• Ricardo Bonacorci

Filmes: A Profecia - Um clássico do terror da década de 1970


Na semana passada, assisti a um clássico do terror do final da década de 1970. "A Profecia" (The Omen: 1977) foi dirigido por Richard Donner, de "Superman - O Filme" (Superman: 1978), "Máquina Mortífera" (Lethal Weapon: 1987) e "Teoria da Conspiração" (Conspiracy Theory: 1997), e foi estrelado por Gregory Peck, de "O Sol é Para Todos" (To Kill a Mockingbird: 1962), trabalho que lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 1963. O longa-metragem foi baseado no livro de David Selzes, que também assinou o roteiro do filme. A trilha sonora ficou a cargo do compositor Jerry Goldsmith.

Esta produção teve um êxito comercial tão grande que ganhou continuações com outros diretores. "Damien - A Profecia 2" (Damien - Omen II: 1978), "A Profecia 3 - O Conflito Final" (The Final Conflict: 1981) e "A Profecia 4 - O Despertar" (Omen IV - The Awakening: 1991) contam a sequência da história do menino Damien. Em 2006, o diretor John Moore refilmou a trama original de 1977.

Em "A Profecia" de Richard Donner, temos um diplomata norte-americano, Robert Thorn (interpretado por Gregory Peck), que trabalhava na Itália, angustiado com a morte do seu filho recém-nascido. O bebê nasceu morto. Preocupado em como faria para dar a trágica notícia à esposa (Lee Remick), o diplomata recebeu, então, o conselho de um padre que acompanhava os trabalhos na maternidade italiana. Ele deveria pegar para criar uma criança que nascera naquela noite, mas a mãe não tinha sobrevivido ao parto. Segundo o padre, o diplomata deveria cuidar do pequeno órfão desamparado como se fosse seu filho legítimo. Além disso, jamais deveria contar a verdade para a esposa. Ela precisava pensar que estava criando o filho biológico.

Robert decide fazer o que o padre lhe sugeriu. Ele coloca o nome na criança de Damien (Harvey Stephens) e passa a criá-la como se fosse seu verdadeiro filho. O problema é que a criança que lhe foi dada é na verdade o demônio em pessoa. Assim, a família Thorn passa a criar o Anticristo. À medida que Damien vai crescendo, episódios trágicos vão acontecendo na residência da família: mortes e suicídios misteriosos acontecem provocados pela alma demoníaca da criança.

Quem parece descobrir o que se passa ali é o misterioso padre Brennan (Patrick Troughton). O religioso tenta convencer Robert de que está criando um garoto com poderes malignos. Contudo, o pai do menino não acredita. A previsão do padre é aterrorizante: Se Robert não fizer nada, o Anticristo vai matá-lo, vai enlouquecer a mãe e vai se apoderar do poder político do mundo, destruindo toda a humanidade.

"A Profecia" é um filme espetacular. Sua trilha sonora é excelente - ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora com "Ave Satani". O final é esplêndido. A reviravolta da trama acontece na última cena. O jovem Harvey Stephens consegue assustar a plateia apenas com seu olhar. O ator mirim chegou a receber uma indicação ao Globo de Ouro pela sua atuação. Os demais atores também estão ótimos. Gregory Peck mostra todo o seu talento como o diplomata Robert que tem um dilema em suas mãos: o que fazer com uma criança que é considera demoníaca? Lee Remick, que nunca pode demonstrar todo o seu potencial como protagonista no cinema, está muito bem com a mãe adotiva de Damien.

Este filme faz parte de um período áureo do terror cinematográfico. Entre o final da década de 1960 e os primeiros anos de 1980, tivemos alguns lançamentos marcantes deste gênero: "O Bebê de Rosemary" (Rosemary's Baby: 1968), "A Noite dos Mortos Vivos", (The Night of the Living Dead: 1968), "O Exorcista" (The Exorcist: 1973), "O Massacre da Serra Elétrica" (The Texas Chainsaw Massacre: 1974), "O Iluminado" (The Shining: 1980) e "Poltergeist" (Poltergeist :1982). "A Profecia" faz parte deste seleto grupo. É um filme imperdível para quem gosta de fortes emoções.

Veja o trailer deste clássico do cinema:

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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