• Ricardo Bonacorci

Livros: Neve - O romance mais político de Orhan Pamuk

Publicada em 2002, a sétima narrativa ficcional de Pamuk escancara os conflitos político-religiosos da Turquia contemporânea.

Neve é o romance de Orhan Pamuk

Todos os livros de Orhan Pamuk, escritor turco que está sendo analisado no Desafio Literário deste bimestre, abordam, em maior ou menor escala, os conflitos político-religiosos de seu país. Grande parte da instabilidade política e social da Turquia na segunda metade do século XX passa pela discussão entre a adoção ou não do Islamismo como código de ética da população e pela atuação dos militares para evitar a tomada do poder pelos fundamentalistas islâmicos. Em outras palavras, uma parte da sociedade turca deseja implementar um estado religioso (inspirado na teocracia iraniana) e outra parcela quer um estado secular (inspirado nas democracias europeias). Essa eterna briga (abraçar a religião ou construir uma sociedade laica) molda a identidade cultural desse país e de sua população.


Sabendo disso, Pamuk expõe de forma corajosa as contradições turcas em seus textos ficcionais. De certa maneira, é como se a discussão passasse sempre por qual ponta do Chifre de Ouro a Turquia/Istambul deve se inclinar: para o lado europeu ou para a face oriental de seu território. Essa dicotomia existencialista esteve presente, por exemplo, em “A Casa do Silêncio” (Companhia das Letras), “O Castelo Branco” (Companhia das Letras), “A Vida Nova” (Editorial Presença) e “O Meu Nome é Vermelho” (Companhia das Letras), as obras de Orhan Pamuk que foram analisadas no Bonas Histórias no mês passado. Em alguns desses trabalhos, o conflito religioso assume o protagonismo dos romances, como em “A Casa do Silêncio” e “O Meu Nome é Vermelho”. Em outros títulos, ele estabelece o pano de fundo dos enredos, como em “O Castelo Branco” e “A Vida Nova”.


Contudo, em nenhuma publicação do principal nome da literatura turca da atualidade essa questão fica tão evidente quanto em “Neve” (Companhia das Letras), livro que li neste final de semana. Sétimo romance da carreira de Pamuk, “Neve” foi lançado na Turquia em 2002 e escancara as divisões políticas e religiosas da nação euroasiática como seu autor jamais havia feito. E aproveitando-se que estava colocando o dedo nas feridas nacionais, Orhan Pamuk foi além ao expor episódios controversos da história da Turquia. Nessa obra, o escritor trata abertamente do genocídio armênio (algo negado até hoje pelas autoridades de Ancara, como ficou provado no mês passado com o mal-estar diplomático gerado pelas declarações de Joe Biden) e da perseguição aos curdos (algo que é sistematicamente encoberto pela mídia ocidental e oriental). Não à toa, este título ficcional pode ser encarado como o mais polêmico de Orhan Pamuk.

Orhan Pamuk

Escrito entre abril de 1999 e dezembro de 2001, “Neve” ganhou vários prêmios internacionais à medida que foi traduzido para outros idiomas. As principais honrarias estrangeiras conquistadas foram os franceses Prix Medicis de Literatura Estrangeira de 2005 e Prix Méditeranée de Literatura Estrangeira de 2006. Além disso, esse romance foi finalista do britânico Prêmio Independent de Ficção Estrangeira de 2005 – concurso conquistado por Pamuk em 1990 com “O Castelo Branco” e no qual ele foi finalista em 2011 com “O Museu da Inocência” (Companhia das Letras).


No Brasil, “Neve” foi publicado em português pela Companhia das Letras em 2006, ano em que Orhan Pamuk conquistou o Prêmio Nobel de Literatura. O tradutor encarregado desse trabalho foi Luciano Viera Machado. Sua tradução foi feita a partir da versão inglesa. Ou seja, temos aqui mais um caso de tradução indireta de um texto ficcional de Pamuk. Infelizmente, esse é o padrão (tradução indireta) das adaptações dos livros do autor turco em nosso país.


O enredo de “Neve” se passa essencialmente em Kars, povoado montanhoso no nordeste da Turquia. Localizada na região da Anatólia Oriental e próxima à fronteira com a Armênia, a cidade pobre e interiorana é um caldeirão multifacetado. Em Kars, convivem fundamentalistas islâmicos, nacionalistas curdos, guerrilheiros comunistas, militares de extrema-direita, capitalistas com visão democrata e indivíduos que querem governos seculares (e, portanto, admiram o estilo de vida ocidental). As diferenças sociais, econômicas, religiosas e políticas são tão gritantes que a impressão que se tem é que o município é um barril de pólvora pronto para explodir (sensação que não demora para ser consumada).

Livro Neve de Orhan Pamuk

Depois de doze anos no exílio, passados em Frankfur, na Alemanha, o poeta turco Kerim Alakusoglu, chamado simplesmente de Ka, resolve voltar para seu país e visitar Kars. Natural de Istambul e ateu convicto, Ka, um sujeito de 42 anos profundamente solitário e melancólico, é levado para a Anatólia Oriental por questões sentimentais. Ipek Hanim, sua antiga colega de universidade e com quem ele teve pouquíssimo contato, se separou recentemente do marido, Muhtair. Esperançoso em poder namorar a bela Ipek, Ka larga momentaneamente a vida tranquila na Alemanha e resolve passar alguns dias no interior da Turquia.


Para não escancarar suas pretensões amorosas, o poeta extraditado afirma a todos que está viajando a trabalho (uma desculpa aparentemente mais nobre e menos melodramática). Em nome do jornal Republicano, um periódico secular de Istambul, ele se apresenta como jornalista encarregado de cobrir as eleições municipais (o favorito na disputa pela cadeira de prefeito é Muhtair, que, além de ex-marido de Ipek Hanim, é o candidato do Partido de Deus, uma agremiação política curda) e de investigar uma onda de suicídios femininos (algumas moças islamitas da cidade tiraram a própria vida, algo inexplicável pois esse é um grande pecado para os adeptos da religião de Maomé).


A chegada de um artista tão proeminente mobiliza os moradores de Kars. Todos querem ver e falar com Ka, inclusive as autoridades, que desconfiam de suas reais intenções. A aparição do poeta coincide com o auge do inverno. A neve acumulada nas ruas e na paisagem da Anatólia Oriental se torna a companheira de viagem do protagonista. E é justamente a forte nevasca uma das responsáveis por precipitar a revolução política no município.

Livro Neve de Orhan Pamuk

Aproveitando-se que as linhas de comunicação e as estradas de Kars fecharam por causa da neve, militares locais dão um golpe de Estado (mais um entre os vários perpetrados na Turquia ao longo da segunda metade do século XX). Sob a bandeira do patriotismo (sempre ele!), os milicos cancelam as eleições e prendem seus adversários, principalmente os fundamentalistas islâmicos (que não aceitam que as mulheres andem em público com as cabeças descobertas). Em nome da manutenção do estado secular, as Forças Armadas agem em nome da manutenção da ordem e do progresso. Os militares usam como desculpa para sua ação inconstitucional a baderna gerada em uma peça teatral que estava sendo transmitida pela televisão. A plateia de jovens radicais islâmicos protestou contra uma atriz que, em cima do palco, tirava o manto da cabeça.


Em meio a baderna social daquele Inverno em Kars, Ka vive um momento peculiar. Após vários anos de bloqueio criativo, ele passa a produzir poemas em série. Além disso, o escritor se vê totalmente apaixonado por Ipek Hanim. Enquanto deseja escrever o maior número possível de versos e sonha em iniciar um relacionamento sério com Ipek, Ka é arrastado ao olho do furacão político da cidade visitada. Sem querer, ele se torna uma figura central para resolver os conflitos de Kars.


Parece que todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o golpe de Estado – prefeito, subprefeito, militares, fundamentalistas islâmicos, nacionalistas curdos, guerrilheiros comunistas, capitalistas eurocentristas, jornalistas independentes (e não tão independentes assim), organizações terroristas, políticos, artistas (poetas, romancistas, dramaturgos, cineastas, músicos), policiais municipais, agentes do serviço secreto turco, camada pobre da população, jovens locais e mulheres islamitas – enxergam o poeta que mora na Alemanha como seu intermediário. Conseguirá Ka sair dessa confusão vivo e são? É esse o mistério deste romance de Orhan Pamuk.

Livro Neve de Orhan Pamuk

“Neve” possui 488 páginas e está dividido em 44 capítulos. Levei cerca de catorze horas para concluir sua leitura nesse final de semana. Precisei de boa parte do sábado (seis horas) e do domingo (oito horas) para percorrer todo o seu conteúdo. Esse é o segundo romance mais extenso de Orhan Pamuk que analisamos até o momento no Desafio Literário de abril/maio de 2021. “Neve” só perde em volume para “Meu Nome é Vermelho”, que tem 536 páginas. “Uma Sensação Estranha” (Companhia das Letras), que ainda será comentado no Bonas Histórias neste mês, é ainda maior do que seus títulos anteriores. Ele tem 592 páginas.


A primeira questão que chama a atenção em “Neve” é o tipo de narrador usado por Pamuk. Quem conta a história de Ka em Kars é um romancista chamado Orhan (olha a mistura entre ficção e realidade aí, gente!!!). Amigo de infância do poeta, o tal escritor de Istambul e famoso nacionalmente (estamos falando aqui do narrador e não do autor, tá?) reconstrói a trajetória de Kerim Alakusoglu quatro anos após sua morte. Para tal, ele realiza uma grande pesquisa documental e jornalística. Por isso, a sensação é de estarmos acompanhando um documentário ou um texto biográfico. No primeiro momento, o texto parece ter sido feito em terceira pessoa, mas depois entendemos que está em primeira pessoa. Orhan, o narrador, sabe tudo o que aconteceu com o protagonista do romance, tendo acesso inclusive aos pensamentos, às memórias e aos sentimentos da personagem principal.


Essa mistura entre ficção e realidade (coincidência entre o primeiro nome e as características do narrador e do autor do livro) confere grande verossimilhança à trama. Em várias passagens de “Neve”, acreditamos piamente se tratar de uma narrativa verídica. Ou seja, Orhan Pamuk teria escrito um livro a partir da biografia de uma figura real. Contudo, isso é só impressão – no caso de algum leitor desavisado ter cogitado também essa hipótese. Kerim Alakusoglu, o tal Ka, nunca existiu fora da ficção. A escolha de um narrador homônimo (algo que fora flertado em “Meu Nome é Vermelho”), o diálogo metalinguístico com algumas personagens do romance (principalmente nos capítulos finais de “Neve”) e a apresentação de fatos históricos do Império Turco-otomano e da República da Turquia intensificam essa sensação de que a trama seria verídica (não, ela não é!).

Livro Neve de Orhan Pamuk

Por falar nisso, algo que é comum na literatura de Orhan Pamuk voltou a aparecer aqui: a presença de um livro dentro de outro livro (metalinguagem literária na veia!). “Neve” é ao mesmo tempo o nome do romance que temos em mãos e o título da coletânea de poemas de Ka, obra que o narrador busca obstinadamente encontrar. Esse recurso narrativo (livro ficcional dentro de um livro concreto), vale a pena lembrar, já tinha sido usado em “O Castelo Branco”, “A Vida Nova” e “Meu Nome é Vermelho”. Além disso, temos em “Neve” uma forte intertextualidade literária e teatral.


Com uma típica publicação de Pamuk, esse romance possui características que dialogam com vários gêneros ficcionais. “Neve” pode ser visto como uma aventura policial, um thriller político, uma saga histórica, um drama sentimental, uma biografia artística, um enredo com engajamento social, um suspense de espionagem, uma coletânea de contos (pequenas narrativas dentro do enredo principal), uma ficção existencialista e (ufa!) uma narrativa fantástica. Grande parte da graça do texto de Orhan Pamuk está nessa pluralidade estética, que permite ao leitor novas descobertas a cada capítulo.


Para mim, entre os vários tipos de narrativa que esta obra pode ser classificada, aquele que melhor define “Neve” é, acredite se quiser, a alegoria política. Repare no quanto as principais personagens desta obra são figuras alegóricas. Temos nesse texto ficcional representantes de cada um dos mais significativos estratos sociais da Turquia: o jornalista pelego, o militar intransigente, o fanático religioso, o temido terrorista de esquerda, o líder islâmico, o jovem estudante, a moça religiosa, a mulher com visão mais ocidentalizada, o líder guerrilheiro, o político burocrata, o policial comum, o policial do serviço secreto, o artista ambicioso, o romancista novato, o poeta melancólico, o escritor famoso, o empresário elitista, o cidadão abitolado, o expatriado enxerido etc.

Livro Neve de Orhan Pamuk

Só é possível compreender o contexto geral da trama (a história da Turquia e a situação social do país) se o leitor tiver um olhar mais abrangente para cada individuo retratado em “Neve”. Mais do que simples personagens, as pessoas que desfilam nas páginas deste romance representam na verdade grupos sociais. As críticas políticas de Pamuk residem justamente nessa transferência de valores (dos indivíduos para sua coletividade). Por essa perspectiva, o livro é extremamente polêmico – ele não poupa ninguém. Em uma comparação com a literatura brasileira, é como se “Neve” fosse a versão turca e contemporânea de “Viva o Povo Brasileiro” (Alfaguara), clássico de João Ubaldo Ribeiro.


Ao mesmo tempo em que temos personagens alegóricas, também encontramos nesse livro componentes simbólicos. Os principais são a neve e o manto (o véu feminino). Encontrar os significados filosóficos desses elementos ajuda o leitor a entender o enredo pamukiano. Nesse caso, a neve está relacionada com a pureza, a força da natureza, as lembranças da infância, o sentido da vida, a inspiração poética e a sensação da presença de Deus. E o manto (chamo de manto porque foi assim que Luciano Machado traduziu o hijabe, o véu islamita usado pelas mulheres) representa a feminilidade, a opressão masculina, a liberdade ou o aprisionamento da mulher, o orgulho islamita e a preponderância dos valores orientais aos ocidentais. Esse sentido maior para cada um desses componentes (neve e manto) explica as confusões que as personagens do romance se envolvem para defendê-los ou para combatê-los (as intrigas são mais conceituais do que práticas).


Outra questão marcante em “Neve” é o seu protagonista. Ka é a personagem mais melancólica, solitária e confusa que Orhan Pamuk criou (e olha que não faltaram homens com essas características na literatura do autor turco). Kerim Alakusoglu também é uma figura extremamente controversa e cômica (diria tragicômica). Em meio à confusão política e social que Kars está vivenciando, ele só pensa em sua poesia e em conquistar o amor de Ipek Hanim. Para completar as contradições, no instante em que os militares subjugam os fundamentalistas islâmicos, Ka que sempre foi ateu começa a acreditar em Deus. Ou seja, o cara é uma figura! Por mais que tente ficar longe dos conflitos de seu país natal, o protagonista, agora um cidadão com perfil mais alemão do que turco, acaba envolvido até o pescoço com as intrigas locais.

Livro Neve de Orhan Pamuk

A ambientação de “Neve” também merece ser citada nessa análise do Bonas Histórias. Orhan Pamuk desenvolveu um romance com muita violência: violência doméstica, violência política, violência religiosa, violência étnica, violência urbana, violência contra a natureza e os animais, violência contra as mulheres, violência contra os ocidentais etc. A Turquia, aos olhos do autor, não é um lugar nada pacífico. Juntamente com esse clima de vulnerabilidade, temos muita pobreza, opressão e sensação de frio. Para contrabalancear a pegada noir da trama, temos bons momentos de humor e de fantasia.


Na minha opinião, uma das partes mais interessantes e fortes de “Neve” está na construção histórica da Turquia. Ao misturar realidade (contexto político, panorama social, desafios econômicos, trajetória histórica e elementos de identidade nacional) e ficção (enredo sobre Ka em Kars), Orham Pamuk teceu um retrato fidedigno e polêmico de sua nação. Minha impressão é que o escritor desnudou seu país e seus conterrâneos nesse texto. Pamuk não se limitou a explicar os conflitos de ontem e de hoje da Turquia. Sua ideia, acredito, foi jogar tudo no ventilador para ver o que acontecia. Mais importante do que tomar uma posição ideológica (quem está certo e quem está errado?) foi entender as motivações de cada um dos lados na eterna disputa pela hegemonia da identidade cultural turca. Não custa nada lembrar: a Turquia é o único país mulçumano que possui um Estado laico!


Por esse aspecto histórico-alegórico, “Neve” é um livro impecável. Não me surpreenderei se alguns leitores preferirem esse romance a “A Vida Nova”, o maior sucesso comercial do autor em seu país, e “Meu Nome é Vermelho”, a obra-prima do escritor no cenário internacional. Se esses dois títulos anteriores de Pamuk têm narrativas mais saborosas e carismáticas (isso é inegável, tá?), “Neve”, por sua vez, dialoga mais intimamente com os desafios da identidade dos cidadãos turcos.

Orhan Pamuk

O único problema que detectei em “Neve” foi a recorrência de algumas palavras grafadas incorretamente – a falta de um acento aqui e um ou outro erro de digitação ali. Portanto, trata-se de tropeços da revisão feita pela editora brasileira e não do trabalho literário do autor. Entretanto, esses errinhos não atrapalham em nada a experiência de leitura. A cada livro lido de Pamuk tenho a sensação de que ele é um artista mais talentoso, original e completo.


Na próxima semana, darei prosseguimento ao Desafio Literário de Orhan Pamuk com a análise de mais um dos seus livros. A obra a ser discutida no Bonas Histórias será “Istambul – Memória e Cidade” (Companhia das Letras). Publicado em 2003, esse título não é um romance e sim um livro de memórias. Ou seja, depois de cinco narrativas ficcionais do autor turco, vamos mergulhar em um texto não ficcional. Acho que será bom conhecer mais detalhes sobre a vida pessoal e profissional de Pamuk e a relação dele com sua cidade natal, Istambul. O post sobre “Istambul – Memória e Cidade” estará disponível no blog no próximo domingo, dia 9. Não perca a continuação do Desafio Literário desse bimestre. Até mais!


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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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