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- Internet: Especial de Natal do Porta dos Fundos - Frustração
No ano passado, fiquei positivamente impressionado com o Especial de Natal lançado pela trupe do site de humor Porta dos Fundos nesta mesma época. O grupo produziu cinco vídeos com a temática natalina e reuniu todos eles em uma mesma edição, com mais de dezesseis minutos de duração. O resultado final foi muito bom. Na verdade, muitíssimo bom. Ótimo! As melhores enquetes foram: Jesus apresentando Maria Madalena como sua namorada para os pais em um jantar de família ("Eu tenho a impressão que conheço você de algum lugar"), Jesus e os apóstolos tendo dificuldades para reservar uma mesa em um restaurante lotado ("É porque a gente chamou de 'A Última ceia'") e Maria explicando para José que o filho esperado por ela não era dele e sim de um tal de Deus ("Não sabia que tinha visita aqui hoje"). Essas três para mim são excelentes! Com a expectativa elevada pelos ótimos vídeos produzidos no ano anterior, assisti ao especial deste ano. São seis vídeos totalizando vinte e dois minutos. E o resultado foi decepcionante. Chamado de "Especial de Natal - Velho Testamento", o grupo optou por apresentar histórias debochadas sobre o Velho Testamento (na outra oportunidade, o foco foi o Novo Testamento). Algumas enquetes são boas, como a primeira, onde uma mulher não acredita na existência de Deus, apesar da insistência Dele ("Deus Meu") e a segunda, quando Noé e sua esposa discutem sobre a lista de pessoas que farão parte da Arca durante o dilúvio ("Lista"). As outras quatro são apenas regulares. A opção por entrevistar Inri Cristo como prelúdio aos vídeos até pareceu, a princípio, uma boa opção. Afinal, qualquer coisa no lugar das cenas sem graça de Gabriel Totoro seria melhor. Porém, a figura já batida desse personagem (o pessoal do Pânico, por exemplo, cansou de ridicularizar esse senhor) não contribui em nada para elevar a qualidade e a graça do humor feito. De qualquer maneira, a minha decepção pelo novo trabalho do Porta dos Fundos talvez tenha sido reflexo mais da alta expectativa inicial do que pela qualidade do material. As histórias não são ruins. Elas são medianas no total, com alguns lances bons. A qualidade técnica da produção também está longe de ser considerada inferior (ela até evoluiu neste período, alcançando um bom patamar). O problema, a meu ver, está no trabalho excelente de 2013. Eu cansei de rir dos quadros criados para o Natal passado e imaginei que isso fosse se repetir agora. A frustração, no qual falei inicialmente, se deve a falta de risadas nas mesmas proporções da outra vez. O que aconteceu em um ano? Não acho o Porta dos Fundos atual mais chato ou desengraçado se comparado ao antigo. Não é essa a questão. O humor deles ficou apenas mais previsível. Aí está o problema de todo grupo deste gênero. Com o transcorrer do tempo, o público começa a identificar a forma de trabalho daquele grupo e aos poucos ela vai naturalmente perdendo seu efeito (por mais inovadora que ela tenha sido um dia). Afinal, um dos componentes principais do humor é a surpresa. Quando não somos surpreendidos, temos dificuldades para rir das situações representadas. O fim da "TV Pirata", dos "Trapalhões", do "Casseta & Planeta", entre outros grupos de humor, tem relação com esse fato. Acho que é exatamente esse o ponto no qual o Porta dos Fundos está vivendo. Com a superexposição do grupo e de seus trabalhos (são três vídeos semanais no site e um programa semanal na TV a cabo) ao longo de dois anos e meio, o público parece já ter se acostumado com o apelo da trupe. Foi o que aconteceu comigo em relação ao especial de Natal. Não sei qual a receita para o Porta dos Fundos recuperar seu vigor inicial (isto é, se existir uma fórmula para isso, algo sempre duvidoso). No próximo ano, minha expectativa para o Especial de Natal será bem baixa. A (única) vantagem positiva dessa condição é que a chance de eu ser encanto é maior em caso de um bom trabalho. O aspecto negativo é: talvez eu não perca o meu tempo assistindo ao programa (perdendo, assim, a oportunidade de conhecer um bom trabalho). É uma faca de dois gumes, como diria o famoso ditado popular. Esperemos para ver. Que tal o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer os demais posts dessa coluna, clique em TV, Rádio e Internet. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #internet #PortadosFundos #Natal #Vídeo
- Livros: Diário de um Exorcista - Terror nacional por Renato Siqueira e Luciano Milici
Depois da frustração com o filme "Ouija - O Jogo dos Espíritos" ("Ouija": 2014), tive uma grata surpresa logo em seguida com o livro de terror "Diário de um Exorcista" (Generale) de Renato Siqueira e Luciano Milici. No mesmo dia em que fui assistir ao decepcionante longa-metragem, ganhei de presente do meu amigo Eduardo este livro da sua editora. Ele, conhecendo meu gosto pelas histórias de terror, queria saber minha opinião sobre essa obra. Li o livro em três noites (melhor horário para ler este tipo de gênero). E achei excelente! Algumas curiosidades sobre "Diário de um Exorcista". Primeira: essa é uma história que nasceu como um roteiro de filme para depois se transformar em livro (ou seja, fez o caminho contrário a maioria das obras que nascem do papel e depois migram para as telas). O cineasta Renato Siqueira, durante as filmagens do longa-metragem homônimo, sentiu falta da existência de um material impresso com o enredo mais detalhado e chamou o escritor Luciano Milici para ajudá-lo na tarefa de transcrever a história filmada. Segunda curiosidade: é difícil encontrarmos boas histórias nacionais de terror. Esta se passa parte em São Paulo e em parte no interior paulista (em uma cidade não revelada) entre as décadas de 1950 e 1960. Ela é baseada em fatos reais, ocorridos com um dos maiores exorcistas da América Latina. O enredo é a entrevista de um velho padre chamado Lucas Vidal, especialista em exorcismo, concedida a uma dupla de jovens cineastas que está fazendo o trabalho de conclusão de curso da faculdade. O padre conta a sua história de vida e explica como se tornou um exorcista. Ele conta também os casos mais horripilantes pelos quais passou. Logo nas primeiras páginas é possível perceber que este livro está em um patamar de qualidade muito superior a média de mercado, fazendo concorrência com as melhores obras de terror internacionais. Terceira: A quantidade de reviravoltas que a narrativa possui é de impressionar. Eu adoro histórias com reviravoltas e esta é um prato cheio. Apesar das histórias de exorcismo serem todas elas parecidas, "Diário de um Exorcista" consegue trazer alguns elementos interessantes. Em várias partes do livro, você não sabe em quem confiar e não consegue identificar corretamente quem é o bonzinho e o mauzinho na trama. Quarta curiosidade: os relatos dos métodos de exorcismo são impressionantes. O que mais chamou minha atenção foi o do "ritual da cruz", no qual o possuído é crucificado para matar o espírito maligno que invadiu o corpo de um inocente. Esta cena é fortíssima, com muito sangue, dor e desespero. A narrativa é realmente de aterrorizar, expondo em detalhes os rituais praticados pelos padres. E, por fim: o livro vem com um CD com a trilha sonora do filme. As músicas são boas e ajudam a criar um clima sombrio para a leitura do livro. Gostei da surpresa sonora (estou ouvindo essas canções enquanto escrevo esse post). É raro encontrarmos publicações com o acompanhamento de uma trilha musical. Se você está interessado em passar alguns momentos de medo e mistério e deseja enveredar por uma trama horripilante, "Diário de um Exorcista" é uma ótima escolha. Principalmente para quem gosta de fazer essa leitura no meio da noite em uma casa deserta, como eu. Uhhhhhhhh... Ao fechar o livro, após concluir sua leitura, fiquei com vontade de assistir ao filme. Ao ver seu trailer, fiquei ainda mais interessado em assisti-lo. Veja a seguir o trailer: Fiquei com a certeza de que a produção nacional cinematográfica deve ser muito superior ao filme hollywoodiano "Ouija - O Jogo dos Espíritos". Pelo menos em relação à história. A trama (do livro) de "Diário de um Exorcista" é muitíssimo melhor do que o enredo do longa-metragem norte-americano. Ponto para a produção nacional! Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #RenatoSiqueira #LucianoMilici #Terror #LiteraturaBrasileira #LiteraturaContemporânea #Suspense #Romance
- Filmes: Ouija, O Jogo dos Espíritos - Um filme de terror fraquinho
Como reza a (minha) tradição, fui nesta quarta-feira ao cinema. Minha escolha ao chegar ao Espaço Itaú de Cinema do Bourbon Shopping da Pompéia foi por "Ouija - O Jogo dos Espíritos" (Ouija: 2014). Trata-se do primeiro filme de terror da Hasbro Studios (produzido pela Platinum Dunes e Blumhouse Productions e dirigido por Stiles White). O resultado foi extremamente negativo. Da leva de filmes de terror assistidos nos últimos dois anos (eu adoro esse gênero), "Ouija" (pronuncia-se "wee-já"), é possivelmente um dos mais fraquinhos (dividindo o posto de pior ao lado de Annabelle). A história é baseada em um jogo, cujo nome dá título ao longa-metragem, no qual as pessoas podem conversar com os espíritos (naquela famosa brincadeira de colocar as mãos em cima de um copo e o copo se mover na direção de uma letra, formando palavras e frases). Uma das regras do jogo diz: ele não pode ser jogado por apenas uma pessoa. E foi exatamente isso o que uma adolescente fez. A morte dela provoca a investigação por parte da sua irmã (interpretado por Olivia Cooke, atriz que faz Emma Decody na série norte-americana Bates Motel) e dos amigos dela. Todos querem entender os motivos da jovem ter jogado o "Ouija" sozinha, mesmo sabendo dos riscos dessa medida. O filme é de terror, mas os sustos e os medos são raros. A história vai se arrastando, sem empolgar. Onde já se viu um filme de terror sem a propriedade de assustar a plateia? O enredo também não ajuda, com uma narrativa infantil, boba e pouco original. Eu conheço vários filmes de horror sobre os tabuleiros Ouija e esse não possui nenhum diferencial. Além de não empolgar, ele é extremamente previsível. Não perca seu tempo com "Ouija - O Jogo dos Espíritos", principalmente se você for um fã deste tipo de filme. Veja o trailer deste longa-metragem: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #StilesWhite
- Filmes: Boyhood, Da Infância à Juventude - Meu favorito ao Oscar 2015
Já tenho um filme favorito para o Oscar de 2015. Trata-se de "Boyhood" (Boyhood: 2014). Aqui no Brasil, ele ganhou o subtítulo "Da Infância à Juventude". Assisti ao longa-metragem nessa segunda-feira e fiquei encantando. A grande sacada criativa do diretor Richard Linklater, cineasta norte-americano de pouco mais de cinquenta anos cuja fama se fez pela produção da trilogia "Antes do Amanhecer" (Before Sunrise: 1995), "Antes do Pôr-do-Sol" (Before Sunset: 2004) e "Antes da Meia Noite" (Before Midnight: 2013), está em permitir o envelhecimento natural dos personagens à medida que a história avança. Esse efeito é incrível e muda completamente nossa percepção em relação ao filme e aos personagens. Filmado ao longo de 40 dias distribuídos no período de 12 anos (uma das produções mais longas da história do cinema), o filme conta a vida da família do menino Mason. Os pais dele são divorciados e precisam se virar para criar os filhos (além do menino, o casal tem uma filha como primogênita). O longa-metragem abrange da infância de Manson (quando entra na escola aos 6 anos de idade) até o início da fase adulta (quando ele entra na faculdade aos 18 anos). Ver os personagens envelhecendo de verdade é uma experiência incrível. A mãe de Mason, no início da trama, é jovem, magra e muito bonita. O menino, aos 6 anos de idade, é uma gracinha. O pai, muito jovem para a sua função naquele momento, é o retrato de alguém que não se encaixa no papel pelo qual foi incumbido (a paternidade). Ele sonha em ser músico e por isso é mal visto pelos familiares da ex esposa, vivendo sempre sem dinheiro. A irmã mais velha de Mason tem no começo do filme o dobro do tamanho dele, parecendo ser muito mais velha do que realmente é. Ela olha para o irmão caçula como se ele fosse ainda um bebezinho, incapaz de tomar conta de si mesmo e de falar ou fazer algo relevante. À medida que o tempo vai passado (de verdade) e cada um vai ficando mais experiente, as mudanças vão aparecendo de forma nítida. A jovem mãe dá lugar a uma senhora um pouco acima do peso. A beleza dela ainda está lá, mas não pode mais ser comparada aos tempos de mocidade. O menino gracioso vira um adolescente chato e encrenqueiro. O pai abandona a música (e o sonho nutrido na mocidade) e passa a trabalhar em um emprego convencional e bem remunerado. Torna-se, assim, um homem sério e um bom pai de família (ele se casa novamente e tem mais um filho). A irmã se torna mais baixa do que o irmão e não o enxerga mais como um mero estraga-prazer ou alguém enfadonho. Os dois se tornam grandes amigos e companheiros. Falando assim, pode parecer uma estratégia simplista e pouco eficiente utilizar os mesmos atores para retratar o envelhecimento dos seus personagens. Mas não é. É algo genial! Não conheço outro caso de cineasta que tenha tentado algo parecido. Ver na tela o amadurecimento físico das crianças, o envelhecimento dos pais, a maturação das relações entre eles e o desenrolar da história é algo espetacular. As mudanças físicas dos atores, às vezes, foram tão gritantes que em algumas oportunidades não acreditei serem as mesmas pessoas (isso aconteceu principalmente com as crianças) a desempenhar os papéis ao longo do tempo. Pareciam outras pessoas e atores. A história em si é um enredo convencional: um drama familiar na perspectiva do caçula. Ela é interessante, mas não passa disso. Se fosse analisar apenas o enredo em si, daria uma nota 5 para o filme. Ou seja, passaria de ano (pelo menos nos critérios da minha escola que tinha como média exatamente essa nota) em cima do laço. Agora, se analisarmos o filme sob a perspectiva da estratégia inovadora de utilizar os mesmos atores ao longo dos 12 anos, a coisa muda de patamar. A película passa a contar com a excelente nota de 9 pontos, segundo meus vagos critérios de pontuação. Para mim, é uma obra formidável! Alguém poderia me perguntar: e qual a graça disso? Nós não vivenciamos as pessoas envelhecendo ao nosso redor todos os dias? Não é exatamente a mesma coisa? Eu respondo: não é a mais coisa e a graça está exatamente aí. Para constatar que alguém envelheceu 12 anos, precisamos esperar esse período de tempo. E no processo, não percebemos os detalhes dessas mudanças. No filme, de pouco mais de duas horas de duração, nós conseguimos ver com todos os nuances essas variações. O grande mérito desta obra está exatamente nesse ponto: jogar diante dos nossos olhos coisas que não percebemos no dia a dia. Gostei tanto desse filme que irei torcer por ele no Oscar deste ano. Para mim, já tenho um favorito. E se você ainda não assistiu à "Boyhood", sugiro assistir o quanto antes. Afinal, se você demorar muito para fazê-lo, quem sabe você não terá envelhecido a ponto das pessoas não o reconhecerem ou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Los Angeles já terá ofertado uma estatueta dourado para os produtores dessa obra prima. Portanto, corra! Veja o trailer de "Boyhood": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #RichardLinklater
- Gastronomia: On Va Manger - Francês descolado, bem servido e barato
Como contei anteontem no meu último post, nesse final de semana fui ao teatro do SESI assistir ao musical "Homem de La Mancha". Tive como companhia a minha amiga Fabrícia. Chegamos cedo para pegar nossos ingressos, por volta do meio dia e quinze. Dessa forma, não tivemos nenhuma dificuldade para recebermos nossas entradas quando a distribuição começou a ser feita à uma hora da tarde. Como nossa sessão seria apenas às cinco horas da tarde, resolvemos almoçar na região da Paulista e dar algumas voltas pela região. Nossa opção foi pelo francês On Va Manger, localizado na Rua São Miguel, 89, bem perto do shopping Frei Caneca. E que grata surpresa tivemos! O local é muito bom. Diferentemente dos bistrôs franceses convencionais que servem porções diminutas, em ambientes esnobes e cobram um valor elevado pela experiência, esse aqui inverteu totalmente essa lógica. Ele oferece um buffet completo de almoço por R$ 34,50. Por esse valor, o cliente tem direito a entrada (salada ou sopa), um prato principal com acompanhamento (o acompanhamento é servido à vontade) e sobremesa inclusa. Em uma cidade como São Paulo onde tudo está extremamente caro, trata-se de uma opção muito interessante e barata na região da Avenida Paulista, principalmente se considerarmos um restaurante de culinária francesa. O On Va Manger possui um salão pequeno, com poucas mesas e cadeiras, o que provoca aos finais de semana uma fila na porta. Porém, nada que possa assustar os espíritos mais aventureiros (esperamos apenas vinte minutos). Para não tornar a espera enfadonha, o estabelecimento serve bebidas e aperitivos para quem aguarda na porta. Lá dentro, o clima é intimista e descontraído. Na parte da frente (andar de baixo), fica uma mesa grande e o balcão da confeitaria. No andar de cima, as demais mesas são distribuídas no melhor estilo bistrô, com tudo bem apertadinho, mas sem perder o conforto e o charme. O ponto forte do lugar (como em todo bom restaurante) é a comida. Ela é de tirar o chapéu. Eu pedi como prato principal o coxão mole ao molho de pimenta (chamado lá por Pièce de Boeuf sauce au poivre), com batata cozida com sal de alecrim, alho e tomilho. A Fabrícia pediu meio galeto no grill ao molho de tomilho (chamado de Jeune poulet à la broche au jus de thym) e a mesma batata (chamada pomposamente de Pommes de Terre On va manager). Tudo estava perfeito (obviamente, eu e minha amiga provamos um pouco do prato do outro). A sobremesa (produção caseira) escolhida foi a torta de nozes, também muito boa. O único ponto a desejar foi o atendimento. Apesar de termos sido muito bem atendidos pela proprietária enquanto esperávamos no lado de fora, na parte de dentro os garçons inexperientes e apressados derraparam várias vezes na arte de servir. Entretanto, nada que afete a experiência de modo geral. Saí do On Va Manger querendo voltar. Descobri depois que o estabelecimento passou a abrir recentemente à noite. O valor do buffet neste caso é maior, em torno de R$ 70,00. Ou seja, vale mais a pena ir na hora do almoço, quando o preço é praticamente a metade do preço do jantar. Que tal este post e o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer as demais críticas gastronômicas do blog, clique na coluna Gastronomia. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #Gastronomia #restaurante #SãoPaulo
- Peças teatrais: O Homem de La Mancha - A beleza de um clássico
Nesse sábado, fui assistir ao musical "O Homem de La Mancha", no teatro do SESI na Avenida Paulista. A versão original dessa obra foi lançada em 1965 na Broadway e teve como inspiração a obra Don Quixote, de Miguel de Cervantes. No Brasil, a primeira adaptação da peça foi feita em 1972 por Flávio Rangel. Trata-se de um clássico do teatro musical contemporâneo. Inclusive já tinha lido citações sobre esta peça em um livro de Gestão Empresarial, mas ainda não tinha tido a oportunidade de vê-la pessoalmente. Quem ler "Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes" verá que Steve Covey comenta alguns pontos sobre o musical. Nesta nova adaptação, Miguel Falabella ficou encarregado da direção. Ótima escolha! A história se passa em um manicômio. Lá é levado Miguel de Cervantes e seu fiel aliado Sancho Pança. Para provar sua sanidade mental aos diretores da instituição psiquiátrica, o escritor espanhol decide ensaiar uma peça teatral contando a história de amor e loucura de Don Alonso Quijana, o vulgo Don Quixote de La Mancha. Ele se apaixona por Aldonza, por quem insiste em chamar de Lucinéia. A moça, por sua vez, evita as investidas do amalucado pretendente. O divertido da história é que para compor os demais personagens da peça são chamados os pacientes do hospício, onde Miguel de Cervantes está, para fazer a figuração. Os médicos e os enfermeiros surgem de tempo e tempo para atrapalhar a encenação da trupe. O musical é primoroso. A história é excelente, com humor e ação na medida certa. O figurino e o cenário são belíssimos, no padrão da Broadway e das montagens do SESI. Alguns números são superlativos, como é comum neste tipo de gênero teatral: 35 atores dividem o palco (em muitas ocasiões simultaneamente) e 16 músicos integram a orquestra. As escolhas das músicas e dos atores também foram muito bem feitas. Apesar de algumas canções terem sido repetidas ao longo da peça, elas são, de um modo geral, muito interessantes. Destaque para a adaptação de "Impossible Dream", canção gravada por Frank Sinatra e Elvis Presley. Confesso que sai do teatro cantarolando essa música. Nos papéis principais, o talentoso Cleto Baccic ficou encarregado da interpretação de Don Quixote e de Miguel de Cervantes e a belíssima e competentíssima Sara Sarres ficou incumbida de viver Aldonza e Dulcinéia. Os dois têm atuação primorosa. Jorge Maya, como Sancho, também rouba a cena várias vezes, principalmente com os lances engraçados protagonizados por seu personagem. O SESI tem se tornado uma referência nacional da produção de grandes musicais. No ano passado, assisti a "Madrinha Embriagada" (outra direção de Miguel Falabella, com interpretação também de Cleto Baccic e Sara Sarres), peça de grande sucesso (foi vista por mais de 150 mil pessoas e ganhou o Prêmio Aplauso Brasil de melhor musical, além de dez indicações ao Prêmio Bibi Ferreira). Comparando as duas produções, acho "O Homem de La Mancha" muito superior à "Madrinha Embriagada" em relação à história e à mensagem (em relação à qualidade da produção, elas se equivalem). Por mais engraçadinha que "Madrinha Embriagada" tenha sido, eu senti falta de alguma coisa no final. Percepção esta inexistente na nova produção de Falabella. "O Homem de La Mancha" é uma obra densa e completa. As alterações promovidas por Miguel Falabella, remetendo a história para um hospício, a deixaram ainda mais forte e impactante. Curiosamente, quando falamos em teatro musical, as pessoas que não gostam desse gênero têm duas justificativas para condená-lo. A primeira é o preço. Normalmente, os musicais são muito caros, com ingressos na ordem dos três dígitos. O segundo é que eles seriam chatos. Muita gente os considera "parados" e "sem graça". Para quem compartilha de alguma dessas opiniões, eu me sinto na obrigação de rebater essas críticas. Como um amante dos musicais, eu não os vejo nessa perspectiva. Em relação ao preço, o SESI oferece os ingressos gratuitamente. Para os interessados, basta comparecer nos horários indicados para a retirada das entradas (chegue com pelo menos uma hora de antecedência para não correr o risco de ficar sem o seu) ou entrar no site indicado pela instituição para reservá-lo. Ou seja, quem disse que é preciso gastar muito dinheiro para ver um ótimo musical? O SESI proporciona uma excelente programação artística cobrando muito pouco ou nada por isso. Normalmente, os musicais bem sucedidos do SESI ficam quase um ano em cartaz. Agora, para quem os considera chatos, o que eu posso dizer? Gosto é gosto. Entretanto, eu tenho uma teoria para quem não gosta desse gênero. Muitas pessoas com essa opinião acabam não prestando a atenção nas letras das músicas. A chave para compreender este tipo de enredo é entender as mensagens por trás das letras das canções. As músicas nas peças musicais são fundamentais. Pode parecer meio óbvio falar isso, mas infelizmente uma parte do público, não acostumado a esse gênero, acaba desprezando a mensagem das letras das músicas e por isso considera a peça enfadonha e chata, não conseguindo compreendê-la em sua totalidade. O "Homem de La Mancha" deve ter sua temporada encerrada este ano (vai até o dia 22 de dezembro). Quem ainda não foi ver e gosta de bons musicais, vale a pena ir. Há previsão da peça prosseguir em cartaz em 2015, apesar de não existir uma definição de quando e em quais horários. Se ela continuar no próximo ano, mais um motivo para você vê-la. Gostou deste post e do conteúdo do Bonas Histórias? Deixe, então, sua opinião sobre as matérias desta coluna. Para acessar as demais críticas teatrais, clique em Teatro. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #MigueldeCervantes #MiguelFalabella #Musical #peçadeteatro #teatro #CletoBaccic #SaraSarres #JorgeMaya
- Filmes: Homens, Mulheres e Filhos - Os efeitos danosos da tecnologia
Um soco no estômago! É esta a sensação que tive ao assistir ao filme "Homens, Mulheres e Filhos" (Men, Women & Children: 2014), do cineasta Jason Reitman (dos ótimos: "Obrigado por Fumar", "Juno" e "Amor Sem Escalas"). O desconforto é em relação à mensagem passada pelo longa-metragem e não à respeito do filme em si, que por sinal é muito bom. Essa talvez seja a principal característica das obras de Reitman: apresentar os conflitos das relações humanas de maneira ácida, contundente e com viés negativista, causado certo desconforto no telespectador. E novamente ele conseguiu passar esse sentimento para a plateia com seu novo filme. O cara é mesmo bom! Em uma rápida retrospectiva da filmografia desse canadense de 37 anos, podemos verificar essa sua marca. Em "Obrigado por Fumar" (Thank You for Smoking: 2006), ele faz uma sátira política ao expor o lobby da indústria de tabaco para continuar crescendo e prosperando. Em "Juno" (Juno: 2007), o cineasta apresenta os conflitos de uma adolescente grávida de uma maneira sarcástica. E "Em Amor Sem Escalas" (Up in the Air: 2009), ele aborda a vida solitária de um executivo especializado em demitir pessoas e que sente prazer em acumular milhas em suas viagens aéreas. Agora, em "Homens, Mulheres e Filhos", Reitman aborda os impactos da tecnologia, principalmente a Internet, nas relações familiares. Há o casal cujo prazer sexual foi fatigado pela convivência diária de muitos anos. Eles só encontram alguma diversão ao procurar novos parceiros na rede de computadores. E, curiosamente, o casamento é, de certa forma, revigorado quando eles passam a "pular a cerca". Tem o adolescente que só se excita vendo mulheres pelo computador. E quando elas se tornam reais, na sua frente, ele tem sérias dificuldades para se excitar. Há a jovem anoréxica, extremamente preocupada com a opinião dos outros, principalmente nas redes sociais. Tem a mãe obceda em expor a beleza da filha na Internet (em fotos sensuais) para conter as frustrações do seu passado (não conseguiu ser modelo). E há a mãe superprotetora, a espionar e a monitorar o tempo inteiro a vida digital da filha, esteja a garota onde estiver. A Internet é a grande personagem desse filme. Jason Reitman expõe as vidas vazias e fúteis das pessoas impactadas pela rede mundial de computadores. Os problemas causados são extensos: infidelidade, banalização da pornografia, ausência de diálogo entre as pessoas, anorexia, vício em videogames e celular, distúrbio de imagem, exposição excessiva, vício pelo sexo casual, entre outros. É ou não é um soco no estômago?! No término do filme, me lembrei de um livro que li exatamente sobre esse tema (o impacto da Internet e da tecnologia no dia a dia das pessoas). A publicação mostrava exatamente o outro ponto de vista: os efeitos benéficos da ausência dessa parafernália eletrônica na vida das pessoas. O livro se chama "O Inverno de Nossa Desconexão" (editora Paz e Terra) e foi escritor por Susan Maushart. Trata-se do relato verídico de uma experiência realizada pela escritora em sua própria casa, com a sua família. Susan Maushart proibiu por seis meses o uso de qualquer aparelho eletrônico em sua residência (computadores, laptops, jogos eletrônicos, televisão, telefones celulares, iPads, iPods, etc.). A parte difícil foi convencer os três filhos adolescentes a embarcarem nessa proposta (já imaginou tirar esses aparelhos dos jovens!). O resultado final da experiência? Não vou dizer, pois aí perde a graça de quem for ler a obra (vale a pena conhecê-la!). Ainda irei fazer uma análise desse livro mais para frente. Prometo. Também me lembrei de um curso que dou na The Open Mind School, uma escola voltada para assuntos do dia a dia. O nome dele é "Desconectando... Vivendo bem e melhor sem o excesso de tecnologia". É ou não é a solução ideal para os problemas apontados pelo filme "Homens, Mulheres & Filhos"? Vale muita a pena assistir a este filme. Ele apresente os problemas atuais de nossa sociedade, com pessoas completamente viciadas e abobalhadas pelo uso das novas tecnologias. Muita gente parece criança mimada e inconsequente quando exposta diante dos novos aparelhos e da Internet. Possivelmente este é o grande mal do nosso tempo. Atire a primeira pedra quem não sofre, já não sofreu ou não conhece alguém que sofre desses problemas! Confira o trailer de "Homens, Mulheres & Filhos": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #JasonReitman
- Livros: A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso em um Armário Ikea - O best-seller de Roma
Acabei de ler um livro muito interessante que me fez refletir sobre alguns pontos da vida. A obra se chama "A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso em um Armário Ikea" (Record) e foi escrita por Romain Puértolas. O livro se tornou um grande sucesso na França, país natal do escritor, e já ganhou versões em mais de trinta países, entre eles o Brasil. O ponto central dessa publicação é o humor (já começa pelo título estrambótico). O enredo é simples e curiosíssimo. Um indiano chamado Ajatashatru Ahvaka Singh (a maioria dos personagens do livro tem dificuldades para pronunciar este nome, gerando várias interpretações bisonhas) é um faquir que decide viajar para a França para comprar uma cama de 15 mil pregos (utilizada corriqueiramente pelos faquires para dormir) em uma loja da Ikea (rede sueca de mobiliário com presença em muitos países europeus). Para conseguir o dinheiro para sua viagem, o rapaz, humilde e de poucas posses, teve de enganar os habitantes da sua localidade indiana. Ajatashatru é na verdade um especialista em ludibriar as pessoas. Para resumir, ele é um grande trambiqueiro. Nem faquir de fato ele é. Os faquires na cultura indiana são os milagreiros com poderes espirituais. Eles levam uma vida de pobreza e desprendimento material. Em compensação, são evoluídos espiritualmente e possuem elevada habilidade mágica, atributos estes colocados à serviço da população. O personagem principal de "A extraordinária viagem do faquir que ficou preso em um armário Ikea" tem como única qualidade a habilidade espantosa de enganar os outros. Com o dinheiro obtido dos amigos e dos conterrâneos, Ajatashatru parte para a França. Lá chegando, decide dormir à noite dentro da própria loja de móveis, pois não tinha dinheiro para pagar uma estadia na capital francesa. Ele voltaria para a Índia no dia seguinte, trazendo a tão sonhada cama. Eu disse voltaria... O problema é que o indiano, em determinado momento da noite, precisou se esconder dentro de um armário para escapar dos funcionários do estabelecimento. Por obra do destino, o armário escolhido como esconderijo pelo indiano foi despachado para a Inglaterra em uma encomenda feita por um cliente. Começava aí o périplo surreal do indiano. Ele viajou por vários países do mundo das maneiras mais bissaras e divertidas possíveis (ora dentro de um armário da Ikea, ora dentro de uma bolsa Louis Vuitton), transformando-se em um imigrante ilegal. O livro de Puértolas trata de temas delicados com inteligência, leveza e humor. O principal assunto debatido é a imigração ilegal na Europa, uma questão que vem ganhando repercussão mundial pela maneira pouca eficiente e nada humana com a qual os países europeus estão tratando os estrangeiros. O humor da obra serve para jogar ainda mais luz sobre esse grave problema. Ao ler o livro francês, lembrei imediatamente do filme "A Vida é Bela" (La Vita é Bella: 1997) do italiano Roberto Benigni, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro no ano de 1999. Nesse longa-metragem, um judeu é enviado para um campo de concentração com seu filho pequeno durante a Segunda Guerra Mundial. O pai, um homem simples, amoroso e com grande senso de humor, cria uma realidade paralela para não preocupar a criança com os acontecimentos a sua volta. Assim, o filho passa a acreditar que os dois estão participando de um jogo, não percebendo o horror no qual estão inseridos. Muita gente criticou na época a obra prima de Benigni. O principal argumento dessa turma era que não havia razão para brincar com assuntos delicados como a Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e o antissemitismo. Para o cineasta italiano, a vida era bela e tudo podia ser encarado com um olhar positivo e animador. Até mesmo um campo de concentração nazista. Compartilho dessa visão do cineasta italiano (e agora do escritor francês). Precisamos olhar a nossa vida de maneira positiva, por mais difícil que a realidade se mostre às vezes. Devemos nos divertir com as nossas limitações, com os nossos erros e com as dificuldades impostas pelo cotidiano. Infeliz daquele que não consegue rir de si próprio. O humor (quando bem utilizado) é uma arma poderosa para apontar os problemas do dia a dia e para se fazer críticas veladas ou ácidas da nossa sociedade e do comportamento humano. Jamais me esquecerei da narrativa de um amigo quando foi pela primeira vez fazer um tipo de exame médico. Na situação constrangedora para qualquer homem, meu amigo conseguiu produzir uma história divertida e cômica. Também me recordo quando uma tia minha viu sua casa invadida por uma família de ratos. O relato dessa história é hilário na boca dela. Mesmo sendo dona de casa e prezando pela higiene do seu lar, minha tia não se furta em apontar as cenas pitorescas da família de roedores aprontando em sua residência. E para terminar, uma amiga teve o seu relacionamento de muitos anos interrompido por causa de uma traição. O pior é que ela pegou o noivo em fragrante em sua cama. Ela adora contar essa história para todo mundo, destacando os aspectos engraçados do fato (ela consegue extrair graça nisso, fazer o que?). Como é bom rir da vida e das situações. Como é bom encontrar o lado engraçado de todos os fatos, mesmo aqueles com tons um pouco mais tristes e aparentemente desagradáveis. Quando encaramos a realidade com um olhar positivo, nossa existência se torna mais saborosa e plausível. Repare como é interessante ficarmos perto de pessoas divertidas e como é bom interagirmos com obras culturais (livros, filmes, peças de teatro) engraçadas. Esses momentos se tornam mais marcantes e memoráveis. Veja o exemplo das propagandas. Conseguimos recordar com mais facilidade, depois de muitos anos, as que nos fizeram morrer de rir. Esse é o grande mérito do humor: tocar fundo na alma das pessoas, "destrancando" suas amarras e os seus medos. "A extraordinária viagem do faquir que ficou preso em um armário Ikea" é uma leitura agradável e muito divertida, constituída de muitos elementos surreais. Como é bom conhecer um livro inovador e corajoso por utilizar do humor escrachado e com pitadas de nonsense. Para quem não gosta de livros grandes, esse é ideal. Com pouco mais de 250 páginas, essa obra foi publicada em um tamanho reduzido, tornando sua leitura ainda mais rápida. É um livro para se lido em uma única tarde. Sabe aquele final de semana chuvoso em que não há nada interessante para fazer? Ele combina perfeitamente com o "A extraordinária viagem do faquir que ficou preso em um armário Ikea". Boa leitura e boas risadas. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? 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Olá, amigos. Sejam bem-vindos ao Blog Bonas Histórias! Este espaço, como o próprio nome diz, será dedicado à apresentação e ao debate das boas histórias. Pretendo encontrá-las em livros, filmes, peças teatrais, músicas, fotografias, exposições, eventos, programas de televisão, viagens, vídeos da Internet e em qualquer outra forma de representação artístico-cultural. Sempre que as identificar, irei compartilhá-las aqui com vocês. Às vezes, tomarei a liberdade de produzir minhas próprias historietas, fruto de algum assunto que julgar interessante. Em outras oportunidades, abrirei espaço para amigos e colegas apresentarem suas próprias narrativas. A proposta do Blog Bonas Histórias, portanto, é servir como um guia de literatura e cultura. Seu público será os apreciadores das boas histórias, estejam eles (o público) e elas (as histórias) onde estiverem. Eu me coloco, desde já, no papel de crítico literário e de analista cultural. Para tal, irei avaliar rotineiramente obras artísticas de diferentes características e gêneros. Vou apresentar cada uma delas segundo minhas impressões e convicções. A meta é produzir um post a cada dois dias aqui no blog. É uma missão para lá de ousada que pretendo cumprir da melhor maneira possível. Farei minhas análises essencialmente como um grande apreciador das letras e das imagens. Afinal, antes de trabalhar como produtor de conteúdo e crítico literário, eu fui (e sou) um amante da cultura, devorando principalmente livros e filmes. É com a perspectiva de usuário/consumidor de arte e não com a de um especialista da área que vou produzir este blog. Assim, espero deixar o Bonas Histórias mais leve e divertido para a maioria dos seus leitores. Meu sonho é que o blog se torne referência na análise literária e na crítica cultural em língua portuguesa. Quero falar diretamente com o público interessado em ler, assistir e visitar o que há de melhor à disposição. Por isso, todas as críticas expostas nas páginas do Bonas Histórias terão como parâmetro unicamente meus gostos e minhas preferências. Asseguro que escreverei sobre as obras avaliadas com total independência editorial. Espero que vocês se divirtam tanto quanto eu nesse processo. Até porque, na minha humilde opinião, o mundo em que vivemos precisa cada vez mais de boas histórias para nos inspirar e seduzir. Feliz daquele que sabe admirar a beleza das boas narrativas que desfilam diariamente diante dos seus olhos. Mais uma vez, sejam muito bem-vindos ao Blog Bonas Histórias! Conheça o autor: Ricardo Bonacorci: Sou o Ricardo Bonacorci e tenho 34 anos. Nasci e moro na cidade de São Paulo, apesar de já ter vivido em várias outras cidades no Brasil e no exterior. Sou publicitário de formação e escritor por paixão. Considero-me um apaixonado por literatura, cinema, música e manifestações artístico-culturais. Trabalho escrevendo livros de gestão e de literatura, além de atuar como profissional de Marketing, professor e crítico literário. Sou fundador do Blog Bonas Histórias, site lançado no final do ano de 2014 e voltado para a análise literária e a crítica cultural. Que tal este post e o conteúdo do Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para acessar os demais posts desta coluna, clique em Premiações e Celebrações. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. Para saber mais sobre o Bonas Histórias e Ricardo Bonacorci, clique em Sobre o Blog e o Autor. #DataEspecial #BonasHistórias #Aniversário













