• Ricardo Bonacorci

Livros: Os Vagabundos Iluminados - O romance budista de Jack Kerouac


Depois de realizar as viagens que deram origem aos relatos de “On The Road – Pé na Estrada” (L&PM Pocket), o seu livro de maior sucesso, Jack Kerouac começou a se interessar cada vez mais pelo budismo. Em 1954, o escritor norte-americano já sinalizava para os amigos mais próximos e para os familiares sua identificação com os princípios e as crenças da religião chinesa. Contudo, foi no ano seguinte que Kerouac embarcaria de vez na nova experiência mística. Em uma de suas noites de bebedeiras por São Francisco, ele conheceu o poeta e ensaísta Gary Snyder. Praticante de longa data da filosofia zen e do montanhismo, apaixonado pela cultura chinesa e ferrenho ativista ambiental, Snyder influenciou significativamente o novo amigo pelos caminhos da religiosidade oriental.


“Os Vagabundos Iluminados” (L&PM Pocket), o quarto romance semiautobiográfico de Kerouac que o Desafio Literário deste mês analisa no Bonas Histórias, narra justamente as viagens da dupla de escritores, até então desconhecidos, pelas montanhas dos Estados Unidos e pelo interior de suas almas. Como resultado prático dessa experiência, Jack Kerouac encontrou sentido para seu estilo de vida simples, anticapitalista, anticonsumista e mais próximo à natureza. Não à toa, essas eram as bandeiras levantadas com afinco por Gary Snyder. Assim, não é errado afirmarmos que o budismo caiu como uma luva para explicar a rotina e as aspirações do pai da Geração Beat.


No período retratado pelo livro, Kerouac morava em Mill Valley, na Califórnia, ora como vizinho de Snyder ora na mesma casa com o amigo. O romance descreve o período entre setembro de 1955 e setembro de 1956 quando a dupla se tornou inseparável e capitaneou um bando de jovens escritores que nutria admiração pelo budismo. Os amigos só se separaram quando Snyder viajou para o Japão, onde viveu por vários anos e inclusive se casou e teve filhos. Por causa dessa pegada budista, o grupo de literatos se autointitulava, segundo a publicação ficcional, de “Os Vagabundos do Dharma”. Esse é justamente o título do livro em Portugal (e no original em inglês - “The Dharma Bums”). Confesso que acho mais adequado a tradução do nome da obra portuguesa (“Os Vagabundos do Dharma”) do que a da brasileira (“Os Vagabundos Iluminados”). Quem leu o romance anterior de Jack Kerouac, “Os Subterrâneos” (L&PM Pocket), irá se lembrar que naquele livro o nome do grupo de amigos escritores de São Francisco que flertava com as drogas, com o álcool, com o sexo promíscuo e com a vagabundagem explícita era outro: os Subterrâneos.

“Os Vagabundos Iluminados” foi publicado em 1958, um ano após o lançamento estrondoso de “On The Road” e alguns meses depois de “Os Subterrâneos” (L&PM Pocket). Essa overdose de publicações de Jack Kerouac, dois livros no mesmo ano (1958), mostrava o tamanho do interesse do mercado editorial e do público leitor pelo trabalho do autor beat, transformado de repente em figura central da literatura norte-americana. Escrito velozmente, como era hábito de Kerouac, “Os Vagabundos Iluminados” é um típico road story. O livro começou a ser produzido em 26 de novembro de 1957 e já estava finalizado em 7 de dezembro daquele ano. Ou seja, foram necessárias apenas quatro semanas de trabalho. Se por um lado essa agilidade é impressionante, por outro lado parece uma eternidade – lembremos que “Os Subterrâneos” foi escrito em impressionantes três dias e três noites!


Utilizando-se da mesma técnica de produção dos romances anteriores, “On The Road” e “Os Subterrâneos”, Jack Kerouac digitou a história de “Vagabundos Iluminados” freneticamente em longos papéis de Telex. Assim, evitava a perda de tempo proveniente da troca constante das folhas na máquina de escrever. Com a agilidade conferida pelos papéis de Telex, o autor pôde dar vazão à sua técnica polêmica da escrita automática. Nela, ele escrevia o que vinha em sua cabeça, algo parecido a um fluxo de consciência do escritor.


Muitos críticos literários consideram esta obra, ao lado de “Visões de Cody” (L&PM Editores), como sendo o melhor trabalho de Jack Kerouac. Afinal, se as viagens transloucadas de “On The Road” soam hoje sem muito sentido (parecem fruto da vadiação inconsequente de jovens arruaceiros), as jornadas pelas montanhas dos Estados Unidos pelo menos tiveram o propósito de descoberta pessoal e espiritual por parte do narrador-protagonista (algo ainda muito em voga nos dias de hoje). Como narrativa e conflito dramático, “Os Vagabundos Iluminados” dá de goleada em “On The Road”, apesar de não ter se tornado um livro tão icônico quanto o anterior. Para completar, Japhy Ryder (personagem baseada em Gary Snyder) é uma figura muito mais interessante do que Dean Moriarty (personagem baseada em Neal Cassady).


Mesmo com a qualidade indiscutível de sua narrativa, “Os Vagabundos Iluminados” sofreu uma enxurrada de críticas logo que foi lançado. Os principais opositores à obra foram justamente quem praticava o budismo. Eles ficaram extremamente desconfortáveis com a forma como sua religião foi retratada por Jack Kerouac. Para muitos, o budismo do protagonista do livro era vazio conceitualmente e propenso a orgias. Até mesmo Gary Snyder chegou a declarar, anos mais tarde, que sua crença religiosa era bem diferente da descrita pelo amigo nas páginas do livro. Segundo o poeta e ensaísta, o budismo de “Os Vagabundos Iluminados” era misógino e bastante erotizado. Realmente, preciso concordar com ele. Foi essa a minha impressão durante a leitura.

Apesar das críticas recebidas pelos budistas, “Os Vagabundos Iluminados” foi um sucesso de vendas. Parte do público que ficou encantada com “On The Road” não pensou duas vezes na hora de comprar o novo lançamento do principal autor da Geração Beat. Até hoje, essa publicação é uma das mais famosas de Jack Kerouac, ao lado de “Big Sur” (L&PM Pocket), romance de 1962, e “Anjos da Desolação” (L&PM Editores), romance de 1965 que justamente oferece mais detalhes sobre as aventuras de Kerouac por Desolation Peak, a montanha de Washington onde ele trabalhou como vigia de incêndios (relato iniciado na parte final de “Os Vagabundos Iluminados”). Todos esses livros, porém, estão bem atrás de “On The Road”, um clássico da literatura do século XX, quando o assunto é popularidade e importância.


A história de “Os Vagabundos Iluminados” é narrada em primeira pessoa por Raymond Smith, um vagabundo metido a escritor. Com pouco mais de trinta anos, ele nasceu na Carolina do Norte, mas vive há algum tempo na Califórnia. Em setembro de 1955, quando a trama começa, Ray, como o protagonista é chamado por todos, mora em um chalé simples em Berkeley, cidade localizada na costa da baía de São Francisco. A residência é compartilhada com um amigo, Alvah Goldbook. Com pouco dinheiro no bolso, mas com um espírito para a aventura enorme, a personagem principal do romance gosta de viajar a esmo pelo país, conhecendo pessoas e lugares diferentes. Seu estilo de vida é o que podemos caracterizar como “inconsequentemente livre”.


Após entrar de maneira clandestina em um trem de cargas em Los Angeles, Ray Smith chega à Santa Mônica. Lá, ele passa a noite na praia, onde pode contemplar as estrelas e a natureza. No dia seguinte, o escritor-andarilho pede carona até alcançar São Francisco. Em Frisco, Ray perambula pelas ladeiras do município vadiando descompromissadamente. Certa noite, em um bar local, ele conhece Japhy Ryder, o líder de um grupo de poetas praticantes do budismo e do montanhismo. Em meio à bebedeira geral, Ryder e sua galera promovem um recital poético. Fascinado pela figura excêntrica de Japhy Ryder e por aquela experiência etílico-literária, Raymond, fã incondicional da vadiagem, das bebidas alcoólicas, da literatura, da estrada e do estilo de vida alternativa, considera aquela noite mágica. Por isso, ele se torna amigo do poeta-budista.

Nos dias seguintes, Ray Smith e Japhy Ryder viram uma dupla inseparável. O fato de morarem muito próximos em Berkeley só contribui para intensificar ainda mais a relação dos dois. O que Ray mais admira em Japhy é sua maneira serena e leve de encarar a vida. Adepto do budismo, leitor voraz, apaixonado pela simplicidade cotidiana, admirador da cultura chinesa, vegetariano, promotor do amor livre, amante da natureza, anticonsumista/antimaterialista, praticante da meditação, solidário e montanhista experiente, Japhy Ryder ensina diariamente ao deslumbrado Ray os conceitos de sua filosofia de vida e de suas crenças religiosas. Em outras palavras, a dupla exerce os papéis de mestre e de pupilo. Apesar de Ryder ser oito anos mais jovem do que Smith, é ele quem atua como mestre do narrador-protagonista da trama.


Em uma das mais marcantes experiências até então vividas, Raymond acompanha Japhy Ryder e Henry Morley, um amigo de longa data de Japhy, na escalada ao Matterhorn Peak, o pico mais alto de Sierra Nevada, a cadeia montanhosa da Califórnia. A subida e a descida da montanha transformam Ray em um ser humano mais completo e íntegro, segundo suas palavras. A partir dessa viagem, a personagem principal do romance enxerga um novo sentido para sua existência e para as jornadas que realiza pelo país.


“Os Vagabundos Iluminados” possui 256 páginas, que estão divididas em 34 capítulos. Precisei de dois dias para concluir integralmente sua leitura. Devo ter gastado algo em torno de nove a dez horas para percorrer todo o conteúdo dessa obra. Dos livros de Jack Kerouac que li até agora, esse foi o que mais me agradou.


O que torna esse romance tão interessante é a quebra de expectativa. Quando li a primeira cena, de Ray Smith pulando no trem de carga para viajar de graça pela Califórnia, pensei: “Lá vem mais uma história de um jovem vagabundo que viaja a esmo pelos Estados Unidos”. Porém, o que vemos na sequência é uma admiração genuína do narrador pelo excêntrico Japhy Ryder. Daí seu mergulho pelo budismo e sua investida pelo montanhismo solitário não são apenas verossímeis como são também bastante contagiantes. Enfim, temos uma trama de Kerouac com algum sentido lógico - até agora estou buscando os motivos para as intermináveis viagens de Sal Paradise e Dean Moriarty em “On The Road” e das revoltas de Joe, Francis, Peter e Elisabeth Martin com seus pais tão zelosos em “Cidade Pequena, Cidade Grande” (L&PM Pocket). Com exceção do ótimo “Os Subterrâneos”, as histórias de Kerouac tinham me parecido até aqui extremamente banais: fuga da realidade (escapismo) de jovens que não queriam adentrar de jeito nenhum no mundo adulto (com as responsabilidades e as obrigações que tal transição exigia).

Adicionado pela primeira vez na literatura de Jack Kerouc neste livro, o elemento religioso/místico de “Os Vagabundos Iluminados” confere maior força à sua narrativa e dá sentido ao conflito psicológico-existencialista da personagem principal. Se antes a vida largada de Raymond Smith parecia intuitivamente correta para si, sem que ele soubesse o porquê, ao conhecer Japhy Ryder ele pôde entender a lógica por trás da vida simples e espiritualmente profunda. Surgia, assim, um novo homem, mais completo e conhecedor da verdadeira natureza humana. Como romance de formação, temos aqui uma obra sensível e bonita. Por isso, gostei tanto dessa publicação. A inserção do componente religioso era o tempero que faltava para deixar a receita narrativa do escritor norte-americano no ponto certo.


Ao lado de uma narrativa mais lógica, temos o estilo literário que caracterizou Kerouac em seus principais trabalhos: uso de sua biografia para ilustrar uma trama ficcional, frases longuíssimas, narração em primeira pessoa, fascínio do protagonista por um amigo subversivo socialmente, intermináveis viagens pelo país, exaltação à cultura beat (ou seria os primórdios do movimento hippie, hein?), mergulho no universo das personagens masculinas e intertextualidade cultural. Além disso, continuamos assistindo ao desprezo pelo capitalismo, pelo dinheiro, pelo casamento, pelas profissões tradicionais, pelo sexo monogâmico e pela relação sadia com as mulheres. Ou seja, quanto à estética narrativa de Kerouac, não temos qualquer novidade neste livro. Se bem que em termos estilísticos, “Os Subterrâneos” é melhor do que “Os Vagabundos Iluminados”. A viagem psicológica do romance anterior é uma experiência literária mais profunda e punk.


Por falar em estética e em estilo, precisamos comentar a técnica da escrita automática desse autor. Infelizmente, o jeito frenético e compulsivo de Jack Kerouac em produzir seus livros traz alguns problemas. O maior deles é a falta de homogeneidade para a qualidade das obras. Mesmo sendo uma ficção muito boa, “Os Vagabundos Iluminados” padece de muitos altos e baixos, que poderiam muito bem ter sido superados com uma edição mais minuciosa ou com uma produção mais atenta (elementos esses inconcebíveis para a técnica da escrita automática). O escrever rápido e intenso de Kerouac sempre cobrou seu preço. Querendo ou não, a literatura de excelência exige o reescrever de suas tramas inúmeras vezes até elas ficarem no ponto certo – algo que o principal escritor beat nunca se preocupou em fazer. Assim, temos um romance com algumas partes ótimas, mas também com algumas partes lamentavelmente horríveis.


As cem primeiras páginas de “Os Vagabundos Iluminados” talvez sejam as melhores que Kerouac já produziu em sua carreira. A história tem ação, ritmo, reflexões filosóficas interessantes (apesar de muitas vezes rasteiras), ótimas personagens, um conflito rapidamente identificável e cenas memoráveis. Para completar o quadro, ainda há o charme das viagens malucas pelos Estados Unidos que só Jack Kerouac consegue retratar tão bem. Porém, quando chegamos à metade do livro, a história simplesmente para de avançar e se torna muito repetitiva. Praticamente vemos as mesmas cenas da parte inicial, agora com situações banais (sem importância nenhuma para o leitor) e diálogos fraquíssimos, principalmente quando as personagens estão bêbadas (se já é chato ouvir as conversas de gente bêbada na vida real, imagina acompanhá-las na literatura?!). Além disso, a filosofia existencialista proposta por Japhy Ryder perde o ar de novidade e se torna previsível. Por mais que tentasse, Jack Kerouac não era um Albert Camus para produzir romances existencialistas profundos. É uma pena esse descambar da parte final. Se o livro tivesse terminado na metade (ou na página 100, 110), ele teria ficado perfeito.

Além da intertextualidade cultural que já é tradicional nos livros de Kerouac (literatura, cinema, música, teatro, televisão) temos em “Os Vagabundos Iluminados” referências a novos campos sociais: religião, aventuras/aventureiros, naturalismo, botânica, geologia, etc. Esse expediente deixa a obra mais interessante (na edição da L&PM Pocket, a maioria dessas citações possui notas explicativas de rodapé).


Outro ponto positivo desse romance está na construção de suas personagens. Elas são muito melhores do que as dos livros anteriores do autor (exceção feita, obviamente, a incrível Mardou Fox em “Os Subterrâneos”). À título de comparação, Ray Smith (tenta se manter em abstinência sexual enquanto seus amigos praticam orgias na sua frente; quer evoluir espiritualmente, mas não consegue largar o vício da bebida alcoólica; e adora os amigos, mas despreza a família) é muito mais interessante do que Sal Paradise (um zé mané que não sabe o que quer da vida); e Japhy Ryder (alguém que busca na meditação, na natureza e na simplicidade os alimentos da alma, no conhecimento o desenvolvimento da mente e no sexo tórrido a cura dos desejos do corpo) é um milhão de vezes mais fascinante do que Dean Moriarty (um delinquente juvenil egoísta e hedonista).


Ao tratarmos das personagens, é importante salientar a relação das figuras reais com as fictícias. Se Jack Kerouac é nitidamente Ray Smith e Gary Snyder é indiscutivelmente Japhy Ryder, outras associações não são tão nítidas. Por exemplo, Allen Ginsberg é Alvah Goldbook, enquanto Neal Cassady é agora Cody Pomeray. E John Montgomery é o hilário Henry Morley. Vale a pena citar que Gary Snyder já tinha aparecido rapidamente em uma cena de “Os Subterrâneos”, só que com outro nome. Isso é uma das práticas de Jack Kerouac – seus amigos adquirem normalmente nomes diferentes de um romance para outro. Por exemplo, Neal Cassady foi Dean Moriarty em “On The Road”, Leroy em “Os Subterrâneos” e Cody Pomeray em “Os Vagabundos Iluminados”.


O próximo livro de Jack Kerouac que será comentado no Desafio Literário deste mês é “Big Sur” (L&PM Pocket). Publicado em 1962, este romance narra a experiência de seu autor em passar alguns dias em uma cabana isolada da sociedade e sem eletricidade no alto de uma colina na Califórnia. O post sobre “Big Sur” estará disponível no Bonas Histórias na próxima quarta-feira, dia 22. Continue acompanhando no blog o estudo sobre a literatura de Jack Kerouac, um dos mais idolatrados autores norte-americanos do século XX.


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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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