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- Mercado Editorial: Livros Mais Vendidos no Brasil em 2015
Vamos falar hoje, na coluna Mercado Editorial, dos livros mais vendidos no ano passado em nosso país. Para surpresa geral, a liderança do ranking das obras mais comercializadas nas livrarias brasileiras ficou com dois livros de colorir. Sim, o sucesso deste tipo de publicação foi estarrecedor. “Jardim Secreto” (Sextante) e “Floresta Encantada” (Sextante), ambos de autoria da ilustradora escocesa Johanna Basford, venderam juntos mais de um milhão de exemplares, ocupando, respectivamente, o primeiro e o segundo lugar. Esses dados foram apresentados recentemente pelo Publishnews, o portal de notícias mais confiável do mercado editorial brasileiro atualmente. Sei que há muita gente questionando a inserção desse tipo de livro na lista das publicações editoriais. Porém, o que podemos fazer se vivemos em um país onde o povo prefere comprar livros para pintar ao invés de comprá-los para ler? Para aumentar a agonia dos apreciadores da boa literatura, a terceira e a quarta posições no ranking dos mais vendidos do Publishnews são ocupadas por obras religiosas. “Philia” (Principium) e “Nada a Perder 3” (Planeta do Brasil) foram escritas, respectivamente, pelo padre Marcelo Rossi e pelo bispo Edir Macedo. Respeito quem compra esse tipo de obra, mas também respeito quem questiona o destaque que esse tipo de literatura tem em nosso país ainda hoje. A lista dos Top Ten dos best-sellers das livrarias brasileiras é completada por obras de youtubers, livros de autoajuda, publicações dirigidas aos adolescentes e títulos eróticos. No meio dessa avalanche de gosto questionável, temos, surpreendentemente, um clássico da literatura francesa. Vai entender os hábitos de leitura dos brasileiros, hein?! Confira a lista dos livros mais vendidos no Brasil em 2015, segundo o Publishnews: 1) “Jardim Secreto” (Sextante) - Johanna Basford (Escócia) – 719 mil unidades vendidas 2) “Floresta Encantada” (Sextante) - Johanna Basford (Escócia) – 485 mil unidades vendidas 3) “Philia” (Principium) - Padre Marcelo Rossi (Brasil) – 446 mil unidades vendidas 4) “Nada a Perder 3” (Planeta do Brasil) - Edir Macedo (Brasil) – 316 mil unidades vendidas. 5) “Muito Mais que 5inco Minutos” (Paralela) - Kéfera Buchmann (Brasil) – 197 mil unidades vendidas 6) “Ansiedade - Como enfrentar o mal do século” (Saraiva) - Augusto Cury (Brasil) – 184 mil unidades vendidas 7) “Grey” (Intrínseca) - E. L. James (Inglaterra) – 174 mil unidades vendidas 8) “O Pequeno Príncipe” (Agir) - Antoine Saint-Exupéry (França) – 152 mil unidades vendidas 9) “Eu Fico Loko” (Novas Páginas) - Christian Figueiredo de Caldas (Brasil) – 137 mil unidades vendidas. 10) “Não Se Apegue, Não” (Intrínseca) - Isabela Freitas (Brasil) – 135 mil unidades vendidas Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você se interessa por informações do mercado editorial, deixe aqui seu comentário. Para acessar outras notícias dessa área, clique em Mercado Editorial. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook.
- Livros: Inverdades - Os contos de André Sant'anna sobre os vícios dos famosos
Ontem, li uma coletânea de contos curiosa. "Inverdades" (7 Letras) é o livro de André Sant'anna que aborda com sagacidade os mais populares vícios humanos: bebidas, drogas, sexo e poder. Ao inserir personalidades reais e conhecidas do grande público (músicos, políticos, jogadores de futebol, atores, dramaturgos, etc.) em situações fictícias e extremamente delicadas, o autor consegue imprimir, ao mesmo tempo, drama e humor a acontecimentos que poderiam muito bem ter se passado no mundo real, mas pertencem exclusivamente ao universo da literatura. Exatamente por essa linha tênue, o escritor explica ironicamente no prefácio: "Qualquer semelhança com fatos reais, neste livro, é mera coincidência. As pessoas citadas não existem e nunca existiram. Eu também não existo". Publicado em 2009, "Inverdades" é o quinto livro de André Sant'Anna. Além de escritor, André trabalha como publicitário e roteirista. Por muitos anos, ele também foi músico e compositor. Contrabaixista da banda carioca "Tal e Qual" nas décadas de 1980 e 1990, André Sant'Anna passou a se dedicar efetivamente à literatura após sua saída do grupo. Suas três primeiras obras foram "Amor" (Oito e Meio), de 1998, "Sexo" (7 Letras), de 1999, e "Amor e Outras Histórias" (Cotovia), de 2001. Filho de Sérgio Sant'anna, um dos contistas mais famosos da segunda metade do século XX e autor de obras-primas como "Senhorita Simpson" (Companhia das Letras) e de "O Sobrevivente" (Edições Estória), André parece ter herdado o talento do pai. "Inverdades" possui 15 contos distribuídos em 66 páginas. "Lula, Lá, de Novo" é a primeira narrativa da obra. Nessa história, acompanhamos o Presidente da República no Réveillon entre o primeiro e o segundo mandato. Na festa, ele se encontra com seus principais adversários na campanha eleitoral e com antigos amigos da época do sindicato. "Só os Fenômenos São Felizes" mostra a primeira vez em que Ronaldo Fenômeno, ainda um garoto pobre e desconhecido do subúrbio fluminense, se encontrou com Daniela Cicarelli, uma famosa modelo. Em "A Mulher Mais Doidona e Inteligente do Planeta", temos uma curiosa projeção da vida de Marilyn Monroe se ela não tivesse morrido prematuramente aos 36 anos de idade. "Um Brinde à Paz" retrata a visita de George W. Bush a um pub londrino. O presidente norte-americano fica bêbedo e conversa animadamente com outro cliente do estabelecimento, um rapaz muçulmano. Em "Bitches Brew", o quinto conto do livro, temos uma curiosa conversa entre Duke Ellington e Miles Davis em um cemitério. Os dois músicos já falecidos cogitam recrutar um novo integrante para sua banda. "Você Já Experimentou" mostra os detalhes da última noite da vida do guitarrista Jimi Hendrix. A única coisa que ele queria era experimentar novos sons, mas foi impedido pelos fãs. "Nothing Is Real" retrata a visita dos Beatles ao Palácio de Buckingham. Enquanto aguardam a cerimônia em que serão apresentados à família real, os meninos de Liverpool conversam sobre drogas e sexo. Em "Bird e Algo", temos o dilema de Charlie Parker: ser um grande músico e viver drogado ou ser um homem sóbrio sem a magia da música? "Simpatia Pelo Demônio" mostra ao leitor o dia em que Luciana Gimenez e Mick Jagger se conheceram. "Quem Ele Pensa Que É?", o décimo conto de "Inverdades", aborda um famoso show de João Gilberto na perspectiva do músico e de alguns famosos que estavam na plateia naquela noite. "She's Leaving Home" é a carta de Sandy aos pais. A jovem cantora resolveu fugir com um amor misterioso. Cansada da vida de estrela, ela desistiu da carreira artística. "Eu Te Amo" aborda a vida de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Tim Maia no Rio de Janeiro antes da fama. O trio fazia músicas para aplacar a dor por não ser amado pelas mulheres desejadas. "Gases" faz uma relação entre "O Casamento", romance de Nelson Rodrigues, de 1966, e a rotina de um escritor no século XXI. "O Povo Estava Todo Lá" é uma crônica bem-humorada do que se passa em um camarote do Carnaval do Rio de Janeiro frequentado por celebridades. E no "O Fim" temos novamente as divagações de Luís sobre o tempo em que ele passou no cargo de presidente do Brasil. "Inverdades" é um livro com poucas páginas e de uma leitura extremamente rápida. É possível concluí-lo em cerca de uma hora. O que mais gostei nesta obra foi o seu humor inteligente. André Sant'anna diverte e comove o leitor ao apresentar personalidades famosas em situações corriqueiras e tensas. Todos os protagonistas dos contos são pessoas abaladas por um tipo de vício. A mistura de realidade e ficção nos faz perguntar na maioria das vezes: isso é verdadeiro ou não? O livro de André é um retrato nu e cru das patologias humanas. Os diferentes vícios (sexo, drogas, álcool, poder, etc.) são descritos por pessoas inseridas no mundo artístico. O glamour de viver sobre os holofotes da mídia e a tensão de estar sob constante julgamento do público cobram, por vezes, um preço salgado de mais: o surgimento de patologias e de fixações. De perto, nenhum artista parece normal (e quem é normal de perto, hein?). Gostei muito deste livro. André Sant'anna é sagaz ao trazer personagens e fatos extraídos de jornais e revistas para o universo da ficção. Com uma pitadinha de literariedade, episódios do mundo das celebridades entram nas páginas dos contos com força e graça. "Inverdades" é muito engraçado e comovente. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #AndréSantanna #LiteraturaBrasileira #LiteraturaContemporânea #ColetâneadeContos
- Filmes: Alvin e os Esquilos na Estrada - O novo sucesso da garotada
Neste final de semana, fui assistir a um filme com o meu afilhado de sete anos, o Luquinhas. A opção dele foi por “Alvin e os Esquilos na Estrada” (Alvin And The Chipmunks - The Road Chip: 2015). Pela expectativa dele até parecia que estávamos diante de um novo filme de Woody Allen, de Pedro Almodóvar ou de Quentin Tarantino. Pelo visto, o tal “Alvin e os Esquilos” fazem um enorme sucesso entre a garotada. Admito a surpresa pois ainda não tinha tido a oportunidade de ver nenhum dos longas-metragens dessa série (talvez, precise passar mais tempo com o Luquinhas). O sucesso dessa franquia está nos números: cada filme dos esquilos gera em média US$ 300 milhões para seu estúdio. Essa é uma história trazida da televisão. Sucesso na década de 1960, os graciosos e divertidos esquilos ganharam as telas dos cinemas pela primeira vez em 2007. Desde então são frequência constante nas telonas durante as temporadas de verão. “Alvin e os Esquilos na Estrada” é um filme bem legal. Apesar de desconhecer as personagens e os demais episódios, rapidamente compreendi o enredo (ou seja, não é necessário ter conhecimentos prévios das tramas passadas). Nessa história, Dave (Jason Lee) decide viajar com a namorada Samantha (Kimberly Williams-Paisley) para Miami e deixa o trio de esquilos, Alvin, Simon e Theodore em casa sob os cuidados de uma vizinha (Jennifer Coolidge) e do filho encrenqueiro de Samantha, Miles (Josh Green). Antes da viagem, porém, o trio de esquilos descobre um presente que Dave dará a namorada durante o passeio: um anel. Rapidamente, eles compreendem que Dave, enfim, está próximo de deixar a solteirice. Afinal, ele irá pedir Samantha em casamento. Para evitar que isso aconteça, Alvin, Simon e Theodore se unem a Miles e o grupo parte em uma viagem clandestina para Miami afim de atrapalhar os planos de Dave. E aí começam as confusões. Se os esquilos em casa já são capazes de aprontar os maiores tumultos (a festa surpresa que sai do controle no início do filme já um bom indicativo disso), imagine o que eles são capazes de aprontar em uma viagem interestadual! O longa-metragem do diretor norte-americano Walt Becker é leve e divertido. Os efeitos visuais são aceitáveis e não prejudicam a produção. A trilha sonora, recheada de músicas pop e de rap, agradam aos ouvidos menos puritanos e dispostos a uma batida mais comercial. O único aspecto negativo, a meu ver, é a forma caricata na qual o vilão da trama foi constituído. Não me parece muito verossímil um agente aeroportuário (Tony Hale) ter uma fixação por prender os esquilos a ponto de fazê-lo viajar pelo país a procura do trio de roedores. A atuação de Hale também é um pouco exagerada (porém, compatível com uma comédia infantil em que o vilão precisa ser retratado em tintas fortes). Tirando esse detalhe, “Alvin e os Esquilos na Estrada” é um bom produto para as crianças e para as famílias. Juro que fazia tempo que não via o Luquinhas tão concentrado, com os olhos fixos na tela. Pode parecer engraçado, mas agora quem está na expectativa do próximo lançamento da série “Alvin e os Esquilos” sou eu. Com certeza levarei meu companheiro mirim para uma sessão de cinema destas. Sabe que assistir a uma aguinha com açúcar de vez em quando é muito legal! Veja o trailer de “Alvin e os Esquilos na Estrada”: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #WaltBecker
- Premiações: Oscar 2016 - E os vencedores são...
Na 88ª premiação da Academy Awards, realizada na noite de ontem no Teatro Dolby em Los Angeles, conhecemos os vencedores das 24 categorias. Confira todos os ganhadores da estatueta mais desejada do cinema norte-americano: Melhor Filme: "Spotlight: Segredos Revelados" (Spotlight: 2015) Melhor Diretor: Alejandro G. Iñárritu – "O Regresso" (The Revenant: 2015) Melhor Atriz: Brie Larson – "O Quarto de Jack" (Room: 2015) Melhor Ator: Leonardo DiCaprio – "O Regresso"(The Revenant: 2015) Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander – "A Garota Dinamarquesa" (The Danish Girl: 2015) Melhor Ator Coadjuvante: Mark Rylance – "Ponte dos Espiões" (Bridge of Spies: 2015) Melhor Roteiro Adaptado: "A Grande Aposta" (The Big Short: 2015) Melhor Roteiro Original: "Spotlight: Segredos Revelados" (Spotlight: 2015) Melhor Canção Original: "Writing on the Wall" – "007 Contra Spectre" (Spectre: 2015) Melhor Animação: "Divertida Mente" (Inside Out: 2015) Melhor Documentário em Longa-Metragem: "Amy" (Amy: 2015) Melhor Filme Estrangeiro: “Filho de Saul" (Saul Fia: 2015) - Hungria Melhor Fotografia: "O Regresso"(The Revenant: 2015) Melhor Figurino: "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mad Max: Fury Road: 2015) Melhor Documentário em Curta-Metragem: "A Girl in the River: The Price of Forgiveness" (2015) Melhor Montagem: "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mad Max: Fury Road: 2015) Melhor Maquiagem e Cabelo: "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mad Max: Fury Road: 2015) Melhor Mixagem: "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mad Max: Fury Road: 2015) Melhor Trilha Sonora: “Os 8 Odiados" (The Hateful Eight: 2015) Melhor Animação em Curta-Metragem: "A História do Urso" (2015) Melhor Curta-Metragem: "Stutterer" (2015) Melhor Edição de Som: "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mad Max: Fury Road: 2015) Melhores Efeitos Vistuais: "Ex_Machina: Instinto Artificial" (Ex Machina: 2015) Melhor Direção de Arte: "Mad Max: Estrada da Fúria" (Mad Max: Fury Road: 2015). Que tal este post e o conteúdo do Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para acessar os demais posts desta coluna, clique em Premiações e Celebrações. E aproveite para curtir a página do blog no Facebook. #Oscar #Cinema #Filmes #Premiação
- Recomendações: Retrospectiva - Melhores exposições do Bonas Histórias em 2015
No post de hoje, vamos à quinta e última parte da Retrospectiva de 2015 do Bonas Histórias. Se até aqui já listamos os 10 melhores livros, as 5 melhores peças teatrais, os 5 melhores restaurantes e os 10 melhores filmes analisados pelo blog no ano passado, agora vamos apresentar as 5 melhores exposições visitadas em 2015. Assim, completamos, na coluna Recomendações, a listagem com as 35 atrações mais legais conferidas no ano passado no Bonas Histórias. Veja o que foi destaque no universo das exposições. Melhores exposições visitadas e comentados em 2015: 1) Casa Cor 2015 - Jockey Club 2) Leonardo da Vinci - A Natureza da Invenção - Galeria de Arte do CC FIESP - Ruth Cardoso 3) Kandinsky Tudo Começa Num Ponto - Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP) 4) Picasso e a Modernidade Espanhola - Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-SP) 5) Ocupação Elomar - Itaú Cultural Gostou deste post do Bonas Histórias? Para acessar a lista completa dos melhores livros, filmes, peças teatrais e exposições dos últimos três anos, clique em Recomendações. E não se esqueça de deixar aqui seus comentários sobre o conteúdo do blog. Siga também a página do Bonas Histórias no Facebook. #Retrospectiva #Exposição #Mostra #Pintura #Fotografia #ArtesPlásticas
- Filmes: Duelo em Monterey - Faroeste inovador da década de 1950
Sexta-feira, assisti ao filme "Duelo em Monterey" (Gun Battle at Monterey: 1957). Este faroeste foi a principal produção da dupla de diretores Sidney Franklin Jr. e Carl K. Hittleman. O roteiro ficou a cargo de Lawrence Resner. O elenco contava com Sterling Hayden, Ted de Corsia, Lee Van Cleef e Pamela Duncan. Os dois pontos que mais me chamaram a atenção neste longa-metragem foi seu roteiro enxuto e ágil e o desfecho aberto e surpreendente. Ou seja, trata-se de um filme bem inovador para a década de 1950. "Duelo em Monterey" começa com a dupla de assaltantes formada por Jay Turner (interpretado por Sterling Hayden) e Max Reno (Ted de Corsia) fugindo após a realização de um grande roubo. Os criminosos escondem-se em uma caverna no litoral para despistar os policiais. Enquanto aguardam as coisas se acalmarem, Reno começa a fazer novos planos para a dupla. Por outro lado, Turner está feliz com o dinheiro adquirido naquele assalto. Ele deseja interromper a vida de crimes. Ao saber da intenção do parceiro em desfazer a dupla, Reno fica nervoso e dá três tiros nas costas de Turner. Em sua visão, o fim da parceria criminosa é uma traição que ele não aceita. Vendo o amigo estatelado no chão, Reno se apropria do dinheiro do companheiro e parte para o Velho Oeste para empreender, deixando Turner morrer sozinho. A sorte de Turner é que Maria (Pamela Duncan), uma jovem mexicana da localidade, vê o rapaz caído e corre para socorrê-lo. Após semanas de tratamento, a moça e seu pai conseguem salvar o homem baleado. Uma vez recuperado, Jay Turner parte atrás de Max Reno para se vingar. Contudo, ele não deseja simplesmente matar seu algoz. Turner prometeu para Maria, seu grande amor, que ele não iria sujar suas mãos de sangue. Por isso, ele desenvolve um plano elaborado de vingança que surpreende o antigo parceiro. "Duelo em Monterey" é dinâmico e enxuto. Em pouco mais de uma hora, o expectador vê todo o desenvolvimento da trama. O roteiro é ágil, não dando espaço para diálogos desnecessários e cenas dispensáveis. Os poucos personagens também ajudam a condensar a trama no núcleo principal. Essas características tornam o filme agradável e acelerado. A grande inovação do roteiro está em seu final. O longa-metragem caminha de maneira previsível até as suas duas últimas cenas. Aí acontece algo que surpreende o expectador (fique tranquilo que nunca conto o spoiler). Não é incomum as pessoas que estão assistindo ao filme levarem um susto com o desfecho. Há quem fique incrédulo ou não entenda nada. O mais curioso é que este final é bastante divertido (e controverso). O roteirista obviamente explora a comicidade da opção escolhida para o encerramento da história. "Duelo em Monterey" é um filme muito interessante exatamente pelas suas duas características principais: roteiro enxuto e ágil e final surpreendente e aberto. Estes elementos não são comuns de serem encontrados em produções de faroeste da década de 1950. Por isso, o longa-metragem se torna tão incrível. Gostei muito dele! O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #SidneyFranklinJr #CarlKHittleman #LawrenceResner
- Livros: Um Gato de Rua Chamado Bob – A comovente história de James Bowen
Há aproximadamente dois anos, meio por acaso, li “Um Gato de Rua Chamado Bob” (Novo Conceito). O livro é sobre a vida do artista de rua James Bowen e sua amizade com Bob, um gatinho de estimação. Entre 2013 e 2014, eu costumava viajar a trabalho pelo país e usava as livrarias dos aeroportos como fonte de referência de leitura. Foi assim que comprei esta obra na Laselva de Cumbica. Naquela oportunidade, fui influenciado mais pela capa do que pelo conhecimento prévio sobre o título ou sobre o autor. Afinal de contas, quem é que resiste a um lindo gatinho laranja com um cachecol amarrado em seu pescoço na capa do livro, hein?! Durante o trajeto de ida de São Paulo a Maceió, onde passei uma semana visitando faculdades locais (esse era o meu trabalho na época), acabei devorando esta publicação. Gostei tanto dela que, neste comecinho de ano, a reli para produzir um post para o Blog Bonas Histórias. E mais uma vez fiquei impressionado positivamente com esta leitura. Sua história é realmente excelente! Publicado em 2012 na Inglaterra, “Um Gato de Rua Chamado Bob” se transformou em pouco tempo em best-seller em seu país natal. O livro permaneceu por mais de 70 semanas no topo dos mais vendidos do Sunday Times, o jornal dominical de maior circulação no Reino Unido. A obra foi traduzida para algumas dezenas de idiomas, sendo lançada nos quatro cantos do planeta. Em muitos lugares, como nos Estados Unidos, ela também virou best-seller. Antes de virar livro, a história de James Bowen e de seu gatinho foi publicada em uma pequena reportagem de um jornal londrino em setembro de 2010. Mary Pachnos, uma agente literária que ficou famosa por publicar “Marley & Eu” (Harpercollins Brasil), obra de John Grogan sobre seu cãozinho de estimação, leu a notícia e se interessou pela trama. Ela procurou James Browen e intermediou o encontro dele com o escritor Garry Jenkins. Estava selada a parceria que resultaria no livro. Browen contou a Jenkins sua história com Bob. O escritor produziu o texto e Mary Pachnos arrumou uma editora para publicá-lo. “Um Gato de Rua Chamado Bob” recebeu, em novembro de 2012, o Book Awards do Reino Unido como a melhor obra não ficcional na categoria popular. Em março de 2014, foi considerado um dos livros mais inspiradores para os adolescentes. E, em 2015, um filme com a história de James Browen e Bob começou a ser gravado em Londres. A expectativa é que o longa-metragem seja lançado ainda neste ano na Europa e nos Estados Unidos. O enredo de “Um Gato de Rua Chamado Bob” começa na primavera de 2007. James Browen é um rapaz de quase trinta anos que vive de maneira um tanto caótica em Londres. Morando em um pequeno apartamento alugado em Tottenham, ele ganha a vida fazendo apresentações musicais nas ruas do centro da cidade. Assim, consegue arranjar uns trocados, apesar de ter de se sujeitar aos perigos e à violência das ruas. James também está passando por tratamento clínico para largar o vício em heroína. Depois de viver muitos anos como morador de rua, a rotina do rapaz é agora solitária e sem muitas perspectivas. Sem falar há muito tempo com a família, James Browen é visto por si mesmo e pelas pessoas ao seu redor como um desajustado, que vive a mendigar dinheiro por Londres. A vida de James sofre uma reviravolta quando, em uma noite, ele retorna para seu apartamento e dá de cara com um gatinho laranja em sua porta. O bichinho aparentemente não tem dono e insiste em permanecer ali. Depois de alguns dias, o músico amador abre a porta de casa e adota o gato. Bob, como o animalzinho é chamado, passa a viver com James, se transformando em seu melhor amigo. A dupla se torna inseparável. Aonde um vai, o outro acompanha. Adotar Bob representou uma mudança significativa na vida de James Browen. O rapaz inconsequente, drogado e despreocupado em relação ao futuro desapareceu de um dia para o outro. E quem passa a existir é um rapaz trabalhador, saudável e maduro. Ter ganhado a companhia de um gato e ter adquirido a responsabilidade de cuidar de um animalzinho de estimação abriu portas na vida de James que nem mesmo ele poderia ter imaginado. As pessoas se tornaram mais tolerantes e amigáveis para com ele. Enquanto James se transformava, Bob também, pouco a pouco, foi mudando, deixando de ser um bicho tão selvagem. A união da dupla representou a salvação de ambos. “Um Gato de Rua Chamado Bob” é um livro de memórias com aproximadamente 240 páginas. É possível lê-lo em uma única tarde ou em duas noites consecutivas. Sua história é inspiradora, sua narrativa é agradável e seu texto é bastante dinâmico. O que mais devemos esperar de um bom livro, hein? Tão surpreendente quanto a beleza da história é a maneira como sua narrativa foi construída. Repare no desenvolvimento dos conflitos! A obra é uma aula prática para os novos escritores de como criar e manter a tensão narrativa do início ao fim. Garry Jenkins soube extrair os pontos mais dramáticos da história de James Browen e de Bob, pontuando sistematicamente os capítulos com conflitos a serem superados pelos protagonistas. Até mesmo nos momentos em que tudo parece estar dando certo, algo de trágico acontece, podendo arruinar tudo. De tão bem escrito, a história de “Um Gato de Rua Chamado Bob” até parece um produto ficcional. Entretanto, o livro é baseado sim em uma história real. Não há nada mais forte e sensível do que uma boa trama verídica. Outro ponto que adorei nesta obra foi a inversão de perspectivas sociais. Como em um bom romance de Jorge Amado, os protagonistas são figuras simples e desprezadas pela sociedade. James Browen é um ex-morador de rua e alguém que ainda luta para largar o vício das drogas. E Bob é um simples gatinho de rua, com hábitos e comportamentos ainda selvagens. Os dois se mostram frágeis diante das duras engrenagens sociais de uma nação capitalista. Sem o apoio mútuo, a dupla de personagens não resistiria muito tempo em condições tão adversas. Por outro lado, os vilões são os policiais, as autoridades e as pessoas bem-sucedidas que passam apressadas pelas calçadas e pelas estações de metrô sem ajudar os mais necessitados. O mundo parece olhar para James e Bob com olhos mesquinhos e agressivos. Curiosamente, não encontrei em “Um Gato de Rua Chamado Bob” alguns excessos melodramáticos presentes, por exemplo, em “Marley & Eu”. Se no livro de Grogan o protagonista é o cachorrinho endiabrado, neste o personagem principal não deixa de ser James Browen em nenhum instante. Adorei isso. As alegrias e as tristezas dele com seu gato conferem um sentimentalismo na medida certa à obra, sem excessos ou apelos exagerados. Bob é uma personagem central da história, mas sua trama ainda sim perde em força dramática quando colocada ao lado da incrível trajetória de vida de seu proprietário. “Um Gato de Rua Chamado Bob” é um dos livros mais bonitos e sensíveis que li nos últimos anos. Realmente, trata-se de uma publicação de excelente qualidade narrativa e dramática. Admito ter virado fã de James Browen e de Bob. Sinceramente, estou com muita vontade de ver o filme sobre a dupla que será lançado no final deste ano. Na certa, correrei para a sala de cinema assim que o longa-metragem estiver disponível no circuito nacional. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #JamesBowen #MaryPachnos #GarryJenkins #LiteraturaInglesa #Biografia #Memórias #LiteraturaContemporânea
- Filmes: Febre de Bola - A paixão de Hornby pelo futebol
Um dos livros que mais gostei de ter lido na minha adolescência foi "Febre de Bola" (Companhia das Letras) de Nick Hornby. Nesta autobiografia publicada inicialmente em 1992, o autor inglês narra sua experiência como torcedor do Arsenal. Filho de pais separados, Nick tinha pouco contato com o pai e nenhuma afinidade com ele em sua juventude. Isso durou até o garoto ser levado pela primeira vez ao estádio para ver a equipe vermelha de Londres. O amor pelo time foi imediato, assim como a construção de uma intimidade com o pai, que duraria para sempre. Nick Hornby conta no livro as principais partidas que assistiu e as maiores emoções vivenciadas nas arquibancadas, em uma época aonde ir a um estádio de futebol na Inglaterra era coisa de maluco. Estou contado esta história porque nesta semana assisti ao filme "Febre de Bola" (Fever Pitch: 1997), adaptação ao cinema do livro de estreia de Hornby no mercado editorial. O longa-metragem inglês contou com a participação do próprio autor na produção do roteiro. Dirigido por David Evans e estrelado por Colin Firth, um dos principais atores ingleses na década de 1990, o filme não teve grande êxito comercial. Nesta adaptação, conhecemos Paul Ashworth (interpretado por Colin Firth), um professor de literatura trintão. Ele vive como se fosse um adolescente, o que o torna muito popular e querido entre os alunos na escola onde trabalha. Fanático por futebol, a vida de Paul gira em torno do seu time do coração. Ele viaja pela Inglaterra para acompanhar sua equipe e não mede esforços para estar ligado à paixão pelo futebol. Este estilo de vida se torna um problema quando o professor começa a namorar Sarah Hughes (interpretada por Ruth Gemmell), uma colega sua na escola. Sarah odeia futebol e tudo o que é relacionado a este esporte. A moça não aceita o que considera uma grande infantilidade do namorado, podando sua paixão pelo esporte mais popular do mundo. Aí, Paul precisará se decidir por um dos seus amores: a namorada ou o time do coração. Pelo visto, com os dois, o professor não poderá ficar. O roteiro do filme é interessante - tanto que em 2005, esta trama serviu de inspiração para um filme hollywoodiano chamado "Amor em Jogo" (Fever Pitch: 2005) em que o foco da paixão do protagonista era o baseball e não o futebol. Porém, não gostei da execução do filme. O longa-metragem inglês se arrasta interminavelmente por falta de ação, algo que não acontece no livro. Além disso, a tentativa de recriação do ambiente dos estádios de futebol não foi exitosa (algo que o livro consegue fazer de maneira magistral). Sem este elemento, o filme perde grande parte de sua graça e charme. Você pode alegar que um fã do livro normalmente tem dificuldades de apreciar a versão cinematográfica da sua obra literária favorita. Ok. Concordo com este ponto de vista. Entretanto, ressalto, o filme é mesmo muito fraco. Ele não tem emoção e os personagens são apagados. Você não torce por Paul, nem acha graça nas desavenças dele com Sarah. Tudo ali é um pouco deprimente. Talvez, o que mais estranhei, além da falta de uma emoção verdadeiramente futebolística, é a ausência do humor negro (inglês) de Nick Hornby. Seu roteiro não conseguiu captar esta essência do livro, que era muito bem-humorado. Com 102 minutos, "Febre de Bola" cansa o expectador antes de completar meia hora. Sinceramente, não aconselho sua visualização. Se você quiser conhecer mais sobre essa história, vá até o livro. Ele é muuuuuuuuuuito melhor. Veja o trailer deste longa-metragem: O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #NickHornby #DavidEvans
- Recomendações: Retrospectiva - Melhores filmes do Bonas Histórias em 2015
A Retrospectiva de 2015 do Bonas Histórias chega, hoje, ao seu quarto episódio (dos cinco programados). Depois de listarmos os 10 melhores livros, as 5 melhores peças teatrais e os 5 melhores restaurantes analisados ao longo do ano passado pelo blog, a ideia agora é apresentarmos os 10 melhores filmes assistidos e comentados em 2015 no Bonas Histórias. Aí, vão faltar apenas as 5 melhores exposições visitadas para termos o quadro completo com as 35 atrações mais legais do ano passado que vão compor a coluna Recomendações. Confira os destaques do cinema de 2015! Melhores filmes vistos e comentados em 2015: 1) "Boyhood - Da Infância à Juventude" (Boyhood: 2014) - ESTADOS UNIDOS - Richard Linklater 2) "Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância" (Birdman: 2014) - ESTADOS UNIDOS - Alejandro González Iñárritu 3) "Que Horas Ela Volta?" (Que Horas Ela Volta?: 2015) - BRASIL - Anna Muylaert 4) "As Férias do Pequeno Nicolau" (Les Vacances du Petit Nicolas: 2014) - FRANÇA - Lauent Tirard 5) "Whiplash - Em Busca da Perfeição" (Whiplash: 2014) - ESTADOS UNIDOS - Damien Chazelle 6) "O Abutre" (Nightcrawler, 2014) - ESTADOS UNIDOS - Dan Gilroy 7) "No Coração do Mar" (In the Heart of the Sea: 2015) - ESTADOS UNIDOS - Ron Howard 8) "Kingsman - O Serviço Secreto" (Kingsman - The Secret Service: 2015) - ESTADOS UNIDOS - Matthew Vaughn 9) "O Ciclo da Vida" (Fei Yue Lao Ren Yuan: 2012) - CHINA - Zhang Yang 10) "Homem Irracional" (Irrational Man: 2015) - ESTADOS UNIDOS - Woody Allen Gostou deste post do Bonas Histórias? Para acessar a lista completa dos melhores livros, filmes, peças teatrais e exposições dos últimos três anos, clique em Recomendações. E não se esqueça de deixar aqui seus comentários sobre o conteúdo do blog. Siga também a página do Bonas Histórias no Facebook. #Retrospectiva
- Filmes: Boneco do Mal - Era para ser, mas não foi...
Os principais críticos dos filmes de terror costumam dizer: as histórias sempre giram ao redor do mesmo tema (uma casa mal-assombrada, um boneco maligno ou um espírito malvado), a maioria desses filmes provocam mais risadas do que medo e, por fim, o desfecho das tramas são sempre frustrantes. Como um bom apreciador dos longas-metragens desse gênero, costumo alegar que nem sempre é assim (apesar de internamente concordar com esses apontamentos). Como posso explicar que gosto deles mesmo assim? Impossível! Por que estou falando sobre isso? Porque no final do ano passado fiquei muito impressionado com o trailer do filme “Boneco do Mal” (The Boy: 2016). Achei que essa produção poderia ser uma das melhores de 2016, apesar de possuir alguns clichês (olha mais uma história de um boneco maligno aí, gente!). O que mais chamou minha atenção foi a forma como a história se mostrava (sua inovação estava exatamente aí). Por isso, fui no último final de semana ao cinema para assisti-lo antes que ele saísse de cartaz. “Boneco do Mal” foi dirigido por William Brent Bell, jovem diretor e roteirista norte-americano especializado em filmes de terror. No papel principal temos a bela Lauren Cohan, mais conhecida pelos papéis pontuais em seriados televisivos (“Chuck”, “The Walking Dead” e “Law & Order”). Como coadjuvantes temos os experientes Jim Norton e Diana Hardcastle, além do jovem Rupert Evans. A história desse filme é sobre a contratação de uma babá norte-americana para cuidar de uma criança de 8 anos. Greta (Lauren Cohan) se muda para a casa dos patrões localizada em um pequeno povoado no interior da Inglaterra. Logo de cara dois acontecimentos surpreendem a moça. Ao invés de uma criança, o filho dos patrões é um boneco. Ao conhecer seu cliente, Greta ri achando que o casal de idosos que a empregou está debochando dela. Não, eles não estavam. Eles tratam o boneco como se fosse seu filho. Na sequência, vendo que o filho gostou da nova babá (afinal ela era jovem e bonita, diferente das anteriores), o casal comunica que sairá de viagem. Assim, Greta fica sozinha com a criança/boneco. A ordem dada para ela é simples: siga as 10 regras estipuladas que não haverá problema. Entre as regras estão coisas simples como ler livros para a criança, deixá-la ouvir música, alimentá-la, não cobrir sua cabeça... Ao desrespeitar as ordens passadas pelos patrões (afinal, quem aguenta tratar um boneco como um ser vivo?), a jovem babá é alvo de uma série de eventos inexplicáveis que transformam a estada dela naquela casa em um inferno. Rapidamente ela percebe que o boneco possui vida própria e que não permitirá que ela viole as regras estabelecidas na lista. O único que poderá ajudar a moça é o Malcolm, o rapaz da entrega dos mantimentos, que visita periodicamente a residência. Apesar de ser uma história de um boneco do mal, você precisa concordar comigo que o enredo é muito bom e tem um toque de originalidade. Se não se convenceu disso, assista a baixo o trailer que disponibilizei: Realmente a primeira metade do filme é muito boa. Lauren Cohan está muito bem e convincente em seu primeiro papel de protagonista. Rupert Evans (intérprete de Malcolm) também faz um bom par com a moça. A direção de William Brent Bell, neste momento, é impecável. Há cenas muito boas e realmente a tensão fica latente. O suspense só aumenta quando Greta descobre que o boneco tem vida. Fica difícil para ela explicar para Malcolm o que está acontecendo. Na segundo parte do filme, temos a investigação da dupla sobre os reais motivos para os misteriosos acontecimentos. Aí o filme perde um pouco o brilho. O desfecho é um tanto melancólico. O ótimo começo e a alta dose de suspense da primeira metade são jogados fora na conclusão, um tanto óbvia e muito decepcionante. Ao invés de ter visto o melhor filme de terror dos últimos doze meses, acabei vendo o melhor início de filme de terror desse período. Se você precisar sair da sala de cinema com pouco mais de uma hora de filme, saia tranquilo. Quem sabe, você não irá gostar mais desse longa-metragem por ter perdido o final. O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #WilliamBrentBell #LaurenCohan
- Crônicas: Conceituando a Inovação
O conceito de Inovação é amplo e possui muitas definições. Para o mundo dos negócios, Inovação é quando os profissionais, as empresas ou os países conseguem explorar de maneira bem sucedida uma nova ideia, propiciando o aumento significativo de faturamento, a elevação das margens de lucro, a conquista de novos clientes e de mercados consumidores, a resolução de problemas das pessoas, entre outros benefícios. Ou seja, para a Inovação acontecer de fato, não basta ter uma ideia criativa, inventar um novo produto ou um novo serviço ou ter sido o primeiro (pioneiro) a realizar uma determinada proeza. É necessário que os consumidores reconheçam a empreitada como sendo válida e que comprem a proposta ofertada pela organização. Só assim, a Inovação pode ser reconhecida como tal ou ser vista como autêntica. Dessa maneira, a Inovação é compreendida, por muitos profissionais e estudiosos desse tema, como o momento de "conexão" ou a "sinergia" entre a novidade e a vontade do consumidor. Quando o comprador considera aquela empresa como sendo a única capaz de atender à suas necessidades e aos seus desejos e quando ele enxerga determinado produto ou serviço como sendo exclusivo na capacidade de atendê-lo, ele não se importa em pagar a mais para tê-lo nem se importa de esperar para consegui-lo. Nessa hora, a Inovação é consumada e a empresa tem a possibilidade de faturar e lucrar mais. Isso não quer dizer que a Inovação irá aumentar necessariamente o custo da mercadoria ou do serviço inovador. Em muitos casos, a Inovação, quando aplicada nos processos produtivos, acaba tornando o produto mais barato, tanto para o fabricante quanto para o consumidor. Assim, Inovação também pode significar fazer mais barato e de forma mais rápida. Quando pedimos exemplos sobre Inovação, muitas pessoas se lembram imediatamente do iPod, objeto de desejo de muitas crianças e adultos, lançado pela Apple em 2001. Qual elemento torna esse produto tão especial aos olhos dos consumidores? O que tornou o iPod uma referência em Inovação não foi apenas o seu uso, mas uma combinação de design diferenciado, elegância, ergonomia, facilidade de uso e a criação das lojas virtuais iTunes e Apps Store, onde são vendidos músicas, filmes e diversos aplicativos on-line. Assim, o iPod não pode ser considerado um produto pioneiro, afinal antes do seu lançamento já havia no mercado uma grande quantidade de tocadores de MP3. Ele largou, portanto, muito atrás dos demais competidores na corrida pelo gosto dos consumidores. Entretanto, este produto da Apple tem tantas características diferentes e agradáveis aos consumidores que alterou completamente a fórmula de satisfação dos clientes. Rapidamente, ele passou a ser reverenciado e valorizado por uma infinidade de pessoas, alcançando assim a condição de Inovação. Grande parte dos consumidores está disposta a pagar um valor bem superior ao preço praticado pelos concorrentes da Apple só para ter a satisfação de possuir um iPod. A Apple ganhou muito dinheiro com a o lançamento desse produto, o que o consumou a Inovação. Repare que muitos produtos da Apple, a fabricante considerada no mundo todo como uma das empresas mais inovadoras da atualidade, não são os melhores tecnologicamente. O iPad (aparelho usado como e-reader, ou seja, para ver jornais, revistas e livros eletrônicos), o iPhone (telefone celular multiuso, onde é possível, além de fazer ligações telefônicas, mandar e-mails, acessar a Internet, ver a previsão do tempo, consultar mapas, brincar em joguinhos eletrônicos e ouvir músicas) e o iMac (computador pessoal), assim como o próprio iPod, são inferiores a alguns concorrentes no aspecto técnico. Entretanto, os consumidores não pensam assim, desejando avidamente possuir um produto com a marca da Apple. Segundo o Manual de Oslo, editado pela OCED (Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento), uma empresa é inovadora quando implementou ao menos uma inovação no mercado. Podemos estender essa definição e completarmos: uma empresa é inovadora quando aplicou ao menos uma inovação que ainda se mantenha ativa no mercado. Afinal, algo elaborado no passado e que não tenha mais relevância para os consumidores nem seja fator de diferenciação competitiva para a empresa não pode ser considerado como uma inovação nos dias de hoje, apesar de já o ter sido em algum lugar no passado. Assim, para saber se sua empresa é inovadora ou possui elementos inovadores em suas mercadorias e em seus serviços, é preciso recorrer aos consumidores. Se eles correrem avidamente para as prateleiras e comprarem o produto ofertado gerando vultosos lucros para a empresa produtora, temos consumada a Inovação. #ideias
- Recomendações: Retrospectiva - Melhores restaurantes do Bonas Histórias em 2015
Em janeiro, começamos a fazer a Retrospectiva de 2015 do Bonas Histórias. Primeiramente, listamos os 10 melhores livros discutidos no blog em seu primeiro ano de vida. Depois, fizemos o mesmo com as 5 melhores peças teatrais comentadas ao longo dos doze meses do ano passado. Hoje, damos sequência a coluna Recomendações com a listagem dos 5 melhores restaurantes analisados pelo Bonas Histórias em 2015. Confira os destaques do ano passado do blog! Melhores restaurantes visitados em 2015: 1) On Va Manger - Rua São Miguel, 89 - Bela Vista 2) Primo Basílico - Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1864 - Jardim Paulistano 3) Arcos da Cantareira - Av. Nova Cantareira, 3297 - Tucuruvi 4) Picanha & Beer - Rua João Ramalho, 643 - Perdizes 5) Casinha Mineira - Rua São Carlos do Pinhal, 445 - Bela Vista Ainda neste mês, terminaremos a Retrospectiva com os 10 melhores filmes e as 5 melhores exposições que o blog conferiu. Não perca! Gostou deste post do Bonas Histórias? Para acessar a lista completa dos melhores livros, filmes, peças teatrais e exposições dos últimos três anos, clique em Recomendações. E não se esqueça de deixar aqui seus comentários sobre o conteúdo do blog. Siga também a página do Bonas Histórias no Facebook. #Retrospectiva #Gastronomia #restaurante #Bar #lanchonete #SãoPaulo
















