1970. Seu legado artístico permanece até hoje, influenciando direta e indiretamente os artistas atuais. A extensão de seu trabalho ultrapassou o campo da música e se refletiu também na cultura da segunda metade do século XX. Ícone pop, símbolo sexual, referência musical, influenciador de comportamentos e estilos dos jovens, introdutor de um novo tipo de masculinidade e produto de um novo ritmo musical, Elvis é uma figura plural e complexa.

No início de carreira, Elvis Aaron Presley ficou marcado por produzir uma música extremamente original, que os críticos consideram como sendo o princípio do Rock'n and Roll. Suas criações foram inspiradas nos animados ritmos do R&B, típico do sul dos Estados Unidos. Em plena época de intenso embate sobre a segregação racial em solo norte-americano, o jovem branco vindo de uma pequena cidade do Mississipi teve a ousadia de demolir os preconceitos sociais até então em voga. Ele apresentou nacionalmente para o "público branco" das grandes cidades um som parecido com a "música negra" e com forte influência das músicas caipiras. Ele uniu, assim, o Country do interior do país com o Blues, o Jazz e o Soul dos cantores negros sulinos. Estava criado um novo ritmo que varreu os Estados Unidos e, na sequência, todo o planeta nos anos seguintes.

Elvis também ficou famoso, desde o começo, pelas suas performances recheadas de molejo e com danças sensuais. Essa sua característica no palco aumentou ainda mais a polêmica em torno de sua figura. O público jovem (principalmente o feminino) ia ao delírio com o jeito espevitado do cantor de se apresentar em público, enquanto os mais conversadores se revoltavam com o que consideravam uma indecência juvenil. Pela primeira vez no cenário musical norte-americano, um homem tinha a coragem de rebolar as cadeiras livremente no palco (algo até então exclusivo das mulheres dos cabarés). Isso em plena década de 1950, momento em que a televisão começava a se consolidar como principal meio de comunicação no maior país da América do Norte.

Para completar, Elvis Presley era um exímio cantor e um ótimo intérprete, competências estas que foram sendo aperfeiçoadas ao longo do tempo. Com uma voz poderosa e marcante que conseguia alcançar timbres de difícil alcance e uma excelente noção interpretativa que valorizava as letras das suas canções, ele é considerado até hoje um dos melhores cantores populares de todos os tempos. Ou seja, Elvis não apenas inovou na maneira de se apresentar ao público e no tipo de som feito. Ele possuía também grande capacidade técnica, destacando-se dos seus pares.

A carreira de Elvis Presley pode ser considerada meteórica para os padrões da época. Em 1953, ele gravou suas primeiras músicas de maneira experimental. No ano seguinte, já fazia sucesso em âmbito estadual. Em 1955, o rapaz com um orgulhoso topete e grandes costeletas já se apresentava nacionalmente, sendo estrela de programas de televisão. Um ano depois, sua imagem e sua voz eram conhecidas em grande parte do planeta. Nessa época, o cantor também passou a interpretar papéis no cinema. Os primeiros filmes do Rei como ator chegaram às telonas do mundo todo no começo da segunda metade da década de 1950. Seu público não apenas queria ouvi-lo como queria ver sua imagem peculiar e estilosa.

A trajetória profissional de Elvis foi pródiga de momentos e de trabalhos marcantes. Sua música evoluiu ao longo das décadas de 1950 e 1960 até atingir seu auge nos anos 1970. Apesar dos problemas pessoais, das sérias complicações de saúde, do alcoolismo, do aumento de peso e de um período distante dos palcos, o cantor reencontrou seu papel de protagonista no cenário musical na primeira metade dos anos 1970, apresentando trabalhos maduros e de excelente qualidade.

No dia 16 de agosto de 1977, contudo, o corpo de Elvis Presley foi encontrado sem vida pela namorada, Ginger Alden, na residência do músico. Até hoje, não se sabe exatamente o que aconteceu naquele fatídico dia que levou a morte da mítica figura do Rock. A causa oficial do óbito foi ataque cardíaco. O fim da vida de Elvis representou o início da lenda em tornou do seu nome. Há inclusive algumas teorias conspiratórias muito divertidas que asseguram que o cantor ainda está vivo, levando uma vida simples e longe dos holofotes. Difícil crer nessas versões alternativas da história.

Até hoje, Elvis Presley é ouvido e reconhecido pelo público (afinal, um Rei jamais perde a majestade, né?). Com mais de 1 bilhão de álbuns comercializados, ele é um dos artistas solo recordistas em venda de discos no mundo. Trata-se de um feito notável para alguém que se despediu dos fãs há 40 anos.

Suas músicas mais famosas são: "Can´t Help Falling In Love", "Hound Dog", "My Way", "Love Me Tender", "It's Now or Never", "Teddy Bear", "Don't Be Cruel", "Kiss Me Quick", "Crying In The Chapel", "All Shook Up", "Surrender", "Don't Cry Daddy", "Moody Blue", "My Boy", "Burning Love", "Bossa Nova Baby", "Jailhouse Rock", "Mystery Train", "An American Trilogy", "The Wonder Of You", "In The Ghetto", "Suspicious Minds" e "Bridge Over Trouble Water".

Ouça alguns desses sucessos do Rei:

E veja também a famosa apresentação do Rei no programa de Milton Berle Show, em 1956, quando sua performance dançante chamou tanta atenção quanto sua voz e sua música. A empolgação do apresentador é o retrato do sentimento do público em casa e na plateia. Repare, por que não, em como o jovem Elvis era um tanto tímido quando não estava atuando.

Sempre que escuto essas canções, tenho a impressão que estou diante de um cantor atual e bastante moderno. Impressionante como Elvis e suas músicas se mantém contemporâneos e relevantes quatro décadas após a morte do artista. Sem sombra de dúvida, estamos diante de um gênio da cultura pop moderna e de um cantor único e com um legado musical riquíssimo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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