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- Recomendações: Retrospectiva - Melhores livros do Bonas Histórias em 2015
Aproveitando que estamos no início de um novo ano, vou fazer a Retrospectiva de 2015 do Blog Bonas Histórias. Assim, vou reviver o que melhor li nos livros, assisti nos teatros, degustei nos restaurantes, conferi nos cinemas e acompanhei nas exposições ao longo dos últimos doze meses. Neste primeiro post de Recomendações, vou listar os 10 melhores livros que analisei aqui no blog no ano passado. Ainda em janeiro, vou comentar em outro post o ranking das melhores peças teatrais vistas. E em fevereiro, completo a Retrospectiva com mais três posts: um sobre os restaurantes, outro sobre os filmes e, por fim, um sobre as melhores exposições. Vamos, então, começar a Retrospectiva 2015 pelos livros. Melhores Livros lidos e analisados em 2015 no Blog Bonas Histórias: 1) Uma Longa Queda - Nick Hornby (Inglaterra) - Companhia das Letras 2) Gabriela, Cravo e Canela - Jorge Amado (Brasil) - Companhia das Letras 3) Terra Sonâmbula - Mia Couto (Moçambique) - Companhia das Letras 4) A Dança da Morte - Stephen King (Estados Unidos) - Suma de Letras 5) Seis Anos Depois - Harlan Coben (Estados Unidos) - Arqueiro 6) Zero - Ignácio de Loyola Brandão (Brasil) - Global 7) O Fio das Missangas - Mia Couto (Moçambique) - Companhia das Letras 8) Perdido em Marte - Andy Weir (Estados Unidos) - Arqueiro 9) Outlander - A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon (Estados Unidos) - Saída de Emergência 10) Quem é Você Alasca? - John Green (Estados Unidos) - Intrínseca Gostou deste post do Bonas Histórias? Para acessar a lista completa dos melhores livros, filmes, peças teatrais e exposições dos últimos três anos, clique em Recomendações. E não se esqueça de deixar aqui seus comentários sobre o conteúdo do blog. Siga também a página do Bonas Histórias no Facebook. #Retrospectiva
- Filmes: Até que a Sorte nos Separe 3 - Comédia nacional afinada com o presente
Eu sempre fico com um pé atrás na hora de assistir à sequência de um filme de sucesso. Parece-me, na maioria das vezes, certo oportunismo do cineasta ou a reciclagem de velhas fórmulas de sucesso para angariar mais público para as salas de cinema. Além disso, tenho certa dificuldade para me recordar dos filmes anteriores. Em muitas vezes, nem sei se assisti a todos os episódios da série. Mesmo com uma grande dose de desconfiança em minha mente, dei um voto de confiança para "Até que a Sorte nos Separe 3" (2015). Como gosto de fazer sempre, o primeiro filme do novo ano precisa ser uma comédia. Assim, acredito que o ano que se inicia será divertido e alegre. Assisti e gostei muito do primeiro filme da franquia. Porém, não me lembro de ter assistido ao segundo. Entrei na sala do Itaú Cinema do Bourbon Shopping nesta segunda-feira achando que tinha visto o segundo episódio da série, mas sai com a impressão que tinha me enganado. Neste terceiro filme, Tino (Leandro Hassum) já começa falido. Ele perdera pela segunda vez a fortuna (no primeiro filme, ele ficou milionário ao ganhar na loteria e no segundo, recebeu uma herança familiar) e agora vende salgadinhos em um semáforo no Rio de Janeiro. Em um dia normal de trabalho, Tino acaba atropelado por um carrão e fica sete meses em coma no hospital. Ao acordar, sem sequela nenhuma, ele descobre que o autor do atropelamento é o filho do homem mais rico do Brasil, uma versão engraçada de Eike Batista. Quando percebe que pode explorar o rapaz e o pai dele pelo acidente, o personagem de Hassum recebe a notícia que sua filha está namorando o rapaz que quase tirou sua vida. O pai da moça fica inconformado com a situação até ser convidado para trabalhar na empresa financeira do genro. Esta é a nova chance de Tino driblar o azar e voltar a ficar rico. O que mais gostei deste filme é o humor atual e perfeitamente sintonizado com o presente do país. Nada escapa às sátiras do longa-metragem. O emagrecimento de Hassum, que na vida real passou por uma cirurgia bariátrica e emagreceu quase 50 quilos, é explicada de maneira divertida logo na primeira cena. As situações política e financeira do país são narradas de uma forma um tanto peculiar. No filme, somos deparados com personagens reais das páginas policiais, política e sociais da nação. Estão lá versões caricatas de Eike Batista, seu filho Thor, Luma de Oliveira, a presidente Dilma Rousseff e o ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, além de Luciano Huck e André Marques interpretando eles mesmos. Duas cenas são as melhores. A primeira é a visita de Tino e seu inseparável colega Amauri (Kiko Mascarenhas) à presidente do país. Dilma Rousseff está impagável. A cena é tão engraçada que Kiko Mascarenhas não para de rir durante as filmagens. Ficamos sabendo disso no final do filme, quando alguns erros de gravação e cenas do making off da produção são revelados. A outra cena excelente é quando Tino descobre que seu genro, Rique (interpretado por Leonardo Franco), é careca e usa peruca. Nesta hora, notamos que Leandro Hassum é um excelente comediante. Os únicos pontos negativos são a substituições de alguns atores por novos e certa incompatibilidade no crescimento das crianças. Ainda sinto falta de Danielle Winits como a Jane, esposa de Tino. Apesar de Camila Morgado ter substituído a loira já no filme anterior e ter atuado bem, ainda sinto a ausência de Winits. O crescimento dos filhos do casal de protagonista é um caso à parte. Enquanto a filha mais velha já aparece como uma moça neste longa-metragem, o filho do meio permanece com a mesma idade do primeiro filme. Será que ninguém percebeu esta incongruência?! Tirando um descuido aqui e uma ausência acolá, "Até que a Sorte nos Separe 3" é muito bom e vale o ingresso. Só não sei se daqui a seis meses ou um ano as piadas do filme tenham perdido a graça e a validade. Por enquanto, elas são muito boas. Por isso corra aos cinemas para curtir esta divertida comédia. Confira o trailer a seguir: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #LeandroHassum
- Gastronomia: Rush - Comida saudável na região da Avenida Paulista
Em uma estreita porta da Rua Pamplona, próximo à esquina da Avenida Paulista, há um restaurante novato com uma proposta bem interessante. Quem passa pela apertada calçada na altura do número 676 encontra uma pequena placa com os seguintes dizeres: "Venha saborear nossas deliciosas opções". Este é o Rush, um misto de restaurante e de lanchonete especializado em alimentação natural e saudável. Há inclusive uma placa interna informando: "Você não está de regime. Você está comendo bem". Achei ótima a mensagem. No Rush, encontramos sanduíches naturais, saladas, wraps, sopas, cremes, salgados, pães feitos com farinha integral, doces, iogurtes, sucos naturais, chás gelados e bebidas quentes como café e chocolate. Tudo com uma proposta de ingredientes frescos e saudáveis. O principal aspecto positivo da nova casa está no cardápio. Os lanches são bons (experimente o sanduíche de Frango Mediterrâneo) e os wraps são excelentes (há vários sabores e todos são muito apetitosos). Os sucos naturais são saborosos (o meu favorito é o de maça) e as porções de saladas são bem servidas. Contudo, dependendo do horário, algumas opções do cardápio podem não ser servidas. Como o Rush fica aberto do período da manhã até à noite, alguns itens são servidos apenas no almoço e/ou no jantar. O ambiente é despojado e a decoração é simples. As mesas e as cadeiras são um tanto rústicas, assim como a pintura e a decoração nas paredes. A ideia é valorizar os produtos e não o local. Os preços não são tão salgados e é possível comer bem sem ficar com o bolso liso. O único ponto negativo mais evidente do novo estabelecimento está no atendimento. Ainda em fase de treinamento (imagino que seja esta a explicação para as derrapadas do serviço prestado), ele é um tanto relapso e não está preparado para informar os clientes do sistema do restaurante. O autosserviço (cada um pega o que deseja comer e beber das geladeiras) às vezes deixa os consumidores iniciantes um pouco perdidos. Também falta um controle melhor do que cada um pega e consome nas mesas. O Rush é um restaurante/lanchonete para quem deseja pratos rápidos e saudáveis a qualquer hora do dia. Trata-se de uma ótima opção para quem trabalha ou frequenta a região da Avenida Paulista. Portanto, ele alia em seu cardápio sabor e bem-estar. Vamos convir que é uma excelente combinação. Que tal este post e o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer as demais críticas gastronômicas do blog, clique na coluna Gastronomia. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #Gastronomia #lanchonete #restaurante #SãoPaulo #Café
- Celebrações: Receita de Ano Novo - Poema de Carlos Drummond de Andrade
O Blog Bonas Histórias deseja a todos os seus leitores e parceiros um ótimo 2016! Que o ano que se inicia hoje seja repleto de alegria, sucesso, realizações, amor e saúde para todos vocês. Feliz 2016, com muita literatura e boas histórias! Para começar o ano novo com o pé direito, apresento o poema “Receita de Ano Novo” de Carlos Drummond de Andrade. Nada melhor do que começar 2016 com uma ótima poesia. “Receita de Ano Novo” de Carlos Drummond de Andrade: Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. Que tal este post e o conteúdo do Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para acessar os demais posts desta coluna, clique em Premiações e Celebrações. E aproveite para curtir a página do blog no Facebook. #CarlosDrummonddeAndrade #poesia #celebração #AnoNovo #Literatura #LiteraturaBrasileira
- Filmes: No Coração do Mar - Melhor do que Moby Dick
Neste final de semana, fui ao cinema para assistir "No Coração do Mar" (In the Heart of the Sea: 2015). E que experiência incrível é este novo filme de Ron Howard! Se o diretor norte-americano conseguiu deixar a plateia com o coração na mão em "Rush - No Limite da Emoção" (Rush: 2013) e conseguiu emocionar o público em "Mente Brilhante" (A Beautiful Mind: 2001), ele repete o feito agora ao juntar estas duas características em um único longa-metragem. A tensão, a adrenalina, o drama e o suspense norteiam as mais de duas horas da nova produção cinematográfica. "No Coração do Mar" é baseado na verdadeira história do navio baleeiro Essex, que inspirou o escritor Herman Melville a escrever o clássico "Moby Dick" (Cosac Naify). Em 1820, o navio foi afundado após um ataque de uma baleia branca no sul do Oceano Pacífico. Apenas uma pequena parte da sua tripulação conseguiu regressar, anos depois, aos Estados Unidos. Contudo, a história verdadeira do que aconteceu no mar nunca foi revelada. Nenhum dos sobreviventes aceitou contar o que de fato aconteceu antes e depois do desastre com o Essex. Isto é, até Thomas Nickerson (interpretado por Brendan Gleeson), o integrante mais jovem daquela tributação e, no momento quando o filme acontece, o único tripulante ainda vivo, resolve contar o que vivenciou. Já idoso, Thomas Nickerson aceita os pedidos insistentes do jovem escritor Herman Melville (Ben Whishaw) e narra pela primeira vez na vida os episódios que resultaram na destruição do Essex em pleno mar. Na história do velho marujo, sobressaem os conflitos entre o inexperiente e arrogante capitão George Pollard (Benjamin Walker) e o carismático primeiro oficial da embarcação Owen Chase (Chris Hemsworth). A disputa entre ambos e a falta de baleias nos mares onde estavam habituados a caçar levam o navio para o distante Pacífico Sul. É lá que a tripulação do Essex encontrará a tão temível baleia branca que inspirará o relato de "Moby Dick". Mesmo quem leu o clássico literário irá se surpreender com a história do filme. "No Coração do Mar" não é uma narrativa do livro de Melville e sim o relato da história real que inspirou a obra de Melville. E, por mais incrível que possa parecer, a realidade, neste caso, supera a ficção. A narrativa do longa-metragem é eletrizante do início ao fim. O expectador fica agarrado na cadeira do cinema o tempo inteiro. A luta dos tripulantes do navio baleeiro, seja contra as tempestades do mar, contra a baleia assassina ou contra o período passado à deriva, emocionam o público. Como aliado a uma narrativa poderosa e inquietante (o vai e volta do presente e do passado dão um tempero a mais nos relatos do velho Thomas Nickerson), temos uma fotografia primorosa. Nunca uma viagem pelo mar se revelou tão encantadora. As paisagens do navio no oceano são deslumbrantes. As cenas de perseguição das baleias são incríveis, de tirar o fôlego! O desempenho dos atores também merece citação honrosa. Benjamin Walker e Chris Hemsworth estão impecáveis como os jovens líderes da embarcação. A conversa noturna entre Brendan Gleeson e Ben Whishaw sobre o que aconteceu no passado também é incrível. Não pode passar batido o quanto os atores que interpretaram os marinheiros do baleeiro precisaram emagrecer para dar credibilidade ao sofrimento de ficarem sem água e sem comida após o naufrágio do navio. Na Internet, há várias fotos, por exemplo, do quanto Chris Hemsworth precisou emagrecer. O elenco do filme fez uma dieta em que consumiram entre 500 e 600 calorias por dia para perder peso tão rapidamente. Um esforço que valeu a pena. Desde já, "No Coração do Mar" já se candidata a ser um dos fortes favoritos ao Oscar de 2016. E por mais curioso que possa parecer, o longa-metragem é até mais interessante do que o livro "Moby Dick". Se o clássico literário é longo, maçante, muito descritivo e com pouca ação efetiva, no filme de Ron Howard acontece o contrário. Pensei que nunca fosse dizer isso em minha vida, mas o filme é muito melhor do que o livro do qual foi inspirado. Veja o trailer de "No Coração do Mar": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #RonHoward #HermanMelville
- Livros: Ninguém Transa às Terças-Feiras - A comédia de Tracy Bloom
Este é um livro leve e engraçado. Meio despretensioso, "Ninguém transa às terças-feiras" (Bertrand Brasil) é a primeira obra publicada de Tracy Bloom, uma inglesa que se mudou para os Estados Unidos e, partir daí, começou a escrever. E logo de cara, ela acertou a mão. Seu livro de estreia chegou ao topo da lista de e-books mais vendidos no Reino Unido em 2013. Agora ele foi lançando aqui no Brasil. Em "Ninguém transa às terças-feiras", conhecemos o casal Katy e Matthew. Eles namoraram desde a época da adolescência e seguiram com o relacionamento durante a fase universitária. Contudo, depois de flagrar o namorado em um ato de traição, Katy resolveu terminar com o namoro. Passados dezoito anos deste episódio, Katy e Matthew voltam a se encontrar em uma festa de comemoração dos formados da antiga escola. Depois de beberem bastante e recordarem os bons momentos do passado, os dois acabam novamente na cama. Ao acordarem, no dia seguinte, resolvem não mais se ver. Afinal, a vida de cada um seguiu um rumo diferente e aquela noite não devia representar nada de mais para nenhum deles. O que era para ser uma simples transa acaba trazendo consequências impensadas para a dupla. Katy fica grávida. O problema é que Matthew é casado e sua esposa está grávida de gêmeos. E Katy tem um relacionamento com um rapaz oito anos mais jovem. Ou seja, os dois são comprometidos e não podem ficar juntos. Eles se encontram novamente em um curso para gestantes. Katy e a esposa de Matthew se tornam colegas no curso e amigas fora dele. Aí começam as maiores dificuldades dos ex-namorados. Por mais que Katy e Matthew tentam esconder seu antigo relacionamento e a pulada de cerca na festa da escola, seus parceiros teimam em descobrir seus segredos. Katy fica dividida como jamais esteve. Ela deve ficar com Matthew, seu primeiro amor, ou deve permanecer com Ben, seu jovem namorado que demonstra grande imaturidade e total despreparo para ser pai? Junto com esta dúvida, a heroína desta história não sabe quem é o verdadeiro pai do seu bebê: seria Matthew ou Ben? A sensação de ler "Ninguém transa às terças-feiras" é igual ao de assistir filmes da Sessão da Tarde. O humor e as confusões da trama são contagiantes. Os personagens desajustados e as cenas nonsense conferem graça e leveza à obra. Contudo, ela não passa disso. Quem deseja uma leitura de mais conteúdo e profundidade, fique longe deste tipo de publicação. Este é aquele livro engraçadinho para ser lido em um domingo à tarde, quando nada mais de interessante nos é reservado. O principal aspecto desta obra é retratar com bom humor as dificuldades dos relacionamentos modernos entre homens e mulheres depois dos trinta anos. Enquanto todos os personagens com mais de trinta anos da trama parecem um tanto desconectados da realidade e completamente perdidos em suas vidas recheadas de obrigações e de afazeres, os mais jovens parecem inconsequentes e imaturos. O único personagem centrado e ciente do que fazer é o amigo homossexual de Katy. Isto é, até a amiga entrar em trabalho de parto. Precisando acudi-la, nesta hora o amigo gay se perde completamente, demonstrando seu despreparo para lidar com esta situação. Esta comédia romântica é engraçada pelas situações inusitadas, pelos personagens desajustados e pelos diálogos ácidos. "Ninguém transa às terças-feiras" é uma mistura de personagens ao estilo de Nick Hornby, de narrativa com o DNA de Romain Puértolas, da inocência dramática de John Green e de romance ao estilo de Gayle Forman. É possível ler este livro em um final de semana. Tracy Bloom mostra com esta sua primeira obra que tem potencial para ser uma boa escritora de publicações de entretenimento leves e divertidas. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #TracyBloom #Romance #LiteraturaInglesa #LiteraturaContemporânea #Comédia
- Celebrações: Poema de Natal - A poesia de Vinicius de Moraes
O Blog Bonas Histórias deseja a todos os seus leitores e parceiros um Feliz Natal! Que a magia deste dia transforme todos os seus sonhos em realidade. Aproveito o sentimentalismo aflorado desta data para apresentar um dos poemas mais fortes de Vinicius de Moraes. “Poema de Natal” é uma criação que foge um pouco das características do Poetinha. Mesmo assim, ela é linda. Confira seu texto, a seguir, E um Feliz Natal para você! Poema de Natal – Vinicius de Moraes Para isso fomos feitos: Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar nossos mortos Por isso temos braços longos para os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra. Assim será nossa vida: Uma tarde sempre a esquecer Uma estrela a se apagar na treva Um caminho entre dois túmulos- Por isso precisamos velar Falar baixo, pisar leve, ver A noite dormir em silêncio Não há muito que dizer: Uma canção sobre um berço Um verso, talvez, de amor Uma prece por quem se vai- Mas que essa hora não esqueça E por ela os nossos corações Se deixem, graves e simples. Pois para isso fomos feitos: Para a esperança no milagre Para a participação da poesia Para ver a face da morte- De repente nunca mais esperaremos... Hoje à noite é jovem; da morte, apenas Nascemos, imensamente. Poema extraído de “Antologia Poética” (Companhia das Letras), obra de Vinicius de Moraes publicada em 1992. Que tal este post e o conteúdo do Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para acessar os demais posts desta coluna, clique em Premiações e Celebrações. E aproveite para curtir a página do blog no Facebook. #Natal #ViniciusdeMoraes #celebração #Poesia #Literatura #LiteraturaBrasileira
- Filmes: Pegando Fogo - Tensão da alta gastronomia
A vida dos chefes de cozinha tem se tornado um interessante enredo das produções cinematográficas nos últimos anos. Ano passado, a surpresa positiva ficou com a comédia dramática "Chef" (Chef: 2014), filme dirigido e estrelado por Jon Favreau. Este ano, o melhor longa-metragem com esta temática é "Pegando Fogo" (Burnt: 2015). Dirigido por John Wells, diretor especializado em séries televisivas, e com Bradley Cooper no papel principal, de "Sniper Americano" (American Sniper: 2015), "O Lado Bom da Vida" (Silver Linings Playbook: 2012) e da série de filmes "Se Beber, Não Case" (The Hangover), "Pegando Fogo" chegou neste final de ano aos cinemas nacionais. A história deste longa-metragem é sobre o talentoso (e polêmico) chefe de cozinha Adam Jones (Bradley Cooper). Depois de passar anos em Paris, onde conseguiu alcançar a fama e o sucesso profissional, recebendo duas estrelas do Guia Michelin, Adam agora se encontra em uma nova fase de sua carreira. Afastado da culinária por causa dos problemas com drogas, bebidas e dívidas contraídas no tempo em que vivia na capital francesa, ele agora tenta recomeçar sua vida do zero em Londres. Sonhando em conquistar a terceira e última estrela do Guia Michelin, Adam passa a comandar a cozinha do restaurante do amigo Tony (Daniel Brühl). Para ajudá-lo na empreitada, o chefe convoca antigos colegas e a novata Helene (Sienna Miller) para formar sua equipe na nova cozinha. Em "Pegando Fogo", vemos o lado não tão glamoroso da profissão de chefe de cozinha. Para conseguir algum destaque, é necessário chegar às cinco horas da manhã no mercado municipal para comprar alimentos frescos. Depois, a jornada à frente do fogão vai da manhãzinha até tarde da noite. No meio de tanto trabalho, ainda há espaço para intrigas, brigas e puxadas de tapete. Não é fácil lidar com grandes equipes, assim como não é nada fácil lidar com a arrogância e o ego inflado dos principais profissionais. Este é o principal mérito do filme: retratar com acidez e com cores pejorativas o dia a dia dos cozinheiros da alta gastronomia. O filme também aborda a obseção de Adam em conseguir sua terceira estrela da Michelin. Não há nada mais importante no mundo, para o personagem principal da trama, do que conquistar a avaliação máxima da crítica especializada. O longo-metragem é apresentado à plateia como sendo uma comédia dramática. Porém, ele está muito mais para o drama do que para a comédia. Também não imagine que só porque Bradley Cooper esteja no filme que a produção de Jon Favreau seja uma comédia-romântica. Nada disso! Apesar de umas pitadas de romantismo em uma ou em outra cena isoladamente, o chefe de um restaurante três estrelas nem tem muito tempo para a vida sentimental. Gostei do filme. O personagem principal é ao mesmo tempo o herói da história, mas tem muitos elementos de vilão. Alguns chamam esta característica de anti-herói. Sua arrogância e a forma como trata os colegas na cozinha do restaurante são questionáveis. Apesar de aprontar tudo em prol do seu objetivo, passando por cima de tudo e de todos, ainda assim não conseguimos torcer contra Adam Jones. O ponto negativo do filme está em não explicar, em sua totalidade, o passado do chefe em Paris. Ficamos sabendo, de maneira parcial, o que aconteceu com ele em sua passagem pela capital francesa. Entretanto, não há uma preocupação da narrativa em explicar em detalhes o que originou os principais problemas de Adam Jones. Por exemplo, da onde vem a dívida que ele possui? Por que ele é tão odiado pelo cozinheiro Michel (Omar Sy)? O que exatamente Adam fez no passado para gerar esta repulsa do seu cozinheiro? Infelizmente, não ficamos sabendo nada sobre isso nem de várias outras pontas da história que ficam soltas. Para quem deseja, neste final de ano, mergulhar de cabeça no mundo da alta gastronomia, fica aqui a dica: "Pegando Fogo". Veja o trailer deste longa-metragem: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #JohnWells #BradleyCooper
- Livros: O Filho da Mãe - Bernardo Carvalho em terras russas
Neste domingo, li "O Filho da Mãe" (Companhia das Letras), romance de Bernardo Carvalho. Minha irmã me emprestou este livro, que, segundo a dedicatória, ela o ganhou em seu aniversário de 2012. Bernardo Carvalho é jornalista e escritor. Sua obra mais importante, até aqui, é "Mongólia" (Companhia das Letras), que ganhou o Prêmio APCA da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2003 e o Prêmio Jabuti em 2004. As histórias de "O Filho da Mãe" são centradas na cidade de São Petersburgo, que ficou conhecida na Segunda Guerra Mundial por ter permanecido sitiada e sendo bombardeada por anos. Contudo, a narrativa se passa nos dias de hoje, quando São Petersburgo está comemorando o tricentenário de sua fundação. O pano de fundo do livro é outra guerra, a da Tchetchênia, ocorrida em 2003. Carvalho narra vários episódios envolvendo as mães que tentam proteger seus filhos da crueldade das guerras. O ponto mais interessante desta obra é a maneira como a narrativa é feita. De início, o livro parece uma coleção de contos, com histórias independentes. À medida que os capítulos evoluem, percebemos que os personagens e as tramas vão se cruzando e compondo um único enredo. O ponto em comum entre todas as histórias é o sofrimento das mães pelos filhos que, de alguma forma, são vítimas da sociedade belicosa, preconceituosa e, muitas vezes, cruel. "As mães têm mais a ver com a guerra do que imaginam", explica um dos personagens no meio da obra, demonstrando o ponto de vista do autor. Outra questão que me chamou a atenção é a descrição da Rússia, onde as histórias se passam. A vida, os personagens, a cultura e o dia a dia de São Petersburgo, Moscou e Grozni (na Tchetchênia) são muito bem retratados. Em vários momentos, parece que o escritor é um russo e não um brasileiro. Não dá para acreditar que Bernardo Carvalho não tenha vivido por vários anos no país de Dostoievski. Como ele conseguiu esta proeza, não sei. A construção dos personagens também merece destaque positivo. Os vários tipos que desfilam pelo livro têm em comum a inquietude. Eles parecem estar sempre fugindo de alvo, levando uma vida incompleta e infeliz. Vivem, de alguma maneira, fora do lugar onde deveriam estar, longe dos familiares que amam e da cidade onde nasceram. De maneira geral, gostei deste livro. O tom melancólico, inquietante e, por ora, pessimista das histórias surpreende o leitor que não está acostumado com a literatura de Bernardo Carvalho. Apesar da temática e do clima um tanto dark, "O Filho da Mãe" é uma dos exemplares do que há de melhor na moderna literatura nacional. Valeu, maninha, pelo empréstimo! Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #BernardoCarvalho #Romance #Drama #LiteraturaBrasileira #LiteraturaContemporânea
- Gastronomia: Santa Etienne City - Almoço na padoca
No último domingo, almocei com minha família e com um grupo grande de amigos na Padaria Santa Etienne City, em Pinheiros. Intitulada pelos proprietários como a maior padaria do Brasil, o local além de ser muito espaçoso é também muito bonito. Aberto vinte quatro horas, todos os dias da semana, o estabelecimento possui padaria, confeitaria, adega, rotisseria, mercadinho, lanchonete, restaurante, sushi-bar e pizzaria. Tá bom ou quer mais? O restaurante serve buffet de café da manhã, almoço, chá da tarde e buffet de sopas. Em todas estas opções, você paga um valor fixo e come à vontade. Há também a opção de pedir os pratos que estão no cardápio. Apesar dos apetitosos pratos, o que chama mais a atenção da Santa Etienne é sua arquitetura. A fachada de estilo neo-clássico é belíssima. No interior, os traços são modernos e a iluminação natural é responsável por 80% da claridade. Sem sombra de dúvidas, é a mais bonita padaria de São Paulo que eu conheço. No almoço deste domingo, admito que o buffet deixou um pouco a desejar. Não havia muitas opções para quem queria comer comida. O que me pareceu é que a padaria aproveitou muitos quitutes que sobraram do buffet do café da manhã. Pelo que percebi, o forte do local é você pedir os lanches e os pratos do cardápio. O buffet, como é comum de acontecer, apresenta opções variadas, porém menos gostosa. O serviço é adequado e os preços estão na média deste tipo de estabelecimento. Quem mora em São Paulo ou quem está visitando a cidade precisa conhecer esta padaria. Mais importante do que o tamanho (se ela não for a maior do Brasil, deve ser uma das maiores) é a beleza do local. Sem sombra de dúvida, um dos lugares mais agradáveis para se degustar uma refeição rápida. A Padaria Santa Etienne City fica na Rua Diógenes Ribeiro de Lima, 2.555. Que tal este post e o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer as demais críticas gastronômicas do blog, clique na coluna Gastronomia. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #Gastronomia #restaurante #Bar #lanchonete #Pizza #Café #SãoPaulo #Padaria
- Exposições: Carne Vale - Dezembro com clima de fevereiro
No último final de semana, aproveitei que estava no prédio da FIESP, na Avenida Paulista, para ver a Exposição “Carne Vale – Imaginário Carnavalesco na Cultura Brasileira”, que estava em cartaz no local. A mostra é uma narrativa sobre a história do Carnaval e o impacto desta festa na sociedade brasileira. Há uma linha do tempo descrevendo as características do Carnaval desde o século XVII. Tem também algumas fantasias reais expostas, imagens e textos sobre a festa, filmes de apresentações de escolas de samba e marchinhas antigas. Com curadoria de Roberto Moreira S. Cruz e projeto expográfico de Valdy Lopes, “Carne Vale” reúne quase 200 itens, divididos em cinco seções. O ponto alto, na minha opinião, fica com as músicas das décadas de 1920, 1930 e de 1940. As marchinhas carnavalescas deste período são incríveis. Outro elemento interessante é o conjunto de fotos de Joãozinho Trinca organizando a produção das fantasias e dos carros alegóricos da Beija Flor. Os visitantes se encantam também com as fantasias e os sapatos utilizados por Carmen Miranda em seus filmes e em suas apresentações. “Carne Vale” ficará em cartaz até o final de janeiro do próximo ano. Com entrada gratuita, a exposição abre diariamente das 10h às 20h. Para quem deseja entrar no clima de fevereiro em pleno mês de dezembro, fica aqui a dica. Gostou deste post e do conteúdo do Bonas Histórias? Deixe sua opinião sobre as matérias do blog. Para acessar as demais análises desta coluna, clique em Exposições. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #RobertoMoreiraSCruz #ValdyLopes #Fotografia #ArtesPlásticas #Exposição #Mostra
- Filmes: Taxi Teerã - A nova produção de Jafar Panahi
Para quem não conhece o cineasta iraniano Jafar Panahi, ele ficou internacionalmente conhecido por dois motivos. O primeiro foi pela premiação dos seus filmes nos principais festivais de cinema. O “Balão Branco” (Badkonake Sefid: 1995) recebeu o Câmera de Ouro do Festival de Cannes, o “Espelho” (Ayneh: 1997) ganhou o Leopardo de Ouro do Festival de Locarno, o “Círculo” (Dayereh: 2000) foi premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza e “Ouro Carmim” (Talaye Sorkh: 2003) recebeu o prêmio do júri no Festival de Cannes. Ou seja, Panahi se tornou um dos cineastas mais respeitados do seu país. O outro motivo foi a censura imposta pelo governo iraniano ao seu trabalho, que gerou indignação da comunidade internacional e dos profissionais do meio cinematográfico. Após criticar a teocracia imposta no Irã e apoiar em 2009 os movimentos por mudanças, Jafar Panahi passou a ser perseguidos pelas autoridades locais. Após um período passado na prisão, o cineasta teve sua obra censurada e foi proibido de voltar a filmar em seu país. Em prisão domiciliar, Panahi filmou, em 2011, “Isto Não é um Filme” (In Film Nist: 2011), quando retratou sua vida passada inteiramente dentro de casa, criticando indiretamente a proibição de não poder colocar os pés fora de casa. Agora chega ao Brasil a mais nova produção de Panahi, “Taxi Teerã” (Taxi: 2015). Se em “Isto Não é um Filme” o cineasta passava o tempo inteiro no interior da sua residência, desta vez o palco é o interior de um táxi. Circulando pela capital da nação, Panahi pega vários passageiros que retratam o dia a dia do seu país: o homem que afirma levar a vida roubando as pessoas, a moça que é contra a pena de morte, as idosas que acreditam no misticismo local, a sobrinha que deseja se tornar cineasta, o vendedor de filmes piratas e uma infinidade de tipos engraçados. Apesar de parecer um documentário, nota-se que o filme é ficcional. A interpretação dos atores e seus textos críticos são difíceis de serem encontrados em uma filmagem de cidadãos espontaneamente. Mesmo assim, é bem interessante os assuntos debatidos nas cenas. Fala-se muito de política, de costumes, de liberdade de expressão e do papel do cinema na sociedade. Apesar de estar quase o tempo inteiro em cena, Panahi consegue ficar em segundo plano, dando destaque para os demais atores expressarem seus papéis. Para quem está acostumado com filmes mais ágeis e sem tantos diálogos profundos (típicos do cinema iraniano) pode estranhar o ritmo da narrativa e achar o longa-metragem meio cansativo. Ouvi algumas pessoas roncando durante a sessão de cinema em que estive. Mesmo assim, eu gosto deste tipo de filme. A ação, neste caso, está nos diálogos e na mensagem das palavras. É muito legal ver as diferenças de costumes entre os povos. O que mais choca no filme, por exemplo, é que várias pessoas diferentes podem pegar o mesmo táxi simultaneamente. “Como assim?!”, muitos podem se perguntar. Sim, no Irã, principalmente em Teerã, o táxi é um misto de transporte particular e público. Enquanto um passageiro está sendo levado para um lugar, outros podem aproveitar o trajeto para chegar onde desejam. É muito engraçado isso. Outro aspecto que chama atenção é a tranquilidade em que os taxistas param os carros no meio da rua, sem se preocupar com os demais motoristas. “Taxi Teerã” é um belo filme. Ao mesmo tempo que retrata o seu país com objetividade, ele também promove um debate interessante sobre o papel do cineasta e do cinema na sociedade. O ponto alto do longa-metragem é o diálogo de Jafar Panahi com sua sobrinha. Sensacional! Com uma inocência típica da infância, a menina esculacha o governo e dá uma aula sobre cinema. O final do filme também é interessante e um tanto surpreendente. Gostei de “Taxi Teerã”. Para quem não fica entediado facilmente, eu recomendo. Veja o trailer de “Taxi Teerã”: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #JafarPanahi #CinemaIraniano #CinemaAsiático
















