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  • Filmes: Para Sempre Alice - O talento de Julianne Moore em evidência

    Finalmente chegou aos cinemas brasileiros o filme que deu o Oscar de 2015 de melhor atriz para Julianne Moore. Este era a única (última) das principais produções congratuladas pela academia que eu ainda não tinha visto. Por isso minha expectativa em vê-la. Cansei de ler sobre a atuação muito elogiada de Moore no papel da professora universitária diagnosticada precocemente com Mal de Alzheimer, porém eu queria conferir pessoalmente o desempenho da atriz. E o resultado foi... Saí da sala de cinema um pouco decepcionado. “Para Sempre Alice” (Still Alice: 2014) tem direção de Richard Glatzer (de “Meus 15 Anos”) e Wash Westmoreland (de “O Último Robin Hood”) e atuação de Kristen Stewart, além do protagonismo de Julianne Moore. A história é sobre uma professora de linguística, Dra. Alice Howland (Julianne Moore), que aos 50 anos é diagnosticada precocemente com Alzheimer. A notícia cai como uma bomba para a ela e para a família. Com a doença, a vida da professora vai se alterando aos poucos. Ela começa a esquecer palavras. Não se lembra dos compromissos. Se perda na rua, na universidade e até dentro de casa. Aos poucos, deixa de reconhecer as pessoas com quem convive. A nova condição de Alice coloca a prova o amor da família. Marido e filhos precisam se adaptar a “nova Alice”, cada dia mais esquecida e limitada. O filme tem uma mensagem bonita e interessante. Como não podia ser diferente, é uma história triste. Entretanto, achei o roteiro, o enredo e a dinâmica fracos. Eles poderiam ter sido mais bem trabalhados. Em nenhum momento do longa-metragem fiquei realmente emocionado com os acontecendo. Esse talvez tenha sido o principal problema de “Para Sempre Alice”. Ele é um filme morno. Ele não aquece, não pega fogo e não entusiasma o telespectador (algo que eu imaginaria acontecer com um filme tão comentado). Trata-se de um drama leve, beirando o superficial, apesar da temática séria e com potencial trágico. Imaginei um filme mais intenso, mais emocionante. Do início ao final, fiquei na expectativa da história decolar, do drama tomar conta das cenas, mas isso infelizmente não aconteceu. O final é até adequado, não sendo meloso nem dramático. Mesmo assim, ao colocá-lo no contexto geral, até o desfecho ficou sem sal. A atuação de Julianne Moore é destacada. Ela mereceu realmente o Oscar de melhor atriz principal. Sua atuação é o único ponto destacável dessa produção. Há quem diga que ela só ganhou porque as concorrentes deste ano não dificultaram em nada (a disputa entre os homens foi mais intensa desta vez). Também concordo com esta opinião. Moore teve uma bela atuação, mas em outras edições, não teria conseguido a estatueta com este desempenho. Por isso, saí frustrado da sala de cinema. Mais decepcionado com o filme do que com a atriz condecorada. Veja o trailer de "Para Sempre Alice": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #JulianneMoore #RichardGlatzer

  • Livros: O Pequeno Príncipe - O belo clássico de Antoine de Saint-Exupéry

    Essa é a minha terceira leitura do "O Pequeno Príncipe" (Agir), clássico de Antoine de Saint-Exupéry. O motivo da minha releitura é que uma professora do meu curso de Letras (estou fazendo faculdade) pediu para lê-lo para a realização de um trabalho. Como esta é uma das minhas obras favoritas, não foi difícil passar a mão na brochura e bater novamente os olhos por suas páginas. Aproveitei o fato de ter acordado mais cedo hoje (meu sono me abandonou antes das cinco horas da manhã) e li a obra inteira antes de pular da cama (uma leitura de menos de duas horas - o livro é realmente muito enxuto!). Eu adoro esse livro por três motivos: ele é simples, profundo e tem uma mensagem linda. Até hoje não acho justa a fama ganha pelo "O Pequeno Príncipe" em alguns círculos sociais de ser o "livro das misses". Sim, porque muitas das misses que concorrem em concurso de beleza citam essa obra como sendo sua favorita. A brincadeira que rola é a seguinte: como o livro é pequeno, de fácil leitura e tem muitos desenhos, ele é o preferido das mulheres bonitas (e burras!). Antoine de Saint-Exupéry não merece isso! Ele criou uma obra prima e o povo fica falando essas coisas. A dimensão dessa obra fica evidente quando analisamos o ranking dos livros mais vendidos no país todos os anos. Repare! "O Pequeno Príncipe", mesmo depois de mais de 70 anos de seu lançamento (inclusive, o direito autoral da família do autor já expirou e a obra já pode ser disponibilizada gratuitamente), ainda continua na parte superior dos livros mais comercializados no país. Trata-se realmente de um feito notável. Em várias semanas, esta obra chega a liderar as vendas nas livrarias no Brasil. Um feito incrível! A história do "O Pequeno Príncipe" é simples e poética. Um piloto de avião faz amizade com um menino vindo de um pequeno planeta. O garoto, chamado de Príncipe, chegou a Terra depois de conhecer outros mundos pelo caminho. A beleza da história está nos diálogos e na mensagem transmitida. A passagem mais incrível, na minha opinião, é aquela quando o menino conversa e faz amizade com um raposa. As frases mais fortes da obra estão nesse trecho. As três mensagens principais são: "Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa"; "somente com o coração nós podemos ver com clareza"; e "o essencial é invisível para os olhos". Transportando essas ideias para o processo envolvendo a relação professor/aluno, no qual estou estudando na faculdade (o curso é Licenciatura em Letra) podemos compreender que um docente só conseguirá estimular o estudante a aprender, a buscar novos conhecimentos e a vivenciar novas experiências, se houver uma afinidade entre eles. Antes de aprender/ensinar, é necessário a criação de um relacionamento de confiança. Se o mestre não conseguir cativar o discípulo, o processo de aprendizado ficará seriamente comprometido ("você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa"). Assim, o investimento de tempo, de esforço e de atenção do professor não deve ser dirigido apenas para a transmissão formal do conteúdo a ser passado (parte técnica), mas deve ser equilibrado com o estabelecimento de um relacionamento saudável e harmônico ("o essencial é invisível para os olhos"). Se o aluno não se sentir importante, querido e merecedor da atenção e do esforço do docente ("somente com o coração nós podemos ver com clareza"), o aprendizado não será completo e tão eficiente. Foi essa a interpretação que fiz nessa nova leitura, analisando o livro sob a ótica do professor (uma novidade para mim). Assim, nessa nova visão, o elemento mais interessante na história do "O Pequeno Príncipe" foi o fato do menino (o príncipe) ter aprendido muito sobre o mundo (seu planeta e demais planetas), sobre as pessoas (natureza humana) e sobre ele mesmo (seus sentimentos e valores) depois que deixou o seu planeta e resolveu explorar pessoalmente o universo. Esse processo de aprendizado, curiosamente, não foi pautado pela presença de nenhum professor (instrutor formal). A educação (vamos chamar dessa forma, neste momento, o processo iniciado pelo pequeno príncipe em sua viagem) foi pautada principalmente pela curiosidade incessante da criança (ela não deixava, por exemplo, o interlocutor ignorar nenhuma de suas perguntas) e pela união entre teoria e prática (se recordarmos o conceito de Práxis de Paulo Freire), na qual o menino precisou ir in loco para testemunhar, vivenciar e experimentar os fatos, os acontecimento e as emoções. O aprendizado se deu, portanto, principalmente pela "fome de conhecimento" do menino (estudante) e pela intensidade da experiência provocada pela viagem. Esses sãos os pontos que um bom professor deve incentivar na alma de seus alunos: a busca constante por novos aprendizados e proporcionar experiências intensas (através da união de prática e teoria). Se analisarmos bem, ao mesmo tempo em que não havia a figura formal de um professor central orientando o menino, havia várias pessoas contribuindo consideravelmente para a consciência e para o aprendizado do príncipe (a raposa, o rei, o vaidoso, o bêbado, o homem de negócio, etc.). Cada um teve papel importantíssimo na experiência e na transmissão das informações. Muitas vezes em nossa vida, aprendemos e evoluímos com professores informais. Além disso, sem querer, o príncipe acabou ensinando muita coisa para o piloto do avião (o autor do livro). Assim, alguém pode ser professor e, ao mesmo tempo, aluno. A educação é um processo de duas mãos, no qual todos os seus agentes ensinam e aprendem constantemente. Tão legal quando ler novamente "O Pequeno Príncipe" foi analisá-lo de maneira distinta das outras duas leituras. Esse é o grande barato da literatura. Cada nova imersão em uma obra (quando ela tem profundidade), você descobre algo novo. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #AntoinedeSaintExupéry #LiteraturaFrancesa #LiteraturaClássica #Existencialismo #Livros #LiteraturaInfantojuvenil

  • Celebrações: Dia Nacional da Poesia - O Poeta é Belo de Mario Quintana

    Hoje, 14 de março, é o Dia Nacional da Poesia. O Dia Mundial da Poesia é comemorado na semana que vem, dia 21. Para celebrar estas datas, apresento o poema “O Poeta é Belo" de Mario Quintana. Confira: "O Poeta é Belo" de Mario Quintana - Publicado no livro "Esconderijos do Tempo" (Nova Aguilar). O poeta é belo como o Taj-Mahal feito de renda e mármore e serenidade O poeta é belo como o imprevisto perfil de uma árvore ao primeiro relâmpago da tempestade O poeta é belo porque os seus farrapos são do tecido da eternidade. Feliz Dia da Poesia! Que tal este post e o conteúdo do Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para acessar os demais posts desta coluna, clique em Premiações e Celebrações. E aproveite para curtir ​a página do blog no Facebook. #poesia #celebração #DataEspecial #Poesia #MarioQuintana

  • Livros: Muito Trabalho, Pouco Stress - As dicas de André Caldeira

    Na semana passada, o meu amigo Eduardo me emprestou o livro "Muito Trabalho, Pouco Stress" (Évora) de André Caldeira. A ideia era que esta obra me ajudasse na preparação de um treinamento sobre "Mudança de Carreira" que estou desenvolvendo para a The Open Mind School, escola de cursos livres com uma pegada mais voltada para a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas. Com essa demanda em minhas mãos, li o livro com atenção e cuidado. E fiquei parcialmente satisfeito com o seu conteúdo. O livro é interessante em uma parte (na primeira metade) e meio repetitivo e cansativo em outra (na segunda metade). Ele demonstra bem as dificuldades e os problemas dos profissionais modernos (principalmente os executivos bem sucedidos) para fugir da vida estressante e desgastante na qual estão inseridos. Chega a ser triste constatar a quantidade absurda de pessoas consideradas workaholics nos dias de hoje. Interessante perceber a cultura da valorização do excesso de trabalho em muitos lugares. Nesse contexto, ficar dezesseis ou dezessete horas por dia no escritório, não ver a família, não cuidar da saúde, não ter hobbies, estar estressado, dormir mal, exagerar na comida, na bebida e nos remédios, não ter vida pessoal, estar em constante conflito com a esposa ou com o marido e com os filhos e não ter tempo para nada é algo louvável e admirado. Quanta loucura! "Muito trabalho, pouco stress" é dividido basicamente em três partes. Na primeira, a melhor parte disparada, é o relato da vida de um personagem fictício chamado Joe Labor (o antigo alter ego do autor). O cara é um workaholic típico. Não tem tempo para nada, pois só trabalha. Ele abre mão da qualidade de vida e da sua vida pessoal para se dedicar a sua profissão. Apesar de conhecermos pessoas assim e, às vezes, já termos incorporado esse personagem em nossas vidas (falo com propriedade porque minha vida era assim até quatro anos atrás), quando lemos o relato detalhado do cotidiano e das angústias de uma pessoa assim, ficamos chocados. E esse é o grande lance do livro. Chocar! Através da encenação da rotina de um workaholic, percebemos o quanto as coisas na vida desse sujeito estão erradas e precisam ser mudadas. Temos dificuldades de fazer essa análise quando tentamos olhar para o nosso próprio cotidiano. Assim, a historinha contada de Joe Labor é uma excelente ferramenta de conscientização para as pessoas que possuem esse problema tão sério. A segunda parte do livro, bem pequena, analisa de maneira objetiva os problemas da vida de Joe Labor. O autor explica as técnicas e as maneiras para se fugir do stress no dia a dia e para conseguir uma vida equilibrada (sonho de consumo de muita, muita gente). O conteúdo dessa parte é adequado. André Caldeira não fala nenhuma novidade e nem passa nenhum grande segredo. Aí o livro começa a perder força. Na terceira e última parte, que ocupa mais da metade da obra, "Muito trabalho, pouco stress" se torna chato e repetitivo. Essa seção é dedicada à exposição de vários posts originados do blog do autor, cujo nome é o mesmo do livro. Aqui, Caldeira conta fatos e analisa as situações de stress já descritas anteriormente. Como tudo já foi falado, os textos vão se repetindo sem parar. Se eu quisesse ler estes posts, eu teria acessado o blog do Caldeira, não teria pego um livro para ler... Apesar de ter achado um desperdício ter metade de um livro com posts de um blog, a primeira parte de "Muito trabalho, pouco stress" vale a leitura. Quem já foi, é ou corre o risco de se tornar um workaholic precisa conhecer a história de Joe Labor. Ela pode inspirar um processo de mudança e a busca pela qualidade de vida. Sucesso e tranquilidade para todos! Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #AndréCaldeira #LiteraturaBrasileira #LiteraturaContemporânea #Livros #Negócios

  • Livros: A Vaca foi Pro Brejo – O humor poliglota de Millôr Fernandes

    Millôr Fernandes foi um dos maiores cartunistas do nosso país. Publicadas principalmente na Veja, no Jornal do Brasil e no cultuado O Pasquim, suas tirinhas cômicas representavam o que havia de melhor e de mais inteligente na crítica política e na sátira social. O humor de Millôr (eita, não é que rimou!) marcou as décadas de 1960, 1970 e 1980. Em uma época em que a censura da ditadura militar imperava, seus desenhos eram ao mesmo tempo corajosos e extremamente sagazes. Não à toa, o ilustrador foi preso pelos milicos quando trabalhava para o Pasquim. A produção de Millôr Fernandes acompanhou o artista até o final de sua vida. Recordo com saudosismo de sua coluna semanal na Veja já nos anos 2000. Era a minha favorita. A primeira coisa que fazia ao abrir a revista era conferir os desenhos de Millôr. Mesmo idoso, o cartunista era imbatível na arte de fazer o leitor rir de suas artes gráficas. Pobre dos políticos e dos famosos alvos de seu humor desbocado e preciso. Com a morte de Millôr Fernandes em 2012, a Companhia das Letras resolveu publicar no ano passado alguns dos livros mais famosos do artista. Na verdade, o termo correto seria republicar, afinal a maioria dessas obras são de relançamentos. Nessa coletânea de títulos que voltaram a ser impressos estão: “Esta é a Verdadeira História do Paraíso”, talvez sua obra editorial mais famosa, originalmente de 1972, “A Vaca foi pro Brejo/The Cow Went to The Swamp”, de 1988, e “Tempo e Contratempo”, sua primeira publicação, de 1949. De livro novo temos “Essa Cara Não Me é Estranha e Outros Poemas”. Como sou fã de carteirinha de Millôr, comprei no último final de semana “A Vaca foi pro Brejo/The Cow Went to The Swamp” (Companhia das Letras). De tão ansioso que estava, acabei lendo a obra na mesma noite da compra. O livro é curtinho, tem pouco mais de 120 páginas. É possível lê-lo em uma hora, uma hora e meia. Curiosamente, as ilustrações que aparecem em algumas páginas não são de Millôr. O ilustrador responsável pelo trabalho foi Nani. Coube ao Millôr exclusivamente o texto da publicação. “A Vaca foi Pro Brejo” foi um dos maiores sucessos editoriais de Millôr Fernandes na década de 1980. A proposta do livro nasceu de um hábito antigo e meio esdrúxulo do seu autor: traduzir para o inglês expressões típicas do português brasileiro. Vale a pena ressaltar que Millôr Fernandes foi um dos principais tradutores de arte cênica do nosso país. Contudo, aqui, o que ele fazia em tom de deboche era traduzir os termos literalmente. Assim, deixava-os sem qualquer sentido. Era o lado humorístico de Millôr invadindo um dos seus (poucos) trabalhos (essencialmente) sérios (a tradução). Utilizando o título da obra como exemplo, “a vaca foi pro brejo” se transforma em “the cow went to the swamp”. E aí vai: “Arrebentar a boca do balão” vira “to blow up the balloon´s mouth”, “almofadinha” fica sendo “little cushion”, “estar de saco cheio” é “to have a full bag”, “tirar o cu da reta” é “took his ass off the straight line” e “não estou nem aí” é “I´m not even there”. O livro traz a tradução millordiana de mais de seiscentas expressões da nossa língua. Junto com essas traduções, há algumas tirinhas de Nani com a exemplificação absurda do ditado popular. “Está procurando um pé” se transforma em “He is searching for a foot” quando traduzido. E na ilustração, temos literalmente alguém procurando um dos pés (e não um calçado). O lado positivo de “A Vaca foi pro Brejo/The Cow Went to The Swamp” é que seu humor se mantém atual. Apenas uma ou outra expressão da década de 1980 pode parecer estranha para o leitor de 2015. Por outro lado, o principal aspecto negativo deste livro é que ele rapidamente se torna enfadonho. A proposta de traduzir os termos literalmente é até engraçada. Porém, repetir a graça por mais de 100 páginas me pareceu excessivo. Sabe aquele tipo de piada que de tanto repetido se torna chato? É mais ou menos o que ocorre aqui. Quando você chega à décima, à vigésima ou à trigésima tradução, o efeito do humor perde em grande parte a potência. Aí, a leitura torna-se mecânica (e sem graça) até o final da leitura da obra. Curiosamente, o que provoca mais o riso do leitor é a coletânea de tirinhas de Nani e não o texto de Millôr. Afinal, repetimos mecanicamente os ditados populares e as expressões típicas da nossa língua sem notarmos o que elas dizem literalmente (“carioca da gema”, “é um tremendo picareta”, tirei meu time de campo”, “tudo pela hora da morte”, etc.). E, aí, quando vemos sua tradução para o desenho, acabamos achando graça. Ao terminar a leitura de “A Vaca foi pro Brejo/The Cow Went to The Swamp” fiquei com uma sensação de decepção. Achei que iria rir mais com seu texto. Acho que talvez deva ler outra obra de Millôr Fernandes para espantar essa má impressão. Acho que vou comprar “Esta é a Verdadeira História do Paraíso” na minha próxima visitinha à livraria. Nada como uma crítica às religiões para me fazer rir um pouco. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #MillôrFernandes #Nani #Humor #Comédia #LiteraturaBrasileira #Livros

  • Mercado Editorial: Revistas - Você é a única pessoa que compra essa aí

    Algo tem me preocupado neste início de ano (sim, estamos no começo de Março e para mim o ano ainda está engatinhando). Tenho reparado na grossura das várias revistas em que leio. Elas estão assustadoramente finas, muito menores se comparadas ao tamanho tido no mesmo período do ano passado. Falo isso com propriedade de quem lê mais de dez títulos mensalmente (Veja, Veja São Paulo, Carta Capital, São Paulo, Exame, National Geographic, Vida Simples, Superinteressante, VIP, Placar, Exame PME, Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Serafina e revista da ESPM) há mais de dez anos. Assim como adoro ler jornal diariamente, amo mergulhar nas páginas das minhas revistas favoritas. O que estaria acontecendo com estas publicações? Após refletir um pouco, acredito ter detectado o problema. Ele está, a princípio, nos anunciantes. Como o conteúdo jornalístico é fixo (não se pode diminuir o número de páginas dedicadas às reportagens), a explicação para a diminuição no tamanho das revistas está no menor número de folhas com anunciantes. A revista Veja, por exemplo, mal chega a 100 páginas (quando normalmente ela passaria de 120). A revista Exame da última quinzena teve pouco mais de 100 páginas, quando o padrão seria ter mais de 130. Todas as publicações das quais leio estão passando por isso. Cadê os anunciantes?! Por que eles estão tão receosos em investir nesse meio de comunicação? É culpa da crise econômica a bater na porta do país ou é alguma crise específica da imprensa escrita? O Carnaval já acabou. O Ano já começou... Cadê os anunciantes? Acho que consegui, hoje, as respostas para essas desafiantes questões. Ao ir até a banca de jornal perto de casa para comprar mais algumas revistas (eu prefiro adquiri-las nas bancas a assinar - esse é um hábito passado a mim pelo meu pai pelo qual eu mantenho como uma tradição de família), o jornaleiro bradou alegremente em minha direção (provavelmente eu sou o melhor cliente dele): "Sua revista chegou!". Ele disse isso e foi pegar a revista Bem Simples. Depois completou: "Você é a única pessoa que compra essa aí". Infelizmente, ele disse as mesmas coisas na semana passada quando comprei a National Geographic. E eram essas mesmas palavras dele quando eu comprava a Bravo até o ano retrasado. Infelizmente, a Bravo deixou de ser publicada em Agosto de 2013. A justificativa da editora Abril foi: a vendagem estavam abaixo do mínimo recomendado. Nessa hora, um estalo na minha mente explodiu, como um "Eureka" de Arquimedes. Meu Deus, as revistas estão acabando.... Ninguém mais lê este tipo de publicação! A culpa, então, não é diretamente dos anunciantes, como pensara inicialmente. Eles só estão diminuindo seus investimentos neste tipo de mídia porque o público leitor está minguando. Nada mais lógico. Quando eu digo que leio jornal diariamente e revista periodicamente na forma impressa, as pessoas me olham de uma maneira estranha, como se esses hábitos fossem coisa de um passado distante. Coisa de passado distante?! Não, não é. O grande problema da falta de vontade das pessoas em continuar lendo as publicações impressas é que, assim, as revistas correm o risco de acabar definitivamente. Quantos jornais já precisaram fechar as portas? Quantos títulos de revista (como a Bravo cujo conteúdo era excelente) foram retirados do mercado? Quais mais terão sua vida abreviada?! Sendo muito egoísta agora: até quando eu terei o privilégio de poder ler as minhas publicações favoritas de maneira impressa? Esses dias de leitura farta estão realmente contados? Deixa, portanto, eu aproveitar enquanto posso. Vou ler mais uma revista agora. Mesmo ela estando raquítica, diminuta e com aspecto de "morta de fome", vou desfrutar de suas páginas sem pensar no amanhã. No nebuloso e assustador amanhã! Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você se interessa por informações do mercado editorial, deixe aqui seu comentário. Para acessar outras notícias dessa área, clique em Mercado Editorial. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook.

  • Livros: Cândido - O divertido clássico de Voltaire

    Na maioria das vezes, o preconceito nos atrapalha a conhecer boas histórias, a descobrir pessoas interessantes, a vivenciar experiências novas e a ver a realidade com outros olhos. Eu acredito que, no fundo da nossa alma, todos nós possuímos algum tipo de preconceito. Se não temos uma opinião pré-concebida e negativa sobre o tema A e o tema B, provavelmente teremos sobre o tema C ou D. Isso é normal do ser humano, infelizmente. Calcamos nossa existência em cima de paradigmas criados ao longo da nossa existência e é muito difícil largarmos tais concepções no dia a dia. Estou falando tudo isso porque tinha certo preconceito em relação a um livro. Ele estava na estante da minha biblioteca há muito tempo e eu não tinha coragem de lê-lo. Acho que ele repousou completamente fechado na minha prateleira por alguns anos (algo atípico para um livro, geralmente consumido em questão de dias ou semanas, no máximo em poucos meses). O nome dele é "Cândido" (L&PM Pocket) de Voltaire. Curiosamente, essa obra faz parte de uma coleção lançada pela Editora Abril em bancas de jornal com alguns clássicos da literatura mundial. Adquire a coletânea inteira e me pus a lê-la avidamente. O único livro em que não tive coragem de abrir foi justamente o Cândido. Analiso agora o possível motivo desse meu receio em ler esta obra. Acho o preconceito a principal razão. O que me assustou foi ler o nome do autor na capa: "Voltaire"! Eu pensei comigo: "Jamais vou conseguir entender um livro deste grande pensador do Iluminismo francês" e "Essa publicação deve ser de difícil compreensão, pois Voltaire deve ser daqueles autores enigmáticos, profundos, quase inacessíveis e de difícil entendimento". Puro preconceito! Com esses dois pensamentos equivocados na cabeça, a consequência natural foi ter deixado o livro na estante por um longo tempo. Essa situação durou até o dia em que não tinha nada de novo para ler em casa. Desesperado por uma novidade, comecei a revirar a estante até achar aleatoriamente "Cândido" em um canto empoeirado. Respirei fundo, tomei coragem, saquei a brochura do seu lugar e abri suas páginas. Comecei a ler... "Cândido" é um livro excelente! Ele não é difícil como eu tinha imaginado inicialmente. Pelo contrário. Ele é de uma leitura rápida e divertida. Acredite se quiser! Dá para lê-lo em uma tarde. A história é ótima! Ela mistura aventura, ação, humor e crueldade com filosofia e reflexões existenciais (como a origem do mal nos homens e o papel de Deus no nosso confuso planeta). Os capítulos são bem curtos, tornando a narrativa ágil e leve. O livro é cheio de desgraças, com sucessões intermináveis de tragédias e desencontros e muita violência. Apesar dessas características poderem ter tornado a publicação pesada e desagradável, a forma como o escritor trabalhou seu texto tornou tudo muito leve e, surpreendentemente, divertido. Ao ler "Candido" nos sentimos acompanhando um filme cômico ou ao antigo programa "Aqui Agora" do SBT, com cenas de sangue, violência e sensacionalismo a todo o momento. A rapidez da história também é impressionante. Tudo acontece em uma velocidade de carro de Fórmula 1, não dando chances para enrolação. Diz a lenda que Voltaire escreveu este livro em apenas três dias. Eu duvido. Publicado em 1759, o livro é curto (tem aproximadamente 130 páginas), mas é muito bem escrito e tem vários detalhes, inclusive ótimos diálogos. Por mais que tenha trabalhado sem parar, o autor não conseguiria aprontar tudo em apenas 72 horas. Ele deve ter investido um bom tempo para lapidar cada trecho da obra. Há também uma versão na qual Voltaire teria negado a autoria de "Cândido". O autor teria considerado a obra "uma brincadeira de colegial". Uma grande injustiça para esse clássico da literatura. A história do livro, como o próprio nome da publicação indica, aborda a vida de Cândido. O jovem e bem afeiçoado funcionário do castelo de Vestfália é expulso do lugar onde mora e trabalha por beijar a jovem Cunegundes, filha do barão proprietário do castelo. Isso se passa já nas primeiras páginas da obra. O barão não aprova o gesto do rapaz. Assim, Cândido ganha o mundo, sendo obrigado a passar pela Guerra dos Sete Anos entre França e Prússia (1756-1763), pelo terremoto que devastou Lisboa (1755), por uma longa e perigosa viagem pela América do Sul e pela chegada ao Eldorado (um lugar construído com ouro). Enquanto vaga pelo mundo, o nosso herói tenta localizar sua amada Cunegundes, que também precisou abandonar o castelo onde vivia, pois ele fora invadido por criminosos. Enquanto tenta se salvar no perigoso mundo onde vive e tenta localizar sua amada, Cândico conhece dois personagens incríveis: Pangloss e Martinho. Os dois homens, de opiniões e visões de mundo opostas, irão oferecer o embasamento filosófico na qual esta obra está ancorada. Vale a pena acompanhar atentamente os diálogos travados entre eles e Cândido. Ler "Cândido", admito, foi uma ótima experiência. Com certeza, ele está entre os livros dos quais mais gostei. E isso quase foi atrapalhado por um preconceito bobo... Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #Voltaire #LiteraturaFrancesa #LiteraturaClássica #Romance #Existencialismo #Livros

  • Filmes: O Médico Alemão - Um suspense na Patagônia

    A maioria dos filmes argentinos de pedigree é muito parecida em seu contexto. Eles se passam normalmente em Buenos Aires. São quase sempre muito engraçados (com o humor ácido típico dos portenhos). Geralmente, eles giram em torno de temas como críticas sociais, do comportamento das pessoas no dia a dia, das crises existenciais (amores e desilusões) e do passado recente do país (principalmente no período da ditadura militar). E, para completar, há a presença constante do ator Ricardo Darín para abrilhantar a produção. Essa minha constatação não é uma crítica. Longe disso! Quem me acompanha neste blog há mais tempo deve saber que eu sou louco pelo cinema argentino. Não perco um filme produzido naquele país. As produções vindas de lá tradicionalmente são de uma qualidade muito superior às produzidas por aqui (desculpe-me os cineastas nacionais). Se essa receita está dando certo, quem sou eu para questioná-la?! Estou dizendo tudo isso porque hoje assisti com minha irmã a um filme argentino diferente do tradicional. "Médico Alemão" (Wakolda: 2013) se passa na Patagônica, é do gênero suspense, conta a história real do médico nazista Josef Mengele que fugido da Europa (onde era procurado pelos crimes praticados contra a humanidade na Segunda Guerra) tenta "ajudar" uma família local de classe média no tratamento de crescimento de uma de suas filhas e não tem em seu quadro de atores Ricardo Darín. Ou seja, é um filme argentino não catalogado dentro da receita padrão do seu cinema. Esse mérito é da jovem e competente diretora Lúcia Puenzo, especialista em produzir filmes polêmicos e emocionantes. É dela, por exemplo, o espetacular "XXY" (2007), em que retrata as dificuldades de uma transexual de 15 anos em conviver com o preconceito de sua comunidade, uma pequena vila litorânea. É dela também o belo e dramático "O Menino Peixe" (El Niño Pez:2009), história de amor entre uma adolescente de classe média alta de Buenos Aires e sua empregada doméstica paraguaia de 20 anos. "Médico Alemão", a nova produção de Puenzo, aborda a migração de nazistas, que fugidos da Alemanha derrotada na Segunda Guerra Mundial, foram se refugiar na Argentina. Enquanto os nazistas criaram uma comunidade para se mantiverem ocultos, os argentinos e israelenses trabalharam incansavelmente para localizá-los e prendê-los. Neste cenário, o carismático, inteligente e sedutor, apesar de misterioso, médico alemão especializado em pesquisa genética, que no filme se chama Helmut Gregor (bem interpretado por Àlex Brendemühl), resolve partir para o local mais isolado do novo país: a Patagônica. Lá há uma comunidade alemã e as chances, aparentemente, de ser pego são menores. Aos poucos, Gregor consegue quebrar a resistência de uma das famílias argentinas e passa a utilizar seus integrantes como cobaias em suas experiências médicas. O filme é envolto em uma penumbra de mistério e suspense. Às vezes, o longa-metragem fica meio parado. Entendi esse recurso como sendo para deixá-lo mais enigmático e dramático, porém pode desagradar alguns telespectadores. Em outros instantes, a narrativa fica meio confusa, comprometendo um pouco o ritmo e a compreensão da história. A fotografia de "Médico Alemão" é o ponto forte desta produção. A Patagônia é maravilhosa e o filme conseguiu extrair o lado mais belo dessa região da Argentina. Há cenas de tirar o fôlego, principalmente quando se mostra a paisagem. Trata-se, portanto, de uma produção para ser assistida e, principalmente, para ser namorada com os olhos. Assim, "Médico Alemão" tem como principal mérito fugir do clichê do cinema argentino. Se essa produção não empolga como resultado final, pelo menos nos permite ver uma história diferente, com atores desconhecidos, em um contexto novo e filmada em um lugar incomum. Ponto para a originalidade. Veja o trailer de "Médico Alemão": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #LúciaPuenzo #CinemaArgentino #Drama #Suspense #JosefMengele #ÀlexBrendemühl

  • Filmes: Leviatã - Em meio à corrupção russa

    Não é preciso conhecer profundamente a Rússia para saber da existência de altos índices de corrupção, da burocracia absurda e da atuação criminosa das máfias daquele país. Isso tudo sob a perspectiva de um brasileiro, que definitivamente não mora em um local imune a essas pragas. Pensando bem, até acho que na terra de Dostoiévski a corrupção, a burocracia e as máfias criminosas são até piores e mais atuantes do que na nação de Machado de Assis. É difícil imaginar isto, mas é a mais pura verdade... Estou falando sobre isso, pois assisti hoje ao filme "Leviatã" (Leviathan: 2014). Essa produção russa foi uma das indicadas ao Oscar deste ano, sendo preterida na decisão pelo polonês "Ida" (Ida: 2013), o vencedor da estatueta dourada. Dirigido por Andrey Zvyagintsev, cineasta de 51 anos que já realizou trabalhos como "Elena" (Elena: 2011), "O Desterro" (Izgnanie: 2007) e "O Retorno" (Vozvrashcheniye: 2003), "Leviatã" é um retrato fiel da Rússia atual. Nessa história, Kolia (interpretado por Alexeï Serebriakov) é um pai de família com uma propriedade na península do Mar de Barents, no Ártico. Sua casa fica no pé da montanha e ao lado do mar, em um lugar paradisíaco, gerando muita inveja das autoridades locais. O prefeito corrupto da cidade (interpretado por Roman Madianov), um poderoso político local, prepara uma grande armação para conseguir desapropriar o terreno da família de Kolia e colocar as mãos naquelas terras. A partir daí, a vida do honesto e simples proprietário vira de ponta-cabeça. Todos ficam contra ele: a polícia, a Justiça e a prefeitura. Ele fica acuado diante da corrupção, da burocracia e da máfia de políticos e de funcionários públicos locais. Para conseguir salvar seu patrimônio, Kolia contrata Dimitri (Vladimir Vdovitchenkov), um advogado amigo seu vindo de Moscou. Dimitri, muito competente, esforçado e honesto, se desdobra para mudar o panorama do caso na Justiça, mas acaba tornando a situação mais crítica. A relação familiar de Kolia se deteriora acintosamente, grande parte por culpa do advogado. "Leviatã" é um filme longo com quase duas horas e meia de duração e bem pesado. Os personagens passam o tempo inteiro bebendo (e muito!) e discutindo entre si. A violência, a corrupção e os desmandos políticos são a base da sociedade russa, retratada nesta produção. Assim, o diretor Andrey Zvyagintsev apresenta a decadência do homem e da sociedade de seu país após a queda do comunismo. As instituições governamentais são usadas por burocratas e por corruptos para saquear a propriedade e a fortuna alheia. Nesse contexto, a população simples e desprotegida se torna vítima fácil e inocente das maldades dos políticos inescrupulosos. Repare nos monstros marinhos que aparecem durante todo o longa-metragem. Eles são referências ao nome do filme. Leviatã é o título de um livro de Hobbes e também indica uma passagem da Bíblia. No primeiro caso, a denominação refere-se a estrutura da sociedade e do governo teorizada por Hobbes, enquanto no segundo ela é relativa ao monstro marinho bíblico. Além disso, note a excelência da trilha musical. Ela retrata a decadência da vida e da sociedade russa com primor. "Leviatã" é um filme complexo e denso. Sua beleza está na sua inteligência e sua profundidade. Nunca é agradável ver os podres, os defeitos e a decadência de uma sociedade. Porém, a arte tem essa função. Ela deve retratar o dia a dia de um povo e as características de um país. Este é o grande mérito desta produção: jogar luz sobre a Rússia atual. Veja o trailer de "Leviatã": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #AndreyZvyagintsev

  • Livros: A Revolução da Inovação Aberta - A principal obra de Stefan Lindegaard

    Por um acaso, você já começou a ler um livro e no meio da trama o enredo mudou completamente? Isso pode acontecer, apesar de não ser muito usual. Entretanto, isso eu já vi em obras de ficção. Jamais tinha constatado em livros de negócios. Isso é, até hoje. Eu preciso explicar melhor essa história porque a achei muito curiosa. Eu vou começar a escrever um livro de Inovação, uma das áreas de negócio na qual mais gosto e me interesso, e por isso peguei uma série de livros dessa temática para analisar. Queria saber o que os principais autores estavam falando sobre Inovação. Depois de explorar alguns livros mais recentes, fui visitar os antigos, aqueles nos quais ainda não tinha lido. E das obras "velhinhas", comecei pela "A Revolução da Inovação Aberta" (Editora Évora) de Stefan Lindegaard. Estava lendo "A Revolução da Inovação Aberta" quando fui surpreendido por algo estranho. A obra cuja temática estava muita clara para mim mudou de assunto no meio (para ser exato, ainda no primeiro quarto houve a migração do conteúdo). Ela começou tratando da Inovação Aberta. OK. É um tema meio batido, mas a culpa não é do autor, uma referência na área, e sim deste leitor que estava lendo o livro dele com alguns anos de atraso. Mas aí, de repente, para de se falar de Inovação Aberta e começa a tratar do gerenciamento da carreira do profissional da Inovação. Como assim? Cadê o tema principal? Não estávamos falando de Inovação Aberta? Não é esse o termo estampado na capa e no título da obra? Curiosamente, o livro é muito bom. O que eu não achei legal foi a mudança de tema sem o aviso prévio aos leitores. Senti-me enganado. Se eu quisesse ler uma obra de gerenciamento de carreira, eu teria comprado um livro desta área e lido. Entretanto, eu queria conhecer mais sobre Inovação Aberta e fui impedido disso abruptamente. Se você trabalha com Inovação e quer uma boa indicação de uma obra que trata de como você poderá gerenciar sua profissão com sucesso, eu diria para você ler "A Revolução da Inovação Aberta". Agora, se você quiser saber mais sobre a própria Inovação Aberta, sugiro procurar seus conceitos e ideias em outro livro. Essa aqui te deixará na mão. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #StefanLindegaard #Livros #Negócios #LiteraturaDinamarquesa

  • Mercado Editorial: Livrarias - Cadê aquela que estava aqui?

    Uma informação um tanto triste (para quem gosta de literatura e de leitura), mas nem um pouco surpreendente: o número de livrarias diminui a cada dia em todo o mundo. Não são apenas as pequenas e médias livrarias independentes que estão fechando suas portas. Muitas unidades de grandes redes estão encerrando suas atividades por falta de demanda. A explicação principal para esse fato é o crescimento das vendas online dos tipos de produtos comercializados nestes estabelecimentos. Com cada vez mais consumidores utilizando os canais digitais para fazer suas compras, as unidades físicas perdem sua relevância e sua função principal. Em Nova York, para se ter uma ideia, chegou-se a ter 400 livrarias na década de 1950. Agora, a cidade norte-americana tem apenas 100. E esse número está diminuindo... No Brasil e em São Paulo, essa tendência é evidente para quem anda pelas ruas e shopping centers. Há grandes centros de compras hoje na capital paulista que não possuem uma única livraria em suas dependências. E nem vou citar o caso dos estabelecimentos de rua. Os que ainda sobrevivem estão às moscas. Chegará um dia no qual não encontraremos nenhuma livraria aberta? Será que não teremos mais o prazer de visitar as estantes das lojas para namorarmos cada um dos livros ali disponíveis? Como é bom sentir o cheiro das brochuras, folhear as páginas e ler as sinopses de cada um dos conteúdos ali dispostos. Torço para poder ter esse privilégio por muitos anos ainda. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você se interessa por informações do mercado editorial, deixe aqui seu comentário. Para acessar outras notícias dessa área, clique em Mercado Editorial. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook.

  • Gastronomia: Pizzaria Paulino - O que fizeram com a minha pizza?!

    Quem mora na cidade de São Paulo e tem família de origem italiana sabe que um programa obrigatório de final de semana é comer pizza. Não é possível passar o sábado ou domingo sem provar uma bela redonda. Com essa obrigação moral, cívica, genética e culinária, fui hoje à noite na Pizzaria Paulino, em Perdizes, uma das mais tradicionais pizzarias da capital paulista. Fundada na década de 1940 por Nilson Paulino de Macedo e sua esposa Maria Aparecida de Macedo, filhos de imigrantes, a Pizzaria Paulino chegou a ter vários estabelecimentos espalhados por São Paulo (Rua Pamplona na Bela Vista, Av. Rebouças no Jardim Paulista, Av. Cerro Corá na Lapa, Rua João Ramalho em Perdizes, Av. Santo Amaro em Santo Amaro, Av. Adolfo Pinheiro em Santo Amaro, Rua das Rosas na Vila Mariana, Rua Antônio de Barros e Rua Tomé Alves no Tatuapé, Rua das Rosas na Vila Mariana e Av. dos Autonomistas em Osasco). Atualmente são apenas quatro unidades da rede (Perdizes, Campo Belo, Pinheiros e Chácara Santo Antônio). A fama da Pizzaria Paulino foi conquistada por ela oferecer uma pizza saborosa em uma massa fina e crocante. Com essa expectativa, adentrei no salão do estabelecimento. A unidade de Perdizes é grande e confortável. O serviço é adequado. O grande problema, na minha opinião, estava no mais importante: o produto. A pizza recebida (pedimos meia Marguerita e meia Toscana, ao preço de R$ 45,00) veio pobríssima. Praticamente não havia recheio. Como a massa era finíssima e não havia quase recheio por cima, a impressão dada é que não comemos absolutamente nada. O que fizeram com a minha pizza?! Essa era a pergunta a rondar minha mente. Eu prefiro as pizzas de massa média e grossa e com bastante recheio (ao melhor estilo italiano). Mas essa redonda de hoje estava assustadoramente raquítica. Nunca comi, creio eu, uma pizza tão mal recheada como esta. Você precisava ver (e provar) para entender minha decepção. Não sei o que aconteceu com a Pizzaria Paulino. Suas pizzas estão mais pobres por redução de custo ou foi uma falha pontual? Não tenho a resposta para isso. Sai muito frustrado do estabelecimento. O que adianta um bom ambiente e um serviço correto se o mais importante que é a refeição não vem de acordo com a expectativa do cliente? Não volto tão cedo nesta casa. No próximo final de semana, meu destino será outra pizzaria. Afinal, sem pizza não dá para passar o sábado. Que tal este post e o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer as demais críticas gastronômicas do blog, clique na coluna Gastronomia. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #Gastronomia #restaurante #Pizzaria #Pizza #SãoPaulo

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