Bonas Histórias

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 40 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

  • Marcela Bonacorci

Dança: K-Pop - O estilo e as características da música e da dança Pop da Coreia do Sul

Conheça a história e os detalhes da febre músico-dançante chamada K-Pop, gênero sul-coreano que arrebatou a juventude nos quatro cantos do planeta.

Música e Dança K-Pop

Se você está conectado às redes sociais e adora ver videoclipes ou vídeos de coreografias certamente já conhece o K-Pop. O estilo musical e dançante da Coreia do Sul vem dominando o mundo nos últimos anos e virou febre principalmente entre o público mais novo. Hoje, a coluna Dança fará uma viagem especial até as terras orientais para conhecer um pouco mais da modalidade tipicamente coreana de música e dança. A ideia é falarmos da origem, das características e de algumas curiosidades do onipresente e do moderníssimo K-Pop. Vamos juntos nessa jornada? Se esse ritmo ainda não tiver conquistado seu coraçãozinho (seus ouvidos e suas perninhas), quem sabe até o final desse post do Bonas Histórias você não terá se tornado mais um(a) K-Popper, hein? Esse é o termo utilizado para se referir aos fãs do gênero, que crescem a cada dia em velocidade absurda.


O K-Pop é a sigla de Korean Pop, estilo pop da Coreia. Esse ritmo musical-dançante surgiu na Coreia do Sul na década de 1990. Naquela época, o continente asiático atravessava grave crise financeira e o governo de Seul resolveu investir pesado na sua indústria cultural. A proposta era impulsionar o turismo e, principalmente, aquecer a produção artístico-cultural do país. A meta era tornar a cultura sul-coreana um novo item de exportação. Seguindo a linha do soft power, o mundo precisava conhecer e admirar a cultura coreana. Pelo menos esse era o pensamento das autoridades políticas da Coreia do Sul. Esse movimento ficou conhecido como Hallyu, a Onda Coreana, e envolveu várias áreas culturais e artísticas da nação como música, cinema, gastronomia, televisão, literatura, língua e moda. É interessante notar que há países por aí que investem sem medo na indústria cultural e colhem os frutos do trabalho bem-feito. Enquanto outros....


O investimento da Coreia do Sul no setor artístico foi grande nas últimas três décadas, mas o resultado colhido nos últimos anos foi muuuuito maior. Houve um aumento considerável de turistas no país, por exemplo. As novelas coreanas, chamadas de K-Dramas, Korean Dramas ou doramas, se popularizaram, receberam investimentos altíssimos da Netflix e são sucessos de audiência nos quatro cantos da Terra. Em fevereiro de 2020, “Parasita” (Gisaengchung: 2019), filme de Bong Joon Ho, conquistou quatro estatuetas do Oscar. Além de vencer nas categorias de melhor filme internacional, melhor roteiro original e melhor direção, o longa-metragem sul-coreano surpreendeu ao papar o prêmio principal da indústria norte-americana de cinema como melhor filme daquela temporada. Foi a primeira vez na história que uma produção de fora dos Estados Unidos superou os títulos hollywoodianos. Em agosto de 2020, a banda BTS bateu um recorde musical de longa data. Em um mercado fonográfico dominado por artistas de língua inglesa, os meninos sul-coreanos se tornaram o primeiro grupo musical desde os Beatles a ter três álbuns no topo da Billboard em menos de um ano. Portanto, não é errado pensarmos que, nesse momento, o planeta está vendo, ouvindo e dançando ao ritmo coreano.

Dança K-Pop

O primeiro grupo a se destacar no K-Pop foi o Seo Taiji and Boys. Em 1992, o trio de adolescentes formado por Seo Taiji, Yang Hyun-suk e Lee Juno fez uma memorável apresentação na televisão local. O sucesso da jovem banda foi imediato. A partir daí, eles ganharam mais e mais popularidade e, como consequência, influenciaram o surgimento de grupos semelhantes que estavam ávidos para surfar naquela promissora onda. Estava plantada a semente do K-Pop que germinaria rapidamente na Coreia no final do século XX, mas que demoraria ainda alguns anos para ultrapassar as fronteiras da península. O primeiro mercado externo que foi conquistado pelo som do K-Pop foi, obviamente, o asiático nos primeiros anos do século XXI. Só na década passada o restante do mundo passou a olhar e a curti-lo com mais força. Atualmente, esse gênero musical tão marcante movimenta muito dinheiro, sendo uma relevante fonte de renda da Coreia do Sul.


Agora vamos conhecer melhor quais são as características do K-Pop e, quem sabe assim, entender por que ele faz tanto sucesso. A melhor definição que penso para esse ritmo seria de um gênero que mistura vários estilos musicais. Se fosse Oswald de Andrade que estivesse escrevendo esse post da coluna Dança, na certa ele diria que o K-Pop é um movimento antropofágico da música sul-coreana moderna. Se fosse um(a) astrônomo(a) que produzisse esse texto para o Bonas Histórias, na certa ele(ela) diria que essa modalidade é como um buraco negro, que absorve todas as referências culturais que estão ao seu redor. Contudo, como sou eu mesma quem está tecendo essas linhas, digo que o K-Pop apropria-se de grande parte dos elementos audiovisuais da cultura Pop. Ele usa a linguagem dos videoclipes, os efeitos luminosos das placas publicitárias, os sons caóticos das grandes cidades, os figurinos extravagantes dos estilistas mais descolados e as coreografias ousadas dos dançarinos contemporâneos. Não à toa, esse conjunto estético e estilístico prende a atenção de quem ouve e de quem assiste às bandas do K-Pop.


É importante também dizer que esse estilo inovou na forma de se fazer música. A partir da mescla de ritmos como Pop, Hip Hop, Jazz, Rock e Música Eletrônica, o K-Pop deu origem a um tipo de som diferenciado e, ao mesmo tempo, cativante. A dança também tem um papel importante no contexto geral das apresentações das bandas sul-coreanas. Afinal, ninguém consegue cantar ou ouvir esse gênero parado. Os cantores (e a plateia) costumam entoar as canções dançando de maneira sincronizada. Por isso, é muito difícil pensar no K-Pop sem concebê-lo como sendo a união natural e harmônica de música e dança.

Dança K-Pop

Assim como nas composições musicais, a dança do K-Pop também mistura passos e expressões corporais de outras modalidades. Ao batermos os olhos em suas coreografias, reconhecemos imediatamente a influência do Hip Hop e do Jazz, por exemplo. Porém, o que chama mais a atenção é a energia contagiante e a animação dessa modalidade. As coreografias do K-Pop são marcantes, sincronizadas e universais. Cada música tem uma coreografia própria que é repetida fielmente mundo à fora conforme foi apresentada pela banda que a executa.


Mas, então, por que será que essa mistura de estilos dançantes deu tão certo e prende tanto a atenção de quem assiste?! As coreografias são elaboradas visando a apresentação em shows. E não é só isso. Todos os dançarinos têm que ter o mesmo destaque. No K-Pop, não há enfoque em ninguém nem destaque individuais para um ou outro artista (algo bem típico da cultura oriental). Para que isso ocorra na prática, a sequência de passos é pensada para ser o mais dinâmica possível, com todos os integrantes da banda se movimentando constante e freneticamente no palco. Se você tentar acompanhar apenas um dançarino, seu olhar não vai conseguir ficar parado. As movimentadas coreografias trabalham toda a possibilidade de dimensão que o corpo pode ocupar no espaço. E sem perceber, quem estiver assistindo à apresentação acaba dançando junto com o olhar, que vai se mexendo por todo o palco junto com os músicos/dançarinos.


A dança do K-Pop, como já adiantei, foi fortemente influenciada por outras modalidades. Ela apresenta movimentos conhecidos do Street Dance, Pop, Stiletto, Eletrônico e Hip Hop, mas traz uma abordagem estilística e sequências de passos diferentes. Dessa combinação de estilos, com sequências dinâmicas e inovadoras, surgiu a dança do K-Pop. Sua característica mais marcante, você vai perceber logo de cara, é a divisão de movimentos dos membros inferiores e superiores. Os passos exigem muita coordenação motora. Os movimentos de tronco, braços e pernas são bem dissociados. E, dessa maneira, nenhuma parte do corpo do dançarino consegue ficar parada (o que caracteriza também um excelente exercício aeróbico). O K-Pop exige movimentos bem precisos, pois há vários detalhes que precisam ser considerados pelos dançarinos. Muitas vezes, um único movimento, por exemplo o mexer de um dedo da mão, já faz toda a diferença para a coreografia e para o efeito que se deseja dar. E claro, toda essa complexidade é pensada para acompanhar as batidas e o conteúdo das letras das músicas.

Dança K-Pop

Então deve ser muito difícil dançar o K-Pop, você deve estar pensando. Aí está a sacada genial que transformou esse ritmo em febre mundial entre a juventude contemporânea. Invariavelmente, as coreografias dessa modalidade trazem trechos mais simples e com passos mais fáceis para serem executados pelo público amador ou pelos iniciantes no K-Pop. A ideia é que cada música possa ser praticada por dançarinos de diferentes níveis. Se você é um(a) novato(a), conseguirá dançar uma parte da canção. Se já tiver um pouco mais de experiência, na certa poderá fazer mais passos. E se for um veterano(a), conseguirá dançar a música inteira. Confesso que não conheço outra modalidade de dança que tenha essa característica tão disseminada. Na certa, tal particularidade do K-Pop foi uma manobra acertada de Marketing que permite aos K-Poppers repetirem as coreografias independentemente do nível que eles têm na dança.


Inicialmente, a dança do K-Pop atraiu mais os adolescentes, ávidos por repetir os movimentos de suas bandas favoritas. Hoje, podemos dizer que essa modalidade já alcança várias gerações e as mais diferentes faixas etárias. É incrível notar o quanto esse ritmo vem conquistando homens e mulheres de todas as idades e das várias partes do mundo. Não por acaso, esse público mais velho parece ter descoberto, nos últimos anos, o charme e a energia contagiante das músicas sul-coreanas. Entretanto, ainda temos o predomínio de gente jovem entre os praticantes da modalidade. Digo isso a partir do perfil de alunos que tenho nas aulas de K-Pop na Dança & Expressão, a minha escola de dança em São Paulo.


Por falar nisso, acho legal comentar o quanto a moçadinha se desenvolve nessas aulas de dança. O K-Pop é excelente para tirar os jovens do sedentarismo, para mostrar a importância do exercício aeróbico, para melhorar a coordenação motora e, principalmente, para que eles se sociabilizem. Como as coreografias são em grupo, os dançarinos precisam fazer amizade com os colegas. Assim, eles interagem uns com os outros tanto na hora da dança quanto depois das aulas. Por isso, a dança do K-Pop é uma excelente prática para os mais tímidos se soltarem. A frase que mais ouço dos pais dos alunos na Dança & Expressão é: “Depois que meu(minha) filho(a) começou a fazer K-Pop, acho que ele(a) se desinibiu, está mais sociável, fala mais e interage mais com os outros fora de casa”.

Música K-Pop

Falando agora das músicas do K-Pop, elas misturam trechos na língua coreana e trechos na língua inglesa. Dessa maneira, as canções conseguem agradar aos dois tipos de público da modalidade: os jovens sul-coreanos e os jovens ocidentais. Os grupos do K-Pop têm uma característica bem peculiar que os difere muito dos grupos musicais dos outros países. Normalmente, as bandas coreanas não têm um líder entre seus integrantes, aquela pessoa que se destaca nos shows e monopoliza às atenções dos fãs e às menções da imprensa. Os grupos do K-Pop possuem vários artistas em seu elenco e todos possuem papel e participação similares. Ao assistir aos videoclipes ou aos shows dessa modalidade, você irá perceber rapidamente que os artistas cantam e dançam de forma idêntica. Essa homogeneidade coreográfica ajuda o público a memorizar e a repetir os passos vistos nas telas e nos palcos.


O K-Pop abrange, à princípio, boa parte dos gêneros da música popular sul-coreana. Mais recentemente, esse estilo abraçou as formas mais modernas da música Pop da Coreia do Sul e do Ocidente. Dessa maneira, o ritmo continua preservando as tradições musicais do país e, ao mesmo tempo, abre-se cada vez mais para as novidades contemporâneas e universais. O K-Pop tem sua origem na música tradicional sul-coreana, o Gayo, ou Pop Gayo. Nos últimos anos, ele incorporou elementos do Pop Norte-americano, das Músicas Latino-americanas e das Melodias Japonesas. Sem dúvida, essa grande mistura estilística tornou o K-Pop um estilo mais marcante, global, midiático (feito para transmissões na TV e na Internet e para apresentações em grandes shows) e, acima de tudo, comercial.


Anualmente, são lançados mais de 100 novos artistas do K-Pop, os idols como eles são normalmente chamados. Para fazer parte desse mercado tão competitivo e de identidade sonora e visual tão marcantes, há um longo processo de treinamento. A preparação dos músicos pode levar anos (lembre-se que eles precisam cantar e dançar com grande competência, o que não é fácil de ser alcançado). Há empresas que trabalham exclusivamente na formação dos artistas do K-Pop. Os idols passam por horas e horas, dias e dias, semanas e semanas, meses e meses de ensaios de canto e de dança. É preciso chegar ao nível de excelência que estamos acostumados a ver nas apresentações. Além disso, eles aprendem a como atuar no palco e a como se comportar diante das câmeras. Há várias regras de comportamento e de discurso, que precisam ser respeitadas por TODOS. Os idols fazem dietas rigorosas, tem o uso do celular limitado e são proibidos até mesmo de namorar durante o período de preparação ou de lançamento dos álbuns. Esse processo que antecede ao lançamento comercial de uma banda é chamado de pré-debut.

Concluída a fase de treinamento e de pré-lançamento das canções, os jovens cantores que conseguem alcançar destaque podem, enfim, debutar na fama musical. Entretanto, quanto maior o sucesso alcançado, maiores são os esforços adicionais de capacitação e de dedicação. Os idols precisam continuar investindo em suas habilidades musicais e dançantes e em novas ações de Marketing. Só assim vão conseguir se destacar das bandas rivais e alcançar milhões de fãs na Coreia do Sul e nos demais países.


A Internet e, principalmente, as redes sociais foram/são as grandes disseminadoras do K-Pop em âmbito local e internacional. As bandas sul-coreanas passaram a dominar as plataformas de streaming e suas músicas são consumidas avidamente no mundo inteiro. Se você está curioso(a) para ouvir um pouco dessa música, fiz uma seleção das principais bandas do K-Pop que estão bombando. Com essa seleção de artistas, você iniciará nesse universo com o pé direito e poderá se tornar um(a) legítimo(a) K-Popper. A seguir, vão dez bandas de destaque. Confira:


1 – BTS


Já citamos essa banda hoje. Ela tem sete integrantes (Suga, J-Hope, V, Jin, Jimin, RM e Jungkook), foi lançada em 2013 e lidera atualmente o K-Pop no quesito audiência, visibilidade, vendas e premiações. Não por acaso, o BTS é um dos grupos mais famosos desse estilo e se tornou mundialmente conhecido. Nos últimos anos, eles ganharam os seguintes prêmios e menções honrosas: 1º lugar na lista da Forbes Korea Power Celebrity em 2018; 1º lugar na Parada de Álbuns Mundiais da Billboard por várias semanas, como já falado nesse post; 1ª posição no iTunes com o álbum “Wings” em 26 países; certificado de ouro pela Recording Industry Association of America; e Prêmio de Artistas do Ano no Korean Music Awards (espécie de Grammy sul-coreano).


Diferentemente de outras bandas do K-Pop, o BTS tem uma postura mais ousada em relação às rígidas normas de conduta do governo local. O grupo aborda temas polêmicos em suas letras e em suas entrevistas, como direitos LGBTQ+, bullying e saúde mental (assuntos delicadíssimos em uma sociedade tão conservadora quanto a dos países orientais). Por isso, os integrantes do BTS são também conhecidos como representantes da “Consciência Social do K-Pop”.


2 – Blackpink


Formada por quatro mulheres (Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa), o Blackpink é o principal grupo feminino do K-Pop da atualidade com milhões de seguidores na plataforma Spotify e com milhões de visualizações no YouTube. Essa banda já ganhou importantes prêmios e conquistou recordes relevantes. Por exemplo, ela está no livro Guinnes World Records com o videoclipe mais visto nas primeiras 24 horas de lançamento.


3 – Twice


Esse grupo, também feminino, foi formado em 2015 (por Nayeon, Momo, Jeongyeon, Sana, Mina, Jihyo, Chaeyoung, Dahyun e Tzuyu) no reality show “Sixteen”. O primeiro grande sucesso foi a música “Cheer Up”, reconhecida como a Canção do Ano nos prêmios Melon Music Awards e Mnet Asian Music Awards. O Twice fez grande sucesso no Japão e conquistou, em 2017, o terceiro lugar como Melhor Artista na Billboard japonesa.


4 – EXO


Banda lançada, em 2012, inicialmente com 12 integrantes e hoje com nove músicos (Suho, Chen, Baekhyun, Chanyeol, Lay, Kai, Sehun, Xiumin e D.O.). Suas canções misturam coreano e mandarim. O primeiro álbum, “XOXO”, teve grande sucesso e ultrapassou a marca de 1 milhão de cópias vendidas, feito até então nunca atingido por uma banda de K-Pop. Os outros três álbuns do EXO, lançados nos três anos seguintes, conquistaram o mesmo êxito. Dessa forma, os integrantes do grupo foram os únicos artistas sul-coreanos a conquistar o título de “quadruple million seller”. Como curiosidade, os ingressos para a primeira turnê da banda se esgotaram em 1,47 segundo e para a terceira turnê levaram 0,2 segundo para terminar.


5 – Seventeen


Essa banda se formou ao longo de algumas temporadas do reality show 17TV. Nesse programa, os fãs acompanharam a escolha dos integrantes do Seventeen. São ao todo treze integrantes (Woozi, Jeonghan, DK, Joshua, Seungkwan, S.Coups, Mingyu, Wonwoo, Vernon, Hoshi, The8, Jun e Dino). O álbum de estreia do Seventeen, “17 Carat”, alcançou a 9ª posição na lista do Billboard’s World Album já na primeira semana de lançamento. Em 2019, o terceiro álbum da banda, “Na Ode”, se consagrou como o melhor álbum de K-Pop segundo a Billboard.


6 – NCT


NCT é a abreviação para Neo Culture Technology. O número de integrantes da banda é ilimitado. A ideia do grupo é ter subunidades em diferentes cidades do mundo. No momento, há três versões na Coreia do Sul e uma na China.


7 – Red Velvet


Outra banda totalmente feminina (e constituída por Seulgi, Irene, Wendy, Joy e Yeri), o Red Velvet foi lançado em 2014 e alcançou sucesso mundial. O grupo foi eleito a banda de K-Pop mais popular do mundo por publicações como a revista Time e a Billboard. O Red Velvet tem uma base de fãs majoritariamente feminina e conseguiu influenciar positivamente o público adolescente. As cantoras do grupo são responsáveis por transformar a imagem passiva das mulheres sul-coreanas (o país oriental é um dos mais machistas do mundo).


8 – SHINee


Grupo formado atualmente por quatro integrantes (Minho, Taemin, Onew e Key – Jonghyun faleceu em dezembro de 2017), o SHINee tinha como objetivo ser referência na moda, na dança e em outras áreas culturais. E ele conseguiu! Já no primeiro ano de lançamento, a banda criou o que a imprensa local chamou de “Shinee Trend”, um estilo visual e de vestuário que é seguido avidamente pelos jovens sul-coreanos até hoje.


9 – Mamamoo


Banda formada por quatro integrantes femininas (Solar, Whee In, Moon Byul e Hwa Sa), o Mamamoo surgiu em 2014. O grupo se destacou desde o início pela mistura original de Jazz e Música Retro e pelos seus incríveis vocais. Todas as integrantes do Mamamoo possuem carreiras solo bem-sucedidas. Esse foi o segundo grupo musical sul-coreano a fazer parte da lista Billboard’s World Digital Song Sales.


10 – ATEEZ


Lançada em 2018, essa banda tem atualmente oito integrantes (Seonghwa, Yunho, Hongjoong, Yeosang, Mingi, San, Wooyoung e Jongho). Curiosamente, o ATEEZ estourou primeiramente fora da Coreia do Sul e só depois se tornou conhecido nacionalmente. Com apenas quatro meses de estreia, o grupo fez uma concorrida turnê internacional. Foram 17 shows com ingressos esgotados em todos os países visitados. A turnê passou por Austrália, Estados Unidos e dez países europeus.


Deu para ficar com um pouquinho de vontade de ouvir e de dançar o K-Pop, não é?! Você agora é praticamente um K-Popper e pode começar a treinar para debutar como se fosse um dos novos idols. Então, aumente o som e bora dançar!!! No mês que vem, voltarei com mais uma matéria exclusiva da coluna Dança, meu espaço (e de todos os dançarinos) no Bonas Histórias. Até a próxima!


Dança é a coluna de Marcela Bonacorci, dançarina, coreógrafa, professora e diretora artística da Dança & Expressão. Esta seção do Bonas Histórias apresenta mensalmente as novidades do universo dançante. Gostou deste conteúdo? Não se esqueça de deixar seu comentário aqui. Para acessar os demais posts sobre este tema, clique na coluna Dança. E aproveite também para nos acompanhar nas redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn.

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