• Ricardo Bonacorci

Livros: Meu Nome é Vermelho - A obra-prima de Orhan Pamuk

Publicado em 1998, o sexto romance do principal escritor turco da atualidade é um clássico contemporâneo da literatura mundial.

Meu Nome é Vermelho é o romance de Orhan Pamuk

Neste final de semana, li “Meu Nome é Vermelho” (Companhia das Letras), o livro mais famoso de Orhan Pamuk. Esta publicação é considerada a obra-prima do escritor turco (e um dos títulos mais importantes da literatura turca e da literatura contemporânea). Traduzido para mais de 60 idiomas, o sexto romance de Pamuk é uma mistura de narrativa histórica, aventura policial, thriller filosófico, drama sentimental e suspense fantástico. Impossível não gostar de uma combinação dessas, né?


Quem está acompanhando essa temporada do Desafio Literário já sabe: “Meu Nome é Vermelho” é o quarto dos oito livros de Orhan Pamuk que estamos/vamos analisar no Bonas Histórias entre abril e maio de 2021. As três primeiras obras comentadas no blog foram: “A Casa do Silêncio” (Companhia das Letras), “O Castelo Branco” (Companhia das Letras) e “A Vida Nova” (Editorial Presença).


Publicado na Turquia em 1998, “Meu Nome é Vermelho” ganhou vários prêmios internacionais à medida que foi traduzido para outros idiomas. As principais honrarias conquistadas foram o Prêmio de Melhor Livro Estrangeiro de 2002 (romance traduzido para o francês), o Prêmio Grinzane Cavour de 2002 (melhor romance traduzido para o italiano) e o Prêmio Literário Internacional de Dublin de 2003 (melhor romance traduzido para o inglês).


Não por acaso, o prestígio do autor turco foi potencializado com o sucesso de crítica e de público dessa obra. Se antes desse lançamento Pamuk já era visto como um dos principais escritores da literatura turca contemporânea, depois de “Meu Nome é Vermelho” ele se tornou uma das referências da literatura mundial. Não é errado dizer que esse título foi decisivo para Orhan Pamuk conquistar, em 2006, o Prêmio Nobel de Literatura. Afinal, todo grande portfólio literário precisa de uma cerejinha no bolo. E “Meu Nome é Vermelho” é um cerejão!

Orhan Pamuk

No Brasil, o romance mais celebrado de Pamuk foi publicado pela Companhia das Letras em 2006, justamente no ano da conquista do Nobel pelo autor. A tradução para o português foi feita por Eduardo Brandão. Como já tinha acontecido com os livros anteriores desse escritor, a tradução nacional foi indireta (feita a partir das versões em francês e inglês).


Curiosamente, “Meu Nome é Vermelho” foi escrito em duas fases: entre 1990 e 1992 e entre 1994 e 1998. Ou seja, essa obra começou a ser desenvolvida tão logo Pamuk enviou para a editora os originais de “Os Jardins da Memória” (Editorial Presença), sua quarta publicação. Porém, em 1992, ele interrompeu os trabalhos de sua obra-prima para produzir a peça “Gizli Yüz” (sem tradução para o português) e o romance “A Vida Nova”. Orhan Pamuk só voltaria a mergulhar na confecção do texto de “Meu Nome é Vermelho” após o lançamento de “A Vida Nova”. Aí ele não parou mais. O esforço de seis anos de trabalho parece que valeu a pena. Várias das listas de melhores narrativas ficcionais dos 30 últimos anos incluem merecidamente esse título em seus rankings.


O enredo de “Meu Nome é Vermelho” se passa em Istambul durante o Império Turco-otomano. No final do século XVI, a então capital turca era governada por um sultão apaixonado pelas artes e grande incentivador da produção cultural. Para celebrar o milenário da Hégira e mostrar que os artistas de seu reino eram tão bons quanto os europeus, o sultão solicitou a confecção de um livro de miniaturas. A obra deveria ser feita segundo o padrão visual dos artistas venezianos.


Como o Grande Ateliê, comandado pelo Grande Mestre Iluminador Osman, estava inteiramente envolvido na criação de outro título, o Livro das Festividades, o novo pedido real foi encaminhado para o Tio Efêndi, um mestre não tão famoso. Temendo polêmicas, o sultão pediu segredo absoluto para Tio Efêndi. Ninguém poderia saber que o líder otomano estava por trás da criação de pinturas que iam contra os preceitos da religião islâmica. Se Nusret Hodja de Erzurum, um fanático religioso que não pensava duas vezes para descambar para a violência quando via comportamentos hereges de seus conterrâneos (uma espécie de líder do Estado Islâmico daquela época), soubesse de algo assim, na certa todos por trás da criação do livro teriam problemas.

Livro Meu Nome é Vermelho de Orhan Pamuk

Para desenvolver as imagens da publicação encomendada pelo sultão, Tio Efêndi contratou quatro miniaturistas: Cegonha, Oliva, Elegante e Borboleta. O quarteto era oriundo do Grande Ateliê do Mestre Osman. Ou seja, eles eram os melhores ilustradores do sultanato turco-otomano. O trabalho da equipe do Tio Efêndi caminhava bem até o fatídico Inverno de 1591.


Para consternação de todos, Elegante foi brutamente assassinado e seu corpo foi atirado dentro de um poço. Sem saber a quem recorrer, Tio Efêndi escreveu para Negro, seu sobrinho que trabalhava como secretário de paxás na fronteira persa, para que ele regressasse a Istambul. O mestre queria que o jovem parente liderasse uma investigação que levasse a revelação da identidade do assassino de Elegante. Os principais suspeitos eram justamente os colegas do miniaturista morto: Cegonha (cujo nome real era Mustafá Chelebi), Oliva (Velidjan) e Borboleta (Hassan Chelebi).


Atendendo ao pedido do Tio Efêndi, Negro retornou para Istambul, cidade em que nasceu e foi criado, depois de doze anos de ausência. Ele deixara sua terra natal após uma confusão sentimental. Apaixonado pela prima Shekure, a filha belíssima do Tio Efêndi e com doze anos na época, Negro, então com vinte e quatro anos, fora preterido pela família da moça. Com o coração partido, ele preferira ganhar o mundo ao ter que ficar na mesma localidade de sua amada. Assim, o rapaz passou a trabalhar no exterior para os paxás. Sua rotina era viajar de um lado para outro coletando os impostos e levando as correspondências das autoridades.


Em sua volta para Istambul, o rapaz encontrou Shekure tão deslumbrante como outrora. A moça, agora com vinte e quatro anos, era mãe de dois meninos, Orhan, de seis anos, e Shevket, de sete anos. O marido dela estava desaparecido há quatro anos. Soldado, ele não regressara da guerra contra os safávidas. Enquanto ainda nutria esperanças no regresso do marido, Shekure precisava resistir aos avanços indecorosos do cunhado, Hassan. Imaginando que o irmão já estaria morto há muito tempo, ele queria se casar com Shekure. Temendo o comportamento de Hassan, a moça deixou a casa da família do marido e voltou a viver com o pai. Obviamente, ela levou os filhos consigo.

Livro Meu Nome é Vermelho de Orhan Pamuk

É esse o cenário encontrado por Negro depois de mais de uma década de ausência. Ao mesmo tempo em que precisa desvendar o assassinato de Elegante, ele quer se acertar com Shekure. O rapaz continua tão apaixonado pela formosa prima quanto esteve no passado. Para sua sorte, a repulsa da moça por Hassan pode ajudá-lo a conquistar o coração de Shekure. O que será mais difícil: descobrir o autor de um crime bárbaro (investigação que passa necessariamente por uma imersão na produção pictórica turco-otomana) ou conquistar o coração da mulher que ele tanto deseja (batalha em que tem muitos e perigosos inimigos). O rigoroso inverno de 1591 não será nada fácil para Negro.


“Meu Nome é Vermelho” possui 536 páginas. Este é o livro mais extenso do autor que analisamos até aqui no Bonas Histórias e o segundo mais volumoso do Desafio Literário de Orhan Pamuk – ele perde em número de páginas apenas para “Uma Sensação Estranha” (Companhia das Letras), romance com 592 páginas e que será analisado no final do próximo mês (mais precisamente em 21 de maio).


Dividido em 59 capítulos, “Meu Nome é Vermelho” inclui, em seu final, uma cronologia com os fatos históricos do Império Turco-otomano (algo interessante para quem não está tão por dentro da história turca) e um pequeno glossário com os principais termos árabes (recurso fundamental para quem não domina, como eu, as particularidades dessa cultura). Precisei de boa parte do último final de semana para percorrer todo o conteúdo dessa obra. Iniciei a leitura no sábado de manhã e a concluí no domingo à tarde. Devo ter levado em torno de dezesseis horas para ir de uma ponta a outra do livro - foram praticamente nove horas de leitura no primeiro dia e mais sete horas no segundo dia.


A primeira questão que nos chama a atenção nesse romance é a multiplicidade de narradores. Em “Meu Nome é Vermelho” temos (acredite!) doze narradores diferentes: Elegante Efêndi, Negro, o satirista que interpreta várias figuras no bar (como um cachorro, uma árvore, a morte, a cor vermelha, um cavalo, uma dupla de dervixes e uma mulher), o assassino de Elegante, Tio Efêndi, Orhan, Ester (uma comerciante judia), Shekure, Borboleta, Cegonha, Oliva e Mestre Osman. Se você considerar que o assassino de Elegante é uma dessas personagens, então temos onze narradores. Eles se revezam capítulo a capítulo no relato da trama (cada capítulo tem apenas um narrador). Com esse expediente, Orhan Pamuk potencializa a experiência estética de “A Casa do Silêncio”, que tinha (apenas?!) cinco narradores.

Livro Meu Nome é Vermelho de Orhan Pamuk

Outro elemento que precisa ser elogiado é a maneira como esse romance policial foi construído, o que intensificou ainda mais o suspense do livro. Apesar de ouvirmos a voz, de acompanharmos os passos e de entendermos as motivações do assassino de Elegante (afinal, ele é um dos narradores da obra), não sabemos sua identidade. O tempo inteiro, o criminoso oculta seu nome (algo que será revelado apenas nos capítulos finais). Incrível esse recurso narrativo.


Há também muita fantasia em “Meu Nome é Vermelho”. Essa particularidade surge logo no início do romance. O primeiro narrador é Elegante Efêndi, o miniaturista assassinado. Ele conta o crime em que foi vítima já na condição de morto. Por isso, essa personagem clama por justiça e, em troca de vingança, oferece aos leitores as revelações de como é a existência no outro lado. Ao longo do livro, esses componentes fantásticos serão repetidos. Teremos, por exemplo, outro defunto que assistirá deslumbrado ao seu próprio velório/enterro. Se em “A Vida Nova”, a obra anterior de Pamuk, os elementos fantásticos eram mais de natureza onírica e existencialista, aqui temos um diálogo mais direto entre os dois planos espirituais (vida e morte).


Como falei no início deste post, a trama de “Meu Nome é Vermelho” mistura vários gêneros distintos: romance policial, narrativa histórica, drama sentimental, coletânea de contos clássicos, thriller político, suspense noir e aventura fantástica. Grande parte do charme de seu texto está nessa pluralidade de estilos. Orhan Pamuk caminha muito bem pelos diferentes nuances dessa história. Não é fácil embaralhar todos esses gêneros em um romance, algo que o escritor turco faz parecer simples e corriqueiro (saiba que não é!).


Quanto ao enredo desse romance, os principais conflitos (o assassinato de Elegante e a intriga amorosa de Negro e Shekure) se dão por questões religiosas. Esse talvez seja o grande mote da literatura de Orhan Pamuk. A questão religiosa apareceu em todos os seus livros analisados até aqui: “A Casa do Silêncio”, “O Castelo Branco” e “A Vida Nova”. É como se as personagens pamukianas estivessem o tempo inteiro combatendo as contradições de uma vida baseada no Islamismo e uma vida mais laica/profana. Por consequência, a rotina oriental se contrapõe totalmente à rotina ocidental. Qual caminho seguir? Esse grande questionamento intriga tanto as pessoas individualmente quanto a sociedade turca de maneira geral (de ontem e de hoje).

Livro Meu Nome é Vermelho de Orhan Pamuk

Em “Meu Nome é Vermelho”, temos uma forte intertextualidade literária e pictórica. Orhan Pamuk usou seus amplos conhecimentos de literatura e de pintura para produzir esse romance. Para quem não conhece os detalhes da vida particular do escritor, Orhan se dedicou por muitos anos à pintura. Essa era a sua maior paixão e ela perdurou da infância até a idade adulta. Por isso, sua família sempre pensou que ele se tornaria um pintor quando crescesse e começasse a trabalhar. Para a surpresa de todos (e até mesmo para ele), Orhan seguiu para os caminhos da literatura. Sem se esquecer totalmente de sua antiga paixão, Pamuk produziu, em “Meu Nome é Vermelho”, uma belíssima trama ambientada no universo da pintura clássica (algo que somente um pintor ou um grande amante dessa arte conseguiria desenvolver).


Outro elemento central desta obra é a metalinguagem. Temos aqui um livro dentro de outro livro. Vale a pena salientar que esse recurso já havia aparecido em “O Castelo Branco” e, principalmente, “A Vida Nova”. Minha impressão é que Orhan Pamuk gosta desse diálogo metalinguístico. Prova maior desse fato é que os principais debates promovidos em “Meu Nome é Vermelho” são de natureza artística: a autoria, o estilo, as inovações, as inspirações, a assinatura, a dicotomia entre clássico e contemporâneo, as influências, o aprendizado, o ensino, o papel dos grandes mestres, a importância dos mecenas etc.


Por consequência, a pegada filosófica de “Meu Nome é Vermelho” está mais para as questões artístico-culturais do que para as reflexões existencialistas. Feita essa ressalva, não espere encontrar nesse romance um debate do nível de “A Vida Nova” (esse sim um texto profundamente questionador e riquíssimo no que se refere às inquietações verdadeiramente filosófico-existencialistas). Aqui as indagações são mais sobre os caminhos da produção literária e pictórica e menos sobre os caminhos filosóficos que as pessoas devem seguir.


Outro elemento marcante deste livro é a inserção de várias historietas (tramas secundárias) no meio do enredo maior (trama principal). Praticamente, todos os narradores gostam de contar pequenas narrativas ficcionais durante seus relatos. Dessa maneira, temos uma coleção informal de contos dentro do romance. Impossível não nos lembrarmos de “As Mil e Uma Noites” (Biblioteca Azul)”, obra que popularizou essa técnica (várias pequenas histórias no cerne de um enredo maior).

Livro Meu Nome é Vermelho de Orhan Pamuk

Para ser mais preciso na analogia, “Meu Nome é Vermelho” é quase uma mistura de “As Mil e Uma Noites” (pela contação sem fim de várias pequenas narrativas no meio da trama maior), “O Nome da Rosa” (Record), romance de Umberto Eco (pelos mistérios, pelos crimes inseridos em um drama histórico e pela ambientação noir), e “A Varanda do Frangipani” (Companhia das Letras), título de Mia Couto (pelos elementos fantásticos, como finados narradores falando do além).


Outros três pontos positivos desse livro de Pamuk são: o excelente contexto histórico, cultural e político; o ritmo narrativo mais veloz; e o humor. Uma das partes mais deliciosas da leitura de “Meu Nome é Vermelho” está na imersão à cultura turco-otomana da virada do século XVI para o século XVII. Pelas páginas dessa obra, assistimos a conflitos familiares, religiosos, sociais, políticos, geopolíticos e artísticos daquela época. E isso é feito com um ritmo narrativo muito mais veloz do que Orhan Pamuk vinha empregando até então. Não à toa, uma das minhas críticas a seus títulos anteriores estava justamente na lentidão de suas tramas (algo que não falta neste romance). “Meu Nome é Vermelho” também apresenta relatos bem-humorados. Mesmo em um clima predominantemente de violência intensa e de grande opressão, é possível notar a graça e a comicidade de algumas passagens e comentários. O humor ajuda a amenizar a ambientação tão pesada.


Como grande ponto negativo deste livro temos a falta de diferenças claras entre os três principais suspeitos do crime investigado por Negro. Juro que até agora não sei distinguir Borboleta, Cegonha e Oliva um do outro. Isso prova que Orhan Pamuk é um ótimo escritor, mas como romancista criminal ainda está muito distante de, por exemplo, Agatha Christie (que tinha a habilidade de tornar único cada um dos seus suspeitos). Sem qualquer característica que diferencie o trio de prováveis assassinos, o leitor não consegue fazer conjecturas (uma das graças dos romances policiais é tentarmos descobrir por conta própria o culpado). Nesta trama, isso não acontece (pelo menos eu não consegui brincar de detetive; aos meus olhos, Borboleta, Cegonha e Oliva eram quase uma só personagem).


Outra questão a ser lamentada é a falta de uma tradução direta (do turco para o português). Infelizmente, a edição nacional de “Meu Nome é Vermelho” teve uma tradução indireta: a partir do texto em inglês e em francês. E esse não é um problema exclusivo desse romance de Orhan Pamuk. Todos os títulos do escritor turco editados em nosso país foram traduzidos indiretamente. É uma pena. Um autor da qualidade de Pamuk merecia um cuidado maior das editoras do nosso país.

Orhan Pamuk

Sem dúvida nenhuma, “Meu Nome é Vermelho” é uma obra-prima. Fiquei encantado com seu texto. Esse é realmente o melhor livro de Orhan Pamuk que analisamos até agora. Nota-se que estamos diante de uma narrativa de um escritor maduro e com uma proposta estética clara e poderosa. Se já estava gostando da literatura de Pamuk, agora posso dizer que fiquei fã de seu trabalho ficcional. Com certeza, “Meu Nome é Vermelho” irá figurar na minha lista de melhores obras lidas em 2021, conteúdo esse que farei no final do ano e que será postado na coluna Recomendações.


O quinto livro do Desafio Literário de Orhan Pamuk é “Neve” (Companhia das Letras). Esse romance de Pamuk, o sétimo de sua carreira, foi publicado em 2002 e narra o drama do poeta Ka. Aprisionado pela neve em um povoado interiorano da Turquia, ele precisa encarar os conflitos sacro-raciais de seus conterrâneos. O post com a análise completa de “Neve” estará disponível, no Bonas Histórias, na próxima segunda-feira, 3 de maio. Continue acompanhando o Desafio Literário desse bimestre. Até mais!


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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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