• Ricardo Bonacorci

Desafio Literário de setembro/2017: Markus Zusak


O Desafio Literário de 2017 muda mais uma vez de continente. Depois de passarmos pela América do Sul (Machado de Assis - maio), Europa (Régine Deforges - junho), Ásia (Haruki Murakami - julho) e América do Norte (Nora Roberts - agosto), vamos, agora em setembro, à Oceania. Desta vez, nosso objetivo é conhecer a literatura de Markus Zusak, um dos principais autores australianos da atualidade.

Para compormos o panorama artístico de Zusak, serão lidos todos os seus romances até aqui publicados. São cinco no total: "O Azarão" (Bertrand), de 1999, "Bom de Briga" (Bertrand), de 2000, "A Garota que Eu Quero" (Intrínseca), de 2001, "Eu Sou o Mensageiro" (Intrínseca), de 2002, e "A Menina que Roubava Livros" (Intrínseca), de 2005. Markus possui uma obra em fase final de desenvolvimento, "A Ponte de Clay", porém ela ainda não foi publicada. Ele está trabalhando neste romance há quase uma década e jura lançá-lo brevemente.

A escolha do nome de Markus Zusak para integrar o Desafio Literário de 2017 se deu pelos insistentes pedidos dos leitores do Blog Bonas Histórias. Foram várias pessoas que, nos últimos dois anos, queriam uma análise crítica completa do autor de "A Menina que Roubava Livros". Curiosamente, ninguém que fez esta solicitação indicou ter lido outro livro do escritor. Porém, para integrar o Desafio, é preciso mais do que um romance de sucesso. O autor necessita ter algumas obras de destaque em seu portfólio. Por isso, resolvi pesquisar um pouco sobre o australiano para ver se ele atendia aos requisitos do Desafio Literário.

"A Menina que Roubava Livros" foi um dos grandes best-sellers da última década. Pouquíssimos livros venderam mais do que ele em escala global no século XXI. Este romance ficou meses entre os mais vendidos em vários países, transformando Markus Zusak em um dos grandes nomes da literatura contemporânea. Além do sucesso comercial nas livrarias, "A Menina que Roubava Livros" também ganhou prêmios literários nos quatro cantos do mundo. Em 2013, esta história foi adaptada para o cinema, virando filme. A produção hollywoodiana teve a direção de Brian Percival e foi estrelada por Geoffrey Rush, Emily Watson e Sophie Nélisse. O longa-metragem foi um dos maiores sucesso de bilheteria no biênio 2013-2014, ultrapassando as cifras de US$ 75 milhões de arrecadação.

Markus Zusak tem outros quatro romances publicados. Todos estes foram lançados antes do seu grande sucesso e nenhum alcançou destaque parecido ao fenômeno editorial "A Menina que Roubava Livros". Assim, a pergunta que me fiz no começo de 2017 foi: "Markus Zusak é realmente um grande escritor ou ele é um autor de um único grande livro?". Esta indagação poderia, naquele momento, ter sido expressada de outra maneira: "Será que as demais publicações do australiano estão à altura do seu best-seller ou "A Menina que Roubava Livros" é mesmo um ponto fora da curva, um trabalho de qualidade isolada?".

A melhor alternativa para descobrir as respostas para estas questões era investigando na prática o repertório de Zusak. Por isso, assumi o risco e inclui seu nome no Desafio Literário. A proposta neste mês, portanto, é estudar cada um dos cinco romances do autor. A resposta definitiva para as dúvidas iniciais serão obtidas no final de setembro, quando, após o estudo dos cincos livros do australiano, montarei uma análise completa da sua literatura.

A princípio, acho que não sairei frustrado deste Desafio. Além do sucesso de "A Menina que Roubava Livros", as demais obras de Markus Zusak também foram muito premiadas, apesar de não terem alcançado o status de best-seller mundial. "Eu sou o Mensageiro" foi reconhecido internacionalmente como sendo um romance de excelente qualidade. Ele conquistou, em 2003, o Prêmio CBCA Children's Book e o Prêmio NSW Premier's Literary, ambos de âmbito australiano. Depois, foi até a final do Prêmio The Michael L. Printz, importante premiação norte-americana, na categoria melhor obra juvenil, em 2006. Conquistou o Publishers Weekly Best Books of the Year-Children (Estados Unidos), em 2005, o Bulletin Blue Ribbon Book (Estados Unidos), em 2006, e o Deutscher Jugendliteraturpreis (Alemanha), em 2007. Nada mal, hein?!

"O Azarão", "Bom de Briga" e "A Garota que Eu Quero", que integram uma coletânea de romances com as mesmas personagens, também foram premiados na Austrália. "O Azarão" (em 2001), "A Garota que Eu Quero" (em 2002) e "Bom de Briga" (em 2003) ganharam o Prêmio CBCA Children's Book. "Bom de Briga" ainda levou, em 2003, o Prêmio NSW Premier's Literary. Ou seja, a série inicial do escritor foi aclamada como sendo um ótimo exemplar de literatura infanto-juvenil.

Nascido em Sidney, em 1975, Markus Frank Zusak é filho de europeus. O pai austríaco e a mãe alemã se mudaram para a Oceania na década de 1950. Caçula de quatro irmãos, o escritor estudou História e Inglês na faculdade e se formou em Artes e Educação. Contudo, sua paixão pela literatura o levou a ficção bem cedo. Antes de completar dezoito anos, já desenvolvia suas próprias histórias, almejando publicá-las. Sem pressa, seu processo de construção das tramas sempre foi lento e muito meticuloso. Ele pode ficar anos ou décadas trabalhando em uma mesma narrativa. Atualmente, Markus Zusak é casado e tem uma filha. Continua morando em Sidney, onde trabalha como professor em meio período.

Quem quiser embarcar comigo na leitura de Markus Zusak, seja muito bem-vindo(a). A programação deste mês é a seguinte: "O Azarão" será discutido aqui no Blog Bonas Histórias no dia 6, "Bom de Briga" no dia 10, "A Garota que Eu Quero" no dia 14, "Eu sou o Mensageiro" no dia 18 e o tão aguardado "A Menina que Roubava Livros" no dia 22. O Desafio Literário de setembro será concluído no dia 28 com a análise literária geral do autor australiano.

Espero você neste estudo do mais vendido escritor australiano do momento.

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#MarkusZusak

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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