• Ricardo Bonacorci

Livros: Morangos Mofados - A obra-prima de Caio Fernando Abreu

Clássico da literatura brasileira, a coletânea de contos mais famosa de Caio Fernando Abreu foi publicada em 1982.

Morangos Mofados é a coletânea de contos de Caio Fernando Abreu

No último final de semana, reli “Morangos Mofados” (Companhia das Letras), o livro mais célebre de Caio Fernando Abreu. Integrante da Literatura Marginal, exímio contista e adepto da Contracultura, Abreu destacou-se entre o final da década de 1970 e a metade dos anos 1990 como um dos grandes escritores brasileiros de sua geração. Não à toa, ele venceu por três vezes o Prêmio Jabuti na categoria das coleções de narrativas curtas. Curiosamente, “Morangos Mofados” não angariou nenhuma premiação relevante do nível do Jabuti. Contudo, essa coletânea de contos foi saudada pela crítica literária como uma das obras mais marcantes da literatura brasileira do final do século XX. Com textos profundamente melancólicos, estilo confessional, prosa existencialista, narrativas que emulam o fluxo de consciência, tramas com alto teor homoafetivo e pegada fortemente visceral, esse título representou uma lufada de novidade criativa na ficção contemporânea nacional.


Quarto livro de contos de Caio Fernando Abreu, “Morangos Mofados” foi publicado em 1982, quando seu autor tinha apenas 34 anos. Essa obra foi escrita ao longo dos três anos anteriores. O conto que empresta o nome à coletânea, por exemplo, foi produzido no segundo semestre de 1979. Eleito por muitos críticos literários como o melhor título ficcional de 1982, “Morangos Mofados” foi revisado pelo autor em 1994, dois anos antes de falecer. Assim, depois de 1995, toda nova edição desse livro já vem com alterações em sua forma. Segundo Abreu, “Nada em seu conteúdo ou estrutura foi modificado, mas a pontuação foi retrabalhada, novos parágrafos foram abertos ou eliminados etc.”.


Nascido no interior do Rio Grande do Sul em 1948, Caio Fernando Abreu viveu a maior parte da vida em Porto Alegre. Na capital gaúcha desde os 15 anos, estudou Letras e Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas largou ambos os cursos para trabalhar como jornalista. Nas redações da imprensa, atuou por vários anos nos principais jornais (Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo) e revistas do país (Veja e Manchete). Nas décadas de 1970, 1980 e 1990, o jornalista-escritor (ou seria escritor-jornalista?!) morou também em Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Caio Fernando Abreu - Livro Morangos Mofados

A literatura entrou cedo na rotina do jovem Caio Fernando. Para ser mais preciso, suas primeiras produções literárias remontam aos tempos da adolescência. Ele era ainda menor de idade em Porto Alegre quando publicava contos nas principais revistas do país. Seu romance de estreia, “Limite Branco” (Agir), foi lançado em 1970, mas foi escrito entre 1966 e 1967, quando o escritor tinha apenas 18 anos. Ainda em 1970, foi publicado a primeira coletânea de contos de Abreu, “Inventário do Irremediável” (Sulinas). Essa obra marcou o início da trajetória de um dos mais brilhantes e originais contistas brasileiros.


Ao lado de “Morangos Mofados”, os livros mais famosos de Caio Fernando Abreu são: "O Triângulo das Águas" (Agir), de 1983, “Os Dragões Não Conhecem o Paraíso" (Nova Fronteira), de 1988, e "Ovelhas Negras" (L&PM Pocket), de 1995. Todos esses títulos, vale aqui a menção, são coleções de narrativas curtas. Mais recentemente, a Companhia das Letras lançou “Contos Completos”, coletânea que reúne de forma integrada todos os contos do autor.


Homossexual assumido em uma época em que o normal era permanecer dentro do armário e adepto da contracultura (apologia às drogas, às bebidas e ao sexo livre), Caio Fernando Abreu foi, obviamente, perseguido pela Ditadura Militar. Os milicos de ontem e de hoje têm ojeriza a tudo aquilo que foge da cartilha convencional da família tradicional cristã (seja lá o que isso signifique realmente!). Em 1994, o escritor gaúcho anunciou que tinha contraído o vírus HIV. Dois anos depois, ele faleceu vítima da AIDS. Ou seja, há 27 anos, o Brasil perdia uma de suas vozes mais reacionárias. Além de contos, sua grande especialidade, Caio Fernando Abreu deixou como legado romances, poemas, peças, crônicas e cartas, muitas cartas (ele era fanático pela comunicação epistolar).


“Morangos Mofados” é uma coletânea com 18 narrativas curtas. O livro está dividido em três partes: (I) “O Mofo”, (II) “Os Morangos” e (III) “Morangos Mofados”. Na seção inicial, “O Mofo”, temos nove contos: (1) “Diálogo”, (2) “Os Sobreviventes”, (3) “O Dia em que Urano Entrou em Escorpião”, (4) “Pela Passagem de Uma Grande Dor”, (5) “Além do Ponto”, (6) “Os Companheiros”, (7) “Terça-feira Gorda”, (8) “Eu, Tu, Ele” e (9) “Luz e Sombra. Na segunda parte, “Os Morangos”, são mais oito tramas: (10) “Transformações”, (11) “Sargento Garcia”, (12) “Fotografias”, (13) “Pera, Uva ou Maçã”, (14) “Natureza Viva”, (15) “Caixinha de Música”, (16) “O Dia em que Júpiter Encontrou Saturno” e (17) “Aqueles Dois”. E a seção final, “Morangos Mofados”, possui apenas um conto, que é homônimo tanto ao título dessa parte final da coletânea quanto ao título do livro como um todo.

Livro Morangos Mofados de Caio Fernando Abreu

A edição da obra que li dessa vez é da Companhia das Letras. Ela foi publicada no final do ano retrasado e tem o prefácio de José Castello, escritor e crítico literário carioca. Em suas páginas, Castello comenta a importância de Caio Fernando Abreu para a literatura brasileira contemporânea, o estilo da escrita do autor gaúcho, a força das narrativas de “Morangos Mofados” e a relevância desse título. Há cerca de oito ou nove anos, eu li outra versão do livro, mais antiga e lançada pela Agir em 2005. Naquela oportunidade, o prefácio é um texto de Heloísa Buarque de Holanda publicado originalmente no Jornal do Brasil em 1982. Há ainda uma introdução de Caio Fernando Abreu desenvolvida em 1995 em que ele narra rapidamente as diferenças da edição da década de 1990 para a edição original dos anos 1980. No fim dessa publicação, ainda temos uma carta que Abreu enviou para o amigo e jornalista José Márcio Penido. Nela, o escritor gaúcho escancara os autores que o influenciaram e comenta rapidamente o processo de criação do conto “Morangos Mofados”.


Essa coletânea de contos tem 192 páginas. Levei pouco mais de três horas para concluir integralmente a leitura de “Morangos Mofados”. Até dá para ler essa publicação em uma única tarde ou em apenas uma noite. Quem têm mais fôlego literário, saiba que dá também para percorrer as 18 narrativas em um fôlego só. Eu preferi, contudo, usar um dia inteiro para isso (o último sábado). Praticamente li cada parte do livro em um período do dia – primeira seção de manhã, segunda parte à tarde e última seção à noite.


Em “Diálogo”, o primeiro conto da obra, assistimos à conversa de A com B. Nesse inusitado debate, A quer saber se B é ou não é seu companheiro. “Os Sobreviventes” apresenta uma grave crise conjugal. Enquanto ele se descobre gay, ela é lésbica. O que fazer agora para manter esse casamento intacto? “O Dia em que Urano Entrou em Escorpião” se passa em um sábado de quase Verão. Três amigos ficam em casa à noite por falta de grana. A tranquilidade doméstica do grupo é interrompida com a chegada de um rapaz de blusa vermelha. Ele anuncia que há uma movimentação estranha no céu. “Pela Passagem de uma Grande Dor” narra uma conversa ao telefone. São dez horas da noite e Levi está em casa ouvindo um disco de Erik Satie quando o telefone toca. Do outro lado da linha é uma amiga convidando-o para sair.

Livro Morangos Mofados de Caio Fernando Abreu

O quinto conto de “Morangos Mofados” é “Além do Ponto”. Nessa trama, um homem caminha até a casa de um amigo no meio da noite. Contudo, durante o trajeto, ele é surpreendido por uma forte chuva, além de ver eclodir uma intensa insegurança psicológica. Em “Os Companheiros”, um grupo de amigos (O De Camisa Xadrez, a Moreninha Brejeira, o Ator, o Bufão, a Médica Curandeira e o Jornalista Cartomante) ouve blues dentro de casa, enquanto morcegos esvoaçam no lado de fora. “Terça-feira Gorda” se passa no Carnaval. No meio de uma roda de samba, dois homens se sentem atraídos sexualmente um pelo outro. “Eu, Tu, Ele” é um desabafo existencialista. Nessa narrativa, um homem entra em um trem e, assim, deixa para atrás uma contraditória relação homossexual. E em “Luz e Sombra”, o último conto da primeira parte, um homem começa a ter lembranças e divagações ao tentar, na frente de uma janela, explicar suas angústias mais íntimas.


“Transformações” é a décima narrativa do livro e a primeira trama da segunda seção. Nessa história, acompanhamos um sujeito que é tomado por um estado emocional depressivo que ele nomeou como a Grande Falta. Em “Sargento Garcia”, acompanhamos o relato de Hermes, um adolescente de 17 anos que vai ao Exército para se alistar. No exame médico, Sargento Garcia, o oficial responsável pela seleção dos recrutas, é inicialmente muito ríspido com o rapaz. Porém, mais tarde, o sargento se torna surpreendentemente carinhoso. “Fotografias” é narrado por duas mulheres muito distintas: uma loira gostosona ao melhor estilo femme fatale e uma morena magrinha. Enquanto a primeira detalha suas experiências sexuais, a segunda ostenta certa retidão moral-sexual. Em “Pera, Uva ou Maçã”, um psicanalista (ou seria terapeuta?) atende uma paciente em seu consultório. Naquele dia, confessa a moça, aconteceu algo importante quando ela caminhava pela rua até a consulta.


Décimo quarto conto dessa coletânea de Caio Fernando Abreu, “Natureza Viva” é narrado na segunda pessoa do singular (algo raro na literatura) e apresenta os dramas sentimentais do protagonista de uma maneira profunda e poética. “Caixinha de Música” se passa no meio da madrugada. Um homem acorda a mulher para descrever um sonho emblemático que acabou de ter com uma árvore encantada. Em “O Dia em que Júpiter Encontrou Saturno”, um moço queimado de sol conhece uma moça magra de cabelos lisos em uma festa no Sábado à noite em São Paulo. Seria aquilo paixão à primeira vista? E “Aqueles Dois”, a última narrativa da segunda parte, mostra a forte relação de amizade de Raul (31 anos e vindo de um casamento fracassado) e Saul (29 anos e recém-separado da noiva). Eles são colegas de trabalho. A aproximação da dupla é alvo de inveja e de intrigas no escritório onde atuam.

Livro Morangos Mofados de Caio Fernando Abreu

O último conto do livro, “Morangos Mofados”, integra sozinho a última seção da coletânea. Nessa trama, um publicitário de 35 anos vai ao médico porque sente um gosto podre na boca, algo que ele compara a morangos mofados. Entretanto, nos exames clínicos, não aparece nenhum problema. Diante dessa situação, o doutor receita tranquilizantes para o paciente. Na manhã seguinte, o publicitário começa a tomar o medicamento com a esperança de viver novos e melhores dias. Conseguirá?


Basicamente, “Morangos Mofados” pode ser descrito como um livro de questionamentos filosóficos com doses elevadas de crítica político-social e de acentuado erotismo homossexual. Só por essa combinação pouco trivial na literatura nacional (principalmente se pensarmos que esse título foi escrito no final da década de 1970 e lançado originalmente no início dos anos 1980), já temos um exemplar surpreendente e inovador. E nesse receituário ficcional inusitado temos ainda o acréscimo de narrativas com forte pegada visual/fotográfica, dramas viscerais e intensa intertextualidade literária e musical. O resultado é um clássico da literatura brasileira que se mantém atual quase 40 anos após sua publicação.


O Existencialismo contido nos contos de Caio Fernando Abreu é do estilo de Albert Camus, Jean Paul Sartre e Virginia Woolf. As divagações filosóficas do escritor brasileiro desencadeiam um subtexto extremamente rico e instigante. Ouso dizer que a graça e a força das histórias dessa coletânea estão justamente em sua camada interna. Para acessar o conteúdo subterrâneo das narrativas, o leitor precisa fazer a contextualização de alguns termos, algo que o pessoal da Teoria Literária chama de decodificação dos símbolos.


Por exemplo, o pó que acabou na residência do protagonista pode ser tanto o café quanto a cocaína. Sair de casa representa deixar o lar ou, em uma leitura mais contundente, o Brasil. A cor da blusa pode indicar as orientações políticas das personagens. Por consequência, a janela não é apenas uma divisão formal do lar com o mundo externo, mas indica também a separação do universo interno com a realidade externa. Pombos e morcegos são ameaças medonhas e sujas à paz doméstica. Esses bichos também representam a sociedade tradicional e careta da metade do século XX e os militares que tanto perturbaram a vida civil brasileira nessa época. No caso da Grande Falta, esse termo pode ser substituído tranquilamente por expressões como depressão ou melancolia.

Livro Morangos Mofados de Caio Fernando Abreu

Ainda sim você está duvidando da força dessa camada oculta nos contos de “Morangos Mofados”?! Então leia “Sargento Garcia”. O caso do oficial do Exército que (cuidado, aí vai o spoiler dessa trama) transa com o jovem recruta é emblemático. Garcia não é apenas o símbolo de um soldado pederasta se divertindo com um garoto virgem e ingênuo. Os atos dele significam o quanto as Forças Armadas de nosso país usaram e abusaram dos jovens conterrâneos a ponto de destruir suas esperanças de futuro. Sim, temos aqui uma forte crítica política, algo que permeia o livro inteiro.


A crítica aos militares é apenas uma das feridas sociais expostas por Caio Fernando Abreu. Ele também questiona a estrutura da família convencional burguesa, as portas sem saída dos matrimônios tradicionais (geralmente infelizes), o destino perdido do Brasil como nação e a desilusão da juventude brasileira de sua geração (ter vivido por aqui nas décadas de 1970 e 1980 não deve ter sido nada fácil).


O erotismo homossexual é explícito na maioria das vezes, mas há histórias em que ele é velado. Junto com o sexo, as personagens de Caio Fernando Abreu usam drogas, bebidas alcóolicas e cigarros indiscriminadamente. Esqueça a geração saúde da década de 1990. Aqui estamos nos anos 1970 e 1980 e o que vale é viver alucinadamente, sem pensar nas consequências e no amanhã. As figuras retratadas em “Morangos Mofados” têm inclusões espirituais, cósmicas e transcendentais. Ou seja, essa obra tem muita a cara da Contracultura: sexo livre (livre mesmo!) com drogas e astrologia à vontade. Nesse caso, não seria surpresa nenhuma comparar Abreu aos escritores beats norte-americanos. Seria Caio Fernando a versão brasileira e gay de Jack Kerouac? Acho que sim.


Os contos de “Morangos Mofados” têm forte componente visual. Pelo tom fotográfico das tramas (leia-se riqueza descritiva), o ritmo narrativo aqui é normalmente muito lento. Poucas coisas acontecem em cena, o que pode incomodar os leitores mais ansiosos. As histórias de Abreu são calcadas tradicionalmente em cenas banais do cotidiano, o que indica a agonia e a miséria humana. Se o leitor não mergulhar em direção aos subtextos das narrativas (é aí que está sua riqueza textual), os contos desse livro poderão parecer rasos e fúteis à primeira vista.

Caio Fernando Abreu - Livro Morangos Mofados

Por falar em texto incômodo e que exige uma leitura atenta-inteligente, temos geralmente nesse livro diálogos existencialistas de personagens angustiadas, solitárias, deslocadas socialmente e que vivem matrimônios em ruínas. Para ressaltar ainda mais o caráter indefinido dos protagonistas, eles quase sempre não têm nomes próprios. São chamados simplesmente de A, B, homem de blusa vermelha, O De Camisa Xadrez, o Jornalista Cartomante, Ele, Ela etc. Em relação às características psicológicas das personagens, a literatura de Caio Fernando Abreu me lembrou muito a ficção de Milan Kundera.


Além disso, as narrativas de “Morangos Mofados” são extremamente emboladas. Elas misturam diálogos, pensamentos e descrições de cenários muitas vezes na mesma frase e sem qualquer separação formal ou textual (vírgulas e pontos finais, por exemplo). Esse recurso simula o fluxo de consciência. A fusão de diferentes elementos narrativos potencializa os dramas das personagens e aumenta consideravelmente o clima de mal-estar e de angústia. Não à toa, temos quase sempre vômitos, pensamentos suicidas, depressão, medo, violência, rancor, escuridão, preconceitos, sensação de deslocamento e de confusão nas histórias dessa coletânea.


A intertextualidade literária e musical ocorre tanto dentro dos contos quanto fora deles. Por exemplo, cada narrativa é dedicada a um amigo ou colega de Caio Fernando Abreu. E os homenageados são quase sempre músicos, escritores, jornalistas e artistas no geral. Dentro dos contos, também assistimos a inúmeras referências ao universo cultural brasileiro e às artes internacionais. Aí, o predomínio nas citações é para autores ficcionais e músicos.


Se eu fiquei encantado com a releitura de “Morangos Mofados” (a literatura de Caio Fernando Abreu é realmente forte, original e visceral!), por outro lado foi triste constatar que o Brasil retratado pelo escritor gaúcho entre o final dos anos 1970 e o início dos anos 1980 parece ser idêntico ou muito parecido ao atual. As semelhanças são incontáveis: forte crise econômica, sociedade civil polarizada, militares no comando político, violência e perseguição às minorias, intensificação dos preconceitos, intolerância à diversidade, aumento do grupo de pessoas que não vê mais esperança no país como nação, jovens que preferem emigrar, elevação da pobreza e da injustiça social e, principalmente, sensação de incômodo e negatividade. No fim das contas, acabei lendo um livro de quase 40 anos atrás para entender melhor nossa realidade atual. Durmamos com esse dissabor.


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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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