• Ricardo Bonacorci

Livros: As Mulheres do Meu Pai - O romance mais extenso de José Eduardo Agualusa


As narrativas de José Eduardo Agualusa não são tradicionalmente volumosas. Suas tramas ficcionais têm geralmente entre 160 e 240 páginas, um tamanho razoável e dentro do padrão atual do mercado editorial. Por isso, a surpresa quando “As Mulheres de Meu Pai” (Língua Geral), seu sétimo romance, chegou às livrarias portuguesas e brasileiras. Com 356 páginas, esta obra é, até hoje, a mais extensa do portfólio do autor angolano. Para se ter uma ideia da dimensão deste livro, ele tem quase a mesma quantidade de páginas do que “O Vendedor de Passados” (Tusquets) e “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários” (Tusquets), os dois romances mais famosos de Agualusa, juntos. Ou seja, o escritor tinha muita coisa para contar neste drama que mistura realidade e ficção e que retrata a busca de Laurentina Reis, uma jovem cineasta criada em Portugal, por suas raízes africanas.


Analisando bem, “As Mulheres do Meu Pai” possui uma temática muito forte, bastante atual e extremamente íntima a José Eduardo Agualusa. Assim como a personagem principal do romance, o autor saiu muito cedo de Angola e foi viver por décadas na Europa. No exterior (morou também no Brasil e em Timor Leste), ele construiu sua vida, constituiu família e desabrochou na carreira jornalística e literária. A partir de determinado momento desta trajetória, Agualusa deve ter se questionado sobre sua verdadeira identidade cultural. A dúvida que provavelmente o atormentava era: sou europeu/português ou sou africano/angolano?! A resposta é dada pelas inquietações das personagens, pelo desenrolar do enredo e pelo desfecho surpreendente deste livro.


De certa forma, podemos encarar “As Mulheres do Meu Pai” como a obra mais pessoal e autobiográfica de José Eduardo Agualusa. Há quem veja na protagonista deste título o alter ego (feminino) do escritor. Confesso que tive uma impressão muito próxima a esta. Para mim, Agualusa aparece ora diretamente no texto (passagens nas quais um autor desenvolve a trama ficcional – há, portanto, uma pegada metalinguística aqui), ora indiretamente na narrativa (na pele de Laurentina com certeza, mas também na de outras personagens). Teria Madume, o namorado de Laurentina, por exemplo, alguma característica do escritor angolano?! Ou Bartolomeu, sobrinho da cineasta que protagoniza esta história, possuiria alguns traços da personalidade de algum conhecido do autor? Ou mesmo Faustino Manso, o pai biológico de Laurentina, teria alguma relação com uma figura real? A mistura entre realidade e ficção me faz supor que sim.

Publicado em 2007, “As Mulheres do Meu Pai” foi lançado no Brasil dentro da coleção Série Geral, coletânea de títulos da Editora Língua Geral destinada a promover os autores de língua portuguesa em nosso país a preços populares. Apesar de não estar entre as obras mais famosas de José Eduardo Agualusa, este livro apresenta uma narrativa impecável. Nota-se que seu autor já havia atingido a maturidade artística quando começou a produzir este texto. Prova maior disso é que, em “As Mulheres do Meu Pai”, o escritor angolano utiliza-se de uma gama variada de elementos literários impactantes para surpreender o leitor. E ele consegue atingir seu propósito com êxito. Em termos de complexidade e de riqueza ficcional, este livro é superior a, por exemplo, “O Vendedor de Passados”. Mesmo tendo “O Vendedor de Passados” como meu livro favorito de Agualusa, sei reconhecer que, em termos narrativos e literários, “As Mulheres do Meu Pai” possui uma trama e uma estrutura textual muito mais sofisticadas.


O enredo de “As Mulheres do Meu Pai” começa em Oncócua, sul de Angola, em 6 de novembro de 2005. No quarto de um hotel, o escritor acorda após sonhar com a protagonista de seu novo romance, Laurentina. No sonho, a moça procura seu pai biológico, Faustino Manso, um luandense que viveu da música e que tinha várias famílias espalhadas pela África.


Em seguida, a trama segue diretamente para o quarto de Doroteia, em Lisboa. Instantes antes de morrer, Doroteia, uma moçambicana que se mudou há vários anos para Portugal, terra natal do marido, Dário Reis, entrega um envelope lacrado à filha. Ao ler a mensagem materna, Laurentina, uma jovem cineasta portuguesa, descobre que Doroteia e Dário não são seus pais biológicos. Ela foi adotada assim que nasceu, em Moçambique, e, depois, levada ainda pequenina para Portugal, onde foi criada pela família Reis. A revelação de Doroteia vai além: ela informa que a mãe verdadeira da moça se chama Alima; e o pai legítimo de Laurentina é Faustino Manso, um famoso cantor e compositor angolano que fez muito sucesso na África Austral nas décadas de 1960 e 1970. Ao pesquisar rapidamente sobre ele na Internet, a moça descobre que Faustino faleceu, no dia anterior, aos 81 anos, de câncer nos pulmões (ele fumou a vida inteira). A notícia saiu naquele dia mesmo no Jornal de Angola.


Interessada em reconstruir sua própria trajetória (encontrar suas raízes culturais legítimas) e desvendar o passado do pai biológico, Laurentina viaja imediatamente para a África. Ela quer filmar um documentário sobre Faustino Manso. Junto com ela nesta viagem, segue Mariano Maciel. Filho de angolanos, o rapaz, cujo apelido é Madume, nasceu em Portugal e se vê como um autêntico português (não gosta que insinuem que ele é africano). Madume é câmera e fotógrafo, além de ser o namorado de Laurentina.

No enterro do pai, em Luanda, a capital de Angola, Laurentina conhece Bartolomeu Falcato, um de seus sobrinhos africanos (ele é neto de Faustino). O jovem, que tem mais ou menos a idade da tia vinda de Portugal, também é cineasta e escritor. Ao saber da proposta de trabalho de Laurentina (reconstruir o passado do pai visitando os locais em que ele viveu), Bartolomeu fica empolgado com o projeto do documentário e embarca na empreitada cinematográfica da portuguesa sem pestanejar. Assim, Laurentina, Madume e Bartolomeu partem para uma grande viagem pela África (Angola, Moçambique e África do Sul). O trio tem a companhia do motorista Albino Amador. Apelidado de Pouca-Sorte (devido aos insucessos recorrentes com as mulheres), Albino leva a equipe de cineastas em um carango caindo aos pedaços pelas estradas africanas.


Quando jovem, Faustino perambulou pelo sul do continente ao longo de vinte e dois anos de carreira musical. Em cada lugar que parava (Benguela, Mossâmedes, Cidade do Cabo/Cape Town, Maputo/Lourenço Marques, Quelimane e Ilha de Moçambique), ele fazia uma nova família – esposa e filhos. Isso é, além da família que ele deixou em Luanda. Sabendo disso, o grupo de cineastas quer entrevistar as sete mulheres de Faustino Manso (Dona Anacleta, Mana Falita, Leopoldina, Seretha du Toit, Elisa Mucavele, Ana de Lacerda e Alima), alguns dos seus filhos (são 18 na conta oficial) e os incontáveis amigos, colegas e conhecidos do cantor. Desta maneira, Laurentina, que é a caçula de Faustino, acredita que conseguirá traçar um retrato fidedigno do pai – uma figura, até então, totalmente desconhecida para ela.


A viagem pelas cidades onde Faustino Manso morou irá revelar grandes segredos de ontem e de hoje. Sem saber, Laurentina, Madume, Bartolomeu e Pouca-Sorte serão desafiados a encarar seus próprios medos e suas inquietações mais íntimas. Novas intrigas, paixões inusitadas e reviravoltas inimagináveis aguardam os protagonistas (e os leitores) deste romance singular. A narrativa avança até março de 2007, quando as filmagens do documentário terminam, assim como a produção do romance do autor ficcional (lembremos do primeiro trecho do primeiro capítulo). Em quase um ano e meio entre o começo e o fim desta história, muita coisa muda (alterações que afetam, curiosamente, o presente, o passado e, por que não, o futuro de cada uma das personagens desta obra).


As páginas de “As Mulheres do Meu Pai” estão distribuídas em quatro partes (chamadas no livro de “andamentos”) e em 91 capítulos. Li esta publicação em um único dia – no sábado passado. Comecei sua leitura de manhãzinha e a concluí à noite (com várias paradas no meio do caminho). Devo ter investido ao todo cinco horas, cinco horas e meia nesta leitura.

A primeira questão que chama a atenção em “As Mulheres do Meu Pai” é a multiplicidade de narradores. Esta trama possui uma narrativa extremamente multifacetada – cada trecho é contado por uma personagem diferente. O livro começa (e termina) com o relato de um autor (seria ele Agualusa?!). Duas páginas à frente, Laurentina assume o comando das palavras. Enquanto assistimos ao texto em primeira pessoa da narradora-protagonista, também nos deparamos com o ponto de vista de Mariano Maciel/Madume, Bartolomeu Falcato e Albino Amador/Pouca-Sorte. O trio masculino se reveza no meio da narrativa da cineasta portuguesa. Além disso, podemos acompanhar o discurso dos participantes do documentário sobre Faustino Manso. Sempre que alguém se senta à frente das câmeras do filme de Laurentina e fala sobre o cantor e compositor angolano, temos suas palavras em primeira pessoa.


O resultado desta variedade de vozes é um romance sofisticado, plural e riquíssimo. O tempo inteiro ficamos tentando identificar quem está falando/escrevendo. Às vezes, conseguimos descobrir rapidamente o narrador daquele trecho textual. Em outras oportunidades, é preciso muita atenção e astúcia para desvendar o autor daquelas palavras. Ou seja, a vida do leitor não é tão tranquila quanto nos livros anteriores de José Eduardo Agualusa. Por isso mesmo, “As Mulheres do Meu Pai” é um romance tão interessante.


A multiplicidade de narradores não é um mero recurso estilístico do autor desta obra. A visão multifacetada da trama permite uma narrativa mais completa e versátil. Parte do ritmo ágil e intenso de “As Mulheres do Meu Pai” deve-se a sua estrutura textual. O ritmo narrativo deste livro de Agualusa é excelente e não esmorece em nenhum momento (nem mesmo no último quarto do livro, quando o leitor acredita já ter descoberto os grandes segredos do enredo). Saiba que você será surpreendido com reviravoltas desta trama até as últimas páginas.


Outra questão marcante de “As Mulheres do Meu Pai” é sua pegada de road story. Se você achou que “A Conjura” (Gryphus Editora) e “Nação Crioula” (Gryphus Editora) eram tramas ancoradas em viagens intermináveis, você precisa ler este sétimo romance de José Eduardo Agualusa. Neste livro, a África é quase uma personagem de destaque do livro. Durante as passagens pelas cidades de Angola, Moçambique e África do Sul, os narradores expõem suas visões (ora líricas/saudosas, ora pragmáticas/críticas) de cada localidade retratada.

Essa jornada pelo interior da África faz parte da busca pela identidade cultural. Esse é o grande mote do romance e o que movimenta as diferentes personagens desta história – africanos nascidos no continente, mas criados na Europa (o que gera dúvidas sobre as verdadeiras raízes nacionais); africanos nascidos na Europa e sem contato direto com a terra natal de seus pais (ao ponto de renegarem suas origens); e africanos nascidos e criados na África, sem muito contato com o exterior (o que deveria reforçar a sensação de africanidade). Laurentina Reis, Mariano Maciel/Madume e Bartolomeu Falcato representam, respectivamente, esses três papéis. Apesar do documentário ser sobre Faustino Manso, as identidades reveladas pelas páginas de “As Mulheres do Meu Pai” são dos profissionais encarregados de produzir o filme. É legal reparar nesse aspecto contraditório.


Por mergulhar na identidade cultural dos africanos (nativos, expatriados e em deslocamento intenso), lembrei muito, durante a leitura desta obra de José Eduardo Agualusa, de “Americanah” (Companhia das Letras), o romance mais famoso de Chimamanda Ngozi Adichie. De certa maneira, Laurentina é parecida a Ifemelu, Madume lembra Blaine e Bartolomeu é similar a Obinze. Até mesmo os triângulos românticos dos livros seguem um padrão próximo. Contudo, antes que alguém ache que Agualusa tenha se inspirado em “Americanah”, vou logo avisando: o livro do angolano foi publicado seis anos antes do título da nigeriana.


Outra questão que aproxima muito “As Mulheres do Meu Pai” e “Americanah” é a denúncia ao racismo (na África e no exterior), à xenofobia (na Europa e nos Estados Unidos) e à violência endêmica (principalmente nos países do sul do continente africano). Não é errado enxergarmos José Eduardo Agualusa e Chimamanda Ngozi Adichie como os autores africanos que mais colocam os dedos nas feridas sociais de suas regiões e que discutem intensamente as questões de identidade cultural dos africanos e a importância da valorização da negritude. Se em “A Conjura” e “Nação Crioula” Agualusa criticou fortemente as ações estrangeiras durante o período colonial, em “As Mulheres do Meu Pai” ele critica mais os erros atuais e as omissões contemporâneas dos seus conterrâneos.


Interessante notar que as críticas do autor são feitas de um jeito variado – em algumas partes do livro elas são mais diretas e em outras são mais sutis. Gosto disso. A sátira (inteligente) de Agualusa atinge, aqui, seu ponto alto. O angolano mantém sua pegada de engajamento social sem descambar para o tom de denuncismo fácil e barato. Só os grandes escritores conseguem embutir no meio de uma trama ficcional seus pontos de vista e suas críticas de uma maneira natural e que não monopolizem as atenções dos leitores (afinal, o mais importante, na perspectiva de quem está lendo, é o conflito principal do romance, né?).

Outro acerto da edição da Língua Geral foi a manutenção da integralidade do texto original de José Eduardo Agualusa. Dependendo da personagem que assume a narração do livro, temos o português de Portugal (no caso de Laurentina e Madume) e o português mais africano (no caso de Bartolomeu e Pouca-Sorte). Se a editora brasileira tivesse adaptado o texto para o português de nosso país, teríamos na certa uma grande perda no que se refere à experiência estética de leitura. Ainda bem que a Língua Geral não cometeu esse equívoco/crime literário.


Para concluir esta análise, preciso destacar mais quatro pontos de “As Mulheres do Meu Pai”: suas notas de rodapé, o tom cíclico da trama, a mistura de realidade e ficção com pitadas de Realismo Fantástico e a forte intertextualidade cultural.


As notas de rodapé conferem uma sensação de biografia real e de romance antigo ao livro. Agualusa sabe pintar seu texto como se ele fosse uma trama histórica ou um relato verídico. O escritor angolano consegue tal efeito ao acrescentar alguns detalhes formais à narrativa (já tínhamos visto isso na prática em “Nação Crioula”, por exemplo). As notas de rodapé, neste caso específico, têm a função dupla de descolorir a narrativa (ela dá um ar de preto e branco/aparência antiga) e de realidade (sensação de que relato aconteceu efetivamente).


O tom cíclico da trama fica mais evidente quando concluímos a leitura de “As Mulheres do Meu Pai”. Os filhos, querendo ou não, acabam repetindo os erros e os acertos de seus pais e avós. De uma perspectiva macroambiental, esse efeito pode ser visto pelas mazelas sociais do continente africano (equívocos mantidos de geração a geração). Como é típico da literatura de José Eduardo Agualusa, temos aqui um romance que mistura realidade e ficção (em um nível até mais intenso do que nas obras anteriores) e com doses generosas de Realismo Fantástico (o que conferem um charme todo especial às narrativas do autor).

E, por fim, a intertextualidade cultural é do tipo literária (citação a Ruy Duarte de Carvalho, Gabriel García Márquez, Luandino Vieira, Camilo Castelo Branco, José Arrimar, Pedro Rosa Mendes, Ryszard Kapuscinski, Fernando Pessoa, Nelson Rodrigues, Rui Knopfli, Ana Paula Tavares, Luís Vaz de Camões, James Joyce, Breyten Breytenbach, Juan Rulfo, Jorge de Sena, Frederick Guy Butler, Mia Couto, Edgar Allan Poe, Tomás António Gonzaga, Alberto de Lacerda, Glória de Sant´Anna, Jall Sinth Hussein e Luís Carlos Patraquim), cinematográfica (referência a Sérgio Rezende, Karen Boswall, James Dean, Joaquim Phoenix, Robert Redford, Humphrey Bogart, Clark Gable, Fred Astaire, Woody Allen, Sean Connery e Orlando Sérgio), fotográfica (menção a Sebastião Salgado, Joan Fontcuberta, Eugen Baucar, Ricardo Rangel, Sérgio Santimano, Kok Nam e Fátima Saide), pictórica e, principalmente, musical (diálogo íntimo com Timbila Muzimba, Carlinhos Brown, Timbalada, Hugh Mase Kela, Fela Kuti, Manu Dibango, Dog Murras, N´Gola Ritmos, Duo Ouro Negro, Liceu Vieira Dias, Bob Marley, Jacques Brel, Leonard Cohen, Freshlyground, Nina Simone, Roberto Carlos, Julio Iglesias, Cauby Peixoto e Gilberto Gil). “As Mulheres do Meu Pai” é praticamente um romance musical.


O Desafio Literário de novembro retornará no próximo domingo, dia 22, com a análise de mais um livro de José Eduardo Agualusa. A quinta obra deste mês que será debatida no Bonas Histórias é "Nweti e o Mar” (Gryphus Editora). Publicado em 2011, esse título é um exemplar da literatura infantil praticada pelo autor angolano. Não perca esta nova análise. Até lá!


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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

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