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Bonas Histórias

O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura, arte e entretenimento criado por Ricardo Bonacorci em 2014. Com um conteúdo multicultural – literatura, cinema, música, dança, teatro, exposição, pintura, gastronomia, turismo etc. –, o Blog Bonas Histórias analisa de maneira profunda e completa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 44 anos e mora com um pé em Buenos Aires e outro na capital paulista. Atuando como editor de livros, escritor (ghostwriter), redator publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural e pesquisador acadêmico, Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

Premiações: Vencedores do Oscar de 2026 – Não foi dessa vez que o Brasil foi bicampeão

  • Foto do escritor: Ricardo Bonacorci
    Ricardo Bonacorci
  • 16 de mar.
  • 18 min de leitura

Com o recorde de cinco indicações (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, Melhor Direção de Elenco e Melhor Fotografia), a expectativa dos brasileiros era pela conquista de mais uma estatueta dourada. Contudo, na cerimônia de ontem à noite da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles, O Agente Secreto, Wagner Moura, Gabriel Domingues e Adolpho Veloso foram preteridos. Confira os vencedores das 24 categorias na 98ª edição do principal evento do cinema mundial.


Vencedores do Oscar de 2026 – O Agente Secreto (2025) não conquistou a segunda estatueta do Brasil no principal evento do cinema mundial

O Brasil amanheceu menos alegre hoje. A expectativa que nutríamos pela conquista de mais uma estatueta do Oscar se desfez ao longo da noite de domingo e deu lugar à decepção na madrugada de segunda-feira. Sim, senhoras e senhores, trago más notícias, neste post da coluna Premiações e Celebrações, para o Cinema Brasileiro. Ô entidade tão maltratada, subestimada, desprezada e renegada por meus conterrâneos! Nossa Sétima Arte apanha tanto, mas tanto, que quando emerge das cinzas, se parece mais com um Highlander, o Guerreiro Imortal. Como consegue sobreviver a incontáveis agressões, não sabemos. Nem como alcança brilhos fugazes no cenário internacional diante de absurdas carências estruturais.


O fato é que, na cerimônia de ontem à noite, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles apresentou os vencedores da 98ª edição do evento mais importante do cinema mundial. E, infelizmente, “O Agente Secreto” (2025), thriller histórico de Kleber Mendonça Filho que concorria em quatro categorias (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator com Wagner Moura e Melhor Direção de Elenco com Gabriel Domingues) saiu de mãos abanando. Vale dizer que o Brasil ainda concorria na categoria de Melhor Fotografia com Adolpho Veloso, diretor de fotografia de “Sonhos de Trem” (Train Dreams: 2025), produção norte-americana de Clint Bentley.


O que achei desse resultado, hein? Em primeiríssimo lugar, estou decepcionado, claro, como a maioria dos brasileiros. Jurava que “O Agente Secreto” fosse levantar ao menos a estatueta de Melhor Filme Internacional. Na minha humilde opinião, ele é melhor do que seus concorrentes. Pela perspectiva da experiência cinematográfica, considero o título nacional uma produção mais impactante e mais completa. Falo isso sem qualquer viés patriota. Lembrem-se que, no ano passado, estava torcendo por “Ainda Estou Aqui” (2024), drama histórico de Walter Salles, mas apontava “Emilia Pérez” (2024), musical de Jacques Audiard, como um longa-metragem superior. Afinal, uma coisa é nossa torcida, que sempre adquire tons nacionalistas. E outra é o trabalho de crítico que desempenho na coluna Cinema, que deve ser imparcial e honesto com os leitores do Bonas Histórias.


Olhando para os indicados a Melhor Filme Internacional em 2026, confesso que não gostei de “Valor Sentimental” (Affeksjonsverdi: 2025). O drama familiar de Joachim Trier era considerado um dos favoritos e acabou levando à estatueta. Em muitos momentos, o título norueguês se arrasta e chega a dar sono. Vamos combinar que sua trama paradona e baseada em longos diálogos ou em longos silêncios não é para todos os públicos, né? Ou seja, “Valor Sentimental” não atinge os espectadores em cheio, algo que “Foi Apenas Um Acidente” (Yek Tasadef Sadeh: 2025), “Sirât” (2025) e “O Agente Secreto”, seus principais rivais, conseguiram fazer com aparente facilidade do início ao fim da sessão.


Kleber Mendonça Filho é o diretor de O Agente Secreto (2025), longa-metragem brasileiro protagonizado por Wagner Moura que perdeu para “Valor Sentimental” (Affeksjonsverdi: 2025) a estatueta de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2026

Falando do representante iraniano, o considerei como tendo o melhor roteiro entre os filmes internacionais. A história de “Foi Apenas Um Acidente” é impecável, alternando o tempo inteiro o tom (comédia, drama, suspense, terror, aventura, ação...) e nos brindando com um final aberto, daqueles que geram debate acalorado no público na saída do cinema. Se Jafar Panahi tivesse levado o Oscar de Melhor Roteiro Original não me surpreenderia. Não à toa, o principal cineasta do Irã estava concorrendo nessa categoria. Admito que torci bastante por ele. Por outro lado, como experiência audiovisual, “Foi Apenas Um Acidente” deixa um pouco a desejar quando comparado a “O Agente Secreto”.


Já o filme espanhol foi o título que mais mexeu com minhas emoções na sala de exibição. Assisti a “Sirât” com minha prima (beijo, Daniella!) logo após o Carnaval e a gente deu vários pulos da poltrona do Cine Belas Artes. Juro que saímos da sessão devastados com a narrativa pesadíssima e com as cenas inesperadamente trágicas. Ainda assim, não o vi como uma produção cinematográfica completa, que merecesse a estatueta dourada.


O indicado mais fraquinho foi “A Voz de Hind Rajab” (Sawt Hind Rajab: 2025), o azarão da disputa. Aos meus olhos, o representante franco-tunisiano não passa de um longa-metragem meramente mediano que se valeu de recursos polêmicos (e possivelmente antiéticos) para cativar a plateia.


Fiz esse breve apanhado geral para provar que a conquista do Oscar de Melhor Filme Internacional por “O Agente Secreto” seria justa, muito justa, justíssima. Ele é, inclusive, muito melhor do que “Ainda Estou Aqui”, conforme já havia comentado na coluna Cinema. Se o longa-metragem de Walter Salles encantou as plateias na temporada 2024/2025, o título de Kleber Mendonça Filho deu um grande show em 2025/2026, deixando a todos embasbacados. Essa é a diferença entre uma ótima produção cinematográfica (classificação que conferi a “Ainda Estou Aqui”) e uma produção cinematográfica espetacular (minha classificação de “O Agente Secreto”).  


De tão excelente que é, “O Agente Secreto” poderia ter levado também a estatueta de Melhor Filme (na categoria geral), prêmio que foi conferido a “Uma Batalha Após a Outra” (One Battle After Another: 2025). Se tal aspiração parecia absurda no ano passado com “Ainda Estou Aqui”, agora era uma realidade com o novo trabalho de Mendonça Filho. De qualquer maneira, na minha visão, o verdadeiro merecedor da principal estatueta do Oscar em 2026 era “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet: 2025), drama histórico belíssimo de Chloé Zhao. Esse é um dos melhores longas-metragens que assisti e que me fez debulhar em lágrimas na sala de cinema. Ainda bem que a exibição é feita com as luzes apagadas.    


Kleber Mendonça Filho é o diretor de O Agente Secreto (2025), longa-metragem brasileiro protagonizado por Wagner Moura que perdeu para “Valor Sentimental” (Affeksjonsverdi: 2025) a estatueta de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2026

Para quem acha que estou exagerando quanto às qualidades da produção brasileira deste ano, “O Agente Secreto” igualou “Cidade de Deus” e “O Beijo da Mulher Aranha” (1985) com quatro indicações ao Oscar, recordes nacionais. Por falar na história do Cinema Brasileiro, o filme de Kleber Mendonça Filho só perde em excelência cinematográfica para “Cidade de Deus” (2002), clássico de Fernando Meirelles que continua reinando absoluto no posto mais alto do panteão da Sétima Arte brasileira. Pelo menos é essa a minha opinião.


Prova da excelência de “O Agente Secreto” é o conjunto extenso de troféus colecionados nos principais festivais de cinema. Dá para citar, entre os mais relevantes, o Festival de Cannes (Melhor Ator e Melhor Direção), o Globo de Ouro (Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Ator em Filme de Drama) e o Critics Choice Awards (Melhor Filme Internacional). De qualquer maneira, faltava a consagração definitiva, algo só possível com o recebimento do Oscar, a Copa do Mundo do Cinema. Contudo, Los Angeles acabou preferindo “Valor Sentimental”. Isso foi uma injustiça? Aí que está o X da questão, senhoras e senhores. 


Sinto que temos que discutir alguns pontos sobre o comportamento típico dos brasileiros e a estrutura cinematográfica do nosso país. Assim, antes de revelar os ganhadores de todas as categorias da mais tradicional festa do cinema, proposta central desta matéria da coluna Premiações e Celebrações, me vejo na obrigação de fazer duas ressalvas quanto a decepção que todos aqueles que torcem pela arte e pela cultura nacional estão sentindo neste momento. Ao invés de reclamar, xingar e protestar contra o resultado exibido no charmoso teatro californiano, usemos a razão. Sei que, como latino-americanos, a racionalidade nunca foi o nosso forte. Porém, coloquemos a passionalidade de lado por alguns minutos e abracemos a lógica, senhoras e senhores. Por favor! 


O primeiro elemento que trago é a constatação de que o Brasil é tradicionalmente um péssimo perdedor. Pode reparar. Sempre que o país é derrotado em uma competição internacional, seja esportiva, seja artístico-cultural, o motivo é sempre algum episódio especial e maquiavélico que impediu injustamente a nossa consagração. Perdemos a Copa do Mundo de futebol em 1998 porque a Nike vendeu a taça para que os brasileiros sediassem o próximo Mundial. Obviamente, a culpa não foi do vareio de bola que os franceses nos deram em campo – o placar foi 3 a 0 para eles! Ayrton Senna perdeu o Campeonato de Fórmula 1 de 1989 para Allan Prost, conforme mostrado no seriado de televisão “Senna” (2024), pois o presidente da FIA roubou nosso campeão. O fato de o rival da McLaren ter sido superior o ano inteiro ao piloto paulista fica totalmente em segundo plano nessa hora.


Para quem possa reclamar que estou indo buscar eventos antigos, trago um episódio recente. Vinicius Júnior, o jogador brasileiro mais bem-sucedido nos gramados europeus nessa década, perdeu a Bola de Ouro de 2024. O vencedor foi Rodri, o talentosíssimo meio-campista espanhol do Manchester City. Para boa parte da brasileirada que não sabe perder, a premiação futebolística cometeu uma enorme injustiça com nosso craque. Segundo o que muita gente propagou como verdade pela mídia e pela Internet, Vini Jr. foi preterido porque os julgadores foram racistas. Eles não queriam ver um jovem negro da América do Sul erguendo a Bola de Ouro. Nesse instante, poucos dos meus conterrâneos refletiram se Rodri não teria sido mesmo o merecedor da honraria.


A cerimônia do Oscar de 2026 consagrou “Uma Batalha Após a Outra” (One Battle After Another: 2025) com 6 estatuetas, entre elas a de Melhor Filme

Estou falando sobre isso porque começo a ler em vários lugares que “O Agente Secreto” foi injustiçado pela Academia de Los Angeles. Será mesmo?! No papel de brasileiro, confesso que também torci como louco para que o filme de Kleber Mendonça Filho conquistasse o bicampeonato consecutivo para nossa nação. Ainda mais porque, como apresentei há pouco, ele tinha todos os predicados para erguer a estatueta. 


Contudo, como crítico cinematográfico, não posso maltratar a realidade, né? Apesar de não ter curtido “Valor Sentimental”, reconheço que o título norueguês é um filmão. Vê-lo conquistar o prêmio de Melhor Filme Internacional não é um absurdo. Para colaborar com essa tese, basta dizer que ele já havia superado “O Agente Secreto” em outros festivais de cinema mundo afora. Por exemplo, ganhou o Grand Prix de Cannes (a Palma de Ouro ficou com “Foi Apenas Um Acidente”) e o BAFTA de Melhor Filme de Língua Não Inglesa.


No próprio Oscar, “Valor Sentimental” já havia demonstrado força ao receber nove indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção com Joachim Trier, Melhor Atriz com Renate Reinsve, Melhor Ator Coadjuvante com Stellan Skarsgård e Melhor Atriz Coadjuvante com Elle Fanning e Inga Ibsdotter Lilleaas, Melhor Roteiro Original com Joachim Trier e Eskil Vogt e Melhor Montagem com Olivier Bugge Coutté. Você leu corretamente. Eu escrevi nove indicações, mais do que o dobro da produção brasileira. Portanto, desmerecer a qualidade do longa-metragem norueguês é mais injusto do que premiá-lo com o desejado troféu.


Reforço a ideia: saudar a excelência técnica das demais produções não é desmerecer aquela que estávamos torcendo e que valorizamos por razões emocionais ou afetivas. “O Agente Secreto” também é um filmaço, que poderia muito bem ter faturado o Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional. Assim como “Cidade de Deus” poderia ter se consagrado em Los Angeles em 2003. Vale esclarecer que o longa-metragem de Fernando Meirelles não ganhou o Oscar naquela oportunidade por pura incompetência de divulgação de seus produtores. Ou seja, a Academia de Los Angeles não foi injusta com o representante brasileiro, como já vi escrito por aí. Quem mandou muito mal fomos nós, brasileiros, que não soubemos potencializar a nossa melhor criação no maior evento mundial da Sétima Arte.


No caso específico do protagonista de “O Agente Secreto”, Wagner Moura merecia a estatueta de Melhor Ator, assim como Fernanda Torres poderia ter saído com a estatueta de Melhor Atriz em 2025. Entretanto, é muito difícil para intérpretes de fora de Hollywood alcançarem a consagração máxima no Oscar. Se Fernanda Montenegro, de “Central do Brasil” (1998), foi derrotada por Gwyneth Paltrow, de “Shakespeare Apaixonado” (Shakespeare in Love: 1998), na cerimônia de 1999, nada mais me surpreende – aí sim dá para cravar que houve injustiça com I maiúscula. O importante é que Moura mostrou ao mundo mais uma vez sua excelência, não tendo por que se lamentar da predileção dos jurados por Michael B. Jordan, de “Pecadores” (Sinners: 2025).


Depois do êxito de Ainda Estou Aqui (2024) no Oscar de 2025, o Brasil torcia pela conquista, em 2026, de O Agente Secreto (2025), thriller de Kleber Mendonça Filho protagonizado por Wagner Moura que recebeu quatro indicações no principal evento do cinema mundial

Ao olharmos para o trabalho de Gabriel Domingues na escalação e preparação do elenco de “O Agente Secreto”, a concorrência era muito mais forte, o que o tornava mera zebra. Vamos combinar que Nina Gold, de “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, e Cassandra Kulukundis, de “Uma Batalha Após a Outra”, também fizeram trabalhos sensacionais na montagem do time de atores e atrizes. Por isso, o prêmio conferido à Kulukundis foi merecido.


Se vocês quiserem falar de injustiça no Oscar de 2026, talvez devamos questionar a ausência da dupla Yngvill Kolset Haga e Avy Kaufman, de “Valor Sentimental”, na lista de indicados na Direção de Elenco. O filme norueguês apresentou quatro finalistas em três categorias interpretativas: Melhor Atriz (uma), Melhor Ator Coadjuvante (um) e Melhor Atriz Coadjuvante (duas). Se isso não é a prova cabal da excelência dos profissionais que montaram o time do longa-metragem, não sei mais o que é um trabalho ótimo.


Ainda falando em Brasil, Adolpho Veloso, indicado à Melhor Fotografia por sua participação na direção de fotografia em “Sonhos de Trem”, possuía o maior desafio entre nossos compatriotas. Os investimentos que Darius Khondji, diretor de fotografia de “Marty Supreme” (2025), Autumn Durald, de “Pecadores”, e Dan Laustsen, de “Frankenstein” (2025), tiveram à sua disposição deixaram a competição desfavorável para o brasileiro. Assim, a conquista desta estatueta pelo artista verde-amarelo era quase impossível. Por isso, a indicação de Veloso já foi uma enorme vitória para ele, que soube trabalhar com brilhantismo numa produção norte-americana de orçamento enxuto. Merecidamente, essa estatueta ficou com Durald.


Valorizar a participação brasileira no Oscar e bater palmas aos vencedores de outros países me parece a atitude que devemos ter em qualquer competição, concurso e eleição. Para sermos dignos das vitórias, precisamos antes saber reconhecer as qualidades dos demais concorrentes e enxergar os méritos nas conquistas alheias. Não dá para ficarmos vendo injustiça nas nossas derrotas e justiça nas nossas vitórias. Não por acaso, esse último comportamento é sinal de psicopatia. Entendendo o funcionamento dessa lógica adulta e civilizada (que pode ser muito bem estendida para a política nacional), aplaudo de pé os ganhadores do Oscar de 2026. Se fiquei triste ou não com o veredito da Academia, o mundo não tem nada a ver com minhas preferências e julgamentos.


O último aspecto que trago para esse debate é que, pelo ponto de vista da estrutura da indústria cinematográfica brasileira, a derrota de “O Agente Secreto” (talvez o correto seria dizer “não vitória” ou mesmo “não vitória formal”) não foi tão injusta assim. Antes que alguém me atire pedras, por favor, me leia até o final para compreender o que quero dizer...


Lista completa dos vencedores do Oscar de 2026 em todas as categorias da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles

O que Walter Salles, em 2024/2025, e Kleber Mendonça Filho, em 2025/2026, fizeram é de um heroísmo imensurável. Em um país que não apenas maltrata seu cinema como tripudia toda e qualquer manifestação artístico-cultural, produzir uma obra de qualidade mundial que concorra de igual para igual com os títulos das potências globais é um feito notável. O problema é justamente esse. São as iniciativas pontuais e a qualidade ocasional de alguns que movimentam os principais projetos de nosso país. Não temos, infelizmente, uma indústria cultural que potencialize os esforços da maioria dos seus agentes.


Então, Ricardo, você quer que tenhamos um cinema com a estrutura, a organização e o poderio financeiro do cinema norte-americano?! Não, não, prezados e participativos leitores do Bonas Histórias. Tenho ciência que erguer uma Hollywood nos trópicos seria difícil – se bem que Índia e Nigéria conseguiram tal façanha em latitudes parecidas. O que desejo é que o Cinema Brasileiro se inspire em outras nações que conseguem produzir rotineiramente filmes de excelência. Sem deixarmos a América Latina, podemos usar Argentina e México como benchmarking. É bom dizer que esses dois países construíram indústrias sólidas e vigorosas da Sétima Arte.


Nesse contexto, argentinos e mexicanos possuem ótimas faculdades de arte, profissionais gabaritados em várias áreas do audiovisual, público ávido nas salas de cinema, produtores e financiadores que viabilizam as melhores ideias, cineastas e roteiristas de vários gêneros cinematográficos e um grupo amplo de atores e atrizes das mais diferentes características. Portanto, não é surpresa que sistematicamente lançam cada qual uma centena de longas-metragens anualmente (eu disse uma centena!) e vários desses títulos alcançam êxito nos principais festivais internacionais de cinema. É o famoso caso de que o volume leva a excelência.


Enquanto o Brasil não criar o ecossistema que permita a produção massiva de filmes, o que vamos ter é artistas nacionais emplacando uma ou duas indicações ao Oscar a cada 10, 15 anos. E aí, conquistaremos uma estatueta por geração. Nesse caso, o sonho do bicampeonato deverá demorar pelo menos uma década para se concretizar. Como diz o velho ditado: se depender da sorte, dificilmente um raio cai duas vezes no mesmo lugar. Sabendo disso, devemos contar menos com a iniciativa individual e a criatividade pontual dos nossos cineastas e investir mais na infraestrutura do setor. Só assim, deixaremos de ser o país do futebol e das telenovelas (setores que possuem indústrias robustas) e seremos, enfim, a nação do cinema, das artes e da cultura.


Depois desse blábláblá sem fim, acredito que podemos apresentar agora a lista completa dos vencedores do Oscar de 2026. Sem mais enrolação, segue, abaixo, a relação completa dos premiados nas 24 categorias da 98ª edição da cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles:


A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles apresentou a lista dos vencedores do Oscar de 2026

MELHOR FILME:


“Uma Batalha Após a Outra” (One Battle After Another: 2025) – Estados Unidos – VENCEDOR.


“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Pecadores” (Sinners: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Marty Supreme” (2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Sonhos de Trem” (Train Dreams: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Bugonia” (2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“F1 – O Filme” (F1 The Movie: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Frankenstein” (2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“O Agente Secreto” (2025) – Brasil – INDICADO.


“Valor Sentimental” (Affeksjonsverdi: 2025) – Noruega – INDICADO.



MELHOR FILME INTERNACIONAL:


“Valor Sentimental” (Affeksjonsverdi: 2025) – Noruega – VENCEDOR.


“O Agente Secreto” (2025) – Brasil – INDICADO.


“Foi Apenas Um Acidente” (Yek Tasadef Sadeh: 2025) – Irã/França/Luxemburgo – INDICADO.


“Sirât” (2025) – Espanha – INDICADO.


“A Voz de Hind Rajab” (Sawt Hind Rajab: 2025) – Tunísia/França – INDICADO.



MELHOR DIREÇÃO:


Paul Thomas Anderson (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – VENCEDOR.


Chloé Zhao (China) – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” – INDICADA.


Josh Safdie (Estados Unidos) – “Marty Supreme” – INDICADO.


Joachim Trier (Noruega) – “Valor Sentimental” – INDICADO.


Ryan Coogler (Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADO.



MELHOR ATOR:


Michael B. Jordan (Estados Unidos) – “Pecadores” – VENCEDOR.


Timothée Chalamet (França/Estados Unidos) – “Marty Supreme” – INDICADO.


Ethan Hawke (Estados Unidos) – “Blue Moon” – INDICADO.


Wagner Moura (Brasil) – “O Agente Secreto” – INDICADO. 


Leonardo DiCaprio (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – INDICADO.



MELHOR ATRIZ:


Jessie Buckley (Irlanda) – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” – VENCEDORA.


Rose Byrne (Austrália) – “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” – INDICADA.


Kate Hudson (Estados Unidos) – “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois” – INDICADA.


Renate Reinsve (Noruega) – “Valor Sentimental” – INDICADA.


Emma Stone (Estados Unidos) – “Bugonia” – INDICADA.



MELHOR ATOR COADJUVANTE:


Sean Penn (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – VENCEDOR.


Benício Del Toro (Porto-Rico) – “Uma Batalha Após a Outra” – INDICADO.


Jacob Elordi (Austrália) – “Frankenstein” – INDICADO.


Delroy Lindo (Inglaterra/Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADO.


Stellan Skarsgård (Suécia) – “Valor Sentimental” – INDICADO.



MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:


Amy Madigan (Estados Unidos) – “A Hora do Mal” – VENCEDORA.


Elle Fanning (Estados Unidos) – “Valor Sentimental” – INDICADA.


Inga Ibsdotter Lilleaas (Noruega) – “Valor Sentimental” – INDICADA.


Teyana Taylor (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – INDICADA.


Wunmi Mosaku (Nigéria/Inglaterra) – “Pecadores” – INDICADA.



MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:


Ryan Coogler (Estados Unidos) – “Pecadores” – VENCEDOR.


Robert Kaplow (Estados Unidos) – “Blue Moon” – INDICADO.


Jafar Panahi (Irã) – “Foi Apenas Um Acidente” – INDICADO.


Josh Safdie (Estados Unidos) e Ronald Bronstein (Estados Unidos) – “Marty Supreme” – INDICADO.


Joachim Trier (Noruega) e Eskil Vogt (Noruega) – “Valor Sentimental” – INDICADO.



MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:


Paul Thomas Anderson (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – VENCEDOR.


Will Tracy (Estados Unidos) – “Bugonia” – INDICADO.


Guillermo del Toro (México) – “Frankenstein” – INDICADO.


Chloé Zhao (China) e Maggie O'Farrell (Irlanda do Norte) – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” – INDICADA.


Clint Bentley (Estados Unidos) e Greg Kwedar (Estados Unidos) – “Sonhos de Trem” – INDICADO.



MELHOR DOCUMENTÁRIO:


“Um Zé Ninguém Contra Putin” (Mr. Nobody Against Putin: 2025) – Dinamarca/República Tcheca/Alemanha – VENCEDOR.


“Alabama: Presos do Sistema” (The Alabama Solution: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Embaixo da Luz de Neon” (Come See Me In The Good Light: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Rompendo Rochas” (Cutting Through Rocks: 2025) – Irã – INDICADO.


“A Vizinha Perfeita” (The Perfect Neighbor: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.



MELHOR ANIMAÇÃO:


“Guerreiras do K-Pop” (KPop Demon Hunters: 2025) – Estados Unidos – VENCEDOR.


“Zootopia 2” (2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Elio” (2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Arco” (2025) – França – INDICADO.


“A Pequena Amélie” (Amélie et la métaphysique des tubes: 2025) – França/Bélgica – INDICADO.



MELHOR CURTA EM LIVE ACTION:


“Os Cantores” (The Singers: 2025) – Estados Unidos – VENCEDOR.


“Duas Pessoas Trocando Saliva” (Deux personnes échangeant de la salive) – França – VENCEDOR.


“Butcher's Stain” (Sem tradução para o português: 2025) – Israel – INDICADO.


“A Friend of Dorothy” (Sem tradução para o português: 2025) – Inglaterra– INDICADO.


“O Drama Menstrual de Jane Austen” (Jane Austen's Period Drama: 2024) – Inglaterra– INDICADO.



MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO:


“Quartos Vazios” (All the Empty Rooms: 2025) – Estados Unidos – VENCEDOR.


“Armado com uma Câmera – Vida e Morte de Brent Renaud” (Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Children No More – Were and Are Gone" (Sem tradução para o português: 2025) – Israel – INDICADO.


“O Diabo Não Tem Descanso” (The Devil is Busy: 2024) – Estados Unidos – INDICADO.


“Perfectly a Strangeness” (Sem tradução para o português: 2024) – Canadá/Chile – INDICADO.



MELHOR CURTA ANIMADO:


“The Girl Who Cried Pearls” (Sem tradução para o português: 2025) – Canadá -VENCEDOR.


“Butterfly” (Papillon: 2024) – França – INDICADO.


“Forevergreen” (Sem tradução para o português: 2025) – Estados Unidos – INDICADO.


“Retirement Plan” (Sem tradução para o português: 2024) – Irlanda – INDICADO.


“The Three Sisters” (Sem tradução para o português: 2025) – Israel/Chipre/Rússia – INDICADO.



MELHOR MONTAGEM:


Andy Jurgensen (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – VENCEDOR.


Josh Safdie (Estados Unidos) e Ronald Bronstein (Estados Unidos) – “Marty Supreme” – INDICADO.


Stephen Mirrione (Estados Unidos) – “F1 – O Filme” – INDICADO.


Michael P. Shawver (Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADO.


Olivier Bugge Coutté (Dinamarca) – “Valor Sentimental” – INDICADO.



MELHOR FOTOGRAFIA:


Autumn Durald (Estados Unidos) – “Pecadores” – VENCEDORA.


Darius Khondji (Irã/França) – “Marty Supreme” – INDICADO.


Adolpho Veloso (Brasil) – “Sonhos de Trem” – INDICADO.


Dan Laustsen (Dinamarca) – “Frankenstein” – INDICADO.


Michael Bauman (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – INDICADO.



MELHOR EFEITOS VISUAIS:


Joe Letteri (Estados Unidos), Richard Baneham (Irlanda), Eric Saindon (Estados Unidos) e Daniel Barrett (Estados Unidos) – “Avatar – Fogo e Cinzas” – VENCEDORES.


David Vickery (Inglaterra), Neil Corbould (Inglaterra), Charmaine Chan (Inglaterra) e Stephen Aplin (Inglaterra) – “Jurassic World – O Recomeço” – INDICADOS.


Charlie Noble (Inglaterra), Brandon K. McLaughlin (Estados Unidos), Russell Bowen (Estados Unidos) e David Zaretti (Estados Unidos) – “O Ônibus Perdido” – INDICADOS.


Ryan Tudhope (Estados Unidos), Keith Dawson (Inglaterra), Nicolas Chevallier (França/Canadá) e Robert Harrington (Inglaterra) – “F1 – O Filme” – INDICADOS.


Michael Ralla (Estados Unidos), Guido Wolter (Estados Unidos), Espen Nordahl (Noruega) e Donnie Dean (Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADOS.



MELHOR TRILHA SONORA:


Ludwig Göransson (Suécia) – “Pecadores” – VENCEDOR.


Jerskin Fendrix (Inglaterra) – “Bugonia” – INDICADO.


Alexandre Desplat (França) – “Frankenstein” – INDICADO.


Max Richter (Inglaterra) – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” – INDICADO.


Jonny Greenwood (Inglaterra) – “Uma Batalha Após a Outra” – INDICADO.



MELHOR CANÇÃO ORIGINAL:


“Golden” – Ejae (Coreia do Sul), Mark Sonnenblick (Estados Unidos), Ido (Estados Unidos), 24 (Coreia do Sul) e Teddy Park (Coreia do Sul) – “Guerreiras do K-Pop” – VENCEDOR.


“Train Dreams” – Bryce Dessner (Estados Unidos) & Nick Cave (Austrália) – “Sonhos de Trem” – INDICADO.


“Dear Me” – Diane Warren (Estados Unidos) – “Diane Warren: Relentless” – INDICADO.


“I Lied to You” – Raphael Saadiq (Estados Unidos) e Ludwig Göransson (Suécia) – “Pecadores” – INDICADO. 


“Sweet Dreams of Joy” – Nicholas Pike (Inglaterra) – “Viva Verdi!” – INDICADO.



MELHOR SOM:


Gary Rizzo (Estados Unidos), Juan Paralta (Estados Unidos), Al Nelson (Estados Unidos), Gwendolyn Yates Whittle (Estados Unidos) e Gareth John (Inglaterra) – “F1 – O Filme” – VENCEDORES.


Yasmina Praderas (Espanha), Laia Casanovas (Espanha) e Amanda Villavieja (Espanha) – “Sirât” – INDICADAS.


Brandon Proctor (Estados Unidos), Steve Boeddeker (Estados Unidos), Benjamin A. Burtt (Estados Unidos) e Chris Welcker (Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADOS.


Nelson Ferreira (Canadá), Nathan Robitaille (Canadá), Brad Zoern (Canadá), Christian Cooke (Canadá) e Greg Chapman (Canadá) – “Frankenstein” – INDICADOS.


Christopher Scarabosio (Estados Unidos), Tony Villaflor (Estados Unidos) e José Antonio Garcia (México) – “Uma Batalha Após a Outra” – INDICADOS.



MELHOR DIREÇÃO DE ELENCO:


Cassandra Kulukundis (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – VENCEDORA.


Francine Maisler (Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADA.


Gabriel Domingues (Brasil) – “O Agente Secreto” – INDICADO.


Jennifer Venditti (Estados Unidos) – “Marty Supreme” – INDICADA.


Nina Gold (País de Gales) – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” – INDICADA.



MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO:


Tamara Deverell (Canadá) e Shane Vieau (Canadá) – “Frankenstein” – VENCEDORES.


Jack Fisk (Estados Unidos) e Adam Willis (Estados Unidos) – “Marty Supreme” – INDICADOS.


Hanna Beachler (Estados Unidos) e Monique Champagne (Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADAS.


Fiona Crombie (Austrália) e Alice Felton (Inglaterra) – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” – INDICADAS.


Florencia Martin (Estados Unidos) e Anthony Carlino (Estados Unidos) – “Uma Batalha Após a Outra” – INDICADOS.



MELHOR FIGURINO:


Kate Hawley (Nova Zelândia) – “Frankenstein” – VENCEDORA.


Miyako Bellizzi (Estados Unidos) – “Marty Supreme” – INDICADA.


Ruth E. Carter (Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADA.


Deborah L. Scott (Inglaterra) – “Avatar – Fogo e Cinzas” – INDICADA.


Malgosia Turzanska (Polônia/Estados Unidos) – “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” – INDICADA.



MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOS:


Cliona Furey (Canadá), Jordan Samuel (Canadá) e Mike Hill (Estados Unidos) – “Frankenstein” – VENCEDORES.


Kazuhiro Tsuji (Estados Unidos), Glen P. Griffin (Estados Unidos) e Björn Rehbein (Alemanha/Estados Unidos) – “Coração de Lutador: The Smashing Machine” – INDICADOS.


Tomas Foldberg (Dinamarca) e Anne Cathrine Sauerberg (Dinamarca) – “A Meia-Irmã Feia” – INDICADOS.


Michael Fontaine (Estados Unidos), Ken Diaz (Estados Unidos) e Shumika Terry Sauerberg (Estados Unidos) – “Pecadores” – INDICADOS.


Kyôko Toyokawa (Japão), Naomi Hibino (Japão) e Tadashi Nishimatsu (Japão) – “Kokuho” – INDICADOS.


Kleber Mendonça Filho é o diretor de O Agente Secreto (2025), longa-metragem brasileiro protagonizado por Wagner Moura que perdeu para “Valor Sentimental” (Affeksjonsverdi: 2025) a estatueta de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2026

Em suma, a festa dos brasileiros pelo bicampeonato no Oscar foi adiada. Se ficamos tristes com o resultado da cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles, por outro lado devemos nos orgulhar de nosso país ter representantes entre os melhores do cinema mundial por dois anos consecutivos. Agora é torcer para que esse protagonismo da Sétima Arte nacional se repita o mais rapidamente possível.


Se bem que, infelizmente, não vislumbro novas conquistas (pelo menos não em premiações tão relevantes como Oscar, Cannes e Globo de Ouro) para o Cinema Brasileiro nos próximos dois ou três anos. O fato que leva a tal apontamento é que não há nenhum longa-metragem verde-amarelo de grande impacto sendo produzido neste momento ou que foi recém-lançado. Como vamos esperar novas conquistas do Brasil a curto prazo se não temos o que apresentar nos principais festivais cinematográficos internacionais, né?


De qualquer maneira, acredito que a vitória brasileira na Califórnia em março de 2025 com “Ainda Estou Aqui” e o destaque extremamente positivo de “O Agente Secreto” na festa de março de 2026 farão muito bem para nosso cinema. Vamos torcer para que os cineastas nacionais repitam os passos dos profissionais da Itália, França e Japão, que colecionam, respectivamente, 14, 12 e 5 estatuetas na categoria de Melhor Filme Internacional. Entretanto, para isso acontecer, temos que seguir evoluindo bastante em termos estruturais. E, como as próprias sessões cinematográficas nos provam diariamente, sonhar não custa nada, né?!


Até a próxima, pessoal!


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