• Ricardo Bonacorci

Livros: O Conto da Aia – O romance mais famoso de Margaret Atwood


Quando lançou, em 1985, “O Conto da Aia” (Rocco), Margaret Atwood já era uma escritora conceituada no Canadá. Com 46 anos de idade naquela época, ela tinha um portfólio extenso e bem variado: cinco romances, treze livros de poesia, três coletâneas de contos, duas obras infantis e três publicações de não ficção. Alguns desses trabalhos foram premiados no âmbito doméstico. “The Circle Game” (sem publicação no Brasil), de 1964, e “Dancing Girls” (sem tradução para o português), de 1977, ganharam, respectivamente, o Prêmio Governor General´s de melhor coleção poética e o Prêmio St. Lawrence de melhor coletânea de contos.

Contudo, foi o romance distópico que mistura totalitarismo religioso e opressão feminina o responsável por catapultar a carreira da canadense para fora das fronteiras do seu país natal. “O Conto da Aia” é apontado por muitos críticos literários como uma das principais ficções científicas do século XX. Esta obra está, portanto, lado a lado de clássicos como “Fahrenheit 451” (Biblioteca Azul), de Ray Bradbury, “Admirável Mundo Novo” (Globo de Bolso), de Aldous Huxley, “Laranja Mecânica” (Aleph), de Anthony Burgess, “Eu, Robô” (Aleph), de Isaac Asimov, “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (Aleph), de Arthur C. Clarke, “1984” (Companhia das Letras), George Orwell, e “O Guia do Mochileiro da Galáxia” (Arqueiro), de Douglas Adams. Nada mal para uma autora que não era especialista nesse gênero ficcional!

“O Conto da Aia” se tornou o maior best-seller de Margaret Atwood. A obra vendeu milhões de unidades ao redor do mundo e nunca mais deixou de ser editado. Em 2017, o interesse pelo livro explodiu depois do lançamento de uma série de TV inspirada em sua história. Criada por Bruce Miller e produzida pela Hulu, a versão televisiva se tornou um grande sucesso e já ganhou novas temporadas. O êxito nas telas fez com que a publicação de Atwood voltasse ao topo das ficções mais vendidas no Brasil e em alguns países. Além do seriado, que conquistou o Prêmio Emmy de melhor Série Dramática de 2017, “O Conto da Aia” já foi transformado em filme, em 1990, e em ópera, em 2000.

Além do sucesso nas livrarias e das adaptações para novos formatos, outro aspecto que chama a atenção é a quantidade de prêmios literários que este livro de Atwood arrematou. Em seu país, “O Conto da Aia” ganhou o Prêmio Governor General´s de 1985 como o melhor romance canadense daquele ano. No exterior, a obra conquistou o Prêmio Nebula de 1986, a mais importante honraria da ficção científica dos Estados Unidos, e o Prêmio Arthur C. Clarke de 1987, a mais relevante premiação da ficção científica do Reino Unido. Poucos anos depois do seu lançamento, portanto, o romance recebia o reconhecimento da crítica especializada.

Empolgada com o sucesso da série de TV e com a explosão das vendas de “O Conto da Aia” nas livrarias, Margaret Atwood produziu uma continuação para sua história mais famosa. Lançado no ano passado nos Estados Unidos, “Os Testamentos” (Rocco) se passa 15 anos depois da cena final de “O Conto da Aia”. Narrado por três personagens femininas, o novo romance dá continuidade à trama de Offred, a protagonista do primeiro livro, na República de Gilead. Não será surpresa nenhuma se a nova obra se tornar um dos best-sellers deste ano.

Resolvi comentar hoje, no Bonas Histórias, o primeiro livro desta série porque em 2020 ele completa 35 anos de sua publicação original. Minha dúvida era saber se o romance da canadense envelheceu bem ao longo dessas três décadas e meia. Precisei de quatro dias para concluir a leitura de “O Conto da Aia”. Aproveitei a calmaria da primeira semana do ano para fazer isso. Para os fãs da série homônima, vou logo avisando: infelizmente não vi nenhum episódio da adaptação televisiva. Infelizmente, não sou muito chegado a acompanhar séries de TV. Quem leu “Doze Indícios que Envelheci Antes da Hora”, série narrativa da terceira temporada de Contos & Crônicas, na certa se lembrará dessa minha particularidade. Havia justamente uma confidencia chamada “Não Assistir às Séries de TV”. Por isso, vou me ater exclusivamente, neste post, ao material literário produzido por Atwood.

O enredo de “O Conto da Aia” se passa na República de Gilead em um futuro próximo. Depois que o presidente dos Estados Unidos e boa parte dos congressistas norte-americanos são mortos em um ataque terrorista, um grupo fundamentalista cristão dá um golpe de Estado e derruba a Constituição do país. Em seu lugar, eles decretam um governo totalitário, militarizado e baseado nas leis da Bíblia. Assim, todos aqueles que não são cristãos acabam expulsos da nação e passam a viver em colônias pobres e perigosas no exterior. Os que ficam, têm de se adaptar à nova sociedade imposta pelos teocratas.

Seguindo uma leitura polêmica e enviesada do Antigo Testamento, a República de Gilead é administrada através de uma rígida divisão de castas. A consequência mais imediata disso foi a retirada dos direitos individuais e sociais das mulheres, que passaram a viver sem a possibilidade de trabalhar, de possuir propriedade privada, de ter seu próprio dinheiro e de escolher seu destino (o que fazer, onde viver e com quem conviver). Dessa maneira, do dia para a noite, as integrantes do sexo feminino perderam o livre-arbítrio, passando a ser tratadas como meros objetos pelos integrantes do sexo masculino. Voltou-se, de certa maneira, ao estilo de vida da Idade Média.

A narrativa é contada em primeira pessoa por uma mulher chamada Offred. Em inglês, Of Fred significa “do Fred” – aquela que pertence ao Fred. A moça de 33 anos, cabelos castanhos, 1,70 metro de altura e bem instruída (no passado, havia frequentado a universidade) vive em uma cidade onde um dia já foi a Nova Inglaterra. Offred é uma aia, ou seja, sua função em Gilead é exclusivamente reprodutiva. Ela vive na casa de uma família de destaque da sociedade local. Lá, a jovem precisa respeitar as rígidas ordens que lhe são impostas pelo Comandante, o patriarca (o tal Fred), pela Esposa dele, uma senhora idosa que age exclusivamente em função do marido, e pelas Marthas, como são chamadas as funcionárias domésticas.

Como uma aia, a tarefa de Offred é emprestar periodicamente seu corpo para o Comandante na hora da prática sexual. O ritual é acompanhado atentamente pela Esposa dele, que precisa estar presente, segundo o código social e religioso da República, durante o ato que é estritamente mecânico. Por causa da elevada poluição e de alguns desastres químicos e nucleares que a América do Norte passou nos últimos anos, a maioria das mulheres do país se tornou estéril. As que permaneceram com a capacidade reprodutiva intacta viraram aias. Sua função é engravidar. Os filhos gerados serão entregues para a família (no caso de Offred, para o Comandante e sua Esposa) cuidar como se fossem seus descendentes legítimos. Se não conseguir gerar uma criança, a aia é expulsa do país (enviada para as colônias no exterior) como uma traidora da nação. Não é preciso dizer que o sonho de toda aia é ter um filho.

Na estratificada sociedade da República de Gilead, as mulheres se vestem com roupas que as caracterizam rapidamente aos olhos das demais pessoas. Assim, as Esposas se vestem de azul, suas filhas de branco, as Marthas de verde e as aias de vermelho. O uniforme das aias é composto por um longo vestido vermelho e toucas brancas de abas largas. Elas só podem andar em duplas pela cidade (ao lado de outras aias) e munidas de autorização dos seus proprietários. Também não podem conversar com ninguém estranho. Na maior parte do tempo, essas jovens ficam fechadas em seus quartos aguardando o momento de irem para a cama de seus Comandantes. Sem o afeto e a amizade genuína de ninguém, as aias têm uma rotina não apenas vazia como também de muita carência emocional.

O drama de Offred é potencializado pela angustiante incerteza sobre o paradeiro de sua filha pequena e de seu antigo marido, Luke. A família foi separada após a queda dos Estados Unidos e a implementação da República de Gilead, o que ocorreu há cerca de três anos. Sem saber onde a filha e o marido estão, Offred tem a esperança de poder reencontrá-los um dia. Entretanto, com sua rotina de prisioneira sexual e com a total falta de liberdade para trafegar pelas ruas da cidade, esse desejo torna-se quase impossível de ser concretizado. Mesmo assim, a moça não tira sua antiga família da cabeça.

A melancólica e pacata rotina de Offred em Gilead se tornará mais excitante (e, por consequência, mais perigosa) quando uma série de acontecimentos confluírem. A partir daí, sua vida se transformará e ficará de ponta-cabeça. A moça passa a se encontrar com o Comandante sem a presença da Esposa (uma atitude antiética). Além disso, a aia inicia um caso amoroso com Nick, um Guardião que trabalha na casa da família como motorista (algo que não é preciso dizer proibidíssimo). Para completar, Offred descobre a existência de uma rede subversiva de opositores ao regime teocrata. Sem perceber, em pouco tempo, ela contribuirá de alguma maneira para as ações deste grupo. Se por um lado os perigos da nova rotina fazem a narradora-protagonista temer pela sua segurança, por outro lado as emoções das novas aventuras proibidas fazem com que ela volte a ter prazer em viver.

“O Conto da Aia” possui 368 páginas, o que me faz classificá-lo como uma obra volumosa. Ele tem 46 capítulos, divididos em 15 partes. Há também um capítulo/parte final chamado(a) de “Notas Históricas Sobre o Conto da Aia” que age como uma espécie de desfecho ou como uma conclusão do romance.

Para ser sincero, fiquei um pouco frustrado com esta leitura. Esperava mais de uma publicação tão premiada e elogiada pela crítica literária. O que mais me incomodou foi a demora para a história “pegar”. A primeira metade do livro é composta quase que exclusivamente por descrições de cenários e por relatos da banalidade da rotina das personagens. São 180 páginas em que não sabemos qual é o conflito da narrativa e não assistimos a nenhuma ação importante de sua protagonista. Com isso, fica difícil apreciar o conteúdo da obra e permanecer lendo o romance. Se eu não estivesse imbuído da tarefa de escrever uma análise crítica sobre este livro para o Bonas Histórias, na certa teria interrompido sua leitura logo no começo.

Contudo, para os leitores corajosos que não desistem nunca, no meio da obra há um “estalo” em sua trama e, de repente, um conflito aparece, a história parece fazer sentido e ações surpreendentes surgem nas páginas. Ufa, pensei aliviado, temos um romance de verdade! Aí a leitura se torna realmente agradável e “O Conto da Aia” adquire uma nova dimensão. Para se ter uma ideia da diferença gritante entre as duas partes da publicação, demorei três dias para chegar à metade do livro. E em um único dia, concluí integralmente a segunda metade. Se na primeira parte a leitura foi por obrigação (arrastada e monótona), na segunda ela foi por prazer (daí a minha empolgação, o que é traduzida na maior velocidade em que percorri as páginas).

Entendo que uma das características principais de um romance de ficção científica é detalhar os cenários e descrever a rotina de suas personagens. Sua narrativa só se tornará verossímil e clara quando o leitor conseguir enxergar a nova realidade proposta pelo autor. Entretanto, acho que Margaret Atwood exagerou na dose (para não dizer que errou feio na aplicação desse recurso). É possível sim criar a ambientação e o contexto de uma trama distópica sem que a ação e o conflito sejam esquecidos completamente por quase duas centenas de páginas. Esse é sem dúvida nenhuma o maior problema de “O Conto da Aia”.

Outra questão que me incomodou bastante foi a grande quantidade de pontos que não “colam” quando pensamos em uma ficção científica. Há passagens do enredo que nos parecem pouco críveis quando vistas hoje, 35 anos depois de o romance ter sido escrito. O grande perigo de qualquer história desse gênero é ficar obsoleta com o tempo. Por exemplo, a tecnologia da República de Gilead é rudimentar quando analisada aos olhos dos leitores do século XXI. Em alguns momentos há futurismos infantis e em outros momentos a rotina das personagens do livro é totalmente obsoleta da perspectiva da nossa realidade atual. Infelizmente, “O Conto da Aia” caducou precocemente.

Alguém pode até alertar: a trama se passa entre as décadas de 1980 e 1990 e não em uma época futura. Ok, entendi essa opção, mas para mim trata-se de um novo erro da autora. Por que então estabelecer algumas tecnologias avançadas se o período temporal era tão próximo ao da realidade da escritora (o livro foi escrito na primeira metade dos anos de 1980)? Não faz sentido novamente! Algumas vezes, parece que o tempo avançou bastante e em outras oportunidades a impressão que se tem é que nada mudou. Essa incongruência aparece com mais clareza no desfecho do romance, que se passa em 2195. A sensação é de estarmos vendo uma palestra do final do século XX e não uma que se passa quase no século XXII. Para completar, há episódios que hoje sabemos que não ocorreram efetivamente: a epidemia de AIDS não dizimou boa parte da população norte-americana (ela já foi controlada em muitos países) e os Estados Unidos não foram vítimas de nenhuma catástrofe radioativa (acidentes desse tipo ocorreram sim em Chernobyl e em Fukushima).

Apesar desses vários tropeços, não podemos falar que como ficção científica “O Conto da Aia” seja uma negação total. Sua história também tem alguns acertos interessantes. O fim do papel moeda é algo que podemos enxergar hoje (os pagamentos eletrônicos já são realidade em nosso dia a dia). O atentado terrorista perpetrado por uma organização terrorista muçulmana nos Estados Unidos é algo que ocorreu para valer em 2001 (impossível não lembrarmos do 11 de Setembro). A queda da natalidade é um problema sério e atual para algumas nações desenvolvidas. A radicalização ideológica (leia-se intransigência às pessoas diferentes) é um tema central tanto nos Estados Unidos quanto na Europa nos dias de hoje. A ascensão de forças religiosas conservadoras e fundamentalistas é uma tendência preocupante em boa parte do mundo (olhemos o crescimento da influência dos evangélicos na política e na sociedade brasileira, por exemplo). E a persistente violência contra as mulheres é ainda um mal a ser extirpado (basta assistirmos aos telejornais para vermos a epidemia de casos de feminicídios que assolam nosso país). Nesse contexto sombrio, a imposição de uma teocracia não é tão absurda assim. Portanto, do ponto de vista de uma ficção científica, o livro de Margaret Atwood tem também seus acertos.

De pontos positivos, gostei muito de “O Conto da Aia” misturar diferentes tempos narrativos. Offred conta sua história no presente (sua vida como aia na casa do Comandante), lembrando-se o tempo inteiro do seu passado mais remoto (quando ela era pequena e depois quando se casou com Luke e teve uma filhinha) e do seu passado mais recente (quando viveu no Centro Raquel e Lea, apelidado de Centro Vermelho, local de formação das aias). Esse caminhar simultâneo entre presente e passado torna a trama mais dinâmica e rica.

Adorei também alguns recursos narrativos bem criativos que Margaret Atwood utilizou na construção do seu romance. Por exemplo, quando ela apresenta diálogos no presente, há o uso de travessões para pontuar as falas das personagens. Porém, quando os discursos se dão no passado, aí não há travessão e as falas se misturam ao texto narrativo. Legal ver inovações deste tipo.

Outro elogio que preciso fazer é para a ambientação do romance. A escritora canadense conseguiu criar uma história com um clima de suspense e de terror impressionante. A contextualização da formação da República de Gilead também é ótima. Impossível não se solidarizar com o drama vivido pela protagonista e pelas demais personagens do livro. Curiosamente, não apenas as mulheres sofrem na teocracia cristã, mas os homens também padecem da falta de liberdade, de carinho e de perspectivas.

Repare no humor sutil e extremamente inteligente do texto de Atwood. Ele aparece principalmente nas críticas à imposição religiosa da nova sociedade. O texto da Bíblia é desvirtuado (ora são retiradas partes do seu conteúdo, ora são acrescidas novas passagens) para embasar um tipo de crença totalmente insana. Nesses momentos, juro que me lembrei das críticas de José Saramago ao Catolicismo, principalmente em “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (Companhia das Letras) e “Caim” (Companhia das Letras).

Além disso, há cenas ótimas e personagens muito bem construídas em “O Conto da Aia”. Destaque para a cena de sexo de Offred com o Comandante. A aia fica deitada na cama junto com a esposa do patriarca da família, dando a impressão que as mulheres são uma só. Ou seja, o Comandante faz sexo com a aia, mas parece que está transando com sua esposa (que fica posicionada literalmente em cima do corpo da funcionária). Incrível isso! E veja com atenção a construção das personalidades de Moira e Ofglen, as duas amigas de Offred. As duas mulheres passam por uma transformação ao longo da história, na qual seus engajamentos às causas feministas serão colocados à prova.

Em suma, “O Conto da Aia” é um livro razoável, com muitos altos e baixos. Se ele apresenta um resultado positivo no final das contas, por outro lado me parece um exagero classificá-lo como um clássico dos romances distópicos do século XX. Se não fosse a pegada feminista do seu enredo (um elemento inovador e muitíssimo interessante, reconheço), na certa ele não teria grande relevância hoje em dia. Infelizmente, sua trama é muito parecida a de “Fahrenheit 451”. Durante a leitura do livro de Margaret Atwood, confesso que muitas vezes pensei: “Nossa! Isso é igualzinho à obra do Ray Bradbury”. Nessa perspectiva, Offred seria a versão feminina de Guy Montag.

Por tudo isso, confesso não ter achado muita graça em “O Conto da Aia”. Para mim, ele é uma ficção científica meramente regular. Sua leitura até vale a pena, mas não para quem almeja ler uma obra-prima desse gênero literário. Dosemos na expectativa dos leitores para não frustrarmos ninguém.

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O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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