• Ricardo Bonacorci

Livros: Dias Vazios - O premiado romance de Barbara Nonato


Dias Vazios de Barbara Nonato

Neste final de semana, li “Dias Vazios” (Nova Fronteira), o mais recente romance de Barbara Nonato. Este livro conquistou, em fevereiro de 2020, o IV Prêmio Kindle de Literatura. Ao superar quase dois mil títulos concorrentes no concurso promovido pela Amazon, Barbara levou para casa o prêmio de R$ 30 mil e um contrato com a Nova Fronteira para a edição impressa de sua premiada obra. Por causa da pandemia do novo coronavírus, a versão física de “Dias Vazios” só chegou às livrarias brasileiras no finalzinho do ano passado (quando o normal seria tê-lo nas prateleiras das lojas no começo do segundo semestre de 2020). Curioso para conhecer “Dias Vazios!”, comprei-o em janeiro.


Apesar de ainda ser desconhecida do grande público, Barbara Nonato é uma autora com um portfólio literário respeitável. Essa foi a terceira vez que ela chegou às fases finais do Prêmio Kindle. Em 2016, “O Lado Oculto do Medo” (Ebook), romance policial protagonizado por uma jovem jornalista em uma pequena vila do interior, ficou entre os dez melhores livros da primeira edição do concurso da Amazon. No ano seguinte, “Pelos Caminhos do Tempo” (Ebook), um thriller dramático ambientado no Mato Grosso do Sul, foi mais longe e alcançou a final (terminou entre os cinco melhores títulos). Depois de bater na trave duas vezes, em 2020 Barbara pôde, enfim, comemorar o lugar mais alto da premiação com “Dias Vazios”.


Nascida na cidade do Rio de Janeiro e formada em Psicologia, Barbara Nonato começou a produzir ficção em 2016. A partir daí, ela não parou mais de escrever. Fã de cinema e leitora assídua de tramas policiais e de histórias de mistério, a escritora carioca é especializada em narrativas (romances e contos) de suspense. Sem dúvida nenhuma, “Dias Vazios” coroa esse trabalho que, ainda incipiente (são apenas quatro anos e pouco de ofício!), já demonstra sua excelência (chegar a três finais de um dos mais famosos concursos literários do país não é para qualquer um, né?). Por isso, não é errado enxergarmos Barbara como uma das promessas da literatura brasileira contemporânea.

Barbara Nonato

Os leitores antigos do Bonas Histórias conhecem o Prêmio Kindle de Literatura. Vire e mexe, eu posto análises das obras finalistas ou que foram campeãs do concurso na coluna Livros – Crítica Literária. Normalmente, essas leituras não decepcionam os amantes da boa literatura. Lembro que fiquei positivamente impressionado com “Machamba” (Nova Fronteira), o romance de Gisele Mirabai que venceu o I Prêmio Kindle de Literatura. Também gostei muito de “O Memorial do Desterro” (Nova Fronteira), a trama de Mauro Maciel que foi campeã da segunda edição, de “Entre Pontos” (Ebook), título de J. L. Amaral que foi finalista em 2017, de “Dama de Paus” (Nova Fronteira), o romance de Eliana Cardoso que se sagrou vencedor em 2018, e de “A Peste das Batatas” (Pomelo), a espetacular sátira político-social de Paulo Sousa que participou da quarta edição do prêmio.


É verdade que o Prêmio Kindle ainda não tem a qualidade do Prêmio Sesc de Literatura, do Prêmio São Paulo de Literatura ou do Prêmio Oceanos (repare que não o estou comparando, por exemplo, ao Prêmio Jabuti, ao Prêmio Machado de Assis ou ao Prêmio Camões, que estão em outro patamar). Apesar dos finalistas do Prêmio Kindle de Literatura terem um nível interessante, é inegável que a grande maioria das obras publicadas no Kindle (e que participam do concurso) ainda apresente níveis sofríveis. Lê-los pode ser uma tortura, principalmente se você tiver a infelicidade de pegar uma obra que não tenha chegado entre os finalistas. Há muitas narrativas inverossímeis, textos mal escritos, materiais com erros crassos de português e histórias pouco originais.


Por outro lado, o concurso da Amazon serve para revelar os bons autores em início de carreira. Aqueles que se destacam, como Barbara Nonato, são alçados a um patamar de profissionalização ou de semiprofissionalização. Os vencedores têm a chance de publicar seus títulos em versões impressas por uma editora conceituada e passam a ser vistos com outros olhos pelos leitores e pelo mercado editorial. Como busca de revelações, o Prêmio Kindle de Literatura é excelente (ele é quase um campeonato de jogadores de times de base ou mesmo uma disputa de atletas amadores). Nesse momento, os cinco finalistas da quinta edição aguardam a revelação do vencedor (que deve sair nas próximas semanas).

Livro Dias Vazios de Barbara Nonato

O enredo de “Dias Vazios” começa em um quarto de hospital no Rio de Janeiro. Rebeca Simas acorda de uma noite com muitos sonhos e com cenas desconexas. Acreditando ter ainda dezesseis anos de idade e estar vivendo em dezembro de 2006, a (pseudo)adolescente está ansiosa para viajar para Petrópolis, uma das mais famosas cidades turísticas da Serra Fluminense. A viagem de final de ano é a chance de a jovem mostrar que está amadurecendo e de passar alguns dias animados ao lado dos amigos de sua idade. Após concluir o ensino médio, Rebeca prestou vestibular para Engenharia e aguarda os resultados das provas.


Ao abrir os olhos naquela manhã no hospital, a jovem estranha a aparência envelhecida e o corte de cabelo da mãe, Dona Amélia, que está ao lado da cama. O que dizer, então, quando seu amigo Dan, que estava cursando o primeiro semestre de medicina e iria viajar com ela, surge vestido de médico e com o corpo de um homem de trinta anos?! Não demora muito para Rebeca Simas descobrir parte do que está acontecendo. Ela é agora uma mulher de 28 anos e está vivendo em dezembro de 2018. Sua estada no centro médico é fruto de um acidente ocorrido em Petrópolis, naquela viagem que ela tanto queria fazer. Por causa de algo que ninguém tem coragem de revelar para ela, Rebeca ficou em coma por 12 anos. Seu despertar, portanto, é um acontecimento quase improvável e comemorado pela família e pela equipe médica.


Vendo que a paciente não possui nenhum problema físico (ela apenas perdeu a memória do que lhe aconteceu nos últimos dias antes do acidente), Dr. Daniel (Dan agora é chamado de doutor e é o responsável pelo atendimento clínico da amiga) dá alta para Rebeca. De volta à casa da mãe, a moça inicia por conta própria a investigação do que se passou na Serra Fluminense no fim de 2006. Algo muito sério deve ter ocorrido para ela ter ficado desacordada por mais de uma década.

Livro Dias Vazios de Barbara Nonato

Ao constatar que o Dr. Daniel pediu para ninguém comentar a fatalidade do passado na frente da moça (ele acredita que a paciente deve recuperar a memória sozinha e naturalmente), Rebeca fica alguns dias na agonia de não ter qualquer indício sobre seu passado. Nessa condição de total desinformação, ela tem uma ideia aparentemente simples e com potencial de mexer com sua memória: reunir os velhos amigos em uma nova viagem de final de ano para Petrópolis. Ao revisitar o local do trágico Réveillon de 2006, Rebeca acredita que poderá se lembrar de tudo o que aconteceu ali. Além disso, ela poderá forçar os amigos a falar o que viram naquele dia. Cada um tem uma visão fragmentada dos fatos ocorridos com a filha de Dona Amélia, mas insistem em guardar seus segredos a sete chaves.


Assim, Rebeca parte para Petrópolis ao lado de oito amigos da época de sua adolescência: Daniel (o médico e dono da casa), Jamile (a melhor amiga de Rebeca era gorda na adolescência, mas agora é uma modelo de corpo escultural), Fernanda (uma moça fofoqueira e fútil que vive da fortuna do pai), Luciana (uma das melhores amigas de Rebeca no passado, é atualmente casada com Nilo, um policial corrupto, e vive um relacionamento abusivo e sob a violência doméstica), Afonso (apaixonado na adolescência por Rebeca, é um advogado bem-sucedido e está casado com Ana Paula), Ana Paula (invejosa e ciumenta, a professora de idiomas sempre odiou Rebeca pelo amor que seu marido sempre nutriu pela amiga), Lionel (fanfarrão e desbocado, é agora um roqueiro famoso) e Raimundo (sem estudos, ele é pobre e sobrevive vendendo pipocas perto da Igreja da Penha).


Se no passado esse grupo de jovens era unido, a situação agora é totalmente oposta. O acidente com Rebeca e o longo tempo de distanciamento (eles pouco se falaram desde então) fizeram com que os amigos se tornassem quase inimigos. Cada um procura se esquivar de sua culpa pela fatalidade de doze anos atrás e, como consequência, tende a ver nos outros os responsáveis pelo crime. Nesse ambiente de intensa rivalidade, amarguras e suspeitas mútuas, será que Rebeca conseguirá reconstruir seu passado como deseja? Os dois grandes mistérios do romance de Barbara Nonato são: o que aconteceu exatamente com Rebeca nas férias de 2006?; e quem é o responsável pelo atentado à vida da moça?

Livro Dias Vazios de Barbara Nonato

“Dias Vazios” possui 304 páginas e está dividido em 35 capítulos. Levei entre 7 a 8 horas para percorrer todo o seu conteúdo. Iniciei a leitura no sábado de manhã e a concluí no domingo no comecinho da tarde. Os dois elementos que mais gostei deste livro foram: sua narrativa ágil e o clima de mistério que permanece intenso do início ao fim da trama. Não é errado dizer que Barbara Nonato construiu uma boa obra de suspense. Só não li o romance inteiro em um único dia porque quis assistir à final da Libertadores da América no sábado à tarde. Se não tivesse um jogo tão importante na televisão, na certa não teria desgrudado das páginas desta história até conhecer seu desfecho.


É inegável que “Dias Vazios” foi muito bem escrito. Mesmo não sendo uma narrativa tão original assim – de cabeça, posso compará-lo ao enredo de “Se Eu Ficar” (Novo Conceito), o best-seller de Gayle Forman, “Uma Curva no Tempo” (Arqueiro), o romance de Dani Atkins, de “O Lado Bom da Vida” (Intrínseca), o maior sucesso de Matthew Quick, e “A Dor do Esquecimento” (Chiado Books), o thriller psicológico de José Vieira –, a trama de Barbara Nonato consegue prender a atenção do leitor (primeiro componente de um bom thriller), entrega uma história muito bem executada (o segundo elemento de um livro de suspense de respeito) e apresenta surpresas e reviravoltas (a cereja do bolo deste tipo de gênero).


Como leitura de entretenimento, trata-se de uma ótima pedida. Quem curte as obras de Harlan Coben e Raphael Montes, por exemplo, na certa irá apreciar “Dias Vazios”. Apesar de estar longe (muito longe!) de ser um livro impecável (infelizmente, ele possui uma série de derrapadas que compromete sua qualidade final), a narrativa de Barbara possui mais aspectos elogiosos do que elementos negativos. Tenho sérias dúvidas se a conquista do Prêmio Kindle de Literatura de 2020 foi merecida (acho que não), mas é inegável o resultado satisfatório desta construção ficcional.

Livro Dias Vazios de Barbara Nonato

O primeiro ponto a ser enaltecido em “Dias Vazios” é a mistura de relatos do presente em terceira pessoa com passagens do passado e lembranças e pensamentos das personagens em primeira pessoa. Essa segunda parte da narrativa vem escrita em itálico, o que indica ao leitor a diferença temporal, de contexto narrativo e de tipo de narrador. As contradições entre presente e passado potencializam o drama e intensificam o suspense do livro. A chave para a compreensão do mistério da trama passa pela intersecção das duas linhas da narrativa.


O texto de Barbara Nonato está majoritariamente na terceira pessoa (as passagens em itálico são pontuais e aparecem no início ou no final de alguns capítulos). O narrador é do tipo observador (não participa dos acontecimentos) e tem onisciência e onipresença do que se passa em cena. Como não fica colado a nenhuma personagem, ele pode trafegar livremente pelos cenários e junto aos protagonistas. Assim, o narrador diz o que cada pessoa está fazendo, pensando e sentindo. Apesar desse expediente narrativo ser um tanto arcaico, Barbara Nonato soube usá-lo muito bem. Grande parte do clima de tensão e mistério da história se dá justamente por esse trafegar livre do narrador por locais e pela mente das personagens.


A apresentação pormenorizada das personagens é outro acerto de “Dias Vazios”. A autora carioca não tem pressa em expor as contradições, os detalhes, as particularidades, as rotinas, os sentimentos, os pensamentos e os dramas íntimos de cada um dos oito amigos de Rebeca Simas. Ao mesmo tempo em que entendemos que eles são suspeitos de um crime, acabamos nos aproximando de todos. Curiosamente, essa apresentação das figuras retratadas no livro é tão bem-feita que não temos a sensação de que há muitas personagens.

Livro Dias Vazios de Barbara Nonato

O ritmo narrativo do romance é excelente. São poucas as vezes em que a trama tem uma queda de tensão e de agilidade (algo salutar em se tratando de um romance de mais de três centenas de páginas). Na maior parte do tempo, nossos olhos ficam grudados no conteúdo da obra e nossa mente viaja pelos acontecimentos relatados tentando montar as peças soltas desse quebra-cabeça narrativo.


Gostei também da intertextualidade literária e musical da trama. Esse recurso confere uma pegada mais pop à história de Nonato. Nota-se o gosto da autora pela música popular brasileira e pela ficção contemporânea. Acompanhar as citações culturais no meio do livro é algo que cativa o leitor que compartilha dos mesmos gostos da escritora carioca.


Outro acerto de Barbara Nonato está nos temas abordados por sua história. Os assuntos suscitados em “Dias Vazios” são atuais e de grande relevância. O romance cita a violência doméstica, o feminicídio, os relacionamentos abusivos, o bullying, a corrupção e a violência policial, o egoísmo e o individualismo excessivos da sociedade atual, os preconceitos sociais de vários tipos, a violência urbana, os efeitos deletérios das redes sociais etc.


Por outro lado, não gostei nem um pouco da postura inquisitiva do narrador do livro. Ele é extremamente crítico às ações das personagens e às características da sociedade contemporânea. Por mais corretas que sejam suas análises e reflexões (e elas são mesmo!), um bom livro ficcional não deve deixar as avaliações e os julgamentos do(a) narrador(a)/escritor(a) tão mastigados para os leitores. A consequência disso é a transformação do texto em um discurso panfletário. Abomino esse expediente porque ao pegar para ler um livro de ficção, estou interessado na trama principal e não em conferir a visão de mundo do seu/sua autor(a). O narrador de “Dias Vazios” me pareceu politicamente correto demais. Para piorar, o posfácio detalha ainda mais os pontos já expostos de forma tão didática no cerne do romance. As notas de rodapé do livro me pareceram desnecessárias e acentuaram a impressão de que há explicações excessivas ao longo das páginas.

Livro Dias Vazios de Barbara Nonato

O pior defeito de “Dias Vazios” está na inverossimilhança da trama. Há uma lista extensa de situações, cenas e acontecimentos que um leitor mais exigente não engole facilmente. Reinaldo, um policial idoso, escreve mensagens no celular como se fosse um jovem. Hilda, a enfermeira de confiança do Dr. Daniel, é enviada para a casa de Rebeca para cuidar da paciente. Até aí, tudo bem. Porém, quando a moça viaja para Petrópolis, a enfermeira continua inexplicavelmente morando na casa da mãe de Rebeca. Não faz sentido algum a presença da profissional de saúde ali! Por falar em falta de sentido, o próprio destaque dado à personagem de Hilda não tem o menor cabimento (sua presença nessa narrativa é forçada demais).


A coleção de ações inverossímeis se acentua nas últimas 60 páginas. De uma hora para outra, todas (ou quase todas) as personagens do romance se tornam boazinhas. Milagre!!! Inexplicavelmente, elas fazem autoavaliações de seus erros, se arrependem e mudam de atitude em um piscar de olhos. Como é fácil largar vícios e hábitos nocivos, né? Como é banal compreender as próprias falhas e entender o que pode ser feito para se evoluir como ser humano? Para completar, empresas recém-inauguradas se tornam um sucesso de vendas em poucos meses. E o que dizer, então, de uma história em que os desfechos envolvem sempre as personagens já conhecidas?! É muita coincidência para o meu gosto. “Dias Vazios” é quase um teatrinho de cartas marcadas que gira em torno das mesmas pessoas apresentadas previamente aos leitores, mesmo que isso vá contra a lógica.


Outro erro gravíssimo deste livro está na construção de personagens tão estereotipadas. A sensação é que todas as figuras retratadas no romance são planas e que giram exclusivamente em torno de suas características mais marcantes. Por mais que o narrador peça para evitarmos os preconceitos em nosso dia a dia, parece que a escritora não consegue fazer isso na prática. Temos, assim, o grupo dos mocinhos e temos o grupo dos vilões. Há um maniqueísmo acentuado durante toda a trama. Falta nuance às personagens e às ações. Na vida real, ninguém é totalmente vilão e ninguém é inteiramente bonzinho. Talvez Barbara Nonato não saiba disso (nem que bons romances se fazem com personagens redondas).

Barbara Nonato

Algo curioso em “Dias Vazios” está em sua classificação literária. Fiquei receoso se podia chamá-lo de romance policial. Afinal, não houve um assassinato (algo que movimenta esse tipo de narrativa) e sim uma tentativa de homicídio. Na dúvida, repare que chamei a obra o tempo inteiro de thriller/suspense e de uma história de mistério. Independentemente do que os conceitos da Teoria Literária dizem, podemos ver este livro como um romance policial.


“Dias Vazios” é um bom livro de mistério e suspense. Contudo, fiquei em dúvida se sua premiação se deu mais pelas temáticas abordadas do que pela qualidade do seu texto ficcional. Com tantos tropeções de ordem narrativa, me pareceu estranho esta obra de Barbara Nonato ter conquistado o Prêmio Kindle de Literatura. Em tempos de discurso politicamente correto e de exaltação a ideologias da moda (vulgo postura lacradora), muitos concursos literários enaltecem títulos mais pelo que eles querem dizer/transmitir do que necessariamente pela excelência de suas construções narrativas. É uma pena que isso aconteça com tanta frequência. Como fã da boa literatura, acabo sempre torcendo pelas melhores tramas e pelos livros que apresentam propostas estéticas mais impactantes. Na certa, esse seria um ponto que o narrador de “Dias Vazios” iria pontuar se estivesse acompanhando os resultados da premiação que o consagrou.


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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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