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  • Filmes: Shaun, O Carneiro - Animação inglesa e encantadora

    Você consegue imaginar um longa-metragem feito sem nenhum diálogo? Eu disse nenhum! Um filme inteirinho sem nenhuma palavra trocada entre os personagens... Se você não consegue conceber tal proeza, você precisa assistir "Shaun - O Carneiro" (Shaun the Sheep Movie: 2015). Esta comédia inglesa foi produzida em animação stop-motion (vulgarmente conhecida como a técnica da massinha) pela Aardman Animations, estúdio britânico especializado na técnica stop-motion e responsável pelos filmes "Fuga das Galinhas" (Chicken Run: 2000), "Wallace & Gromit - A Batalha dos Vegetais" (Wallace & Gromit - The Curse of the Were-Rabbit: 2005) e "Por Água Abaixo" (Flushed Away: 2006). "Shaun - O Carneiro" tem o roteiro e a direção assinados pela dupla Richard Starzak e Mark Burton. A animação demorou seis anos para ser concluída. Diferentemente dos outros longas-metragens do estúdio, desta vez a Aardman não contou com a colaboração de nenhum parceiro (entenda-se estúdios norte-americanos) para a realização deste projeto cinematográfico. A história do filme retrata o cotidiano em uma fazenda de criação de animais no interior da Inglaterra. Lá, os animais são tratados com carinho e consideração pelo proprietário do lugar. Mesmo assim, o dia a dia repetitivo acaba deixando Shaun, um dos carneiros, entediado. Querendo tirar um dia de folga, ele embarca a caminho da cidade grande. O fazendeiro, indo atrás do seu animal, acaba perdendo a memória ao chegar à metrópole e ser atingido na cabeça. Assim, ele não consegue retornar para casa. Este fato intriga e desperta o espírito altruísta dos carneiros da fazenda. Os animais, comandados por Shaun e pelo cachorro Bitzer, vão até a cidade para resgatar seu dono. Como a presença dos animais ali é proibida, começam-se as confusões. O Centro de Controle de Animais vai perseguir incansavelmente os carneiros e o cachorro. O grande vilão desta história é o responsável pelo Centro de Controle de Animais, que passa o filme inteiro tentando capturar os indefesos (ou nem tanto assim) bichinhos. "Shaun - O Carneiro" é um ótimo filme. Leve, engraçado e animado, a produção é de encher os olhos. O fato de não haver qualquer diálogo durante quase uma hora e meia não atrapalha em nada o ritmo do longa. Na verdade, isto dá até mais graça a produção e mais fidelidade às cenas. Afinal, como bem sabemos, animais não falam, certo? O ritmo do filme é ágil. Sempre está acontecendo alguma coisa para prender a atenção do expectador. Lembrei, durante a sessão, dos desenhos animados que assistia na minha infância: Tom & Jerry, Pica Pau e Papa-Léguas & Coiote. Ou seja, narrativas ingênuas, leves e mudas, mas muito engraçadas. A leveza deste enredo se contrasta com a maioria das histórias filmadas pelos estúdios norte-americanos, com animações com tramas complexas, alguma violência e certo maniqueísmo. A trilha sonora também é excelente, embalando a narrativa com propriedade. Quase todas as músicas foram produzias especialmente para esta produção. Outro elemento que chama a atenção é a grande quantidade de referências culturais que o filme deixa. Várias cenas fazem, indiretamente, menção a outros filmes, a bandas musicais, a personalidades artísticas, a jogos digitais e a programas de TV. Nem sempre é fácil encontrá-los no meio da trama, mas é bem divertido descobri-los. A repetição da temática campestre e do uso de animais da fazenda para contar a história, que aparecem em todos os filmes da Aardman, não incomoda tanto. Os enredos dos filmes são bem distintos. A própria narrativa de "Shaun - O Carneiro" é original no cinema: os carneiros indo até a cidade para resgatar seu proprietário. Mesmo não tendo uma narrativa surpreendente nem um final fora da expectativa, a nova produção da Aardman agrada. O filme é engraçado, criativo e sutil. Diria encantador. Veja o trailer de "Shaun - O Carneiro": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #RichardStarzak #MarkBurton

  • Livros: Não Conte a Ninguém - O principal romance de Harlan Coben

    Terminei ontem à noite o livro "Não Conte a Ninguém" (Arqueiro). Esta é a principal obra de Harlan Colen. Lançado originalmente em 2001, o título se tornou o maior best-seller do escritor norte-americano até hoje. Em 2006, a trama foi adaptada para o cinema pelo cineasta francês Guillaume Canet ("Ne Le Dis à Personne"), ganhando vários prêmios, entre eles o Lumiere e o Cesar (o Oscar francês). A história de "Não Conte a Ninguém", assim como a de "Seis Anos Depois", é sobre um caso de amor interrompido bruscamente. Dessa vez, entretanto, ao invés da moça fugir (como ocorreu na outra obra), ela morre de forma trágica. O médico David Beck estava casado com a advogada Elizabeth há menos de um ano quando ela foi assassinada. Apesar do pouco tempo de matrimônio, os dois já estavam juntos havia treze anos, quando se beijaram pela primeira vez na beira de um lago na cidade natal deles. Por isso, todos os anos, o casal ia até esse lugar para comemorar o início do relacionamento. No dia em que completavam treze anos juntos, Dr. Beck e Elizabeth sofreram um ataque terrível. Ao saírem do lago, onde nadaram, eles foram atacados por um serial killer. O médico sofreu graves fraturas na cabeça, mas acabou se recuperando semanas depois no hospital. Sua esposa não teve a mesma sorte. Ela foi assassinada pelo psicopata com requintes de crueldade. O serial killer foi, mais tarde, localizado e preso, encerrando o caso policial. Oito anos mais tarde, dois corpos são achados na beira do lago com o taco de beisebol utilizado para nocautear David. Essas evidências fazem com que a polícia reabra o inquérito do passado com uma considerável mudança: dessa vez, Dr. Beck passa a ser um dos suspeitos pelo assassinato da esposa. Os agentes do FBI, responsáveis pela investigação, acreditam que o marido matou a mulher e forjou as provas para incriminar o serial killer. Ao mesmo tempo em que passa a ser investigado pela polícia, Dr. Beck recebe um e-mail estranho com o vídeo de sua antiga esposa. Em uma imagem ao vivo, Elizabeth aparece para ele mostrando-se viva. Isso seria loucura, fruto da imaginação dele, ou ela está mesmo viva? Como isto é possível? Enquanto precisa fugir da polícia, que a cada dia acredita mais em sua culpada, David passa a investigar por conta própria o que realmente aconteceu oito anos atrás. "Não Conte a Ninguém" é um ótimo livro. Ele possui todos os elementos de uma boa história de suspense e de mistério. Harlan Coben consegue, mais uma vez, prender a atenção do leitor para os segredos da sua trama. Ou seja, não é à toa que este é o maior best-seller do autor. Se bem que gostei mais de "Seis Anos Depois" (Arqueiro). Em minha opinião, o outro livro é mais surpreendente. Como é característica de Coben, a narrativa de "Não Conte a Ninguém" flui rapidamente. Logo no início da obra, Elizabeth morre, desencadeando novos fatos e consequências. Tudo acontece de maneira veloz nesta história, como deve ser uma boa trama policial. A narrativa mistura às vezes a primeira pessoa (Dr. Beck é quem conta parte da história) com a terceira. Os personagens são apresentados aos poucos, durante todo o livro. Os vários quebra-cabeças soltos são aos poucos encaixados, a medida que vamos conhecendo melhor os personagens. Há muitas cenas de ação, com perseguições, fugas e tiroteio. Algumas dessas cenas não conseguem fugir do clichê das tramas e dos filmes policiais, porém isso não atrapalha a história. As reviravoltas na trama também acontecem o tempo inteiro. Quando você acha que está compreendendo o que aconteceu, um novo fato ou um novo personagem alteram completamente o panorama. Você só saberá o que realmente aconteceu na última linha do livro, nas últimas palavras escritas pelo autor. Belo livro! Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as Análises Literárias do blog, clique em Desafio Literário. E não deixe de curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #HarlanCoben #Romance #RomancePolicial #Suspense #Thriller #Livros #LiteraturaNorteAmericana #LiteraturaContemporânea

  • Livros: Seis Anos Depois - Harlan Coben e a busca do antigo amor

    Eu li "Seis Anos Depois" (Arqueiro) em outubro do ano passado. Uma amiga me emprestou o livro em uma terça-feira dizendo: "Você precisa ler isto. É muito bom!". Até então eu não conhecia Harlan Coben e confiei na indicação dela. Dois dias depois, eu devolvia o livro para ela, reconhecendo suas palavras: "Realmente é muito bom. Um dos melhores livros de suspense que já li". A história é sobre o romance mal resolvido de Jake Fisher e Natalie Avery. Eles se conheceram em um retiro de verão e se apaixonaram. O casal viveu os melhores meses de suas vidas enquanto estiveram juntos. Contudo, Natalie surpreendentemente resolveu terminar o namoro com Jake e imediatamente se casou com um ex-namorado. Jake não entendeu o comportamento da companheira, principalmente quando ela pediu, no dia do casamento dela, para que ele a deixasse em paz e jamais voltasse a procurá-la. Jake respeitou o pedido da antiga namorada, apesar do coração partido. Trabalhando como professor universitário e vivendo no campus de uma universidade, ele jamais se esqueceu de Natalie e nunca compreendeu a atitude dela. Seis anos mais tarde, Jake lê no obituário a notícia sobre a morte do marido de Natalie. Sua antiga namorada, portanto, estava viúva! Querendo saber como ela estava, o professor decide quebrar a promessa e vai ao enterro. Chegando lá ele descobre que a esposa do falecido é outra mulher e não a "sua" Natalie. O que teria acontecido com Natalie? Por que ela não estava mais casada com o antigo marido? Ao investigar o caso por conta própria, Jake descobre que o casamento de Natalie foi uma armação e está envolto em um complexo jogo de mistério e suspense. Decidido a encontrar seu antigo amor, o professor irá atrás de Natalie, mesmo sendo expostos aos perigos que essa decisão implica "Seis Anos Depois" é um livro excelente. O mistério do que aconteceu com Natalie e o suspense para ver se Jake irá conseguir localizá-la norteia toda a obra. Se você ler as primeiras páginas da publicação, você será automaticamente obrigado a ler todo o restante da história. Ela prende a sua atenção de uma forma que é impossível desgrudar do livro. Como a narrativa foi escrita em primeira pessoa (visão de Jake), o leitor fica refém da compreensão limitada do personagem principal, sofrendo com seu desespero, intrigado com suas dúvidas e desorientado pela falta de informações claras (que são repassadas a conta-gotas durante toda a trama). O que mais gostei nesta obra, além do ambiente de mistério e de suspense, é a quantidade de reviravoltas presente nela. Nada parece ser o que é. Quem é bonzinho pode ser o vilão e o vilão pode se transformar em aliado. Além disso, as escolhas dos personagens não são tão óbvias quanto possamos imaginar a princípio. A narrativa também tem boas cenas de ação, com brigas, tiros e perseguições, no melhor estilo trama-policial que Coben conhece bem. Por isso, o ritmo do livro é muito bom. Não há qualquer momento de tédio ou de marasmo. Sempre está acontecendo alguma coisa para prender a atenção do leitor. No final da trama, as peças do quebra-cabeça se encaixam perfeitamente, por mais difíceis que tenham sido para achá-las e para juntá-las. Isso prova o quanto o Coben é um escritor criativo e preciso. O ponto negativo é o excesso de romantismo da obra. O amor de Jake por Natalie e sua obcessão pela moça, às vezes, parecem meio piegas. Afinal, não parece muito lógico alguém ficar preso a um amor platônico por tanto tempo, se sujeitando a uma procura perigosa e desenfreada sem ter a certeza dos desejos da outra pessoa. Jake é o romântico à moda antiga, disposto a lutar e a morrer pela sua amada. "Seis Anos Depois" é um belo livro. Vale a pena ser livro. Quem gosta de uma boa trama policial, com bastante mistério e suspense, com certeza, irá apreciar esta obra. Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as Análises Literárias do blog, clique em Desafio Literário. E não deixe de curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #HarlanCoben #Livros #Romance #RomancePolicial #Suspense #Thriller #LiteraturaNorteAmericana #LiteraturaContemporânea

  • Filmes: Homem Irracional - A nova produção de Woody Allen

    Woody Allen é um dos meus cineastas favoritos. Tenho assistido a todos os seus lançamentos desde 2007, com "O Sonho de Cassandra" (Cassandra's Dream: 2007). De lá para cá foram sete produções: "Vicky Cristina Barcelona" (Vicky Cristina Barcelona: 2008), "Tudo Pode Dar Certo" (Whatever Works: 2009), "Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos" (You Will Meet a Tall Dark Stranger: 2010), "Meia Noite em Paris" (Midnight in Paris: 2011), "Para Roma com Amor" (To Rome with Love: 2012), "Blue Jasmine" (Blue Jasmine: 2013) e "Magia ao Luar" (Magic in the Moonlight: 2014). Admito que também sou fã dos clássicos de Allen: "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (Annie Hall: 1977), "Manhattan" (Manhattan: 1979), "A Rosa Púrpura do Cairo" (The Purple Rose of Cairo: 1985), "Hannah e Suas Irmãs" (Hannah and Her Sisters: 1986) e "Tiros na Broadway" (Bullets over Broadway: 1994). Não sei apontar qual é o meu filme favorito desta coleção. Gostei muito de todos. Para não ficar em cima do muro, talvez "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", "Hannah e Suas Irmãs" e "Vicky Cristina Barcelona" sejam os meus prediletos. Por causa deste meu fascínio pela obra de Woody Allen, corri à sala de cinema, nesta quarta-feira, quando soube do lançamento do seu novo filme, "Homem Irracional" (Irrational Man: 2015). Com Joaquin Phoenix, Emma Stone, a nova musa de Allen que está na segunda produção consecutiva do diretor, e Parker Posey nos papéis principais, o longa-metragem estreou no circuito brasileiro neste final de semana. A história de "Homem Irracional" é sobre um professor renomado de Filosofia, Abe Lucas (Joaquin Phoenix), que vai até uma universidade de uma pequena cidade norte-americana para lecionar. O problema é que ele vive em um estado de depressão. Nada o entusiasma. A morte do melhor amigo e o fim de seu casamento parecem ser as causas da sua crise existencial. Nem o caso amoroso com uma aluna, Jill (Emma Stone), e com outra professora, Rita (Parker Posey), são motivos para motivá-lo a reencontrar o prazer em viver. Isso muda quando Abe, visitando uma lanchonete na companhia de Jill, ouve uma conversa na mesa ao lado. Uma mãe reclama da decisão de um juiz que, injustamente, irá trocar a guarda dos filhos dela, tirando da mãe amorosa e cuidadosa e dando para o pai relapso e desinteressado. O juiz só fará isto porque é amigo do advogado do pai das crianças. Assim, o professor universitário começa a planejar o assassinato do juiz. A vontade de ajudar a mulher desconhecida e de promover a morte de uma pessoa má provoca mudanças radicais na vida de Abe Lucas. Ele encontra novamente o prazer em viver e espanta a depressão. A morte do juiz, paradoxalmente, injeta energia na vida do docente. "Homem Irracional" é um bom filme, ao estilo de Woody Allen. Ele é envolvente, aborda questões delicadas com leveza e possui profundidade conceitual (com várias citações e referências à Filosofia e à Moral). Há ótimos diálogos e boas referências culturais ("Crime e Castigo" de Dostoiévski e "Banalidade do Mal" de Hannah Arendt, principalmente). O ritmo do filme é ameno, tornando-se um pouco mais dramático na parte final, quando Abe precisa resolver os impasses relativos aos seus atos radicais. Só senti falta do humor e da ironia fina do cineasta. Não me lembro de ter soltado nenhuma risada durante todo o longa-metragem, algo incomum em se tratando das obras de Allen. Apesar de ser um bom filme, a sensação ao sair da sessão de cinema desta quarta-feira é que esta é a produção mais fraquinha de Allen dos últimos dez anos. Não se trata de um demérito ao "Homem Irracional", mas sim uma consequência ao padrão elevado alcançado pelo diretor na última década. Mesmo assim, não me arrependi de ter ido ao cinema. Um filme fraco de Woody Allen ainda é muito superior à maioria das opções encontradas no circuito comercial. Veja o trailer deste longa-metragem: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #WoodyAllen #JoaquinPhoenix #EmmaStone #ParkerPosey

  • Desafio Literário de setembro/2015: Harlan Coben

    Em setembro, o escritor escolhido pelo Blog Bonas Histórias para ser analisado no Desafio Literário é Harlan Coben. Assim, se prepare para entrar no mundo de mistério e suspense do norte-americano conhecido como "o mestre das noites em claro". Harlan Coben nasceu em Newark, Nova Jersey, nos Estados Unidos, e tem 53 anos. Formado em Ciências Políticas, ele atualmente mora em Ridgewood, Nova Jersey, é casado e tem quatro filhos. Depois de trabalhar alguns anos no setor de turismo, Harlan enveredou para o mundo das letras, se tornando escritor, um sonho acalentado desde a adolescência. Os seus dois primeiros romances publicados entre 1990 e 1991 não tiveram grande repercussão, sendo ignorados pela crítica e pelo público. Este panorama mudou quando Harlan criou, na metade da década de 1990, uma série policial com o personagem Myron Bolitar. Nela, um ex-jogador de basquete que virou agente esportivo investiga assassinatos. "Quebra de Confiança" (Arqueiro) é o primeiro livro desta coleção. Ao todo foram dez títulos lançados com o popular personagem e suas histórias de suspense. Houve também uma extensão desta série, com três livros protagonizados por Mickey Bolitar, sobrinho de Myron. "Refúgio" (Arqueiro) é o primeiro livro com Mickey como protagonista. O sucesso das histórias de Myron Bolitar foi estrondoso. Coben ganhou os prêmios Edgar Allan Poe, Shamus e Anthony, sendo assim o primeiro escritor a receber o que a crítica chama de trinca de ases da literatura policial norte-americana. Assim, Harlan se consolidou como um dos principais autores do gênero nos Estados Unidos. A partir de 2001, Harlan Coben passou a escrever romances independentes, desvinculados da série de Myron Bolitar. O escritor norte-americano praticamente passou a colocar nas livrarias uma novidade por ano. Primeiro veio "Não Conte a Ninguém" (Arqueiro), seu maior sucesso editorial até hoje. A história foi transformada em filme anos depois. "Confie em Mim" (Arqueiro) foi publicado em 2008 e já estreou no topo da lista das obras mais vendidas do New York Times. Mais recentemente, "Seis Anos Depois" (Arqueiro) foi lançado e repetiu o sucesso das obras anteriores do seu autor. Harlan Coben teve seus livros traduzidos para mais de 41 idiomas, sendo best-seller em muitos países. Suas histórias são de mistério e de suspense. Normalmente, as tramas envolvem casos mal resolvidos do passado, homicídios e acidentes. As narrativas geralmente sofrem grandes reviravoltas, deixando o leitor sem saber em quem acreditar e em quem confiar. Serão lidos e analisados neste mês os cinco livros citados aqui de Harlan Coben: "Seis Anos Atrás", "Não Conte a Ninguém", "Quebra de Confiança", "Refúgio" e "Confie em Mim". Portanto, ao final de setembro será possível ter uma noção mais ampla da literatura praticada por este best-seller. Vamos nessa! Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as Análises Literárias do blog, clique em Desafio Literário. E não deixe de curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #HarlanCoben

  • Filmes: Que Mal Eu Fiz a Deus? - A comédia politicamente incorreta da França atual

    A comédia francesa "Que Mal Eu Fiz a Deus?" (Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu?: 2014) foi o grande sucesso cinematográfico em seu país natal no último verão. Os franceses invadiram as salas de cinema para ver este filme que aborda um tema atual e recorrente da sociedade europeia: o preconceito ético, religioso e racial contra os imigrantes. Ao invés de transformar este assunto, normalmente polêmico e pesado, em um drama, o cineasta Philippe de Chauveron, da comédia "O Aluno Ducobu" (L'Elève Ducobu: 2010), preferiu abordá-lo de forma leve e bem humorada. O resultado: recorde de bilheteria na França no ano passado, com 12 milhões de expectadores. Aqui no Brasil, aproximadamente cem mil expectadores já foram ao cinema para vê-lo. "Que Mal Eu Fiz a Deus?" conta a história do casal Verneuil. Claude (interpretado por Christian Clavier), o marido, e Marie (Chantal Lauby), a esposa, são conservadores, católicos e muito preconceituosos. A vida da dupla se transforma quando chega a fase das quatro filhas deles se casarem. Para o desespero paterno, as três filhas mais velhas escolhem tipos "exóticos" (do ponto de vista tradicional de um conservador francês) como maridos: uma opta por um muçulmano de origem argelina, outra por um judeu e a terceira tem como esposo um chinês. Os conflitos culturais e religiosos são inevitáveis entre os membros da família, para desespero de Claude e Marie. Cada encontro familiar vira um cenário de guerra, com cada um dos membros ofendendo o outro. O preconceito é geral e mútuo entre sogros e genros. A esperança do casal Verneuil de ter uma "família convencional" fica, então, depositada na filha mais jovem, a bela Laure (Élodie Fontan). A caçula anuncia que irá se casar com um católico chamado Charles (Noom Diawara). Os pais dela vão ao delírio, aliviados por dessa vez terem um genro como sempre sonharam. Eles nem se importam que o rapaz é um ator, algo que normalmente eles implicariam. A alegria da dupla acaba, contudo, quando eles conhecem o noivo. Ele é realmente católico, mas é negro, um imigrante africano. Além do racismo dos pais de Laure, o jovem casal também precisará conviver com o preconceito da família de Charles, que mora na África e também não gosta de saber do casamento do rapaz com uma mulher branca europeia. "Que Mal Eu Fiz a Deus?" é uma comédia politicamente incorreta. E aí está o seu grande mérito. Os preconceitos são escancarados, sem medo de indicar a forma como a sociedade conservadora europeia enxerga os imigrantes que "invadem" seu continente. O racismo não é apenas de um dos lados. A família de Charles também é muito preconceituosa, principalmente o pai do noivo. Philippe de Chauveron, diretor e roteirista do longa-metragem, não teve medo de colocar o dedo na ferida da sociedade francesa e não fez qualquer concessão ao politicamente correto, algo muito corajoso da parte dele. Há boas cenas de choques culturais e religiosos. O humor é de certa forma meio escrachado, ao estilo popular. Não espere um humor muito inteligente, pois na maior parte do tempo as piadas são clichês e estereotipadas. Mesmo assim, o filme consegue fisgar a plateia e as risadas são inevitáveis. A graça deixa o filme leve. Apesar da temática pesada e polêmica, o ambiente é divertido e alegre. "Que Mal Eu Fiz a Deus?", com uma temática parecidíssima ao de "Samba" (Samba: 2014), é filme completamente oposto ao seu conterrâneo recente, pois "Samba" aborda a questão da imigração e do preconceito racial de maneira dramática e com bem menos humor (porém, com uma graça mais inteligente e sofisticada). As interpretações de todos os atores estão boas. E olha que isto é uma coisa difícil para um filme com tantos personagens centrais, cerca de 10 integrantes da família Verneuil (casal principal, quatro filhas e quatro genros) e mais os membros da família Koffi (do quarto noivo). A trilha musical e o ritmo do filme também merecem citação positiva. "Que Mal Eu Fiz a Deus?" é um filme atual, com uma temática relevante. Ele é engraçado e irá agradar quem não espera nada muito requintado. Afinal, não é porque é cinema francês que não se possa fazer algo popular e despretensioso. Veja o trailer desta produção: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #PhilippedeChauveron

  • Filmes: Sexo, Amor e Terapia - Comédia francesa fraquinha

    Nesta quarta-feira, fui ao Espaço Itaú de Cinema do Shopping Bourbon para ver a comédia "Sexo, Amor e Terapia" (Tu Veux ou Tu Veux Pas: 2014). O longa-metragem francês teve a direção de Tonie Marshall (de "Amor e Outras Confissões" de 2007 e "Instituto de Beleza Vênus" de 1999) e o protagonismo da bela Sophie Marceau e do competente Patrick Bruel. Os dois atores estão, no momento, com outras produções em cartaz no circuito brasileiro. Enquanto Sophie estrela "Um Reencontro" (Une Rencontre: 2014), Bruel está em "Os Olhos Amarelos dos Crocodilos" (Les Yeux jaunes des crocodiles; 2012). "Sexo, Amor e Terapia" tinha sido formulado originalmente para ser uma série de televisão com pequenos episódios independentes. Depois que a emissora cancelou o projeto, Tonie Marshall decidiu transformar a história em um longa-metragem. A inspiração do enredo veio de uma popular canção que dá nome ao filme em francês "Tu Veux ou Tu Veux Pas" (algo como "Você quer ou você não quer?"). A letra da música é recheada de duplo sentido e brinca o tempo todo com a questão da sexualidade. A história do filme se passa em Paris e narra a relação do terapeuta Lambert (Patrick Bruel) com sua recém-contratada assistente Judith (Sophie Marceau). Enquanto a dupla ajuda os casais do consultório a superar os problemas de relacionamento, Lambert e Judith vivem os seus próprios conflitos. Judith é uma ninfomaníaca que explora sua sexualidade ao máximo, não se importando de se relacionar com vários homens sempre que tem vontade. Lambert, por outro lado, está passando por um tratamento terapêutico para diminuir seus impulsos sexuais e, por isso, está fazendo abstinência de sexo há alguns meses. Os dois se apaixonam e apesar das investidas da moça, o terapeuta posterga ao máximo a concretização do relacionamento, o que dá origem aos conflitos do casal. Achei a proposta de enredo boa, mas a execução do filme não acompanhou a criatividade da narrativa. "Sexo, Amor e Terapia" não é uma comédia muito divertida. São poucas as cenas realmente engraçadas. Além disso, as piadas, quando surgem, são um tanto batidas e apelativas. Também senti a falta de uma boa química entre o casal de protagonistas. Se em "Um Reencontro", última produção de Sophie Marceau, a atriz conseguia passar um grande envolvimento e paixão pelo personagem de François Cluzet, agora isto não aparece com o personagem de Patrick Bruel. Judith e Lambert mais parecem dois doentes sexuais do que um casal realmente apaixonado. Tudo neste filme se remete ao sexo: diálogos de duplo sentido, flertes e joguinhos. As referências explícitas e implícitas são típicas das comédias picantes, porém de constituição fácil e previsível. No começo até pode ser um pouco divertido, mas passada meia hora, o filme se torna um tanto enfadonho. Além de graça, faltam histórias secundárias e uma constituição melhor dos personagens (tanto dos principais quanto dos secundários). O filme parece se arrastar interminavelmente. Ele fica parado um bom tempo sem que haja um clímax ou um grande momento de reviravolta. Dessa forma, ao invés de prender a atenção do público, a história se torna chata. Acho que não estou com sorte neste mês com as comédias escolhidas. Depois de me decepcionar com "Linda de Morrer", produção nacional com Glória Pires, agora foi a vez de sair da sessão de cinema frustrado com "Sexo, Amor e Terapia". Quem sabe na próxima não tenho mais sorte... Veja o trailer de "Sexo, Amor e Terapia": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #TonieMarshall

  • Livros: Melhores Crônicas de Ignácio de Loyola Brandão

    Ontem à noite, terminei o livro de crônicas de Ignácio de Loyola Brandão. Chamado de "Melhores Crônicas de Ignácio de Loyola Brandão" (Global), a publicação foi organizada por Cecília Almeida Salles, professora de Comunicação e Semiótica da PUC-SP e escritora. Salles escolheu as crônicas mais marcantes escritas pelo autor de "Zero" (Global) e de "Não Verás País Nenhum" (Global) ao jornal "O Estado de São Paulo" entre 1993 e 2004. Loyola Brandão teve uma coluna semanal no jornal paulista por mais de uma década. Neste espaço, ele discorria sobre fatos do cotidiano, lembrava os "casos" da sua infância e adolescência, fazia crítica cultural e analisava os acontecimentos da cidade e do país. A coleção exposta no livro conta com 111 crônicas divididas em 10 seções: Presente da Memória (sobre acontecimentos do passado relacionados à carreira e à vida do escritor em São Paulo), Araraquara Como Foi (memórias da infância e da adolescência passadas no interior do estado), Nas Ruas de São Paulo (fatos ocorridos pelos bairros da cidade), Um Modo de Olhar (crônicas sobre os lugares visitados e as viagens feitas pelo autor), Acasos do Cotidiano (episódios relacionados ao dia a dia de Ignácio), Inteiramente Pessoal (fatos corriqueiros da vida pessoal e familiar do escritor), Um Caderno de Anotações (histórias gerais ocorridas de verdade), Alguns Personagens (crônicas sobre pessoas interessantes que Loyola Brandão conheceu ao longo da vida), Ficção ou Quase (histórias gerais sobre fatos curiosos que não aconteceram) e Cortes (demais crônicas). Considerei "Melhores Crônicas de Ignácio de Loyola Brandão" um livro razoável. Os romances, a obra infantil e os contos lidos anteriormente são, sem dúvida nenhuma, muito melhores. Se tivesse de abrir mão de uma leitura, dos cinco livros selecionados do autor para ler neste mês de agosto, não teria dúvidas: este seria o livro descartado. Não é que ele seja ruim. O problema é que ele não é tão bom quanto os demais. O interessante das crônicas está em conhecer de forma mais direta a opinião do escritor e saber um pouco dos eventos que moldaram sua biografia. Pelas páginas do livro, é possível saber sobre o pai de Ignácio, sobre sua relação com a esposa, sobre os filhos, como ele enfrentou os principais problemas ao longo da vida, onde morou, no que trabalhou e como era o seu dia a dia. É sempre delicioso entrar na cabeça de um escritor e saber como era (é) a vida dele. Também é gostoso saber sua avaliação sobre os casos triviais do cotidiano, seja ele passado em uma grande cidade ou em uma localidade do interior do estado. A organização das crônicas por temas também ajuda na leitura. Nisso, Cecília Almeida Salles foi certeira. Ela também teve a preocupação de descartar os textos mais datados. Assim, não sofremos com histórias temporais e muito específicas de determinada época (afinal, estamos falando de crônicas escritas na década de 1990 e início dos anos 2000). Mesmo assim, ainda somos agraciados com críticas à gestão de Paulo Maluf e de Celso Pita na administração da cidade de São Paulo. O texto é objetivo e possui uma linguagem jornalística, facilitando ainda mais a leitura. Percorri as mais de 400 páginas da obra rapidamente. Acho que o li em quatro noites. O humor está presente, mas a acidez e os comentários corrosivos que marcaram Loyola Brandão principalmente nos contos e nos romances não aparecem tão intensos. Aqui o humor é mais leve e singelo. O objetivo não é afrontar, assustar nem polemizar. A intenção do escritor é apenas agradar. Ainda bem! O principal problema do livro é que as crônicas não possuem um estilo marcante e inovador. Neste ponto, acredito que João Ubaldo Ribeiro e Luis Fernando Veríssimo sejam referências incomparáveis. "Melhores Crônicas de Ignácio de Loyola Brandão" não chega a decepcionar, mas está longe de empolgar. Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as Análises Literárias do blog, clique em Desafio Literário. E não deixe de curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #IgnáciodeLoyolaBrandão #LiteraturaBrasileira #LiteraturaContemporânea #ColetâneadeCrônicas

  • Peças teatrais: l'Illustre Molière - A volta do sucesso de 2012

    Neste final de semana, fui assistir à peça "l'Illustre Molière" no teatro do SESI na Avenida Paulista. O espetáculo faz parte das comemorações dos 50 anos de fundação da instituição. Para celebrar a data, foram selecionadas seis peças que se destacaram nos últimos dez anos na programação do SESI. Todas elas serão reencenadas intercaladamente até o final do ano. Três delas são infantis - "Quem Tem Medo de Curupira" (2010), "Amado" (2012) e "O Gigante Egoísta" (2013) - e três são adultas - "l'Illustre Molière" (2012), "Mistero Buffo (2012) e "Lampião e Lancelote" (2013). A temporada especial foi aberta na semana passada com "l'Illustre Molière" e com "Quem Tem Medo de Curupira?". Ambas tem entrada gratuita (é necessário pegar os ingressos nos dias e nos horários agendados pelo SESI) e estarão em cartaz até o dia 13 de setembro. "l'Illustre Molière" recebeu o Prêmio Shell, em 2012, nas categorias Figurino, Ator e Música, enquanto "Quem Tem Medo de Curupira?" ganhou o Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem de 2010 nas categorias Melhor Espetáculo, Música Original, Iluminação e Ator Coadjuvante, além do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como melhor direção daquele ano. Produzida pela Companhia D'Alma e inspirada na biografia de Molière, famoso dramaturgo francês do século XVII e autor das peças "O Burguês Fidalgo", "As Eruditas" e "Don Juan", "l'Illustre Molière" retrata a vida e as principais obras deste artista dos palcos, abordando a efervescência e a criatividade do teatro onde Molière e sua companhia trabalhavam. Enquanto mesclas passagens de peças reais escritas e dirigidas pelo dramaturgo, "l'Illustre Molière" relata os desafios e os problemas enfrentados por Molière para manter sua companhia de teatro operando na Paris de Luis XIV. Achei sensacional a peça. Muito, muito boa mesmo! Primeiro, ela é muito divertida. Chorei de rir. As cenas cômicas são variadas e de um humor eclético, misturando piadas inteligentes com algumas escrachadas. A cena inicial é tão engraçada que a plateia fica chateada quando ela termina e uma nova enquete se inicia. Diante de tantas risadas e um clima descontraído, apesar do drama vivenciado no final da história, as duas horas de peças passam em um instante... Os diálogos são excelentes, misturando coloquialismo, oralidade e profundidade temática. O texto fala de assuntos críticos da sociedade burguesa do século XVII. Contudo, ele é tão atual e contemporâneo que parece que os personagens estão vivendo nos dias de hoje. Eu, por mim, passaria horas e horas com os olhos fechados apenas ouvindo os diálogos desta peça. Cada palavra parece que foi pensada exatamente para conferir, além de um significado especial, uma sonoridade interessante para as frases pronunciadas pelos atores. O figurino está impecável, com ótima caracterização da época. Gostei também do recurso dos atores ficarem o tempo inteiro no palco. Quando eles não estão em cena, eles ficam ao lado ou no fundo do palco, sendo possível vê-los se trocando, se preparando para a próxima interpretação e aguardando sua vez de voltar para a parte principal do espetáculo. Isto confere maior clima de companhia teatral, a proposta da história representada na peça. A música e os efeitos sonoros são marcantes, conferindo ainda mais graça para as cenas, principalmente as cômicas. É impossível não se emocionar com as canções e as brincadeiras sonoras produzidas durante o espetáculo. Para completar, Guilherme Sant'Annna está excelente no papel de Molière. O ator, que interpretou neste ano o governador da peça "O Homem de La Mancha", consegue caminhar do drama à comédia com muita facilidade. Sua voz e sua atuação são marcantes. Mesmo com a boa atuação dos demais atores (são ao todo sete), o brilho e o protagonismo ficam concentrados em Sant'Annna. Sem dúvida nenhuma, "l'Illustre Molière" é uma das melhores peças que assisti neste ano. Dá até vontade de vê-la novamente. Por que não? Gostou deste post e do conteúdo do Bonas Histórias? Deixe, então, sua opinião sobre as matérias desta coluna. Para acessar as demais críticas teatrais, clique em Teatro. E não se esqueça de curtir ​a página do blog no Facebook. #CompanhiaDAlma #peçadeteatro #teatro #Molière #GuilhermeSantanna

  • Filmes: Linda de Morrer - Comédia sem graça ou drama divertido

    Ontem eu assisti ao filme "Linda de Morrer" (2015), uma comédia nacional estrelada por Glória Pires. A produção dirigida por Cris D'Amato - a mesma diretora dos regulares "Sorria, Você Está Sendo Filmado" (2014), "SOS Mulheres ao Mar" (2013) e "Pé na Cova" (2013) - tem a participação de Susana Vieira, Emílio Dantas, Ângelo Paes Leme e Vivianne Pasmanter. Antônia Morais, filha de Glória na vida real, também atua e é a filha da personagem da atriz global na trama. A história de "Linda de Morrer" é sobre uma conceituada dermatologista, Paula (interpretada pela sempre espetacular Glória Pires), que descobre a fórmula para um remédio, chamado de Milagra, que elimina a celulite. O Milagra é lançado e vira um sucesso imediato. As mulheres de todo o país passam a comprá-lo acreditando que ele não possui efeitos colaterais. Ledo engano. Paula acaba morrendo por consumi-lo, porém não consegue reencarnar e fica presa neste mundo. Ajudada por um psicólogo, Daniel, que possuí dons mediúnicos, Paula tentará alertar a filha e o sócio da sua empresa para os perigos do novo medicamento. Gostei do filme, entretanto não concordei com a sua categorização como comédia. Considerei este longa-metragem mais próximo de um drama leve e divertido do que uma comédia propriamente dita. Afinal, são raras as cenas realmente engraçadas, que me levaram a rir. Acho, para ser sincero, que não dei nenhuma gargalhada durante toda a sessão. Muito pouco para uma comédia, certo? Mesmo assim, o filme tem suas qualidades. Ele é muito bem produzido, a história é divertida e a atuação dos principais atores não fica a desejar (afinal temos Glória Pires, Susana Vieira e Ângelo Paes Leme no elenco). Mesmo a novata Antônia Morais não se saiu mal. Emílio Dantas, no papel do psicólogo e médium Daniel, é quem destoou negativamente no início do filme (sendo forçado e caricato em muitas das cenas iniciais), mas depois ele se encontrou (para o bem do longa-metragem). A atmosfera de "Linda de Morrer" é leve e a narrativa é ágil. Tão ágil que o filme só tem pouco mais de uma hora de duração. Este talvez tenha sido a produção cinematográfica mais curta que vi este ano. Portanto, se você está procurando uma boa comédia, eu diria que "Linda de Morrer" decepciona um pouco. Por outro lado, se você está procurando um drama leve e divertido para ver, eu o recomendaria sem medo. Sei que pode parecer um grande paradoxo esta minha avaliação, mas foi exatamente este o sentimento que tive ao sair da sala de cinema. Veja o trailer de "Linda de Morrer": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #GlóriaPires #CrisDAmato

  • Livros: O Menino que Vendia Palavras - O mundo infantil de Loyola Brandão

    Na noite passada li o livro "O Menino que Vendia Palavras" (Objetiva). A obra é de Ignácio de Loyola Brandão. O escritor paulista, além de produzir contos, romances e crônicas, também se enveredou pelo universo infanto-juvenil. "O Menino que Vendia Palavras" é um livro dirigido a este público. Loyola Brandão se inspirou em sua própria infância para produzir esta narrativa poética e inspiradora. "O Menino que Vendia Palavras" foi editado originalmente em 2007 e rapidamente recebeu o reconhecimento da crítica especializada. Vencedor do Prêmio Fundação Biblioteca Nacional de 2007 e do Prêmio Jabuti de 2008 como a melhor ficção, a publicação é até hoje a principal obra infanto-juvenil de Ignácio. Além dela, o autor de "Zero" (Global) e "Não Verás País Nenhum" (Global) também publicou, nesta linha infantil, mais quatro livros: "Cães Danados" (Comunicação), que depois seria reescrito e publicado como "O Menino que Não Teve Medo do Medo" (Global), "O Homem que Espalhou o Deserto" (Global), "O Segredo da Nuvem" (Global) e "O Menino que Perguntava" (Objetiva). A história de "O Menino que Vendia Palavras" tem como protagonista um garoto que tem muito orgulho do seu pai. O pai do menino é culto, inteligente e adora ler. Por causa do hábito de leitura, o homem sempre sabe o significado das palavras. Conhecendo e admirando esta qualidade do patriarca, o garoto não se cansa de perguntar o sentido das palavras. E o pai nunca decepciona o filho. Percebendo que os amiguinhos da escola passaram a requisitar as habilidades do pai, o menino passa a ser o intermediário das dúvidas da criançada. Para cada pergunta (o que é hoste? o que é justaposição? o que é matroca? e o que é bromato?), o guri passa a negociar com os colegas o significado das palavras requisitadas: ora o pagamento é um sorvete, ora é um brinquedo, um doce ou uma fotografia. Assim, ele passa a vender o significado das palavras, sem o pai saber. O livro é leve e envolvente. Com muitas ilustrações e pouquíssimas páginas, ele agrada em cheio a criançada. A obra apresenta a importância da leitura para a meninada e aborda questões como honestidade, frustrações, amizade e companheirismo. Ou seja, a temática é muito interessante e educativa. Gostei muito de "O Menino que Vendia Palavras". É um belo livro que ficará na minha estante pronto para ser lido para a próxima criança que aparecer aqui em casa. Ouviu isso, Luquinhas? Gostou da seleção de autores e de obras do Desafio Literário? Que tal o Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para saber mais sobre as Análises Literárias do blog, clique em Desafio Literário. E não deixe de curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #IgnáciodeLoyolaBrandão #LiteraturaInfantojuvenil #Romance #LiteraturaBrasileira #LiteraturaContemporânea

  • Filmes: Las Insoladas - A Buenos Aires ensolarada da década de 1990

    Nesta segunda-feira, assisti à comédia argentina "Las Insoladas" (Las Insoladas: 2014) no Reserva Cultural. O filme é a segunda investida de Gustavo Taretto na direção. A primeira foi o incrível "Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual" (Medianeras: 2011), um dos melhores longas-metragens que vi naquele ano. Infelizmente, a nova produção de Taretto não conseguiu manter a alta qualidade do trabalho de estreia do diretor. "Las Insoladas" é um tanto limitado e está a anos-luz de "Medianeras". O novo filme não é ruim, mas também está longe de empolgar. A história de "Las Insoladas" se passa em um único dia. Estamos na década de 1990, em Buenos Aires, em um período em que a capital portenha foi afetada por uma forte onda de calor e o país vivia uma grave crise econômica. Seis amigas aproveitam o final de semana de verão para tomar sol no terraço de um prédio no centro da cidade. Elas são colegas em um grupo amador de Salsa. O grupo de dança delas irá fazer uma importante apresentação naquela noite e elas aproveitam o dia para ficarem mais morenas. Enquanto tomam sol, as seis mulheres conversam, debatem seus problemas e falam sobre seus sonhos. Percebendo que todas almejam viajar para um lugar com praia e sol, as amigas fazem um pacto entre si: no próximo verão elas irão viajar de férias para Cuba custe o que custar. Para tal, elas começam a planejar como farão para arranjar o dinheiro necessário para bancar tal empreitada. O filme de Gustavo Taretto é leve e engraçadinho. Ele consegue criticar de forma sutil o jeito argentino de "sonhar acordado". Afinal, as personagens ficam imaginando um futuro idílico e não se cansam de planejar o que deve ser feito, enquanto ficam paradas sem fazer absolutamente nada para viabilizar o plano. As amigas passam o filme inteiro praticamente imóveis, apenas divagando, divagando e divagando. Elas planejam a viagem para Cuba para o próximo ano como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo. Entretanto, dificilmente elas irão realizar qualquer ação para viabilizar o plano traçado. Outro ponto interessante é perceber como era a vida nos anos 1990. Os objetos, os hábitos e o comportamento das moças são típicos desta década. A ambientação do filme é perfeita. Inclusive vi um jarro de água amarelo que tinha na minha casa nesta época e que foi utilizado pelas atrizes em algumas cenas. Ou seja, houve grande cuidado com os detalhes cenográficos. Não é necessário dizer que a forma como o longa-metragem foi filmado também merece elogios. Esta talvez seja a principal característica de Gustavo Taretto. Ele consegue captar imagens inusitadas da cidade de Buenos Aires, tornando as cenas dos seus filmes únicas e excepcionais. A fotografia é de tirar o chapéu. Assim, a proposta narrativa de "Las Insoladas" é interessante e ela foi bem filmada. Porém, o filme se perde, primeiramente, nos diálogos. Para uma produção que ocorre (quase) o tempo todo com apenas seis personagens em um único ambiente (alto do prédio), ela precisa ter ótimos diálogos. E infelizmente, não é o que ocorre. As seis amigas ficam conversando sobre assuntos sem qualquer importância. É como se o espectador estivesse ouvindo as conversas femininas em um salão de beleza ou em vestiário de academia. É muito pouco, principalmente para um diretor e roteirista com o potencial de Gustavo Taretto. A proposta talvez tenha sido por fazer um filme parecido com os de Pedro Almodóvar no início de carreira, em que a discussão dos personagens "segura" a história aparentemente parada. Ou a inspiração pode ter vindo dos longas-metragens de Luis Buñuel - me recordo agora de "O Anjo Exterminador" (El Ángel Exterminador: 1962), no qual se passa quase todo dentro de uma sala de uma casa com os mesmos personagens. Contudo, os diálogos e as temáticas dos filmes dos cineastas espanhóis eram mais críticas e contundentes. De forma geral, "Las Insoladas" é um filme apenas regular. Com algum esforço, podemos classificá-lo como bonzinho. Ele consegue ser divertido e passa a mensagem de forma leve e metafórica. Porém, é muito inferior a expectativa levantada pelo trabalho anterior de Taretto. Se o primeiro filme do diretor argentino recebeu, por mim, nota 9, agora recebe apenas 6,5. É um longa-metragem que passa de ano, mas sem muitos méritos. Veja o trailer de "Las Insoladas": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #GustavoTaretto #CinemaArgentino #Drama

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