• Ricardo Bonacorci

Livros: Final do Jogo - A segunda coletânea de contos de Julio Cortázar

Publicada originalmente em 1956 e ampliada oito anos depois, essa obra é uma das mais emblemáticas do escritor argentino.

Final do Jogo é o livro de Julio Cortázar que foi publicado em 1956

Nessa semana, li “Final do Jogo” (Civilização Brasileira), a segunda coletânea de contos de Julio Cortázar. Esse é o terceiro livro do escritor argentino que analisamos no Desafio Literário de outubro e novembro. Os leitores mais assíduos do Bonas Histórias sabem que já discutimos, nos últimos dias, “Os Reis” (Civilização Brasileira), prosa poética sobre o mito do Minotauro, e “Bestiário” (Civilização Brasileira), obra de estreia de Cortázar nas narrativas curtas. Na lista de leitura desse bimestre, ainda temos “Os Prêmios” (Civilização Brasileira), “Histórias de Cronópios e de Famas” (Best Seller), “O Jogo da Amarelinha” (Companhia das Letras), “Todos os Fogos o Fogo” (Best Seller) e “62 Modelo para Armar” (Civilização Brasileira). Se você curte o melhor da literatura argentina, da ficção mundial e do Realismo Fantástico não perca esse e os próximos posts do Desafio Literário.


Publicado em 1956, “Final do Jogo” foi lançado originalmente por uma editora mexicana e tinha apenas nove histórias. Oito anos mais tarde, essa obra de Julio Cortázar ganhou uma segunda edição, dessa vez pela argentina Editorial Sudamericana, e incorporou outras nove narrativas do autor. Assim, a versão de “Final do Jogo” que temos atualmente é aquela de 1964 com 18 contos. Para quem possa estranhar o fato desse título ter saído primeiro por uma editora mexicana e não por uma editora argentina, vale a pena dizer que Cortázar não era uma figura bem-quista pelos militares portenhos que estavam no poder naquele momento. Dessa forma, é possível imaginarmos que a pressão dos governantes fardados para que as editoras de seu país não publicassem nada do escritor que tinha preterido Buenos Aires por Paris no início dos anos 1950 surtira efeito, ao menos por um tempo.


“Final do Jogo” é considerado um livro emblemático de Julio Cortázar por vários motivos. Em primeiro lugar, essa obra representou a primeira publicação do autor depois da mudança para a França. “Bestiário”, o título anterior, foi lançado em 1951, poucos meses antes de Cortázar deixar definitivamente a Argentina. Além disso, “Final do Jogo” foi seu primeiro trabalho autoral a ganhar versões em outros idiomas e chegar às livrarias de fora da América do Sul. Não é errado, portanto, enxergarmos esse livro como o responsável pela internacionalização da carreira de Cortázar como escritor ficcional. Por fim, é interessante notar que “Final do Jogo” potencializou os recursos estilísticos e as propostas narrativas que Julio Cortázar havia introduzido em “Bestiário”, sua primeira coletânea de contos. Se a obra anterior havia representado o início do argentino no Realismo Fantástico, essa nova publicação significou a consolidação de Cortázar nesse tipo de literatura.

Julio Cortázar, escritor argentino

Quando “Final do Jogo” foi publicado no México, Julio Cortázar já tinha uma vida mais ou menos consolidada em Paris. Casado há um ano com Aurora Bernárdez, tradutora e escritora argentina, ele trabalhava como tradutor na ONU. Porém, o salário que recebia não era tão alto, o que provocava algumas crises financeiras. Para engordar um pouco o orçamento doméstico, Cortázar também fazia traduções para o espanhol de obras literárias de autores das línguas inglesa e francesa. Esse tipo de trabalho já era realizado antes de ele deixar a Argentina e foi mantido no exterior. Seu principal contratante era a Editorial Sudamericana, tradicional editora de Buenos Aires. Contudo, na época em que “Final do Jogo” foi lançado, o escritor estava trabalhando na tradução para o espanhol dos livros de Edgar Allan Poe para uma universidade porto-riquenha.


Os 18 contos de “Final do Jogo” englobam as narrativas curtas produzidas por Julio Cortázar entre 1945 e 1962. Por isso, temos histórias ambientadas tanto na Argentina e no Uruguai (as mais antigas) quanto na França (as mais novas). Curiosamente, o livro foi dividido em três partes como uma forma de transformar sua leitura em uma atividade lúdica para os leitores. Segundo Cortázar, a divisão da coletânea respeita os níveis de dificuldade de leitura. Assim, a parte I tem as tramas mais fáceis (6 contos), a parte II possui as histórias com nível mediano de complexidade (7 contos) e a parte III reúne as narrativas mais difíceis (5 contos). Aqueles que conhecem um pouco o humor brincalhão e as estripulias literárias de Julio Cortázar podem notar que essa classificação é apenas uma maneira de ludibriar o leitor e influenciar em sua leitura. Instintivamente, à medida que avançamos nas páginas de “Final do Jogo”, acabamos acreditando no grau de dificuldade e lemos com mais atenção os últimos contos (como se eles fossem realmente mais complicados). Adorei essa brincadeira!


No Brasil, “Final do Jogo” tem duas traduções marcantes. A primeira, feita por Remy Gorga Filho para a Editora Expressão e Cultura, foi lançada no início dos anos 1970 e ganhou três edições entre 1971 e 1974. A segunda, realizada pela dupla Paulina Wacht e Ari Roitman para a Editora Civilização Brasileira (hoje um selo do Grupo Editorial Record), é mais recente, de 2014. Preferi ler essa última tradução porque foi mais fácil de achá-la nas livrarias nacionais. A versão de Remy Gorga Filho, um dos principais tradutores para o português de escritores de língua espanhola, é ainda hoje encontrada em muitos sebos.

Livro Final do Jogo de Julio Cortázar

Os contos da parte I de “Final do Jogo” são: “Continuidade dos Parques”, “Ninguém Tem Culpa”, “O Rio”, “Os Venenos”, “A Porta Incomunicável” e “As Mênades”. As narrativas da parte II são: “O Ídolo das Cíclades”, “Uma Flor Amarela”, “Sobremesa”, “A Banda”, “Os Amigos”, “O Móvel” e “Torito”. E, por fim, as tramas da parte III são: “Relato com um Fundo de Água”, “Depois do Almoço”, “Axolotes”, “A Noite de Barriga Para Cima” e “Final do Jogo”, conto que empresta seu nome à coletânea. Para quem tenha ficado curioso(a), as nove histórias originais dessa obra (daquela versão publicada em 1956) são: “Os Venenos”, “A Porta Incomunicável”, “As Mênades”, “A Banda”, “O Móvel”, “Torito”, “Axolotes”, “A Noite de Barriga Para Cima” e “Final do Jogo”.


“Continuidade dos Parques”, o primeiro conto de “Final do Jogo”, se passa na zona rural da Argentina. Em meio aos afazeres e aos problemas típicos da fazenda, o proprietário se entretém lendo um romance. Na trama ficcional que o fazendeiro acompanha tão atentamente, uma mulher casada se encontra com o amante em uma cabana. Em “Ninguém Tem Culpa”, a narrativa seguinte da coletânea, a esposa espera o marido em uma loja para eles comprarem um presente de casamento. Como está frio, o maridão resolve vestir um pulôver antes de sair de casa. Inicia-se, assim, uma epopeia tragicômica. Sim, colocar uma blusa de lã pode ser uma tarefa complicadíssima para as personagens de Cortázar. “O Rio” é a terceira história dessa obra. Em noite alta e em meio às brigas matrimoniais, a mulher ameaça se jogar no Sena. Teria ela coragem para realizar uma atitude extrema como essa?!


“Os Venenos” é ambientado em Banfield. No Verão argentino, um menino brinca em casa ao lado da irmã, da vizinha e do primo. O que marca as férias escolares do protagonista é a máquina de matar formigas usada pelo tio no quintal da propriedade e, principalmente, o despertar do primeiro amor. Em “A Porta Incomunicável”, Petrone se hospeda no Hotel Cervantes, no centro de Montevidéu. O rapaz está na cidade a negócios. A tranquilidade do hotel é quebrada quando Petrone descobre uma porta extra em seu quarto e, dali, ouvi o insistente choro de criança durante a madrugada. “As Mênades”, o último conto da primeira parte do livro, se passa no Teatro Corona. O maestro e sua orquestra apresentam um conjunto de concertos que celebra os 25 anos da carreira do músico. A plateia fica tão empolgada com o espetáculo que tem uma reação assustadora e totalmente inesperada. A impressão é que estamos diante de um estádio de futebol em uma final de campeonato e não dentro de um teatro.

Livro Final do Jogo de Julio Cortázar

A primeira narrativa da parte II de “Final do Jogo” é “O Ídolo das Cíclades”. Após dois anos de uma viagem à Grécia, Morand visita Somoza no ateliê do amigo. Isolado do mundo e produzindo réplicas de uma escultura encontrada nas ruínas gregas, Somoza parece meio amalucado, para horror de Morand. Em “Uma Flor Amarela”, um bêbedo insiste em dizer que é mortal, o único ser humano nessa condição. No bar da Rua Cambronne, ele conta a história de quando encontrou Luc, um menino de 13 anos que era uma cópia fiel dele. “Sobremesa”, o terceiro conto dessa seção, apresenta a troca de cartas entre dois amigos, Alberto Rojas, que mora em Lobos, e Frederico Morais, que vive em Buenos Aires. Enquanto Frederico convida o morador do interior para um encontro social na capital do país, Alberto comenta o que teria ouvido em tal reunião que aparentemente nem aconteceu.


A trama de “A Banda” ocorre em fevereiro de 1947. Lucio Medina vai a uma sessão de cinema aparentemente comum. Contudo, a exibição do filme é marcada por acontecimentos extraordinários que mudam a maneira do rapaz encarar a vida e de enxergar o mundo. Em “Os Amigos”, assistimos a um plano homicida. O Número 1 contrata o Número 3 para matar Romero. “O Móvel”, a penúltima narrativa dessa parte, apresenta um enredo policial. Para descobrir quem matou Montes e para vingá-lo, seu melhor amigo embarca em um navio para Marselha. A única informação que o rapaz tem é que o assassino de Montes entrou naquela embarcação. Em “Torito”, um boxeador relembra os momentos marcantes de sua carreira nos ringues, que teve muitos episódios vitoriosos, mas também teve derrotas dolorosas.


A parte III começa com “Relato com um Fundo de Água”. Nesse conto, Mauricio visita um velho amigo que mora em um bangalô no interior. O anfitrião conta para o convidado que está desesperado. Ele sonhou recentemente que encontrou um corpo boiando sem vida no rio. “Depois do Almoço”, a trama seguinte do livro, mostra o drama de um menino. Ele recebe ordem dos pais para ir passear com algo ou alguém. O garoto não quer ir porque sente vergonha do companheiro de passeio. Mesmo assim, ele engole o orgulho próprio e vai.

Livro Final do Jogo de Julio Cortázar

Em “Axolotes”, um rapaz tem fixação pelos axolotes, uma espécie de salamandra mexicana. Ele gosta tanto dos répteis que visita diariamente (às vezes mais de uma vez ao dia) os Jardim das Plantas, onde exemplares desse bicho são exibidos ao público. Esse amor incondicional pelos axolotes se transforma em identificação ao ponto do jovem se sentir uma verdadeira salamandra. “A Noite de Barriga Para Cima”, o penúltimo conto do livro, começa em uma manhã ensolarada. Querendo aproveitar o dia, um rapaz pega a motocicleta e parte para um passeio pelas ruas da cidade. Contudo, ele sofre um acidente e vai parar no hospital. No centro médico, o motoqueiro tem vários pesadelos. Em seus sonhos, ele sofre no meio da floresta. E em “Final do Jogo”, a narrativa derradeira dessa coletânea, três meninas brincam ao lado dos trilhos de trem. Sempre que o vagão do Central Argentino passa, elas imitam estátuas. A brincadeira chama a atenção de Ariel B, um jovem passageiro que faz o curso industrial. Ele começa a se comunicar com as garotas por meio de bilhetinhos atirados pela janela do trem.


O livro “Final do Jogo” possui 224 páginas. Levei entre três horas e meia e quatro horas para concluir integralmente sua leitura nessa semana. Precisei de duas noites para isso: li a metade inicial da obra na segunda-feira (nove contos) e a metade final na terça-feira (outros nove contos). Na certa, se tivesse lido “Final do Jogo” em um final de semana, teria concluído a leitura em uma única manhã ou mesmo em uma só tarde. Ou seja, quem tem maior fôlego literário consegue lê-lo em um único dia numa boa.


Em relação à temática, os contos de “Final do Jogo” podem ser divididos em seis categorias. Temos (1) as tramas que misturam realidade e ficção (“Continuidade dos Parques”, “Sobremesa” e “A Banda”), (2) as histórias que embaralham a realidade com os sonhos e as imaginações das personagens (“O Rio”, “Uma Flor Amarela”, “Relato com um Fundo de Água”, “Axolotes” e “A Noite de Barriga Para Cima”), (3) os enredos tragicômicos ancorados em cenas banais do cotidiano (“Ninguém Tem Culpa” e “As Mênades”), (4) as narrativas sobrenaturais/surreais (“A Porta Incomunicável”, “As Mênades”, “O Ídolo das Cíclades”, “Depois do Almoço” e “Axolotes”), (5) os dramas sentimentais (“Os Venenos”, “Torito” e “Final do Jogo”) e (6) os contos com pegada policial e de suspense (“Os Amigos”, “O Ídolo das Cíclades”, “O Móvel” e “Depois do Almoço”).

Livro Final do Jogo de Julio Cortázar

A maioria das histórias desse livro foi produzida em primeira pessoa e tem narradores do sexo masculino. Vários protagonistas de “Final do Jogo” não têm o nome próprio revelado, o que aumenta ainda mais os níveis de suspense e de mistério das tramas. Em alguns momentos, esse recurso (a ocultação do nome da personagem principal) dá um ar de alegoria à obra (o episódio retratado poderia ter acontecido com qualquer um, inclusive comigo e com você).


Os primeiros contos de “Final do Jogo” são mais curtinhos. À medida que as tramas vão sendo apresentadas, as histórias vão ficando, em média, maiores. Grande parte da graça das narrativas de Cortázar está nas diferentes maluquices propostas pelo autor. Quem já leu “Bestiário” na certa não se surpreenderá com a invasão do universo onírico, ficcional e/ou imaginativo na realidade das personagens, com os vários elementos simbólicos e existencialistas das histórias e a supremacia de passagens fantásticas no cotidiano de pessoas comuns. Obviamente, as narrativas mais impactantes de Julio Cortázar são tradicionalmente aquelas que respeitam essa linha temática.


Contudo, para o leitor que está lendo vários títulos do autor de forma consecutiva (conforme a proposta do Desafio Literário), essa repetição de assuntos e de estrutura ficcional pode ficar um pouco enfadonha. Afinal, nos primeiros parágrafos já conseguimos entender o que está sendo feito. Infelizmente, várias histórias de “Final do Jogo” guardam grandes semelhanças com as narrativas de “Bestiário”. A falta de surpresas reside justamente nessas “coincidências” entre os dois títulos.


Apesar de termos vários contos de “Final do Jogo” entre os mais famosos da literatura de Julio Cortázar, confesso que não fui tão impactado por eles como fui pela coletânea anterior. Curiosamente, nota-se que esse livro tem uma melhor estrutura, tem maior extensão e é mais diversificado do que “Bestiário”. Isso tudo é inegável. Entretanto, gostei muito mais da coleção de narrativas curtas de estreia do argentino do que desse segundo exemplar. De cabeça, posso citar, entre meus contos favoritos de “Bestiário”, “Casa Tomada”, “Carta a Uma Senhorita em Paris”, “Cefaleia” e o próprio “Bestiário”.

Julio Cortázar, escritor argentino

Isso não quer dizer que não temos histórias memoráveis em “Final do Jogo”. Além do conto homônimo, gostei muito de “Continuidade dos Parques”, “Ninguém Tem Culpa”, “Os Venenos”, “Sobremesa”, “Depois do Almoço” e “Axolotes”. Os contos que mais gostei foram as tramas sentimentais. “Os Venenos” é espetacular e “Final do Jogo” é excelente. Essa temática é justamente a grande novidade que esse livro trouxe para a literatura de Cortázar, o que me surpreendeu. Não imaginava que o argentino pudesse produzir narrativas tão sensíveis e poéticas nessa linha mais amorosa. Incrível!


Depois dos contos sentimentais, gostei muito dos enredos surrealistas. “Depois do Almoço” e “Axolotes” são simplesmente incríveis. O leitor fica com o coração na mão tentando descobrir o mistério por trás dessas tramas. Como é típico dos textos ficcionais de Julio Cortázar, o desfecho é normalmente aberto e as narrativas permitem múltiplas interpretações (são polissêmicas). Essa mesma característica é encontrada em “Continuidade dos Parques” e “Sobremesa”, que mesclam realidade e ficção, e “Ninguém Tem Culpa”, uma divertida tragicomédia construída em uma cena do dia a dia.


Por outro lado, os contos que menos gostei foram as tramas policiais. Qual o problema desse tipo de história, hein?! Na verdade, não há problema nenhum nesse tipo de gênero narrativo. Minha crítica está na maneira como Cortázar desenvolveu seus enredos. Evidentemente, o argentino não tem o talento de Rubem Fonseca ou de Patricia Highsmith para sustentar uma trama investigativa. Como essas narrativas de Cortázar são bem curtinhas, não se cria uma atmosfera de mistério e/ou de identificação com o drama apresentado e com os suspeitos (algo mais fácil de ser feito em contos maiores ou em novelas e romances, narrativas mais extensas). Como consequência, o leitor ainda não entrou direito na dinâmica da narrativa e a história já terminou (com a revelação do suspeito).


Agora que já conhecemos duas coleções de contos de Julio Cortázar, vamos partir para a investigação dos romances do argentino. Na semana que vem, retornarei ao Desafio Literário para analisar “Os Prêmios” (Civilização Brasileira), a primeira narrativa longa de Cortázar. Esse livro foi publicado em 1960 e apresenta alguns elementos narrativos que seriam usados mais tarde em “O Jogo da Amarelinha” (Companhia das Letras), o grande sucesso do autor. O post com a análise completa de “Os Prêmios” estará disponível no Bonas Histórias na próxima quarta-feira, dia 27. Não perca os novos episódios do Desafio Literário de Julio Cortázar. Até lá!


Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as análises estilísticas do blog, clique em Desafio Literário. Para acessar as análises literárias individuais, clique na coluna Livros – Crítica Literária. E não deixe de nos acompanhar nas redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn.

A Editora Pomelo é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
A Dança & Expressão é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Eduardo Villela é Eduardo Villela é book advisor e parceiro do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento

Bonas Histórias

O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci desde 2014. Com um conteúdo multicultural (literatura, cinema, música, teatro, exposição e gastronomia), o Blog Bonas Histórias analisa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

bonashistorias.com.br

Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 39 anos e trabalha como publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural, editor, escritor e pesquisador acadêmico. Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

Mandarina é a livraria diferenciada que está localizada em Pinheiros, na cidade de São Paulo
A Epifania Comunicação Integrada é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
Psicorama é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento
BonaBelle Design & Organização é parceira do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura e entretenimento