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Bonas Histórias

O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura, arte e entretenimento criado por Ricardo Bonacorci em 2014. Com um conteúdo multicultural – literatura, cinema, música, dança, teatro, exposição, pintura, gastronomia, turismo etc. –, o Blog Bonas Histórias analisa de maneira profunda e completa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 44 anos e mora com um pé em Buenos Aires e outro na capital paulista. Atuando como editor de livros, escritor (ghostwriter), redator publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural e pesquisador acadêmico, Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

Melhores Músicas Ruins: América Latina – Premiação de 2025

  • Foto do escritor: Ricardo Bonacorci
    Ricardo Bonacorci
  • há 2 dias
  • 8 min de leitura

Saíram os vencedores da segunda edição da versão latino-americana da premiação musical trash organizada pelo SOSAMOR e promovida pelo Bonas Histórias. Os destaques da música em espanhol do ano passado foram Karol G com o Merengue Techno “Papasito” (Orelhão de Ouro), Bad Bunny com o Rap/R&B “Lo Que Le Pasó a Hawaii” (Orelhão de Prata) e Serena Gomez com a Balada Romântica “Mi Camino” (Orelhão de Bronze). Confira a lista completa de campeões de 2025.


Prêmio Melhores Músicas Ruins da América Latina de 2025: Segunda edição do evento promovido pelo Bonas Histórias e organizado pelo SOSAMOR (Sociedade Orelhuda Secreta dos Adoradores das Músicas Orgulhosamente Ruins)

Era uma vez um tímido e pacato prêmio da música brasileira organizado pelo SOSAMOR Sociedade Orelhuda Secreta dos Adoradores das Músicas Orgulhosamente Ruins. Desde a sua primeira edição, em 2015, o Bonas Histórias, um dos blogs de literatura, cultura, arte e entretenimento mais longevos da língua portuguesa, decidiu divulgá-lo. Alguns dizem que o motivo desta promoção foi a pura falta de boas pautas por parte do portal, naquela época iniciante. Outros alegam tratar-se de um excelente tino comercial dos até então novatos blogueiros do campo artístico-cultural. Juro que não sei precisar a verdadeira razão de tal aposta. Às vezes acho que foi mesmo sorte. Outras vezes, acredito que foi uma tacada de mestre à la Rui Chapéu.


O único fato (mais ou menos) concreto é que, com o tempo (e põe tempo nisso!), o evento foi crescendo e se tornando mais e mais famoso. Até que, passada uma década de existência, ele se transformou em uma das premiações mais respeitadas e bem-quistas do mercado fonográfico nacional. Na minha opinião (nada imparcial), o Melhores Músicas Ruins (é esse o nome do prêmio em questão, tá?) rivaliza hoje em dia com o Prêmio da Música Brasileira (que os mais antigos ainda se lembram como Prêmio Sharp ou mesmo Prêmio BTG Pactual) e com o Prêmio Multishow (talvez o mais midiático da atualidade).


Sim, senhoras e senhores, esse é o status recente daquele concurso musical meia-boca criado há onze anos e divulgado de maneira improvisada por um recém-lançado blog literário. Como diria Valesca Popozuda em “Beijinho No Ombro”, clássico contemporâneo da música interplanetária: late mais alto que daqui eu não te escuto. Do camarote quase não dá pra te ver. Tá rachando a cara, tá querendo aparecer.


Tá duvidando de mim quanto à dimensão do evento organizado pelo SOSAMOR (lê-se SOS Amooooor)?! Pois saiba que (quase) todo mundo (no Brasil) conhece o Melhores Músicas Ruins. Ou você não veio, sabe-se lá como, parar nessas páginas, hein? Assim como você caiu nesse malfadado post, saiba que muita gente (a maioria infelizes perdidos nesse mundão chamado Internet) também comete os mesmos deslizes e acaba preso neste portal do mundo paralelo da música nacional (e agora também internacional). Desejo a todos os inimigos vida longa. Pra que eles vejam a cada dia mais nossa vitória. Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba. Aqui dois papos não se cria e nem faz história.


Os três primeiros colocados no Prêmio Melhores Músicas Ruins de 2025 na versão latino-americana foram Karol G com Papasito (Orelhão de Ouro), Bad Bunny com Lo Que Le Pasó a Hawaii (Orelhão de Prata) e Serena Gomez com Mi Camino (Orelhão de Bronze)

Independentemente das polêmicas aqui e ali, é bom que se diga que as premiações do Melhores Músicas Ruins já reúnem, em todo final de dezembro ou, no mais tardar, início de janeiro, a nata dos cantores e compositores brasileiros. Só não permitimos ainda a transmissão ao vivo do nosso evento pela televisão porque nenhuma emissora aceitou nossas exigências. Elas sempre vêm com um papinho de “nosso Compliance não aceitaria essas exigências”, “isso é politicamente incorreto” e “não concordamos com essa postura de vocês”. Aí respondemos: “tá bom, então vocês não farão a cobertura televisiva deste ano”. E pensamos: “e pega a sua má vontade e vá pra...”.


Contudo, a maior confusão dos últimos anos não envolveu as emissoras interessadas-não-interessadas na nossa premiação. Em dezembro de 2023, na festança de arromba do Melhores Músicas Ruins daquele ano ocorrida na mais badalada casa de espetáculos do Rio de Janeiro, alguém teve a feliz ideia (olha a ironia aí, meu povo!): “e se tivéssemos todos os anos uma versão com as melhores músicas ruins em espanhol, hein?!”. Como as piores propostas são aquelas que pegam facilmente (veja o histórico de pautas do Congresso Nacional) e se espalham velozmente (tal qual fogo no palheiro), o SOSAMOR viabilizou em tempo recorde a nova vertente do prêmio (e o Bonas Histórias tratou de divulgá-la). Beijinho no ombro pro recalque passar longe. Beijinho no ombro só pros invejosos de plantão. Beijinho no ombro só quem fecha com o blog. Beijinho no ombro só quem tem disposição.


Assim, em dezembro de 2024, tivemos a primeira edição do Melhores Músicas Ruins da América Latina. O evento da temporada retrasada aconteceu em Buenos Aires (metrópole também conhecida como En La Ciudad de La Furia pelos fãs do Soda Stereo) e ganhou tanto destaque na mídia hispano-americana que foi impossível não realizar, em dezembro agora, a sua segunda edição. Há até quem diga que a nova perna da nossa estimada premiação já tenha se tornado até mais relevante do que o Grammy Latino. Sinceramente, aí acho um pouco de exagero. Posso deslizar com facilidade na mentirinha de vez em quando, mas não sou adepto da mentirona deslavada. Por favor! Não sou covarde, mas não tô pronto pro combate. Keep calm e deixa de recalque. O meu sensor de fake news explodiu.


Entonces, para a alegria dos adoradores do Melhores Músicas Ruins, vício que contamina cada vez mais moradores do Ushuaia ao Alasca, estamos justamente aqui para revelar os vencedores do ano passado no lado castelhano do nosso continente. Se essa era a dúvida que martirizava o público em busca de fortes emoções sonoras, podem soltar fogos de artifício, senhoras e senhores. Depois da revelação dos campeões da Música Brasileira de 2025 no mês passado, hoje traremos as canções imperdíveis em espanhol de 2025. Ralem seus mandados!


O Prêmio Melhores Músicas Ruins é a tradicional honraria do mercado fonográfico brasileiro que se internacionalizou para a América Latina e, em 2025, promoveu a segunda edição com as canções em espanhol

Tal qual Ana Castela em 2023 e 2024 na edição brasileira, Karol G conquistou, no ano passado, o bicampeonato do Orelhão de Ouro na versão hermanita. Se na premiação de 2024 a bela colombiana encantou as plateias com “Si Antes Te Hubiera Conocido”, em 2025 ela repetiu a dose com outro Merengue contagiante. “Papasito”, o hit da vez que recria o clima nostálgico do Caribe nas décadas de 1950 e 1960 e traz um Merengue Techno de altíssimo nível, ficou na primeiríssima posição. Por isso, é impossível não colocar Karol G como a principal estrela feminina da música latino-americana da atualidade. Desculpem-me os milhões de fãs de Shakira (beijo, Marita) e a meia dúzia dos apreciadores de Anitta (abraço, Rai), mas o mundo só tem agora olhos para Karolzinha.


Prova do apelo midiático da loira de Medellín é que ela emplacou outro sucesso no top 13 (não temos problemas com superstição, tá?) dos campeões do Melhores Músicas Ruins do ano passado. “Latina Forena” é o Reggaeton que revela todos os indescritíveis predicados da cantora (e de suas bailarinas, claro). Se ninguém morreu de hipotermia durante as filmagens desse videoclipe (digno de Oscar), é o caso de erguer as mãos para o alto e agradecer aos Céus. Por essas e outras, 2025 foi o ano de Karolzinha – um Orelhão de Ouro (troféu pela primeira colocação) e um Orelhão de Lata (troféu oferecido às canções situadas da quarta à 13ª posição).


O Orelhão de Prata (segunda colocação) foi para outro cantor que dominou as paradas de sucesso no ano passado. “Lo Que Le Pasó a Hawaii” é o Rap/R&B do porto-riquenho Bad Bunny que se tornou um hino dos imigrantes nos Estados Unidos. Depois de muita discussão se essa canção deveria entrar no Melhores Músicas Ruins, ela não só foi aprovada como chegou ao pódio. Também vale dizer que, assim como Karol G, Bad Bunny emplacou mais de um hit na premiação latino-americana de 2025. Além do emocionante “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, o rapper é responsável pelo megassucesso “DtMF”, hit que mistura Reggaeton e Plena. Quem vive nos países de língua espanhola deve ter, com certeza, ouvido muitas vezes essa música no ano passado. Falo por mim. Vivendo em Mi Buenos Aires Querido, a escutava em todos os cantos da cidade.


Para fechar o pódio da última temporada, tivemos Serena Gomez e sua Balada Romântica “Mi Camino”. Os fãs da sétima arte que acompanham regularmente a coluna Cinema deverão se recordar dessa faixa. Ela integrou a trilha sonora do filme “Emilia Pérez” (2024), musical francês de Jacques Audiard ambientado no México. Mesmo não sendo um hit tão comercial, “Mi Camino” conquistou os jurados do SOSAMOR (você está lendo corretamente? Eu já expliquei que se lê SOS Amooooor). Há quem diga que o Orelhão de Bronze (terceiro lugar) de 2025 da edição latino-americana foi o primeiro (e provavelmente será o único) troféu da carreira de Gomez. Como achei esse comentário muito maldoso (ela não merecia essa patada), sou incapaz de reproduzi-lo, principalmente num post do Bonas Histórias.


Karol G ganhou o Orelhão de Ouro – Edição América Latina, principal troféu do Prêmio Melhores Músicas Ruins de 2025, com a canção Papasito

Obviamente que os ganhadores do Orelhão de Ouro, Orelhão de Prata e Orelhão de Bronze foram os principais destaques do Prêmio Melhores Músicas Ruins do ano passado. Ainda assim, acredito que vale a pena listar algumas boas surpresas da última edição que arremataram o Orelhão de Lata da América Latina. Por exemplo, Miranda, uma das melhores bandas argentinas de Pop da atualidade, e Natanael Cano, rapper mexicano, emplacaram, respectivamente, três e duas faixas em 2025. Vamos combinar que não é para qualquer artista levar para casa mais de um Orelhão de Lata numa mesma edição de uma premiação com tal gabarito, né?  


Em relação à variedade de ritmos, nosso continente continua sendo terra fértil para a pluralidade musical. Além dos já citados Merengue (e o Merengue Techno), Reggaeton, Rap/R&B, Plena, Balada Romântica, Pop (com direito a Pop Eletrônico, Pop/Rock e Pop Romântico), tivemos na edição do ano passado faixas de Cumbia, Trap e Corridos Tumbados. Viva a América Latina, senhoras e senhores! E viva a nossa música popular!!!


Se após esse preâmbulo (preâmbulo?!), você ficou curioso(a) para conhecer as 13 canções em espanhol de 2025 que foram eleitas pelo Melhores Músicas Ruins, segue, abaixo, a lista completa com os vencedores. Conforme reza nossa tradição, a revelação do ranking ocorrerá pela sequência conhecida como “vamos aos poucos para não matar os leitores do Bonas Histórias do coração”). Ou seja, usamos a ordem crescente de importância musical. Também acho válido reforçar: a responsabilidade pelas escolhas destas canções é única e exclusivamente dos jurados do SOSAMOR.


Sem mais blábláblá, aí vão os campeões da 2ª edição latino-americana do concurso musical mais trash que você vai ler hoje:


13ª posição: “Hasta Que Me Enamoro” – Maria Becerra (Argentina), Tini (Argentina) e Xross (Equador) – Cumbia



12ª posição: “Blancanieves” – Natanael Cano (México) – Trap/ Reggaeton



11ª posição: “Latina Forena” – Karol G (Colômbia) – Reggaeton



10ª posição: “Vamo a Bailotear” – Cris MJ (Chile) – Reggaeton



9ª posição: “Tu Misterioso Alguien” – Luck Ra (Argentina) e Miranda (Argentina) – Pop Romântico



8ª posição: “Perlas Negras” – Natanael Cano (México) e Gabito Ballesteros (México) – Corridos Tumbados



7ª posição: “Tatú” – Miranda (Argentina) – Pop Romântico



6ª posição: “DtMF” – Bad Bunny (Porto Rico) – Reggaeton/Plena



5ª posição: “Dame Un Grrr” – Fantomel (Romênia) e Kate Linn (Romênia) – Pop Eletrônico



4ª posição: “Me Gusta” – Miranda (Argentina) – Pop Eletrônico



3ª posição: “Mi Camino” – Serena Gomez (Estados Unidos) – Balada Romântica



2ª posição: “Lo Que Le Pasó a Hawaii” – Bad Bunny (Porto Rico) – Rap/R&B



1ª posição: “Papasito” – Karol G (Colômbia) – Merengue Techno



Se você aguentar a ansiedade, saiba que voltaremos no fim de 2026 para mais uma edição do Melhores Músicas Ruins. Até lá, continue acompanhando as demais colunas do Bonas Histórias. Teremos muito debate interessante sobre literatura, cinema, música, teatro, dança, exposição, gastronomia e passeios ao longo de todo o ano. Não perca nossas novidades. E até a próxima, pessoal!


Gostou deste post e do conteúdo do Bonas Histórias? Se você é fã de canções boas de verdade, acesse a coluna Músicas. Para ver as demais edições deste prêmio, clique em Melhores Músicas Ruins. E não esqueça de nos acompanhar nas redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn.

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