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  • Filmes: Festival SESC Melhores Filmes - Os longas de 2014

    Este talvez seja um dos melhores festivais de cinema que rolam anualmente aqui em São Paulo. Com certeza é um dos meus favoritos. Trata-se do Festival SESC Melhores Filmes, que chega a sua 41a edição. Ele se propõe a reapresentar as melhores produções do ano anterior. Assim, quem perdeu alguns dos grandes filmes do ano anterior, tem uma nova chance de vê-los no cinema. Eu acompanho com afinco o "Vale a Pena Ver de Novo" das telas grandes há alguns anos. Este será especial para mim porque em 2014 perdi muitos bons filmes. Como morava em uma pequena cidade no sul de Minas Gerais, deixei de ver várias boas obras. Ou seja, agora terei um trabalhinho extra para ver tudo o que deixei passar. O Festival dura praticamente todo o mês de Abril (começou no dia 5 e vai até 29) e acontece no recém reformado Cinesesc (Rua Augusta, 2075 - Cerqueira César, São Paulo). São quatro sessões diárias (às 14h30, 16h30, 19h e 21h). Os preços variam conforme o dia da semana: segunda, terça e quinta o valor é de R$ 17,00 (meia é R$ 8,50), de quarta é R$ 12,00 (meia é R$ 6,00) e sexta, sábado, domingo e feriado o preço é R$ 20,00 (meia é R$ 10,00). Serão apresentados ao todo 52 títulos, entre produções nacionais e estrangeiras. Destaque para: "Boyhood - Da Infância à Juventude" (Boyhood: 2014), "Clube de Compras Dallas" (Dallas Buyers Club: 2013), "A Culpa é das Estrelas" (The Fault In Our Stars: 2014), "Era uma Vez em Nova York" (The Immigrant: 2013), "Frozen - Uma Aventura Congelante" (Frozen: 2013), "Garota Exemplar" (Gone Girl: 2014), "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" (2014), "Ida" (Ida: 2013), "Interestelar" (Interstellar: 2014), "Ninfomaníaca volume 1 " (Nymphomaniac - Volume I: 2013), "Ninfomaníaca volume 2" (Nymphomaniac - Volume II: 2014), "O Abutre" (Nightcrawler: 2014), "O Grande Hotel Budapeste" (The Grand Budapest Hotel:2013), "Praia do Futuro" (2014) e "Relatos Selvagens" (Relatos Salvajes: 2014). É ou não é um cardápio de peso. Já fiz minha lista de filmes que não assisti em 2014 e que irei conferir desta vez: "A Família Bélier", "Ela", " O Mercado de Notícias", "Boa Sorte", "O Lobo de Wall Street", "Ninfomaníaca – Vol. 1", "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" e " Praia do Futuro". São oito filmes. E você, qual filme você não viu no ano passado e gostaria de assistir no cinema agora?! Faça sua própria lista, reserve sua agente e não perca essa chance. O Festival SESC Melhores Filmes é muito legal e merece nossa visita. O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #filmes #cinema

  • Livros: E Se Obama Fosse Africano? - Crônicas de Mia Couto

    Depois de ler um livro de contos ("O Fio das Missangas") e um romance ("Terra Sonâmbula"), mergulhei desta vez nas crônicas de Mia Couto. Optei por "E Se Obama Fosse Africano?" (Companhia das Letras), a obra mais recente desse gênero escrita pelo moçambicano. Publicado originalmente em 2009, este livro reúne essencialmente palestras realizadas por Couto na África, na Europa e no Brasil. A única crônica que não foi extraída de palestras foi exatamente a que nomeia o livro. Esse texto é um artigo publicado no jornal Savana de Maputo (Moçambique) que analisa a repercussão no continente africano da vitória de um negro para a presidência dos Estados Unidos. Os temas abordados pelo autor no livro são variados: importância da língua para a formação cultural de um povo; análise dos problemas atuais da África para o progresso do continente; importância da poesia e da ciência andarem lado a lado; relevância e influência das obras de Jorge Amado para os escritores e para os leitores africanos; paradoxo entre a vontade e a necessidade do ser humano em viajar e se deslocar e a cultura do sedentarismo e a permanência em um mesmo local; debate sobre os problemas típicos do ser humano, focando principalmente nas características do moçambicano e do africano; descrição das armadilhas que atrapalham a tentativa de tornarmos o mundo mais nosso e mais solidário; apresentação das influências de João Guimarães Rosa na literatura africana de língua portuguesa; análise da atitude de descrença em relação ao futuro; debate sobre a violência e a opressão contra as mulheres, as crianças, os idosos e algumas etnias na África; apresentação das formas de violência oculta da sociedade moçambicana e discussão do mito de que os moçambicanos são um povo pacífico; análise da biografia de Henri Junod, um religioso suíço que viveu na África no final do século XIX e início do século XX; debate entre tradição e diversidade como formas de enriquecimento cultural; evolução da língua portuguesa em solo moçambicano após a independência do país em 1975; análise dos pecados do esquecimento dos ensinamentos dos períodos de guerra; e discussão sobre as comemorações, no continente africano, da vitória de Obama para presidente dos Estados Unidos. Ler "E Se Obama Fosse Africano?" é como conversar diretamente com Mia Couto. A oralidade deste livro é acentuada, pois se trata de transcrições de palestras do autor. O mais interessante desta obra está no fato de podermos conhecer mais profundamente as ideias e as opiniões do autor. Ler os romances e os contos nos dá uma boa ideia da concepção de mundo do escritor. Vê-lo, por sua vez, discorrer diretamente sobre os vários assuntos do seu país, do seu continente, do seu cotidiano, da literatura e da condição humana através de crônicas é infinitamente mais profundo. Acabamos tendo uma leitura exata e precisa do que Mia Couto pensa e de como ele concebe o mundo. Os textos deste livro são militantes. Mia Couto aborda os principais problemas e os impasses do desenvolvimento dos povos africanos e de Moçambique de maneira sincera e serena. Como escritor e biólogo, Couto debate cada tema com grande rigor intelectual e com uma forma poética de apresentar seu ponto de vista. Ele usa muitos exemplos do cotidiano, apresenta histórias interessantes e cita personagens curiosos. Ao invés de ir de um ponto a outro em linha reta, como seria de se imaginar, Mia prefere sempre utilizar curvas e desvios, enriquecendo seus ensaios. Assim, a prosa se torna saborosa. Recheada de humor e com referências literárias, "E Se Obama Fosse Africano?" é um livro cujo objetivo é retratar a realidade atual do continente africano, a partir do ponto de vista de Mia Couto. Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as Análises Literárias do blog, clique em Desafio Literário. E não deixe de curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #MiaCouto #LiteraturaMoçambicana #LiteraturaAfricana #LiteraturaContemporânea #ColetâneadeCrônicas

  • Gastronomia: Puppy Lanches - O justo da Avenida Paulista

    Esta é uma dica para quem frequenta a região da Avenida Paulista. Depois de um programa cultural, durante o horário do almoço no período comercial, para um bate papo descontraído com os amigos ou antes de um passeio de final de semana, sempre bate uma fome na gente. E quando estamos em determinadas regiões da cidade, mais elitizadas, quem sofre com isso é o nosso bolso. A grande questão é aliar o custo-benefício: onde podemos comer bem e, ao mesmo tempo, não precisar pagar muito para tal?! Para quem não quer gastar muito e deseja provar uma comida convencional ou um aperitivo honesto na Avenida Paulista, a indicação é o Puppy Lanches. Fundado em 1967 e localizado entre Alameda Campinas e a Alameda Joaquim Eugênio de Lima (ele está mais precisamente na Av. Paulista, 1009), o estabelecimento oferece tanto "pratos feitos" (os famosos "PF's") como porções de tira-gostos. Ele abre todos os dias, exceto aos domingos. A comida não é nada excepcional (não vá esperando uma culinária gourmet), porém os preços são justos. A questão aqui (lembre-se!) é o custo benefício. Também não espere muito conforto. A maioria das mesas e das cadeiras é de plástico e não há cobertura sob parte do "salão" que fica na calçada da avenida: quando faz frio na região, é de cogelar a alma; e quando faz calor, é para assar qualquer um. Outra questão delicada é a abordagem de pedintes e de vendedores ambulantes. Aos finais de semana, são grandes as chances de você ser abordado em sua mesa por algumas dessas pessoas. O atendimento também é muito abaixo do recomendado. Não conheço garçons mais antipáticos e mais mal-educados do que os deste bar. Talvez só os donos do restaurante grego Acrópoles superem em descortesia. Entretanto, até isso torna o ambiente do Puppy engraçado. A lentidão do serviço e as tiradas dos seus atendentes são alvo das expectativas dos clientes mais fiéis e motivos de anedotas históricas. Quem me apresentou esse bar foi meu amigo Paulo há alguns anos. Ele é jornalista e escritor. Sempre frequentamos esse estabelecimento quando estamos na região. Foi o que aconteceu hoje. Nos reunimos no Puppy com outro escritor, o Pedro Henrique, para discutirmos nossos projetos e nossos livros. E nada melhor do que fazer isso em um sábado à tarde no "nosso famoso Puppy". Tivemos também a companhia da esposa do Paulo, a Anny. Que tal este post e o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer as demais críticas gastronômicas do blog, clique na coluna Gastronomia. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #restaurante #lanchonete #SãoPaulo #Gastronomia #Bar #Café

  • Livros: Terra Sonâmbula - A obra-prima de Mia Couto

    "Terra Sonâmbula" (Companhia das Letras) foi o primeiro romance publicado por Mia Couto, em 1992. Até então, o escritor moçambicano só tinha lançado poesia ("Raiz de Orvalho e Outros Poemas", de 1983) e contos ("Vozes Anoitecidas", de 1986, e "Cada Homem é uma Raça", de 1990). Depois de “Terra Sonâmbula”, foram publicados mais 12 romances: "A Varanda do Frangipani" em 1996, "Mar Me Quer" em 1998, "Vinte e Zinco" em 1999, "O Último Voo do Flamingo" em 2000, "O Gato e o Escuro" em 2001, "Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra" em 2002, "A Chuva Pasmada" em 2004, "O Outro Pé da Sereia" em 2006, "O beijo da Palavrinha" em 2006, "Venenos de Deus, Remédios do Diabo" em 2008, "Antes de Nascer o Mundo" em 2009 e "A Confissão da Leoa" em 2012. Entretanto, apesar da variedade de títulos, "Terra Sonâmbula" continua sendo a principal obra do escritor. O romance recebeu, em 1995, o Prêmio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos. Anos mais tarde, foi considerado pelo júri da Feira do Livro de Zimbabwe como sendo um dos doze melhores livros africanos do século XX. Dessa forma, Mia Couto deixou de ser um autor nacional e ganhou reconhecimento internacional. Suas obras passaram a ser publicadas em Portugal e no Brasil. Sua literatura ganhava maior dimensão. "Terra Sonâmbula" conta, à princípio, uma "dupla" história. O menino Muidinga, um órfão da Guerra Civil, conflito que durou de 1976 a 1992 e explodiu na sequência da Guerra de Independência, que durou de 1965 a 1975 (ou seja, o país africano ficou praticamente 27 anos em combate constante), vaga a esmo pelas estradas da destruída e violenta Moçambique. Ele é acompanhado pelo amigo idoso Tuahir, chamado pelo garoto de tio. Os dois fogem das barbaridades da guerra e tentam sobreviver em uma nação pobre, violenta e sem esperanças. Depois de muito caminhar, a dupla acha um ônibus incendiado na beira da estrada. Passam, então, a utilizar o que sobrou do veículo como abrigo. Junto ao ônibus há vários corpos carbonizados e uma mala contendo cadernos com os relatos de outro menino, um tal de Kindzu. As anotações são um tipo de diário onde Kindzu conta a história de sua vida. Para conhecer a trajetória do jovem das páginas dos cadernos, Muidinga passa a ler, todas as noites, para Tuahir as aventuras de Kindzu. A partir daí, as histórias dos dois meninos caminham em paralelo. Cada capítulo do livro de Mia Couto é dedicado a uma das histórias: ora foca-se no presente de Tuahir e Muidinga, ora, através do recurso de flashbacks, apresentam-se as desventuras de Kindzu. Apenas no final do romance podemos compreender (Cuidado, cuidado: Aí vai um baita spoiler! Se não quiser saber o desfecho da trama, pule imediatamente para o próximo parágrafo) que as duas histórias se unem de alguma forma. Mia Couto escreveu um romance cheio de fantasia. Ele utiliza como elemento narrativo a cultura africana com suas magias, seus fantasmas e suas crendices. Por exemplo, o pai de Kindzu recebe previsões sobre o futuro através de sonhos e, depois de morto, aparece para o filho constantemente. O administrador de um povoado, Estêvão Jonas, faz acordos comerciais com o fantasma de um português falecido, Romão Pinto. Em determinada passagem, explica-se o motivo das panelas começarem a rachar quando aquecidas no fogo: "Se as panelas começaram a rachar é porque alguém andou namorando esta noite. Quintino me explicou: num lugar novo, como aquele, ninguém pode fazer namoros, nos primeiros tempos. Para os que chegam, aquele campo era recente, cheio de interdições. Violar essa espera iria trazer grande desgraça. Agora os velhos do centro queriam saber quem foram os autores da desobediência". A prosa é poética, típica do autor e inspirada em Guimarães Rosa: "Molhado, quase líquido, o dia brotava das fundas águas do Índico. Se ergueu com a soberania das coisas derradeiras. E a terra se via estar nua, lembrando distante seu parto de carne e lua"; "Um velho e um miúdo vão seguindo pela estrada. Andam bambolentos como se caminhar fosse seu único serviço desde que nasceram. Vão para lá de nenhuma parte, dando o vindo do não ido, à espera do adiante. Fogem da guerra, dessa guerra que contaminara toda a sua terra"; e "Minha alma era um rio parado, nenhum vento me enluava a vela dos meus sonhos. Desde a morte de meu pai me derivo sozinho, órfão como uma onda, irmão das coisas sem nome". A narração é marcada pela oralidade. Escreve-se como o povo moçambicano retratado fala. "É que estou grávida, maistravez"; "Esse monhé, cabrão, ainda lhe lixam antes de eu sacar vantagem do meu negócio..."; e "Mulato cornudo, despacha-te!". Ler "Terra Sonâmbula" é praticamente viajar para Moçambique e ficar na rua ouvindo as pessoas conversarem. Há a criação de vários neologismos, como nessa passagem: "A canoa se ondeava, adormentada em águas perdidas. Meu peito bumbumbava, acelerado”. Se em uma frase achamos três palavras criadas por Mia Couto, imagine ao longo do livro inteiro. Os exemplos de neologismos são vastos: pontapina, choraminguante, cantarinhar, escãozelada, direitamento, Carolinda, exactamesmo, administraidor, timiudamente, desmeiada, nenhures, facocherando, anichavam, doidoendo, pensageiro, peixava, alicatéia, xicalamidades, aguou, abismalham, calcorrear, alavraram, esperantes, arreliação, matraquear, dormitoso, pernalteava, lamentochão, desexistir, descaminhou, desbotura, desencostadas, passarinhando, troteondeando, africandade, pirilampejava, abichado, desandarilho, desenrasca, calafriorento, cambalinhando, deslocalizara, saltinhador, miraginações, descaminhei, abismaravilhado, , inutensílio, nuventa, palmando, anjonautas, desarrascava, boquiaberturas, infanciando, inaposento, saltinhadores, convinvência, gesticalada, cabedaloso, esbarrigados, espalhafarto, invencionices, vagueandear e sozinhidão. Para quem é brasileiro, ver os termos e as palavras típicas de Moçambique é muito interessante. Por exemplo: "No sossego, sou cego; na timaca não vejo" (timaca é confusão, briga); "Veja essa corda, satanhoco. Veja!" (satanhoco é uma espécie de impropério similar a sacana); "Matem-me esse muenhé, eram os gritos do mandador dos assaltantes" (muenhé é a maneira informal de expressar a palavra monhé, um depreciativo da palavra indiano); e "Contempla o miúdo, lhe adivinha a idade de começar namoros" (miúdo significa garoto, menino, pequeno). Há vários outros casos de palavras tipicamente moçambicanas: nhamussoro é feiticeiro, chissila é maldição, facholos é enxadas, machamba é terreno agrícola, minhufas é medo, cipaio era o policial negro nos tempos coloniais e chambocado é vara, pau. O nome do livro faz referência ao país e ao período de tempo no qual a história se passa. Para Mia Couto, Moçambique era uma localidade que vivia, durante a Guerra Civil, em um estágio intermediário entre o sono profundo e o acordar (daí o estado de sonambulismo). A própria paisagem da história tem vida. Segundo a constatação das personagens da obra, não são elas que vão avançando pela estrada e sim a estrada que vai andando. Para o menino Muidinga, mesmo ficando parado, o cenário a sua volta vai mudando constantemente. Assim, a terra e o lugar são importantes personagens do enredo. Mesmo sonâmbulos, eles interferem na vida e na realidade de quem está a sua volta. A leitura é muito agradável e leve, apesar do ambiente pesado e violento no qual a história está inserida. No meio da Guerra Civil, a fome, o medo, a violência, a corrupção, as maldades e as privações são uma constante. Mesmo assim, Mia Couto mostra a importância de sonhar e ter esperanças que dias melhores virão. Ele ilumina os amores entre homens e mulheres, as amizades genuínas e as lutas pela sobrevivência. Ao mesmo tempo, acaba retratando a decadência moral do seu país e da sua sociedade, com as quebras dos laços familiares e a deterioração dos valores morais. "Terra Sonâmbula" é uma bela fábula do tempo da Guerra Civil moçambicana. Com certeza, quem lê este livro não se arrependerá por ter entrado em contato com o universo cultural e com os problemas tão típicos da África, às vezes tão distantes e incompreendidos por nós brasileiros. Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as Análises Literárias do blog, clique em Desafio Literário. E não deixe de curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #MiaCouto #Romance #RomanceHistórico #LiteraturaMoçambicana #LiteraturaAfricana #LiteraturaContemporânea #Drama

  • Filmes: Sr. Kaplan - A boa comédia uruguaia

    Estava ontem à noite na fila do Caixa Cine Belas Artes para comprar meu ingresso para a comédia uruguaia "Sr. Kaplan" (Mr. Kaplan: 2012) quando comecei a pensar sobre o último filme daquela país que eu tinha assistido. Na minha memória apareceu "O Banheiro do Papa" (El Baño del Papa: 2007), o longa-metragem mais popular dos últimos anos produzido por lá. Neste filme muito bem humorado, um contrabandista decide construir um banheiro ao lado de sua casa em uma pequena cidadezinha do interior para ser alugado para as pessoas que fossem ver o papa. Afinal, o santo pontífice tinha prometido visitar a região e uma romaria de católicos era esperada. Gostei muito do filme na época e, por isso, achei que não iria me arrepender de ver outra comédia uruguaia. Curiosamente, o Uruguai não é de produzir muitos filmes para o cinema. Entretanto, quando o faz, realiza com excelente qualidade. Seus longas-metragens geralmente ganham vários prêmios ao redor do mundo e chegam às salas do circuito comercial em muitos países. Infelizmente, ainda não vi alguns clássicos uruguaios como "Whisky" (Whisky: 2003), considerado por muitos como o melhor filme latino-americano dos últimos 20 anos, a comédia "Tanta Água" (Tanta Água: 2013) e o relato histórico de "Artigas - La Redota" (La redota. Una historia de Artigas: 2011). Preciso me programar para ver estes títulos. "Sr. Kaplan", o filme de ontem, é uma comédia leve e divertida. Dirigido por Álvaro Brechner, um especialista em documentários que se enveredou desta vez pela ficção, o filme concorreu à vaga sul-americana no Oscar de melhor filme estrangeiro, ao lado do brasileiro "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" (2014) de Daniel Ribeiro e do argentino "Relatos Selvagens" (Relatos Salvajes: 2014) de Damián Szifron. A produção de Szifron levou a melhor entre os vizinhos, mas perdeu a premiação final para o polonês "Ida" (Ida: 2014). Em "Sr. Kaplan", Jacobo Kaplan (muito bem interpretado por Héctor Noguera) é um idoso rabugento, cansado de sua rotina e revoltado com a velhice. Ansioso por dar sentido a sua existência e entrar para a História, ele começa a investigar por conta própria um alemão morador de uma praia distante, que seria um nazista fugido da Segunda Guerra Mundial. A ambição de Kaplan é repetir a operação de prisão de Eichmann, um famoso aliado de Hitler preso na Argentina na década de 1960. Para esta empreitada, o velhinho conta com a ajuda do atrapalhado e decadente ex policial Wilson Contreras (Néstor Guzzini), contratado para ser seu motorista particular. As cenas mais engraçadas do filme são relativas aos erros da dupla de investigadores amadores, da relação da família de Jacobo com a sua repentina mudança de hábito e das limitações impostas pela idade avançada ao personagem principal. A produção é uma grande ironia ao envelhecimento e as limitações que o passar do ano impõe ao nosso corpo. Este não é daqueles filmes nos quais choramos de rir, mas é possível se divertir e deixar a sala de cinema mais leve. A produção consegue prender a atenção do telespectador principalmente pela qualidade da história e pela atuação dos atores. Saí do Caixa Belas Artes muito satisfeito. Trata-se de mais uma boa e engraçada produção uruguaia. Veja o trailer de Sr. Kaplan: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #filmes #cinema #ÁlvaroBrechner #CinemaUruguaio #Comédia #HéctorNoguera #NéstorGuzzini

  • Livros: O Fio das Missangas - Os contos chicobuarquianos de Mia Couto

    Começarei a análise das obras de Mia Couto pelos contos. E o principal livro do autor moçambicano neste gênero é "O Fio das Missangas" (Companhia das Letras). Publicado originalmente em 2004, esta obra tem uma leitura rápida. Li o livro em apenas duas noites (dava para ter lido em uma tacada só). Achei sensacional seu conteúdo, de uma beleza e de uma singularidade incomparáveis. "O Fio das Missangas" tem 29 contos. Suas histórias são bem pequenas, com três ou quatro páginas em média cada. Os contos são poéticos, com um lirismo acentuado. Há vários trechos nos quais a prosa se mistura com a poesia e com a rima ("O gesto contido, o olhar regrado, o silêncio esmerado. Até o seu sentar-se era educado"; e "E, agora, pronto: ponho ponto. Nem me alongo para não esticar o engano"). A linguagem é simples, fazendo referência ao modo como os moçambicanos falam no dia a dia em seus povoados. Ler os diálogos e os pensamentos das personagens é, de certa maneira, viajar para a África. Mia Couto utiliza-se de muitos neologismos ("zaranzeando", "pressentimental" e "talvezmente", por exemplo) nas suas narrativas, permitindo uma saudável comparação com o brasileiro Guimarães Rosa, que se utilizava maravilhosamente bem desse recurso linguístico. A sensação ao ler "O Fio das Missangas" é estar em algumas das músicas de Chico Buarque. Foi assim que me senti enquanto virava as páginas desta obra. Assim como o compositor brasileiro se especializou em cantar sob o ponto de vista feminino, Mia Couto, neste livro, mergulha no universo feminino, dando voz as suas conterrâneas. O ponto de vista da maioria dos contos (o eu lírico das histórias) é das próprias mulheres, que narram suas vidas e suas angústias em primeira pessoa e de forma reflexiva. A temática principal de "O Fio das Missangas" é a opressão praticada contra a mulher pela sociedade machista e patriarcal moçambicana. Assim, temos relatos de abandono, de violência física e de desprezo praticados pelos homens a suas esposas, filhas, irmãs, vizinhas e conhecidas. A vida das mulheres se torna fonte de martírio, dores, desilusões, solidão e culpa. Nesse contexto, amores, desencontros, a passagem do tempo, lembranças do passado e sonhos são os assuntos da maioria das histórias. Nos contos narrados pelos homens, é possível perceber que eles foram criados para desprezar e anular as mulheres. Eles são descritos como dominadores, insensíveis, amigos apenas de outros homens, violentos, desumanos e apaixonados pelas suas vontades carnais e pelo futebol. De certa forma, a culpa não é só deles e sim do ambiente no qual estão inseridos. Há, por exemplo, um conto ("O Fio e As Missangas") no qual o filho é incentivado pela mãe a trair a esposa e a se "deitar" com todas as mulheres possíveis. Em outra história ("O Nome Gordo de Isodorangela"), um menino é estimulado pelo pai e pela família rica do patrão do pai a cortejar uma menina gorda (filha do patrão) que ele não gostava, simplesmente por interesse das famílias. As histórias são normalmente tristes, chocantes e com final surpreendente, fantasioso e/ou trágico. Para amenizar, o escritor utiliza sua sensibilidade para contar os episódios com lirismo, comparando as damas aos objetos descartáveis do dia a dia, como saias velhas, cestos de comida e fios de missangas. A forma poética de Mia Couto escrever transforma o tom sombrio dos seus contos em algo belo e agradável. Nesse sentido, ele se parece um pouco com Gabriel Garcia Marques, de "Cem Anos de Solidão" (há muita fantasia e várias passagens surreais nos contos de Couto) e com Woody Allen (muitos contos de Mia possuem finais trágico-cômicos). Como cenário, temos também uma sociedade com outros preconceitos além do machismo. Há o preconceito racial contra os negros ("Eu tinha a raça errada"; "Ainda lhe veio à cabeça responder: preto não pensa, patrão"; e "Nós, sendo mulatos, tínhamos sorte em receber as simpatias do chefe" ) e social contra os pobres ("Sonhe com cuidado, Mariazita. Não esqueça você é pobre. E um pobre não sonha tudo, nem sonha depressa"). Confira o enredo de alguns contos: três moças solitárias são forçadas pelo pai a ficar presas em casa para cuidar do lar e dele ("As três irmãs"); mulher oprimida pelo marido se sente aliviada quando ele morre ("O cesto"); esposa é visitada pelo marido apenas uma vez por ano, no Natal, não recebendo carinho nem ajuda financeira para criar os filhos ("Na tal noite"); mulher assassina o marido por ele não dar atenção a ela ("Meia culpa, meia própria culpa"); mulher é espancada em casa sistematicamente pelo marido ("Os olhos dos mortos"); avó decide viajar para a cidade com o neto para fazer a comida dele e arrumar sua cama, mesmo ele ficando hospedado em um hotel ("A avó, a cidade e o semáforo); e moça virgem finge ter ficado grávida para proteger a mãe que gerou um bebê fora do casamento ("Maria Pedra no cruzar dos caminhos"). Ao final do livro, acho que compreendi a intenção do autor em nomear essa obra com o título dado. O colar de missangas pode ser comparado à importância (ou falta dela) da mulher na sociedade moçambicana e, ao mesmo tempo, serve de base para a construção dos contos desse livro. Afinal, qual a importância de um colar de missangas? Para os homens de uma comunidade patriarcal e machista, esse item não possui valor nenhum (assim como as mulheres não tem muito valor para eles). O colar é uma mercadoria barata, simples e descartável (é dessa forma como os homens tratam também suas damas). Conforme diz uma das personagens masculinas (do conto "O Fio e as Missangas"): "A vida é um colar. Eu dou o fio, as mulheres dão as missangas. São sempre tantas, as missangas...". Além disso, a estrutura do livro se parece com um colar. Sendo os fios os homens (dá a liga) e as missangas as mulheres (estão lá para enfeitar), na comparação feita pela personagem da coletânea, os contos são divididos para harmonizar e formar o objeto. As histórias das mulheres são intercaladas pelas dos homens (assim como um colar é intercalado por fios e pedrinhas). Gostei muito deste livro. Acho que comecei com o pé direito a análise das obras de Mia Couto. Agora vou partir para o romance. Em alguns dias vou comentar "Terra Sonâmbula" (Companhia das Letras), obra de 1992. Mas primeiro eu preciso comprá-la. Onde tem uma livraria aqui por perto? Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as Análises Literárias do blog, clique em Desafio Literário. E não deixe de curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #MiaCouto #LiteraturaMoçambicana #LiteraturaAfricana #LiteraturaContemporânea #Livros #ColetâneadeContos

  • Televisão: O Pé Frio - O perigo de falar de mais

    Esta história é incrível! Até parece daquelas saídas dos contos de Nelson Rodrigues. Ela se passou nas últimas semanas nos Estados Unidos e tem gerado grande discussão na Terra do Tio Sam. Vejamos o que se passou com Robert Durst, um senhor de 71 anos, herdeiro de um império bilionário em Nova York e atualmente o centro das atenções da mídia norte-americana. Ele foi preso recentemente pela polícia acusado de assassinado após confessar, sem quer, o crime em uma entrevista para um documentário de televisão. Durst sempre foi uma figura conhecida na alta sociedade nova-iorquina por causa de sua fortuna, herdada da família e estimada em US$ 4 bilhões, e pelas polêmicas nas quais se envolveu ao longo da vida. Sobre ele, pairavam as suspeitas de que teria sido o assassino de três crimes. Porém, nunca ninguém conseguiu provar nada contra ele, nem colocá-lo atrás das grades. O primeiro assassinato teria ocorrido em 1982. A mulher de Robert desapareceu misteriosamente quando passava o final de semana com o marido em uma localidade campestre. O corpo dela nunca foi localizado. A polícia investigou o caso, no qual Durst era o principal suspeito de ter cometido o crime. Nada foi provado e o bilionário se safou. Mesmo assim, ele fugiu para o Texas, onde passou a viver, por alguns anos, disfarçado de mulher, com medo de ser preso. Em 2000, uma amiga de Durst foi encontrada morta em Los Angeles. A polícia investigou o caso e novamente a suspeita recaiu sobre o bilionário. Robert negou ter matado a amiga e conseguiu se livrar do processo. Um ano depois, Durst atirou e matou um vizinho após uma discussão. Dessa vez, não teve jeito: ele foi julgado e foi parar no tribunal. Para sua sorte, a promotoria o inocentou, pois aceitou a alegação da defesa de que o disparo foi acidental e feito em legítima defesa. Assim, após tantos problemas com a lei e com a suspeitas de vários crimes (e a gente pensa que isso só acontece no Brasil!), o dono de uma das maiores fortunas de Nova York permanecia solto e percorrendo a alta sociedade da Big Apple tranquilamente. Há alguns anos, um cineasta resolveu filmar a história do herdeiro da fortuna imobiliária. Para isso, produziu um longa-metragem ficcional mostrando os crimes praticados. Quem conhecia a vida de Robert Durst, rapidamente o reconheceu como sendo a inspiração para a criação do personagem do filme. Robert, obviamente, não gostou da iniciativa. E por isso contratou o mesmo cineasta para produzir um documentário para a televisão. Neste programa, o bilionário poderia contar sua versão dos fatos. Assim, acreditava que colocaria sua consciência em paz e provaria definitivamente para as pessoas sua inocência. O documentário, chamado “O Pé frio: A Vida e As Mortes de Robert Durst” (The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst: 2015) e realizado pela HBO, teve cinco episódios e várias entrevistas com o suspeito de assassinato contando sua versão dos fatos e da sua vida. E na véspera do último episódio ir ao ar, uma notícia pegou todos de surpresa. A polícia, enfim, prendeu Robert. O motivo: depois de dar uma das entrevistas para o cineasta, o senhor de 71 anos foi ao banheiro, se esquecendo de tirar e desligar o microfone. E lá no banheiro, ele, falando sozinho, confessou os crimes: "Então é isso... Que diabos eu fiz? Matei todos eles, é claro”. Com essa prova em mãos, a polícia pode autuá-lo. Não é preciso dizer que o último episódio do documentário foi um sucesso de audiência. Todo mundo queria ver a confissão de Robert (é óbvio que o áudio foi inserido na produção do filme). Também fica evidente o caráter histórico dessa produção. Afinal, graças a ela, conseguiu-se prender um criminoso. Não é qualquer programa de televisão que consegue um feito como este. Como consequência, o resultado final do programa gerou uma grande discussão no mundo artístico americano. O debate gira em torno da seguinte questão: é correto um documentário investigar um caso criminal como este, interferindo no resultado da Justiça? Há quem defenda a HBO e o cineasta responsável pela produção do programa. Para essas pessoas, o artista e a emissora de televisão estavam apenas contando uma história real e buscando a verdade atrás dos fatos. E há quem os condene, alegando intromissão na alçada dos trabalhos dos tribunais legais e da polícia. Na minha opinião, o debate não é sobre isso. A grande questão é o perigo de falar de mais. De quem foi a iniciativa para se gravar um documentário sobre as suspeitas de assassinato de Robert Dirst? Dele mesmo. Isso é incrível! O sujeito resolveu gastar dinheiro para provar sua inocência, se perdeu durante o processo (além da confissão, durante todo o programa, o bilionário se contradisse, mostrando insegurança, e acabou se comprometendo ainda mais). Para coroar, desabafou seus crimes enquanto o microfone estava ligado e foi preso diante dos olhos da nação. Eita, cara burro. E eita, história maluca esta. Quem manda não ficar com a boca fechada... Que tal o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer os demais posts dessa coluna, clique em TV, Rádio e Internet. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #filmes #televisão #documentário #Cinemanorteamericano #crime #RobertDurst

  • Filmes: Kingsman, O Serviço Secreto - Uma grata surpresa

    Sabe quanto você entra na sala de cinema sem expectativa nenhuma e sai muitíssimo satisfeito com o que viu? Pois foi essa a minha sensação quando deixei a sessão deste sábado. Eu ainda não tinha ouvido falar de "Kingsman - O Serviço Secreto" (Kingsman - The Secret Service: 2015) e acreditava ser mais um filme tolo de algum tipo de super-herói por mim desconhecido (não gosto dos longas-metragens de super-heróis). Nada mais equivocado! "Kingsman" é um ótimo filme de ação ao melhor estilo "serviço secreto inglês", com pitadas de humor na medida certa. Não dá para não se lembrar de 007. "Kingsman" foi adaptado da série de quadrinhos criada por Mark Millar e Dave Gibbons. Ou seja, essa produção é um 007 mais moderno e agitado, com muitas cenas de ação, suspense e tiroteio. O principal mérito desta nova produção está em propiciar emoção e adrenalina ao longo de suas duas horas e dez minutos de duração. As cenas de briga e tiroteio são excelentes. Fazia tempo que não via um longa de ação com um acabamento tão bom. O diretor Matthew Vaughn, que também produziu o roteiro do filme, conseguiu dar ritmo e leveza a história. A atuação dos atores também é um ponto a ser destacado, principalmente o desempenho do experiente Colin Firth e do jovem Taron Egerton nos papéis de agente secreto e de novato discípulo, respectivamente. Samuel L. Jackson, no papel de vilão, acaba ficando em segundo plano. A história do filme é sobre uma organização inglesa independente do governo e completamente secreta, responsável por salvar o mundo dos perigos aos quais ele está habituado a passar nos enredos da sétima arte. O nome dessa organização é Kingsman. Depois da morte de um dos seus agentes secretos, a instituição abre o processo de seleção para a incorporação de um novo membro. Alguns jovens são indicados e eles passam a participar de um rigoroso processo seletivo para provar que podem entrar na Kingsman. Apenas um vai ser selecionado. Eggsy (interpretado por Taron Egerton) é um destes jovens. Ele foi indicado por Harry (Colin Firth), um experiente agente. Eggsy é talentoso e carismático. Seu problema está na falta de disciplina, no pouco estudo e no fato de ser um criminoso pé de chinelo. Enquanto o processo de contratação está rolando, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine (Samuel L. Jackson), que tem um plano alternativo para "resolver" todos os problemas da humanidade e do planeta Terra. Apesar do enredo parecer um tanto bobo quando o descrevemos assim, saiba que o filme é muito, muito bom. Além das cenas de briga e tiroteio, como já disse, serem ótimas, a cadência da história é muito interessante. Trata-se de um filme de ação bem gostoso de se apreciar. Você fica o tempo inteiro na expectativa de que algo vai acontecer (e acontece muita coisa sim!) e aí quando viu, o filme acabou. Ou não. Não saia da sala correndo porque depois de começarem a subir as letrinhas, ainda tem uma boa cena final o aguardando. Confira o trailer de "Kingsman - O Serviço Secreto": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #MatthewVaughn

  • Gastronomia: I Festival Gastronômico de Varginha - Culinária na Praça do ET

    Nesta sexta-feira, eu viajei para Varginha, no Sul de Minas, para passar o final de semana. Eu morei nessa cidade entre 2013 e 2014 e já estava com saudades dessas terras. Adoro os pequenos municípios e adoro as cidades mineiras. A vida, o ritmo, as pessoas, os hábitos e os valores são completamente diferentes dos das grandes metrópoles. Eu me identifico muito com este estilo mais leve e calmo de se viver, desejando ardentemente voltar a morar em um local menos conturbado e estressante do que São Paulo. Varginha está dentro do meu coração e é sempre muito bom voltar para cá, mesmo que seja por apenas três dias. E logo ao chegar à cidade, no início da tarde de sexta, descubro uma interessante novidade na Praça do ET (a praça principal do município é conhecida pelo nome do visitante ilustre que fez a fama do lugar). Haveria um festival culinário, intitulado "I Festival Gastronômico de Varginha" no local. Nele, vários estabelecimentos comerciais como lanchonetes, bares, buffets, sorveterias e restaurantes montaram barraquinhas para expor seus produtos a preços populares (até R$ 10,00). Achei a ideia válida e corri para a praça quando a noite caiu. O Festival estava movimentado. Havia muita gente na praça (pude encontrar muitos amigos - nada como cidade pequena!) e havia também boas e variadas opções de comida (feijão tropeiro, hambúrgueres, tacos mexicanos, pão de queijo, caldos, chocolate quente, tortas doces, sanduíches naturais, paletas mexicanas, salgadinhos, pães especiais, crepes franceses, espetinhos de carne, temaki, sucos, cervejas artesanais e chopp). O chef Ramon Damasceno, com experiência em grandes redes hoteleiras do país, era o principal convidado do evento. Ele tinha um espaço onde apresentava ao público os segredos da culinária sul mineira. Esbaldei-me de tanto comer e de prosear com os amigos. Nada como uma boa comidinha mineira para alimentar o estômago e afagar a alma!!! Nada como rever os amigos e colocar o papo em dia!!! Além da culinária e da companhia, quando fui embora do evento, fiquei refletindo sobre como é bom usufruir da praça. Uma das características que mais gosto das cidades pequenas é como elas conseguem usar bem o espaço público, principalmente suas praças. Esse lugar é o local de lazer, passeio e reunião das famílias e da população local. Não há perigo em frequentá-las nem há a presença de mendigos e drogados (como acontece normalmente nas grandes cidades brasileiras, por exemplo). Ficar na praça é um evento interessantíssimo e muito agradável. Descobri isto quando morei em Varginha. No início não entendia aquela necessidade do pessoal em passear naquele local. Com o tempo, fui compreendendo a dinâmica e em menos de três meses morando por lá, sentia falta de não frequentar a praça aos finais de semana. Acredite se quiser: um paulistano genuíno sentido falta por não ir à praça! Dessa vez, a experiência foi ainda mais rica porque aliou lazer e culinária. Eita, trem bão! Ótima iniciativa da prefeitura de Varginha. Espero que tenha mais eventos como este por lá. E eu espero poder frequentá-los também (apesar dos 350 quilômetros de distância de São Paulo até a Praça do ET). Que tal este post e o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer as demais críticas gastronômicas do blog, clique na coluna Gastronomia. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #Gastronomia #ComidadeRua #MinasGerais #restaurante #lanchonete

  • Filmes: Golpe Duplo - Química e tensão em alta voltagem

    Nesta semana, assisti a "Golpe Duplo" (Focus: 2015). Dirigido e roteirizado pela dupla Glenn Ficarra e John Requa (de "Amor a Toda Prova" e de "O Golpista do Ano") e estrelado por Will Smith, Margot Robbie e Rodrigo Santoro. O filme me agradou por dois motivos. Primeiro porque se trata de uma boa história de ação e suspense, bem conduzida. Depois porque é interessante para nós brasileiros ver Santoro em um bom papel de coadjuvante em uma produção hollywoodiana. Mesmo não se destacando na figura de um espanhol proprietário dono de uma equipe de corridas, o brasileiro cumpriu minimamente sua obrigação, não passando vergonha (também ficou longe de se destacar). "Golpe Duplo" apresenta Nicky (Will Smith), um experiente e bem sucedido vigarista, e Jess (Margot Robbie), uma novata e atrapalhada larapia. Ela, ao conhecê-lo, fica encantada com as habilidades dele e insiste para que ele ensine todos os segredos dessa profissão para ela. Depois de treiná-la e de se envolver com a bela moça, Nicky a abandona. Eles vão se encontrar novamente três anos mais tarde em Buenos Aires. Jess namora um bilionário dono de uma equipe de corridas (Rodrigo Santoro), para quem Nicky precisará trabalhar. O reencontro de Nicky e Jess mostra que os dois não superaram o término do antigo romance e o clima romântico entre eles pode atrapalhar os planos de ambos de darem um grande golpe em terras portenhas. Assim, nem tudo é o que se parece nesse filme. "Golpe Duplo" é daqueles filmes nos quais as coisas vão mudando o tempo inteiro, alterando o enredo e a perspectiva do telespectador. Há também uma boa dose de romance. A química entre Will Smith e Margot Robbie dá credibilidade ao casal. Além disso, os momentos de tensão são outro ponto destacado desta produção. Há duas cenas excelentes que devem ser comentadas pela adrenalina exalada. A primeira acontece na parte inicial do filme, em um camarote de estádio durante uma partida de futebol. Nicky e Jess brincando, enquanto assistem ao jogo, resolvem apostar R$ 1,00 em algo fortuito. A brincadeira ganha a companhia de um estranho (um milionário maluco) que está sentado ao lado do casal e parece gostar de fazer apostas. Os lances das novas apostas vão aumentando exponencialmente, para desespero dos envolvidos (e dos telespectadores). Tensão pura! Você fica grudado na poltrona ávido por saber o resultado final daquela inconsequente brincadeira. Alguém vai se dar muito mal! A segunda cena de destaque é quando Nicky e Jess são pegos no final do filme. Enquanto são interrogados e ameaçados pelo homem que tentaram ludibriar, o casal começa a discutir entre si. Eles estão revoltados e com ciúmes pelo comportamento um do outro. Parecem nem ligar para quem os ameaça. Hilário! Lembrou-me um pouco o professor Henry Jones (Sean Connery) discutindo com o filho, o arqueólogo Henry Jones Júnior, também conhecido como Indiana Jones (Harrison Ford), na frente do inimigo enquanto ambos estavam amarados e sendo ameaçados de morte em "Indiana Jones e a Última Cruzada" (Indiana Jones and the Last Crusade: 1989). "Golpe Duplo" é um bom filme. Tem ação, muito suspense, ótimas cenas de tensão, romance e humor. Gostei de vê-lo e recomendo para quem deseja se entreter com um longa-metragem em uma cidade pequena no sul de Minas Gerais. Veja o trailer de "Golpe Duplo" O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #GlennFicarra #JohnRequa

  • Filmes: Dívida de Honra - Vale só pelo finalzinho

    Hoje assisti no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Bourbon Pompéia à "Dívida de Honra" (The Homesman: 2014), a nova produção de Tommy Lee Jones, que além de dirigir também atua em um dos papéis principais deste longa-metragem. Esse é o terceiro filme de Jones como diretor, sendo o primeiro filme de época dele (a história se passa no meio do século XIX) e o primeiro faroeste (o ambiente é velho oeste americano). As produções anteriores foram "Os Bons e Velhos Companheiros" (The Good Old Boys: 1995) para a televisão e "Três Enterros" (The Three Burials of Melquiades Estrada: 2005), este para o cinema. Se a carreira de Tommy Lee Jones como diretor é ainda incipiente, como ator ela é extensa e exitosa. Depois de participar de mais de 60 produções na televisão e no cinema desde 1970, o ator de 68 anos possui um Oscar de melhor ator coadjuvante pelo filme "O fugitivo" (The fugitive: 1993), além de um Emmy Awards (1983) e um Globo de Ouro (1993). Em "Dívida de Honra" quem monopoliza as ações é a atriz Hilary Swank (mais conhecida pelos papéis nos filmes "A Inquilina", "A Condenação" e "Karatê Kid 4 - A Nova Aventura"). A atriz, nascida no próprio Nebraska, onde a história se inicia, rouba a cena e esbanja talento ao interpretar a combatida Mary Bee Cuddy. Até feia a bela atriz conseguiu parecer neste papel. A história do filme inicia-se em 1854 em uma cidade do Nebraska. Lá mora uma mulher trabalhadora, dedicada e solteira chamada Mary Bee Cuddy. Ela possui uma fazenda e trabalha sozinha cuidando de toda a sua propriedade. Seu grande sonho é se casar. Entretanto, nenhum homem da cidade a quer por ela ser feia e mandona (e muito independente também). Além disso, ela já passou dos trinta anos e já é vista como uma mulher velha pela comunidade. Sem esperanças de conseguir um marido na região, Cuddy se candidata para levar três mulheres loucas, que surgiram na cidade, para Iowa, no outro lado do país, onde poderão ser tratadas e onde poderão viver em paz em um local propício. O problema é que a viagem será feita em uma charrete e no período de inverno. Será preciso muita coragem e disposição para superar os desafios. O caminho até Iowa pode levar meses, quem sabe um ano. Durante o início da trajetória, Cuddy salva Georges Briggs (interpretado por Tommy Lee Jones), um velho criminoso. Como gratidão, Briggs aceita acompanhar sua salvadora durante toda a viagem. É estabelecida assim a parceria entre os dois. Aí o filme perde força. A viagem, que dura quase todo o filme, é enfadonha e sem graça. Nada praticamente acontece de interessante. O longa-metragem vai se arrastando, vai se arrastando e vai se arrastando... O telespectador tem a sensação de aquela jornada será interminável! Vi algumas pessoas saindo da sala do cinema antes do término, sinal evidente do desagrado geral. "Dívida de Honra" seria uma obra descartável se não fosse seu finalzinho. Nos últimos dez minutos, acontecem coisas surpreendentes, dando o mínimo de grandeza a produção. Além disso, nas cenas finais temos a aparição de Meryl Streep, o que evidentemente vale a pena se segurar na poltrona mais um pouco. Um filme, que teria nota 2, ganha um 5 com o final diferente ("passando de ano" no limiar da média geral). Pelo visto, o diretor Tommy Lee Jones ainda está longe do talentoso e competente ator Tommy Lee Jones. Veja o trailer de "Dívida de Honra": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #TommyLeeJones

  • Livros: Água para Elefantes - Memórias da velhice por Sara Gruen

    Eu li "Água para Elefantes" (Arqueiro) de Sara Gruen no comecinho do ano de 2012. Gostei tanto deste livro que resolvi comentá-lo agora. Na época da leitura, escolhi essa obra na prateleira da livraria porque não tinha conseguido ver a sua versão cinematográfica. Por duas vezes, no final do ano de 2011, eu tinha ido ao cinema para ver este filme, mas na última hora acabei optando por outro título. Frustrado por não ter visto essa história nas telas, decidi comprar o livro e resolver da melhor maneira essa questão: conheceria a narração em sua forma original, diretamente das palavras da sua autora, Sara Gruen. "Água para Elefantes" é um livro muito bom. A história possui ótimos personagens e é muito bem ambientada (fazendo uma ponte entre o presente do personagem principal e o passado dele, período da sua juventude). Sara Gruen escreve com emoção e realismo a trama, envolvendo o leitor com sua narração detalhista e comovente. O clima de mistério (afinal, o que aconteceu com os personagens no passado relatado? E o que irá acontecer com eles no presente?) se propaga do início ao fim da obra. É impossível largar a história no meio. Para quem não conhece o enredo do livro, aqui vai um resumo: Jacob Jankowshi é um senhor bem idoso. Ele mora em uma casa de repouso após o falecimento da sua esposa. Em sua nova morada, o mal-humorado velhinho vive inconformado com as regras e as proibições do local. Porém, o que o deixa fora de controle mesmo são as atitudes de outro hóspede/paciente. O colega, também um senhor de idade, conta para as simpáticas velhinhas da casa de repouso já ter trabalhado em um circo, onde cuidava dos elefantes. Ele se gaba do seu antigo ofício e de conhecer o mundo dos animais como ninguém, encantando as damas com sua narração e com seu conhecimento. Todos acreditam na história dele, menos o enciumado Sr. Jankowshi. Para Jacob, o contador da história circense não passa de um mentiroso. Para provar sua versão e desmascarar o colega, Jankowshi precisará contar pela primeira vez o grande segredo da sua vida: em sua juventude, ele trabalhou em um circo. Ele escolhe como confidente uma senhora simpática da casa, com a qual ele começa a se engraçar. Na época de sua juventude, Jacob Jankowshi era um estudante de veterinária e sem dinheiro para concluir o curso resolveu entrar em um trem em movimento para ganhar a vida. Esse trem era do Esquadrão Voador, uma companhia circense. Ao passar a trabalhar no circo, o jovem Jacob conhece o Tio Al, o cruel proprietário da companhia, e August, o chefe do setor dos animais. Além desses, o jovem conhece a bela Marlena, artista do número de cavalos e esposa de August, com quem se apaixona perdidamente. Enquanto isso, o veterinário em formação passa a cuidar de Rosie, uma elefanta aparentemente desastrada e pouco inteligente. "Água para Elefantes" é um livro de amor. Amor entre um homem e uma mulher e também (ou principalmente) de amor entre um homem e uma elefanta. Além disso, ele retrata os desafios da velhice. Afinal, em qualquer fase de nossa vida, precisamos superar os desafios impostos pelo ambiente e pelas pessoas a nossa volta. Se você deseja enveredar por uma história surpreende, comovente e divertida, recomendo a leitura de "Água para Elefantes". E só para esclarecer: ainda não consegui ver o filme... Essa deve ser a minha sina. Já desiste de conseguir essa façanha. Sempre que vou vê-lo, acontece alguma coisa a me impedir de concluir a tarefa. Ainda bem que o livro eu consegui ler. Pelo menos isso... Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #SaraGruen #Romance #RomanceHistórico #Drama #LiteraturaContemporânea #LiteraturaCanadense

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