Recomendações: Filmes – Melhores longas-metragens do 1º semestre de 2026

Confira o ranking das produções cinematográficas mais interessantes vistas tanto no cinema quanto no streaming nos seis primeiros meses do ano.

Virada de semestre é assim mesmo: lá vem uma coletânea de posts da coluna Recomendações. Segundo a tradição deste tímido blog escondido na selva periculosa da Internet, chegamos à época em que apresentamos a Retrospectiva do Bonas Histórias. Afinal, quais foram os mais interessantes eventos culturais e as mais impactantes obras artísticas que avaliamos nos últimos seis meses, hein?! Confesso que dormimos e acordamos com tal questionamento a martelar nossas consciências. Mesmo ciente de que estamos em plena Copa do Mundo de Futebol, evento esportivo que tenta concentrar todas as atenções da humanidade, seguimos em frente com nossos rituais particulares.
Na semana retrasada, por exemplo, iniciamos a resposta para a intrigante interrogação que costuma nos consumir na virada de semestre exibindo as melhores exposições visitadas na cidade de São Paulo desde janeiro. Recapitulando para aqueles que acabaram de chegar por aqui, o vencedor da primeira categoria analisada foi “Imbuídos das Forças das Florestas do Japão – Mestres da Carpintaria: Habilidade e Espírito”, mostra em cartaz no Japan House sobre a carpintaria tradicional japonesa.
A proposta hoje é apontar os melhores filmes assistidos nas salas de cinema e nas plataformas de streaming no primeiro semestre de 2026. E daqui a duas semanas, retornaremos às páginas do Bonas Histórias para revelar as melhores leituras da primeira metade deste ano. Creio que, assim, teremos solucionado as dúvidas que nos perseguem e poderemos retomar às pautas normais de nossas colunas. Até lá, a Copa do Mundo também estará perto de seu encerramento, trazendo de volta a rotina artístico-cultural que tanto apreciamos, né? Saravá!

Para começar efetivamente o post de hoje, quero contextualizar o cenário cinematográfico. Acho que vale dizer aos nossos leitores que foram avaliados três dúzias de filmes de janeiro a junho. Dos longas-metragens analisados, 25 foram vistos no cinema e o restante no streaming. Em outras palavras, unimos as visitas semanais às telonas à espiada quinzenal às telinhas. O conteúdo geral desse mergulho audiovisual está disponível tanto na coluna Cinema quanto na coluna Televisão. A partir desse repertório abrangente, conseguimos formular o ranking semestral das melhores produções cinematográficas.
Uma vez explicado o passo-a-passo por trás da mágica, podemos partir para a apresentação do Top 5 dos melhores filmes que assistimos. Curiosamente, os quatro primeiros colocados na nossa listagem foram conferidos nas poltronas do cinema enquanto o quinto colocado foi visto no sofá de casa. Sem mais enrolação, aí vão os vencedores semestrais da Sétima Arte, senhoras e senhores!
5º Lugar: “Vidas Passadas” (Past Lives: 2023) – Direção: Celine Song; Roteiro: Celine Song – Estados Unidos – Streaming

Adoro o trabalho de Celine Song, cineasta sul-coreana que foi criada no Canadá e se radicou nos Estados Unidos. Seu principal longa-metragem até o momento é “Amores Materialistas” (Materialists: 2025), belíssima comédia dramática protagonizada por Dakota Johnson, Pedro Pascal e Chris Evans. Inclusive, analisei essa produção no ano passado na coluna Cinema. Contudo, não é sobre essa obra especificamente que quero falar agora com vocês e sim sobre o título anterior de Song.
Assisti, em março, na Netflix, a “Vidas Passadas” (Past Lives: 2023), a estreia da cineasta coreana-canadense como diretora e roteirista em Hollywood. A sessão de cinema caseiro foi na companhia de um trio pra lá de explosivo: Marcelinha, Rose e Mara. Beijos, meninas! Enquanto eu e Rose adoramos “Vidas Passadas”, Marcela e Bruxinha, para variar, não gostaram. O que pode ter causado essa divergência de avaliações (algo normal no meu grupinho de Cine Lareira) foi justamente o aspecto mais interessante de “Vidas Passadas”. Não se assuste, vou explicar...
O tom ácido deste drama sentimental exige um paladar cinematográfico mais apurado e um coração menos romântico da plateia. Portanto, não estamos falando aqui de um filme água com açúcar nem de uma trama que se desenrola para satisfazer as vontades do grande público. Pelo contrário! “Vidas Passadas” instiga o espectador a encarar a realidade nua e crua dos relacionamentos amorosos. Vamos combinar que é um soco no estômago que a maioria das pessoas não está preparada ou disposta a receber na sala de cinema ou na sala de casa, né? Acredito que uma das principais qualidades de Celine Song é sua coragem para colocar o dedo nas feridas dos cinéfilos. Ela fez isso muito bem em “Vidas Passadas” e em “Amores Materialistas”.
Para quem ficou interessado em encarar a crueldade dos desígnios do coração, aviso que o enredo de “Vidas Passadas” gira em torno do amor de Nora (interpretada por Seung Ah Moon na infância e por Greta Lee na fase adulta) e Hae Sung (Seung Min Yin na infância e Teo Yoo na fase adulta). Quando crianças, eles viviam na Coreia do Sul e tinham uma forte ligação. Porém, Nora se mudou com a família para o Canadá. A separação nunca foi uma página totalmente virada para ambos. Prova disso é que eles tentam retomar o contato por duas vezes, depois de 12 anos e depois de 24 anos da viagem de Nora para a América do Norte. Será que a distância e o tempo conseguirão destruir os sonhos desse casal marcado por um amor platônico?
4º Lugar: “Sirāt” (2025) – Direção: Oliver Laxe; Roteiro: Oliver Laxe e Santiago Fillol – Espanha/França – Cinema

Em janeiro e fevereiro, costumo triplicar minhas visitas semanais aos cinemas. A ideia é conferir de antemão os principais finalistas do Oscar. Em 2026, não foi diferente. Entretanto, no início de março, não tinha visto “Sirāt” (2025), o representante espanhol na categoria de Melhor Filme Internacional na cerimônia da Academia de Los Angeles. Assim, aproveitei a visita a São Paulo de minha prima cinéfila que mora na Suíça (beijo, Daniella – lê-se “Daniecha”) e fomos ao Cine Belas Artes.
Para ser bem sincero com os leitores da coluna Recomendações, chegamos à sessão de “Sirāt” sem muitas expectativas. Até porque os favoritos a esta estatueta eram “Valor Sentimental” (Affeksjonsverdi: 2025), da Noruega, “O Agente Secreto” (2025), do Brasil, e “Foi Apenas um Acidente” (Yek tasadef sadeh: 2025), do Irã e da França. Eu tinha assistido a esse trio de longas-metragens em dezembro e achava quase impossível que Oliver Laxe, diretor franco-espanhol em ascensão no cinema europeu, apresentasse algo melhor.
A impressão inicial se confirmou quando o longa começou. A primeira metade de “Sirāt” deu a ideia de que se tratava apenas de um bom filme e nada mais do que isso. Seu enredo gira em torno de Luis (Sergi López), um pai espanhol que busca pela filha desaparecida pelo Marrocos. A jovem foi curtir raves no deserto e nunca mais voltou para casa. Desesperado para ter informações sobre a moça, Luis viaja com o filho pequeno, Esteban (Bruno Núñez Arjona), pelo Saara. A procura pela filha envolve, obviamente, visitar shows de música eletrônica pelo deserto e fazer amizade com os jovens frequentadores das raves africanas.
O grande diferencial é que esta produção cinematográfica, que caminhava de maneira parada e tranquila, se transformou completamente na metade final da sessão. Aí, eu e Dani demos vários pulos da poltrona. Era um susto maior do que o outro, em uma sucessão de tragédias que mexeram pra valer com nossas emoções. Quando “Sirāt” terminou, estávamos devastados psicologicamente. Sem dúvida nenhuma, essa foi a experiência da Sétima Arte mais forte que tive neste semestre. O filme espanhol é um drama pesadíssimo com ares de distopia apocalíptica, aconselhável apenas para quem possui espírito corajoso. Juro que fiquei me sentindo mal por causa dessa história por pelo menos uma semana. Se você curte experiências dramáticas intensas, tenho certeza de que irá adorar o clímax e o desfecho desse longa-metragem franco-espanhol.
3º Lugar: “As Ovelhas Detetives” (The Sheep Detectives: 2026) – Direção: Kyle Balda; Roteiro: Craig Mazin – Reino Unido/Estados Unidos – Cinema

Se sofri pra caramba com “Sirāt”, por outro lado, me diverti bastante com “As Ovelhas Detetives” (The Sheep Detectives: 2026). Este filme foi dirigido por Kyle Balda e roteirizado por Craig Mazin, uma dupla norte-americana bem entrosada. A comédia britânica, que faz uma paródia com as tramas de investigação policial, me surpreendeu positivamente. Juro que não esperava muita coisa dessa sessão, mas ela entregou uma história divertida, inteligente e extremamente emocionante. Daí sua terceira colocação no ranking dos melhores filmes do semestre do Bonas Histórias.
É bom relatar que, na segunda semana de maio, fui ao Espaço Petrobrás de Cinema no meu passeio semanal às telonas com um sentimento diferente. Tinha acabado de terminar com a mulher por quem era apaixonado e sentia que necessitava de algo leve, simples e reconfortante. Estava com o coração destruído e, dessa vez, a culpa não foi de “Sirāt”. Em outras palavras, não queria conferir um longa-metragem pesado nem uma trama do tipo papo-cabeça. Precisava rir e sorrir com uma história bonita e singela. Quando vi o cartaz de “As Ovelhas Detetives”, que parecia uma comédia infantil, pensei com meus botões: aí está o que eu preciso para hoje!
Esse filme não é para a criançada, por mais que seu enredo e seu visual remetam ao universo infantil. Pelo contrário: quanto mais maduro for o espectador, maior a chance de ele entender a complexidade e a beleza poética deste longa-metragem. Também é bom a plateia gostar do humor tipicamente inglês, feito com sacadas sagazes e fina ironia. Por fim, sua trama brinca o tempo inteiro com as intertextualidades literárias, cinematográficas e artísticas, conferindo um colorido especial para essa história.
O conflito de “As Ovelhas Detetives” parte da morte trágica de George Hardy (Hugh Jackman), um carismático criador de ovelhas do pequeno povoado britânico de Denbrook. Conforme a bicharada rapidamente percebe, o rapaz não morreu de causas naturais, mas foi brutalmente assassinado. Acostumadas a ouvir romances policiais todas as noites (o pastor lia livros de mistérios para seu rebanho), as ovelhas partem para investigar o mistério da morte de George por conta própria. Afinal, não podem depender da incompetência e da inexperiência do delegado do pequeno município (Nicholas Braun), né? Porém, para que a investigação seja bem-sucedida, o rebanho precisa aparar arestas internas e superar as diferenças entre seus membros. Conseguirá essa simpática turma descobrir a identidade do assassino e mostrar para a polícia o que aconteceu? É esse o suspense que move essa divertida e comovente trama. Saí do cinema com o coração mais leve, muito mais leve!
2º Lugar: “Zafari” (2024) – Direção: Mariana Rondón; Roteiro: Mariana Rondón e Marite Ugas – Venezuela/Peru/México/França/Chile/República Dominicana/Brasil – Cinema
Vocês acharam inusitado “Vidas Passadas”, “Sirāt” e “As Ovelhas Detetives”, títulos cinematográficos sem tanta badalação de países como Estados Unidos, Espanha/França e Inglaterra, respectivamente, estarem no Top 5 dos Melhores Filmes do primeiro semestre de 2026 do Bonas Histórias, hein?! Se suas respostas forem positivas, então preparem-se para o segundo colocado do nosso ranking. Ele é ainda mais surpreendente. Afinal, estamos falando de uma produção oriunda da parceria entre Venezuela, Peru e México, nações que raramente ocupam a posição de destaque na indústria cinematográfica internacional.
O vice-campeão do Torneo Apertura del Séptimo Arte foi “Zafari” (2024), filme de Mariana Rondón. Se no exterior seu lançamento aconteceu entre o ano retrasado e o ano passado, por aqui o suspense dramático com fortes tintas de thriller neonaturalista chegou ao circuito comercial apenas agora. O que torna essa história fortíssima é que ela foi baseada em episódios reais ocorridos em Caracas, a capital venezuelana, em 2017, no auge da crise econômica e social do governo de Nicolás Maduro.
O enredo de “Zafari” mostra o dia a dia atroz de um condomínio residencial de classe média localizado ao lado do maior zoológico do país. Enquanto o governo bolivariano compra um hipopótamo para abrilhantar o passeio dos visitantes do zoo, os moradores do edifício vizinho padecem de fome e de falta de perspectivas. Presos dentro de casa, não podem sequer sair às ruas, pois elas estão infestadas de criminosos e não há trabalho no país. No centro da trama está o casal formado por Ana (Daniela Ramirez) e Edgar (Francisco Denis). O filho deles é Bruno (Varek La Rosa), um adolescente caladão. Diante das ruínas financeiras e morais, a família se dissolve, com cada integrante agindo de maneira egoísta e de um jeito animalesco. É aí que o longa-metragem se torna ao mesmo tempo pesadíssimo e revelador.
Na minha visão, “Zafari” é uma inteligente fábula contemporânea sobre as idiossincrasias dos regimes políticos autoritários do século XXI. Assistir ao drama dos venezuelanos tão de perto é uma experiência marcante. Juro que saí do cinema aterrorizado com a realidade dos nossos vizinhos do Norte.
1º Lugar: “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet: 2025) – Direção: Chloé Zhao; Roteiro: Chloé Zhao e Maggie O'Farrell – Estados Unidos/Reino Unido – Cinema

No primeiríssimo lugar, temos um dos filmes mais impactantes que já assisti. Conferi “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet: 2025), drama histórico de Chloé Zhao, em fevereiro, no Reserva Cultural. E admito que saí da sala de cinema com os olhos encharcados de lágrimas. Fazia muito tempo que não chorava dessa maneira numa sessão. Curti tanto a experiência cinematográfica que torci para “Hamnet” na última cerimônia do Oscar. Se ele foi preterido por “Uma Batalha Após a Outra” (One Battle After Another: 2025), longa-metragem de Paul Thomas Anderson que papou as principais estatuetas da Academia de Los Angeles, mas que no nosso ranking ficou apenas na sétima colocação, ao menos o prêmio de melhor atriz foi para Jessie Buckley. A irlandesa arrebentou interpretando Agnes Shakespeare, a esposa do dramaturgo mais importante da Inglaterra. A atuação de Buckley foi primorosa.
Em “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, acompanhamos uma leitura ficcional dos dramas familiares vivenciados por William Shakespeare (Paul Mescal). O longa-metragem foi inspirado no romance homônimo de Maggie O'Farrell, que participou da formulação do roteiro ao lado de Zhao. Esta história se passa no final do século XVI, quando William ainda não tinha se tornado famoso no teatro britânico. Para pagar as dívidas do pai, ele se torna tutor dos filhos de um abastado clã num pequeno povoado do interior da Inglaterra. Lá, se apaixona por Agnes, filha de uma feiticeira local. A paixão é arrebatadora e os dois passam a viver como marido e mulher. O problema é que Agnes tem poderes sobrenaturais e premonitórios. Uma de suas visões mais perturbadoras envolve os filhos deles. Esse é o prenúncio de que tempos difíceis e trágicos virão pela frente.
É complicado explicar a beleza de “Hamnet”. Além da atuação espetacular de todo o elenco (não foi só Jessie Buckley que arrasou), sua fotografia é de tirar o fôlego e a narrativa foi muito bem costurada do início ao fim. A história é tão forte e marcante que a sensação é que ela foi extraída da biografia de Shakespeare, quando, na verdade, não foi! Considerei o desfecho deste filme sublime. Quando Agnes assiste, no teatro londrino, a leitura do marido para o drama de sua família, ela (e a plateia) compreende a força do trabalho ficcional. Incrível! Para mim, o trecho da mulher de William Shakespeare vendo “Hamlet” é uma das passagens mais brilhantes da história do cinema.
Vale comentar que esta é uma produção para cinéfilos com almas sensíveis e com gostos apurados pela Sétima Arte. As camadas de texto desta história parecem não ter fim. Toda vez que revejo “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, percebo algo diferente e profundo que não havia notado nas sessões anteriores. Daí meu fascínio por este filme, que entrou para a lista dos meus favoritos de todos os tempos. Se Chloé Zhao ganhou o Oscar de melhor direção com “Nomadland” (2020) há cinco anos, saibam que ela deveria ter sido bicampeã em 2026 com “Hamnet”. Até agora, não assimilei que ela saiu de mãos abanando da cerimônia hollywoodiana de março passado.
Portanto, este é o Top 5 dos filmes avaliados pelo Bonas Histórias no primeiro semestre de 2026, senhoras e senhores. Comparando com o quinteto dos melhores longas-metragens de janeiro a junho de 2025, nota-se uma considerável evolução qualitativa. Quando analisamos o Top 10 da Sétima Arte, essa percepção se potencializa ainda mais. “Top 10, Ricardo?! Mas você só comentou conosco as cinco melhores produções cinematográficas”. É verdade, sempre atentos e participativos leitores da coluna Recomendações. Para ficar mais claro o que estou dizendo (no caso, escrevendo), segue, abaixo, a lista completa do Top 10 dos longas da metade inicial deste ano.

Percebam que o ranking atual só tem filmaço, algo que não aconteceu no ano passado. Confesso que tive que acrescentar algumas produções meramente medianas na relação anterior, como “Culpa Zero” (Culpa Cero: 2024), “Babygirl” (2024) e “Mensagem em Uma Garrafa” (Mensaje en una Botella: 2025). Dessa vez, foi o contrário: alguns belos títulos ficaram fora do Top 10. Por exemplo, “A Empregada” (The Housemaid: 2025) – beijinho, Sydney Sweeney! – e “Socorro!” (Send Help: 2025) sequer entraram na coletânea dos melhores do semestre, mesmo tendo empolgado a plateia e adquirido notas expressivas deste blog.
Daqui a duas semanas, retornarei ao Bonas Histórias para tratar de literatura. A proposta é apresentar a lista com as melhores leituras que fizemos nos seis primeiros meses deste ano. Como vocês estão acostumados, vou comentar o Top 5 e, logo depois, vou descrever o Top 10 literário. Quem gosta de boas publicações e frequenta a coluna Livros – Crítica Literária, certamente irá conferir nosso próximo ranking. Assim, fecharemos a Retrospectiva Semestral e poderemos avançar para as novas análises artístico-culturais. Que venha a segunda metade de 2026!
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