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Bonas Histórias

O Bonas Histórias é o blog de literatura, cultura, arte e entretenimento criado por Ricardo Bonacorci em 2014. Com um conteúdo multicultural – literatura, cinema, música, dança, teatro, exposição, pintura, gastronomia, turismo etc. –, o Blog Bonas Histórias analisa de maneira profunda e completa as boas histórias contadas no Brasil e no mundo.

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Ricardo Bonacorci

Nascido na cidade de São Paulo, Ricardo Bonacorci tem 44 anos e mora com um pé em Buenos Aires e outro na capital paulista. Atuando como editor de livros, escritor (ghostwriter), redator publicitário, produtor de conteúdo, crítico literário e cultural e pesquisador acadêmico, Ricardo é especialista em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão da Inovação, bacharel em Comunicação Social, licenciando em Letras-Português e pós-graduando em Formação de Escritores.  

Recomendações: Exposições – Melhores mostras artísticas do 1º semestre de 2026

  • Foto do escritor: Ricardo Bonacorci
    Ricardo Bonacorci
  • há 1 dia
  • 11 min de leitura

Conheça a lista das exposições culturais mais impactantes que visitamos na cidade de São Paulo entre janeiro e junho deste ano.


Coluna Recomendações: Cinco melhores exposições visitadas no primeiro semestre de 2026 por Ricardo Bonacorci, crítico cultural do Bonas Histórias

O primeiro semestre de 2026 já está no finalzinho. Mais um dia e o sexteto de meses sucumbirá aos desígnios do tempo, o mais malvadão dos deuses do Olimpo. Oh, coitado! Por isso, é hora de encararmos os saltos naturais do calendário e começarmos o quanto antes a retrospectiva do Bonas Histórias. Vale dizer que esta é uma tradição do blog que remonta à sua origem, no cada vez mais distante ano de 2014. E não abrimos mão dela, por mais que novos conteúdos peçam passagem na pauta semanal de publicações.


Assim, enquanto o mundo só tem olhos para a Copa do Mundo de Futebol Masculino na América do Norte, principalmente agora que foi dado o pontapé inicial para as fases de mata-a-mata, a coluna Recomendações insiste em nadar contra a corrente. A partir de hoje, vamos apresentar os destaques do universo artístico-cultural deste quase finado semestre. Afinal, é para isso que o Bonas Histórias existe, não é?! Nosso público é medido por critérios qualitativos e não apenas por indicadores quantitativos. Em vez de gritar para as massas e buscar o clique fácil, dialogamos diretamente com os formadores de opinião e almejamos boas conversas com gente de gosto apurado.


Neste post especificamente, listaremos as melhores exposições visitadas na cidade de São Paulo entre janeiro e junho de 2026. Nas próximas semanas, retornaremos a esta seção para comentar outros dois rankings igualmente relevantes: os melhores filmes conferidos e as melhores leituras feitas neste período. Dessa forma, acredito que podemos encerrar a primeira metade do ano com chave de ouro.


Melhores mostras artísticas do primeiro semestre de 2026 por Ricardo Bonacorci, autor do Bonas Histórias, blog de literatura, cultura, artes e entretenimento

Acho legal esclarecer que, em seis meses, visitamos pouco mais de duas dezenas de mostras artísticas na capital paulista. É praticamente uma exposição por semana, marca que consideramos suficiente para elaborar uma lista das mais impactantes. Basicamente, nosso itinerário girou entre os seguintes museus e centros culturais paulistanos: Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), Japan House da Avenida Paulista, Centro Cultural Coreano do Brasil, Centro Cultural FIESP, Museu de Arte de São Paulo (MASP), Itaú Cultural, Pinakotheke e Centro Cultural do Banco do Brasil.


Feita essa sucinta introdução com cara de justificativa de alguém que não está na frente da televisão vendo futebol o dia inteiro, podemos entrar propriamente no ranking das mostras culturais mais interessantes do 1º semestre de 2026. Usando a ordem crescente de relevância, expediente típico das listagens do Bonas Histórias, vamos sem mais delongas ao top 5 das melhores exposições de janeiro a junho deste ano!


5º Lugar: “A Alma Humana, Você e o Universo de Jung” – Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) – Curadoria de Simone Magaldi e Waldemar Magaldi Filho (JEP – Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa) – Em cartaz de 20 de novembro de 2025 a 22 de março de 2026 – Temática: Psicologia Analítica


Exposição A Alma Humana, Você e o Universo de Jung, do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), teve a curadoria de Simone Magaldi e Waldemar Magaldi Filho e ficou em cartaz de 20 de novembro de 2025 a 22 de março de 2026

Fui à exposição “A Alma Humana, Você e o Universo de Jung”, no MIS-SP, logo depois do carnaval, e fiquei encantado com seu didatismo. De maneira objetiva e prática, mas sem perder a profundidade, os curadores se propuseram a apresentar os principais conceitos da Psicologia Analítica, de Carl Gustav Jung, para o grande público. Vamos combinar que esta não é uma tarefa tão fácil assim, né? E eles foram muito bem-sucedidos em mesclar elementos técnicos e aspectos populares do repertório do psiquiatra suíço. O resultado é uma mostra ao mesmo tempo interessante e carismática, capaz de empolgar a plateia heterogênea que visitou o centro cultural no Jardim Europa entre o fim de 2025 e o início de 2026.


Confesso que não sou um especialista do trabalho de Jung. Pelo contrário: sou um ignorante neste campo. Tudo o que conheço (o que é quase nada!) vem das aulas de psicologia que tive na faculdade (de Comunicação Social na ESPM) e da pós-graduação (Administração de Empresas na FGV). Contudo, durante a visitação à “A Alma Humana, Você e o Universo de Jung”, admito que fui relembrando vários conceitos que meus antigos professores abordaram há 15 e 20 anos.


Assim, minha sensação era que a exposição no MIS explicava e, principalmente, mostrava os principais temas da Psicologia Analítica, como o inconsciente coletivo, os arquétipos, as personas e os simbolismos dos sonhos. O mais legal era que, logo depois da parte conceitual da exposição, algo que muita gente ignorou, o público era convidado a experimentar sensorialmente cada assunto abordado. Aí é que a mágica da compreensão acontecia.


Por causa desse diálogo franco e da interação inteligente entre teoria e prática da Psicologia Junguiana, gostei tanto de “A Alma Humana, Você e o Universo de Jung”. Sem dúvida nenhuma, ela está merecidamente no Top 5 das melhores mostras que visitei na cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2026.


4º Lugar: “Surrealismo: Arte para Além da Razão” – Pinakotheke São Paulo – Curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli – Em cartaz de 18 de maio de 2026 a 15 de agosto de 2026 – Temática: Arte Surrealista


Exposição Surrealismo: Arte para Além da Razão, da Pinakotheke, teve a curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli e está em cartaz de 18 de maio de 2026 a 15 de agosto de 2026

Outra mostra impecável é “Surrealismo: Arte para Além da Razão”, ainda em cartaz na novíssima sede paulistana da Pinakotheke. Vale comentar que a galeria especializada em arte brasileira deixou recentemente a unidade do Morumbi e se instalou em um charmoso casarão em Higienópolis. Só o passeio pelas novas instalações da instituição já vale a visita. Fui simplesmente com o propósito de conhecer a unidade e saí de lá admirado com a exposição surrealista que estava em cartaz.


De maneira inteligente, os curadores apresentam telas, esculturas e vídeos de artistas do Surrealismo da Europa, da América do Norte e do Brasil. Esse intercâmbio cultural é justamente o ponto alto da mostra da Pinakotheke. Confesso que esperava a tradicional exposição dos trabalhos dos gigantes surrealistas do Velho Continente, como Salvador Dalí, Joan Miró, René Magritte e Max Ernst. Afinal, eles são presenças quase que obrigatórias neste tipo de evento cultural. Porém, quebrando a lógica eurocêntrica, “Surrealismo: Arte para Além da Razão” vai além da obviedade e avança o olhar para os trabalhos de artistas estadunidenses, mexicanos e brasileiros. É aí que está a maior graça desta exposição, senhoras e senhores.


No térreo do casarão de Higienópolis, estão as telas e esculturas dos surrealistas brasileiros. O destaque é o trabalho de Tarsila do Amaral, apresentada como uma das representantes nacionais do Surrealismo. Por mais incrível que pareça, nunca tinha olhado para os quadros de Amaral por essa perspectiva. E não é que faz todo o sentido chamá-los de surrealista! Quando essa ficha caiu em mim, pensei: “Que incrível essa mostra!!!”. No segundo andar da nova unidade da Pinakotheke, são exibidas as obras dos artistas europeus, estadunidenses e mexicanos. Por mais conhecidas que sejam, essas seções não trazem muitas novidades ao público. Como disse, sua riqueza está no diálogo entre os trabalhos de surrealistas tão distantes geograficamente, de três continentes distintos.   


Curti tanto “Surrealismo: Arte para Além da Razão” que quero analisá-la com o devido cuidado e a merecida atenção no mês que vem na coluna Exposições. Não percam novidades a este respeito, hein?!


3º Lugar: “La Chola Poblete: Pop Andino” – Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Curadoria de Adriano Pedrosa e Leandro Muniz (MASP) – Em cartaz de 6 de março de 2026 a 2 de agosto de 2026 – Temática: Arte Contemporânea da Argentina


Exposição La Chola Poblete: Pop Andino, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), teve a curadoria de Adriano Pedrosa e Leandro Muniz e está em cartaz de 6 de março de 2026 a 2 de agosto de 2026

Conhecia vagamente o trabalho de La Chola Poblete, uma das mais emblemáticas figuras da Arte Contemporânea da Argentina. Por isso, tive vontade de visitar “La Chola Poblete: Pop Andino”, a maior exposição da artista no Brasil. O responsável por esse feito foi o MASP, que abriu suas portas para as polêmicas e a originalidade de Poblete. Como ainda não tinha conferido a nova ala do principal museu paulistano, o Edifício Pietro Maria Bardi, corri para lá com duplo objetivo: ver a mostra da artista argentina e conhecer as novas instalações do Museu de Arte de São Paulo.


“La Chola Poblete: Pop Andino” é realmente uma exposição forte, original e, até mesmo, chocante. A artista exibe, através de três dezenas de obras que abrangem a pintura, a escultura, o desenho, a fotografia, o vídeo e a performance, uma resposta contundente ao enorme preconceito social de que sempre foi vítima. Pudera: ela é uma mulher trans, nascida no interior do país e de origem indígena. Acostumada a enfrentar o descrédito, o menosprezo e a violência da ala mais conservadora da sociedade argentina, La Chola Poblete construiu um trabalho artístico de contestação aos preconceituosos de plantão. Utilizando-se de elementos tradicionais da cultura indígena, da cultura argentina e da cultura latino-americana, ela apresenta um portfólio artístico emblemático do mundo queer. O resultado é espetacular!


Obviamente, estamos falando aqui de uma mostra e de uma artista fora do mainstream. Portanto, é preciso mente aberta (algo cada vez mais raro no Brasil e no mundo) para apreciar obras tão contestadoras. Por isso, fiquei muito feliz de ver que o MASP abraçou sem medo uma vertente artística tão alternativa e polêmica. Esse é um dos papeis dos grandes centros culturais. Se você quer fugir do convencional, vale a pena conferir “La Chola Poblete: Pop Andino”. Agora posso dizer que conheço o trabalho desta argentina e que fiquei fã de sua produção.


Por outro lado, fiquei bastante decepcionado com Edifício Pietro Maria Bardi. Com uma atmosfera extremamente claustrofóbica e ainda sem acesso à antiga unidade (as obras do túnel de ligação entre as duas partes do MASP estão, para variar, atrasadas), a nova unidade não traz nada além de mais espaço para exposições. Fiquei com a sensação de estar num puxadinho vertical. Juro que esperava mais deste prédio do ponto de vista arquitetônico e de receptividade do público. Por que as novas construções em minha cidade parecem sempre piores do que as antigas, hein?!


2º Lugar: “Pluralidades Insulares: Arte Latino-americana e Caribenha no Acervo do BID” – Galeria de Arte do Centro Cultural FIESP – Curadoria de Julieta Maroni e Giancarlo Hannu – Em cartaz de 18 de março de 2026 a 5 de julho de 2026 – Temática: Artes Plásticas Latino-americanas


Exposição Pluralidades Insulares: Arte Latino-americana e Caribenha no Acervo do BID, da Galeria de Arte do Centro Cultural FIESP, teve curadoria de Julieta Maroni e Giancarlo Hannu e ficou em cartaz de 18 de março de 2026 a 5 de julho de 2026

No fim de abril, fui assistir à peça “Minha Estrela Dalva”, no Teatro do SESI-SP, no Centro Cultural FIESP da Avenida Paulista. Inclusive, comentei em detalhes esse espetáculo cênico, que foi estrelado por Soraya Ravante e Renato Borghi, na coluna Teatro. Neste dia, cheguei com boa antecedência ao centro cultural. A ideia era dar uma passada também na Galeria de Arte do edifício, que sempre reserva boas surpresas. O que não imaginava é que “Pluralidades Insulares: Arte Latino-americana e Caribenha no Acervo do BID”, a mostra em cartaz, era tão boa. Para ser franco com os leitores do Bonas Histórias, ela era excelente! Por pouco, muito pouco mesmo, não ficou na primeira posição do nosso ranking semestral.


Pela primeira vez, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cuja sede fica em Washington (Estados Unidos), permitiu que parte de sua coleção artística fosse trazida para o Brasil. E o recorte feito pelos curadores de “Pluralidades Insulares” não poderia ter sido mais significativa e impactante. A cerca de uma centena e meia de obras contempla os trabalhos mais destacados de importantes artistas da América Latina e do Caribe de diferentes épocas. O mais impressionante foi conferir o nível de diálogo entre essas criações realizadas em lugares e épocas tão distintas. Entre os nomes mais relevantes da mostra, podemos citar: Tomie Ohtake e Kika Carvalho (Brasil), Diego Rivera (México), Benito Quinquela Martín e Ad Minoliti (Argentina), Olga de Amaral (Colômbia), Fernando de Szyszlo e Rember Yahuarcani (Peru), Claudia Casarino (Paraguai) e Sheena Rose (Barbados).


O maior mérito de “Pluralidades Insulares: Arte Latino-americana e Caribenha no Acervo do BID” foi dividir a exposição em sete áreas: Territórios, Gentes, Geometrias, Abstrações, Religiosidade, Mulheres e História da Coleção. Assim, as variedades espaciais e temporais se aglutinaram em assuntos comuns que permearam a realidade dos artistas contemplados – resolvendo um problema comum das mostras muito grandes e heterogêneas. Confesso que adorei visualizar o retrato da sociedade latino-americana através da arte. Os diálogos intergeracionais e inter-regionais foram extremamente ricos e profundos.


Gostei tanto de “Pluralidades Insulares” que quase perdi a hora. De tão absorvido que fiquei com suas telas, desenhos e esculturas, precisei correr depois para chegar a tempo para ver a peça de teatro. Mas valeu a pena. Tanto a exposição artística quanto o espetáculo cênico foram excelentes.


1º Lugar: “Imbuídos das Forças das Florestas do Japão – Mestres da Carpintaria: Habilidade e Espírito” – Japan House São Paulo – Curadoria de Marcelo Nishiyama (Takenaka Carpentry Tools) – Em cartaz de 11 de novembro de 2025 a 5 de abril de 2026 – Temática: Marcenaria Japonesa


Exposição Imbuídos das Forças das Florestas do Japão – Mestres da Carpintaria: Habilidade e Espírito, do Japan House São Paulo, teve curadoria de Marcelo Nishiyama e ficou em cartaz de 11 de novembro de 2025 a 5 de abril de 2026

Por melhor que tenha sido “Pluralidades Insulares: Arte Latino-americana e Caribenha no Acervo do BID”, ainda assim a melhor exposição do primeiro semestre de 2026 foi “Imbuídos das Forças das Florestas do Japão – Mestres da Carpintaria: Habilidade e Espírito”. Ela ficou em cartaz na unidade paulistana do Japan House entre novembro de 2025 e abril de 2026 e encantou os visitantes pela sensibilidade e pela abrangência como tratou um tema aparentemente banal. Admito que imaginei que iria conferir uma simples mostra sobre carpintaria oriental. Afinal, o que poderia haver de tão interessante nesse tipo de evento, né? Se vocês também pensaram isso, só tenho uma coisa para lhes dizer: sabem de nada, inocentes!


“Mestres da Carpintaria” mostra, sim, o ofício dos carpinteiros japoneses. Estão ali suas ferramentas, técnicas, hábitos, valores e princípios. Contudo, a grande relevância desta exposição está na extensão do olhar da curadoria, que refletiu com perfeição a cultura do Japão. Conhecemos, assim: os tipos de árvores e madeiras do país asiático; o apreço pela preservação da natureza por parte dos lenhadores; o cuidado com a perenidade dos objetos, móveis e edifícios construídos; o padrão de qualidade tipicamente nipônico; alguns dos mais relevantes aspectos da religiosidade japonesa, que regem o código de conduta da nação; e os elementos básicos dos projetos arquitetônicos orientais. Conferimos tudo isso com o jeitão da cultura deles: pela sinestesia, pela sutileza e pela calma. Impossível não se apaixonar por este tipo de evento imersivo, senhoras e senhores!


O mais interessante foi notar a riqueza dos conceitos abordados em tão pouco espaço. “Imbuídos das Forças das Florestas do Japão – Mestres da Carpintaria: Habilidade e Espírito” foi exibido no térreo do Japan House da Avenida Paulista. Em termos quantitativos, esta pode ser descrita como uma exposição bem compacta e com pouquíssimas obras expostas. Porém, sua relevância está na maneira sublime em como o assunto principal e suas variações temáticas foram apresentadas ao grande público. Não apenas pudemos perceber vários elementos da cultura japonesa como os sentimos para valer, algo bem difícil de ocorrer em uma mostra artística. Por isso, esse evento ficou na primeiríssima posição no nosso ranking do primeiro semestre de 2026.    


Se você gosta deste tipo de conteúdo, talvez o top 5 das melhores exposições semestrais do Bonas Histórias não seja suficiente. Sei disso porque sempre tem alguém que me escreve pedindo: “Ricardo, apresente a lista completa e não apenas os principais destaques”. No início, eu até exibia a relação completa das obras e dos eventos analisados. Inclusive, mostrava até as notas deles sem qualquer pudor. O problema é que, ao fazer isso, acabava expondo automaticamente as avaliações mais baixas de alguns programas culturais. Como acho deselegante esse tipo de crítica (não fazemos apontamentos essencialmente negativos – apenas os ignoramos aqui no blog), passei a apresentar exclusivamente os destaques positivos. Daí a opção por um recorte mais favorável, né?


Assim, estendo, a seguir, o ranking de hoje para o top 10 das melhores exposições deste semestre. Ou seja, consigo mostrar mais eventos culturais interessantes, sem expor aqueles que foram mal avaliados. Veja, portanto, a lista mais completa, com outras cinco ótimas mostras artísticas:


Top 10 das melhores exposições culturais do primeiro semestre de 2026 segundo o Bonas Histórias, blog de literatura, cultura, artes e entretenimento desenvolvido por Ricardo Bonacorci

Como adiantei no início deste post, retornarei às páginas do Bonas Histórias nas próximas semanas para seguir com a nossa retrospectiva cultural. Na terceira semana de julho, a ideia é apresentar os melhores filmes assistidos de janeiro para cá. Já adianto que tem vários longas-metragens incríveis na nossa listagem! E na quinta semana do próximo mês, a proposta é comentar com vocês as melhores leituras dos últimos seis meses. Sei que sou suspeito para falar, mas nesse ranking tem também excelentes títulos ficcionais e não ficcionais que certamente vão agradar a galera que curte a boa literatura.  


Acho que por hoje é só. Até a próxima sequência de indicações, senhoras e senhores!


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