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  • Livros: Garota Exemplar - O belíssimo thriller de Gillian Flynn

    Li "Garota Exemplar" (Intrínseca) de Gillian Flynn em outubro do ano passado. Gostei tanto deste livro que fiquei com vontade de comentá-lo agora com vocês. Certamente essa obra figurou entre as melhores histórias, por mim lidas, em 2014, ao lado de "Perdido em Marte" de Andy Weir, "O Lado Bom da Vida" de Matthew Quick, "K" de Bernardo Kucinski e "Doze Anos de Escravidão" de Solomon Northup. Ao longo dos meses prometo comentar essas histórias também. O primeiro grande mérito da jornalista Gillian Flynn, autora de "Garota Exemplar", é manter um grande suspense desde as primeiras páginas do livro. Afinal, o que aconteceu com Amy Dunne para ela ter desaparecido misteriosamente de sua casa na cidade interiorana de Missouri justamente no dia de aniversário do seu casamento? O marido, Nick Dunne, fica perplexo com o episódio e telefona para a polícia. O caso do casal que ostentava um casamento perfeito (ambos são muito bonitos, inteligentes e cultos, viveram muitos anos em Nova York e tinham uma relação tranquila) chama a atenção dos demais moradores. Quando os policiais começam a investigar o caso, a culpa pelo sumiço de Amy (teria sido assassinada e seu cadáver ocultado?) recaem sobre Nick. Seria ele mesmo o culpado? Essas dúvidas se prolongam por boa parte do livro, prendendo a atenção do leitor. O segundo ponto positivo desta obra é a dupla narrativa que a escritora confere a trama. Quem conta a história é o marido e a esposa simultaneamente (ele no presente e ela no passado, através da transcrição de um diário escrito antes do seu desaparecimento). Os dois principais personagens de "Garota Exemplar" se revezam na narração de cada um dos capítulos da obra. Assim, temos o ponto de vista dos dois lados da história. Apesar de não ser um recurso totalmente inovador na literatura, essa opção de Gillian Flynn traz mais emoção e suspense à trama. Outro aspecto interessante é o desdobramento tido pela história. Nada do que parece inicialmente se confirma depois. O livro é uma sucessão de surpresas, tanto relacionadas ao marido quanto à esposa. Não há santinhos aqui. Todos têm algo para esconder e para se arrepender. Com isso, o enredo ganha corpo e envergadura. Trata-se de uma excelente história. Depois de tantos elogios (para o início da obra, para o tipo de narrativa escolhida pela escritora e para o desenrolar da trama), era de se imaginar que o final do livro apresentasse uma queda de qualidade. Afinal, não é possível manter um nível de excelência por toda a publicação. E aí surge o ponto mais incrível de "Garota Exemplar". O final é fabuloso! Fazia muito tempo que não presenciava um final de trama tão incrível quanto este. É verdade, ele também é assustador, incômodo e pessimista. Você fecha as páginas desta obra com a sensação de um mau gosto na boca. Muita gente pode não ter gostado, mas eu achei fantástico. Ele foge completamente dos encerramentos tipicamente hollywoodianos dos quais estamos acostumados nas publicações literárias mais comerciais e nas produções cinematográficas convencionais. Esse é o grande mérito das boas obras artísticas: surpreender-nos. Gostei muito de "Garota Exemplar" e recomendo sua leitura. Quem gosta de uma boa história de mistério policial e suspense familiar, gostará com certeza dessa obra. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #GillianFlynn #Livros #Suspense #Thriller #Drama #Romance #RomancePolicial #LiteraturaContemporânea #LiteraturaNorteAmericana

  • Gastronomia: Paleta Mexicana - A novidade deste Verão

    O grande sucesso gastronômico (se podemos dizer assim) desse verão em São Paulo são as paletas mexicanas. Por onde você anda pela cidade, encontra uma franquia (ou mais) de alguma sorveteria deste gênero. Normalmente, esses estabelecimentos estão lotados, principalmente aos finais de semana. Com esse calor e falta de água, não dá para resistir a essas delícias... Para quem não conhece ainda as paletas mexicanas, elas são um tipo de picolé, maiores, mais recheadas e mais saborosas do que a versão tradicional dos nossos sorvetes em palitinho. Elas são produzidas artesanalmente com frutas e ingredientes frescos, conferindo mais sabor e um aspecto mais natural e refrescante ao produto final. Há ótimas e variadas opções, sejam das versões de fruta ou doce. A receita original veio do México, daí seu nome. Não é possível comparar a qualidade deste produto com a dos picolés tradicionais que são vendidos em bares e padarias. As paletas são como carros possantes e potentes enquanto os picolés tradicionais são versões limitadas e populares dos sovertes. Não é justo fazer uma comparação entre as duas mercadorias (ninguém em sã consciência compara um veículo com motor 1.0 com outro 2.0, por exemplo). Admito: fiquei, nos últimos meses, um pouco viciado nas (benditas) paletas. Praticamente as degusto semanalmente. O único problema, a meu ver, é o preço excessivo delas. Em média, uma unidade custa entre R$ 7,00 e R$ 10,00. R$ 10,00 por um sorvete de palito! Não sei se eu que estou a cada dia mais pobre ou se as coisas a minha volta estão ficando com os preços absurdamente altos. Se eu considerava um sorvete como o Magnum da Kibon caro por custar R$ 6,00 (reparem: fiz a comparação com um "senhor" sorvete de palito), o que posso dizer de um com o preço de R$ 10,00?! Às vezes me sinto assaltado. Esse é o único "porém" das paletas. Para quem ficou interessado, aqui vão algumas dicas de lugares e sabores interessantes para serem provados. Paleteria Los Hermanos: os melhores são o de morango com leite condensado e o de banana com nutella. Me Gusta Picolés Artesanais: o de morando com leite condensado também é muito bom, mas aqui meus favoritos são os de melancia e de tangerina. Palexicana Paleteria: os melhores são a Casadinha e o Oreo. Los Primos Paleteria: não deixe de provar o Leite Ninho trufado com Ovomaltine crocante. E Los Paleteiros: o de chocolate belga é simples e incrível. Termino aqui este post porque preciso ir correr no parque. Não sei o motivo, mas preciso emagrecer alguns quilinhos. Ganhei misteriosamente algum peso nas últimas semanas. Coisas da vida. Vai entender... Que tal este post e o conteúdo do Bonas Histórias? Compartilhe sua opinião conosco. Para conhecer as demais críticas gastronômicas do blog, clique na coluna Gastronomia. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #Gastronomia #restaurante #lanchonete #Bar #Sorveteria #SãoPaulo

  • Filmes: O Abutre - A versão moderna de Montanha dos Sete Abutres

    Neste meio de semana, fui ao Cine Sabesp, sala de cinema localizada no bairro de Pinheiros e patrocinada pela estatal paulista, para assistir ao filme "O Abutre" (Nightcrawler: 2014). Antes de falar do filme, preciso comentar um pouco sobre esse espaço não tão conhecido da cidade. Gostei muito do Cine Sabesp. Esta foi a minha primeira (de muitas, acredito eu) visita ao lugar. Ao melhor estilo "cinema de rua", o Cine Sabesp tem uma ampla sala, uma variedade de filmes razoável e uma estrutura agradável. Vale a pena provar, antes ou depois da sessão, o sorvete artesanal da lanchonete/bomboniere do espaço. O único aspecto preocupante é o fim do patrocínio máster da sala de cinema. Pelo que soube dos funcionários do lugar, essa é a última semana da parceria com a empresa de água e saneamento do estado de São Paulo. Só espero que o término deste patrocínio não leve ao fechamento da sala como aconteceu com outros cinemas de rua. O Belas Artes é um exemplo clássico disso, fechando as portas após o fim da parceria com o HSBC - felizmente a Caixa Econômica Federal bancou a reforma do espaço e a reabertura das salas do tradicional centro de cinema de rua de São Paulo no meio do ano passado. Entrando agora no filme assistido: achei espetacular este longa-metragem de Dan Gilroy, diretor norte americano na casa dos cinquenta anos. "O Abutre" é daquelas histórias de ação e suspense que prende o telespectador na cadeira do início ao fim. E após seu término, rende ótimas discussões no caminho de volta para a casa ou na mesa do bar. Para quem é jornalista ou trabalha com comunicação e órgão de imprensa, esse filme é programa obrigatório. Ele é praticamente uma versão moderna de "A Montanha dos Sete Abutres" (Ace in the Hole: 1951). No clássico de Billy Wilder (com atuação fantástica de Kirk Douglas), aborda-se o sensacionalismo do jornalismo e a espetacularização da tragédia humana na sociedade contemporânea. O enredo de "O Abutre" aborda a vida de Louis Bloom (Jake Gyllenhaal em outra atuação soberba - cada vez mais ele se mostra com um dos melhores atores da sua geração, especializando-se em papéis de homens de moral dúbia e transtorno de personalidade), um rapaz que vive de empregos informais na madrugada de Los Angeles. Sem estabilidade financeira e profissional, Louis sonha em poder trabalhar com algo próspero. Estudioso ferrenho dos manuais de autoajuda empresariais (essa obsessão por se tornar um profissional bem sucedido rende ótimos diálogos no filme), ele está ansioso em poder empreender. A vida do jovem muda quando ele presencia a filmagem de uma reportagem sobre um acidente automobilístico ocorrido em sua cidade. Atraído por aquela profissão (filmar tragédias ocorridas na madrugada e sair correndo para vendê-las para as emissoras de televisão cuja batalha por qualquer ponto na audiência está acima de tudo), Louis Bloom começa a aprender o novo ofício. A história vai se desdobrando em episódios cada vez mais sórdidos, colocando em cheque a moral de todos os profissionais que trabalham com o jornalismo marrom (aquele em que se busca o aumento da audiência através da divulgação exagerada de reportagens sem o compromisso com a ética, com o bom senso, com o respeito à sociedade e com a autenticidade dos fatos). Os vinte minutos finais do filme são de prender a respiração. Até onde deve ir o sensacionalismo nos programas de televisão e nas demais mídias? Esse é o debate gerado pelo "O Abutre". Este é o mesmo tema utilizado há mais de sessenta anos pelo filme "A Montanha dos Sete Abutres". Quem adora uma boa trama e uma bela polêmica não pode perder nenhum dessas obras. Uma está nas salas do cinema. A outra pode ser vista em DVD. Veja o traile de "O Abutre": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #JakeGyllenhaal #DanGilroy

  • Exposições: WARM Art Space - A primeira do novo espaço cultural

    Fui nesta segunda-feira conhecer a nova casa de cultura de São Paulo. Inaugurada no final do ano passado, o WARM Art Space, localizado em um casarão totalmente restaurado em Pinheiros (Rua Deputado Lacerda Franco, 462), é um espaço dedicado à arte contemporânea. A proposta do local é expor os trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros. Nessa estreia, a exposição inaugural, chamada de "Primeira", ficou a cargo do curador Tomas Toledo. Fazendo uma síntese da proposta da galeria, Toledo reuniu trabalhos de artistas nacionais (André Sztutman, Bhagavan David, Leonardo Stroka, Janaína Wagner, Suiá Ferlauto, Tchelo, Victor Leguy e Raphael Escobar) e alguns estrangeiros (Carlos Monroy da Colômbia e Sári Ember da Hungria). O resultado da exposição, entretanto, ficou a desejar. Os trabalhos apresentam baixa relevância e um conteúdo pobre. Faltam informações no local para orientar os visitantes sobre a origem das obras expostas e seus significados. As tentativas de interação com o público e os recursos audiovisuais também não foram felizes. Espero que haja uma evolução no conteúdo à medida que novas exposições forem sendo apresentadas. Apesar do resultado da "Primeira" ter ficado abaixo da minha expectativa, o WARM Art Space me deixou uma ótima impressão. O espaço é agradável e bem localizado. A reforma realizada no casarão deixou-o lindo. Há um café no meio da casa para quem deseja dar uma parada durante o agitado dia a dia da cidade de São Paulo. O atendimento dos funcionários do WARM Art Space também ficou bem acima da média dos encontrados em lugares do gênero. Eles parecem estar sempre dispostos a conversar com os visitantes, a explicar o conteúdo das obras expostas e a ajudar no que for preciso. O WARM Art Space fica aberto todos os dias. A exposição "Primeira" irá até o dia 17 de Janeiro. Portanto, você ainda tem uma semana para conferi-la. Gostou deste post e do conteúdo do Bonas Histórias? Deixe sua opinião sobre as matérias do blog. Para acessar as demais análises desta coluna, clique em Exposições. E não se esqueça de curtir a página do blog no Facebook. #TomasToledo #Exposição #Mostra #ArtesPlásticas #Pintura #AndreSztutman #BhagavanDavid #LeonardoStroka #JanainaWagner #SuiaFerlauto #Tchelo #VictorLeguy #RaphaelEscobar #CarlosMonroy #SariEmber #WARMArtSpace

  • Filmes: O Crítico - Outro bom filme argentino

    Minha irmã e minha mãe gostaram tanto de ver comigo "As Férias do Pequeno Nicolau" na Reserva Cultural na semana passada (realmente o filme é ótimo!) que pediram para repetirmos a dose novamente nessa semana. Nada como estar de férias, hein?! Para agradá-las, sugeri o filme "O Crítico" (El Crítico: 2013), uma produção argentina do diretor Hernán Guerschuny. Fomos, então, ao Caixa Belas Artes na Avenida da Consolação hoje à tarde para conferi-lo. O resultado do filme foi um tanto polêmico. Minha mãe não gostou, considerando-o chato e muito parado, principalmente na primeira metade. Ela dormiu na maior parte do tempo. Não sei se o filme era realmente sem graça ou se ela tinha almoçado muito antes da sessão... Minha irmã, por outro lado, gostou. Achou-o engraçado e menos óbvio do que tinha imaginado de início. Eu também gostei bastante. Trata-se de uma comédia romântica muito diferente das do gênero. O longa-metragem argentino brinca com as demais comédias românticas, fazendo várias referências a este tipo de cinema. Ou seja, "O Crítico" venceu a parada por 2 à 1. Nesta trama, Víctor Tellez (interpretado por Rafael Spregelburd, ator portenho desconhecido por mim até então) é um critico cinematográfico solitário, rabugento e muito exigente. Ele odeia comédias românticas e filmes que vão em direção ao senso comum. Seus filmes prediletos são os antigos, os clássicos do cinema. Víctor raramente concede alguma nota elevada para as novas produções avaliadas. Sua vida mal-humorada, amarga e vazia sofre uma radical transformação quando ele conhece a bela Sofía (Dolores Fonzi é a atriz argentina que foi casada por muitos anos com o ator mexicano Gael Garcia Bernal e se parece fisicamente muito com Ana Paula Arósio). Apaixonado por Sofía, Víctor tenta evitar, sem êxito, que sua vida se transforme em um romance convencional, cheio de clichês e de acontecimentos adocicados iguais aos filmes abominados por ele. A experiência com a bela namorada faz o crítico mudar seu ponto de vista sobre os filmes românticos assistidos, surpreendendo o público e os colegas. Achei "O Crítico" um filme interessante. Ele não é tão engraçado como poderia (em relação ao número de risadas, "As Férias do Pequeno Nicolau" ganhou de 7 a 1 dele), é às vezes meio parado, mesmo assim o resultado final é positivo. Cheio de citações sobre produções clássicas da Sétima Arte, ele vai agradar aos mais cinéfilos. Ele também diverte quem gosta e quem não gosta das comédias românticas. O final, meio aberto, permite algumas interpretações distintas. Ainda estou para ver um filme argentino fraco. Saí com esse pensamento do cinema. Mesmo aquela produção que não nos empolga totalmente, está longe de desagradar. Assisti nos últimos meses "Relato Selvagens" (Relatos Salvajes: 2014) e "Sétimo" (Séptimo: 2013) no cinema e assisti em DVD "O Pântano" (La ciénaga: 2001). Minha conclusão: nossos hermanos possuem algumas coisas melhores do que nós, brasileiros. Entre elas estão a carne, os sorvetes, o futebol, o basquete e o cinema. Desculpe os mais nacionalistas, mas preciso me curvar para reconhecer a excelência dos nossos vizinhos nesses produtos gastronômicos, esportivos e culturais. Veja o trailer de "O crítico": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #HernánGuerschuny #CinemaArgentino #ComédiaRomântica #Comédia #Drama #RafaelSpregelburd #DoloresFonzi

  • Livros: O Lado Bom da Vida - O grande sucesso de Matthew Quick

    Neste segundo final de semana do ano, li o livro "O Lado Bom da Vida" (Intrínseca). Esta é a obra mais famosa do escritor norte-americano Matthew Quick. Publicado em 2008, o romance marcou a estreia de Quick na ficção. Até então, o autor nascido, em 1973, na Filadélfia exercia quase que exclusivamente o ofício de professor. Ele ministrava aulas de inglês e de literatura em colégios do segundo grau em Nova Jersey, além de atuar como treinador escolar de futebol e de basquete. O sucesso de "O Lado Bom da Vida" foi estrondoso e, por que não, surpreendente para um escritor novato. O livro permaneceu várias semanas na lista dos best-sellers do jornal New York Times e foi finalista, em 2009, do Prêmio PEN/Hemingway, concedido ao melhor autor estreante. Na esteira do êxito comercial nas livrarias norte-americanas, o romance teve, em 2012, sua história adaptada para o cinema. O filme homônimo foi lançado com um elenco estrelar: Brandley Cooper, Jennifer Lawrence e Roberto De Niro. A direção e o roteiro ficaram a cargo de David O. Russell, que ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por esta produção em 2013. Com os feedbacks positivos tanto da crítica quanto dos leitores, Matthew Quick resolveu abandonar o magistério e focar na carreira de romancista. Depois de "O Lado Bom da Vida", o escritor lançou mais quatro livros: "Quase uma RockStar", de 2010, "Garoto 21", de 2012, "Perdão, Leonard Peacock", de 2013, e "A Sorte do Agora", de 2014. A Intrínseca, editora detentora dos direitos autorais de Quick no Brasil, programa lançar estes títulos em breve. "Quase uma RockStar", por exemplo, chegará às livrarias nacionais já no próximo mês. Para 2015, é aguardado o lançamento da sexta obra do autor nos Estados Unidos: "Love May Fail" (ainda sem título em português). Apesar da boa aceitação dos novos romances de Matthew Quick, nenhum chegou perto de repetir o sucesso de vendas e de crítica de "O Lado Bom da Vida". Em "O Lado Bom da Vida", temos uma história narrada em primeira pessoa por seu protagonista, Patrick Peoples. Pat, como o rapaz é chamado por todos os familiares e amigos, é um ex-professor de educação física na casa dos trinta anos. Viciado em exercícios físicos, ele adora praticar corridas e fazer musculação, realizando essas atividades várias vezes ao dia. Ele também é um torcedor fanático do Filadélfia Eagles, time de futebol americano. Contudo, o livro começa com Patrick internado em uma instituição psiquiátrica. Foi ali que ele passou os últimos quatro anos de sua vida. Diagnosticado com problemas emocionais, a personagem principal do romance precisou receber um rigoroso tratamento para controlar suas emoções e para minimizar sua agressividade. Convencida que ele pode continuar o tratamento em casa, a mãe de Pat autorizou o regresso do rapaz ao lar da família. Como condição para isso, o paciente precisará continuar tomando seus remédios e deverá visitar semanalmente o psiquiatra Dr. Cliff Patel. Dr. Patel é quem irá avaliar a saúde mental de Pat. Se o ex-professor não se comportar como os médicos esperam, ele voltará a ser internado. Na casa dos pais, Pat sonha em restabelecer o casamento com Nikki, a esposa que precisou abandonar (pelo menos é o que ele acredita) quando entrou no "lugar ruim" (é assim que o narrador chama a instituição psiquiátrica). Para que isso aconteça, Patrick se esforça para ser um novo homem: mais calmo, gentil e amoroso com as pessoas, além de ficar magro e sarado. O problema é que ele não se lembra dos motivos da sua internação forçada nem do que levou ao divórcio com Nikki (período chamado de "tempo separados"). Ainda muito apaixonado pela ex-esposa, Patrick acredita que a vida das pessoas é igual ao roteiro dos filmes (ambos devem terminar sempre com um final feliz) e, por isso, sua história com Nikki está fadada a ter como desfecho o reestabelecimento da união conjugal. Ao lado do time de futebol e dos exercícios físicos, Nikki é a grande fixação do rapaz. Pouco a pouco, o protagonista começa a entender o que aconteceu com ele nos últimos anos. Em sua nova vida, Patrick faz amizade com Tiffany Maxwell, cunhada de seu melhor amigo e sua vizinha. Curiosamente, Tiffany também está passando por tratamento psiquiátrico. Após a perda do marido, a moça enlouqueceu e, assim como Pat, está tentando reconstruir sua vida à base de remédios e de terapia com um especialista. A amizade da dupla vai aumentando gradativamente até torna-se um problema para Pat. Tiffany se apaixonada pelo amigo, além de segui-lo por todos os lugares. Na visão de Patrick, ele não pode ter nada mais do que uma simples amizade com a vizinha. Afinal, ele se considera ainda um homem casado. E ser infiel é algo abominável. O rapaz não entende o porquê de todos a sua volta insistirem que ele deve trair Nikki. "O Lado Bom da Vida" é um romance muito engraçado e comovente. Sua graça começa pela excelente escolha do narrador. Como Patrick Peopes é alguém que está recebendo um tratamento psiquiátrico e não se lembra dos acontecimentos do seu passado, o leitor precisa descobrir junto com o protagonista o que está se passando de fato na vida desta personagem. Com isso, somos surpreendidos com os surtos de fúria do rapaz e sacamos quando as pessoas estão mentindo para Pat. O suspense do livro é descobrir o que levou seu narrador a aquela situação tão delicada. Outra escolha acertada foi a do par romântico de Pat: a destrambelhada e amalucada Tiffany. Ela, em muitos momentos, chega a ser mais louca do que o protagonista. Isso confere ótimas cenas e momentos engraçadíssimos ao livro. Não me recordo de ter lido uma obra literária na qual o casal principal era constituído de duas pessoas com graves problemas psiquiátricos. De forma geral, a construção das personagens é excelente. Apesar de cair, em alguns momentos, no risco da caricatura exagerada, Matthew Quick sabe criar tipos marcantes. Até mesmo as personagens secundárias possuem características fortes e, por vezes, contraditórias, tornando a trama ainda mais rica. Gostei também da intertextualidade literária (Patrick lê e comenta alguns clássicos norte-americanos para agradar Nikki, professora de inglês e de literatura do ensino médio), da inserção do fanatismo futebolístico no enredo (impossível não se recordar de "Febre de Bola", do inglês Nick Hornby) e do linguajar simples e quase infantil da narrativa (Patrick tornou-se quase um adolescente, tendo essa característica marcada em seu texto em primeira pessoa). O final do livro também é interessante. Apesar de um tropeço aqui (conteúdo das cartas pouco verossímil) e outro ali (encontros forçados beirando o improvável), o tom é de surpresa e de grandes revelações. Matthew Quick guarda os principais segredos que alimentam o mistério da trama até os últimos capítulos, deixando o leitor curioso até as últimas linhas. "O Lado Bom da Vida" é aquele tipo de livro com uma pegada comercial, mas feito com inteligência e sensibilidade. Matthew Quick mostra-se um bom romancista, com potencial para frequentar mais vezes a lista dos best-sellers norte-americanos. Gostei tanto do livro que fiquei curioso para assistir a sua adaptação para o cinema. Quem sabe no próximo final de semana não me programe para ver o DVD de "O Lado Bom da Vida". Admito estar bastante curioso. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. 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  • Livros: Outlander, A Viajante do Tempo - O início da saga de Diana Gabaldon

    Ufa! Terminei o livro "Outlander - A Viajante do Tempo" (Saída de Emergência). Ganhei essa obra no Natal e desde então passei a lê-la. Trata-se de um calhamaço com 800 páginas. Para quem gosta de longas aventuras (como eu), esse é o livro certo. Eu não conhecia sua escritora, a norte-americana Diana Gabaldon, nem a sua editora, a portuguesa Saída de Emergência. Foi uma grata surpresa conhecê-las. Não é preciso dizer que este foi o melhor presente de Natal deste ano (desculpe-me quem me presenteou com outras coisas). "Outlander" descreve a história de Claire Randall, uma enfermeira inglesa que trabalhou na Segunda Guerra Mundial. Após o término do conflito bélico, a jovem volta para casa e para os braços do marido, um historiador escocês. Para comemorar a retomada do matrimônio, o casal decide viajar para Inverness, em Highlands, nas Ilhas Britânicas, como uma segunda lua de Mel. Durante um passeio da enfermeira pelo antigo círculo de pedras da região montanhosa, ela acaba sendo tragada por uma fenda temporal e acaba voltando quase duzentos anos no tempo. Sozinha e indefesa em uma Escócia de 1743, Claire precisa sobreviver as ameaças que insistem em aparecer em seu caminho. As coisas só pioram quando ela conhece Jamie, um jovem guerreiro escocês, com quem se sente atraída. A paixão avassaladora pelo rapaz pode transformá-la em uma mulher infiel e destruir seu casamento anterior. Será que ela irá interromper a busca pelo caminho de volta para o futuro para ficar com Jamie? São três os principais méritos na narrativa de Diana Gabaldon. O primeiro foi colocar uma mulher como personagem principal de uma aventura histórica. Normalmente são os homens quem recebem o papel de protagonistas neste tipo de enredo. A inovação da escritora norte-americana rende ótimos momentos e clímaces diferentes. O segundo foi conseguir retratar a Escócia do século XVIII como um ambiente de extrema violência e intensos conflitos políticos. O leitor se sente como se estivesse realmente vivenciando uma história escrita ou passada há duzentos anos. E, por fim, o terceiro ponto interessante é a qualidade da trama. A narrativa é cheia de surpresas, revelações, reviravoltas e momentos de apreensão. Há desde julgamento por bruxaria, conflitos entre guerreiros, tentativas de estupros, intrigas entre clãs, assassinatos encomendados, paixões proibidas, cenas de tortura, fuga de prisões medievais, entre outros lances cinematográficos. O livro "Outlander" é muito bom. Não é à toa que vendeu mais de 20 milhões de cópias no mundo todo. Ele recebeu o prêmio RITA de melhor romance. A história criada por Diana Gabaldon foi adaptada para a TV norte-americana no ano passado. O primeiro programa da série foi ao ar no mesmo mês do lançamento do livro no Brasil (em Agosto). Além de "Outlander - A Viajante do Tempo", a Saída de Emergência tem os direitos autorais da continuação da história de Claire Randall. O segundo livro da novela escocesa se chama "Outlander - A Libélula no Âmbar" e foi lançado no ano passado aqui no Brasil. É outro calhamaço com quase mil páginas. Veja a lista de todos os livros (são no total 16, dos quais 12 já foram traduzidos para o português) da coleção: "A Viajante do tempo", "A Libélula no âmbar", "O Resgate no mar - Parte 1", "O Resgate no mar - Parte 2", "Os Tambores do Outono - Parte 1", "Os Tambores do Outono - Parte 2", "A Cruz de Fogo - Parte 1", "A Cruz de Fogo - Parte 2", "Um Sopro de Neve e Cinzas - Parte 1", "Um Sopro de Neve e Cinzas - Parte 2", "Ecos do Futuro - Parte 1", "Ecos do Futuro - Parte 2", "An Echo in the Bone", "The Space Between" , "Written in My Own Heart's Blood" e "A Leaf on the Wind of All Hallows". Eles variam de 450 a 1.000 páginas. Vamos torcer para que a Saída de Emergência lance a série completa de Diana Gabaldon aqui no Brasil. Quem gostar da novela precisará de muito fôlego para chegar ao final da história de Claire Randall. Admito: ficarei só no primeiro livro mesmo. Boa viagem para os aventureiros! Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #DianaGabaldon #Romance #RomanceHistórico #Livros #LiteraturaNorteAmericana #LiteraturaContemporânea

  • Celebrações: Feliz 2015! - Desejo do Blog Bonas Histórias

    Feliz 2015! Espero que vocês aproveitem muito este ano que acabou de chegar. Desejo ótimas histórias para vocês vivenciarem nos próximos doze meses. Ao mesmo tempo, pretendo continuar, ao longo dos 365 dias de 2015, contanto as histórias lidas nos livros, assistidas nos filmes, presenciadas nas peças teatrais, ouvidas nas letras das músicas, vistas nos programas de televisão ou conhecidas em qualquer outro lugar. Vamos juntos aproveitar 2015 com o máximo de literatura, cultura, entretenimento e diversão possíveis. O tempo passa muito rápido. Por isso, vamos ler muitos livros, assistir muitos filmes, ver várias peças e conhecer novas músicas. Vamos fazer neste Ano Novo um período agradável e produtivo. Não vacilemos. Vamos compartilhar as boas histórias à medida que as formos conhecendo. Esta é, afinal, a proposta do Blog Bonas Histórias, anunciada no dia do seu lançamento. Gostaria muito que o conteúdo aqui produzido fosse do seu agrado para tê-lo(a) próximo(a) ao longo deste ano. Feliz Boas Histórias de 2015 para você e sua família! Que tal este post e o conteúdo do Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para acessar os demais posts desta coluna, clique em Premiações e Celebrações. E aproveite para curtir a página do blog no Facebook. #AnoNovo #celebração

  • Livros: Se Eu Ficar - O maior sucesso de Gayle Forman

    Fiquei intrigado, nas últimas semanas, com o fim da supremacia de John Green na posição número um da lista da revista Veja das obras mais vendidas do país. Depois de muito tempo, "A Culpa é das Estrelas" foi, enfim, superada no topo do ranking editorial brasileiro, que aponta os livros mais vendidos na semana. A permanência da "A Culpa da Estrela" ao longo de vários meses nesta posição se deveu pela combinação dos seguintes fatores: boa história, excelente trabalho de divulgação do autor (ele veio na Bienal do Livro de São Paulo onde foi uma das principais atrações) e o lançamento do filme homônimo. Quem desbancou a liderança da obra de John Green foi "Se Eu Ficar", de Gayle Forman. A escritora californiana já tinha outra publicação entre os dez livros mais vendidos no país há alguns meses (o outro livro era "Para Onde Ela Foi", a continuação da história contada em "Se Eu ficar") e já estava na hora de eu lê-la. A chegada à liderança me instigou e me forçou a correr em uma livraria para adquirir a publicação. Li "Se Eu Ficar" durante minha última viagem para Varginha, Minas Gerais, no início desse mês. Agora conclui a obra seguinte, "Para Onde Ela Foi", me sentindo, enfim, apto para comentá-las. Preferi aguardar o término da saga de Mia e Adam para dar um parecer definitivo sobre a história. Como "Para Onde Ela Foi" é a continuação de "Se Eu Ficar", considero os dois livros uma mesma trama, sendo impossível analisá-lo no meio (ao final do primeiro livro). Em resumo, gostei muito da história. Na trama, Mia é uma jovem adolescente que está terminando os estudos na escola e está se preparando para ingressar na faculdade. Ela sonha em se transformar em uma profissional de música clássica e por isso o desejo de cursar música na graduação. Mia namora com Adam, um jovem da sua idade que possui uma banda amadora de rock. Ele também está passando pela fase de transição entre a escola e a faculdade. Seu sonho é profissionalizar sua banda e torná-la famosa no país inteiro. A vida dos jovens namorados se altera bruscamente quando Mia sobre um grave acidente de carro com a sua família. A garota vai para a UTI de um hospital e lá fica em coma. Durante quase todo o livro "Se Eu Ficar", Mia permanece desacordada em uma cama de hospital. Esse fato, por si só, já é um indicativo da força da narrativa. Tornar uma história interessante com sua personagem principal dormindo o tempo inteiro no leito hospitalar prova a qualidade da escrita de Gayle Forman. Este livro termina quando a paciente esboça uma reação. Assim, não é possível saber, ao final de "Se Eu Ficar" o que aconteceu com Mia e Adam. Ela sobreviveu? Eles ficaram juntos? Quais as sequelas do acidente para a jovem? Eles tornaram-se músicos? As respostas vêm no segundo livro, "Para Onde Ela Foi". O interessante dessa segunda obra é que agora o narrador deixa de ser Mia e passa a ser Adam. Além disso, já se passaram três anos do fatídico acidente. O rapaz agora é um dos músicos mais famosos dos Estados Unidos e sua banda está na liderança da parada nacional. A dor e o sofrimento passados pelo rapaz com a separação da antiga namorada levaram-no a fazer excelentes composições. Porém, a falta de uma explicação de Mia para o rompimento afetou Adam, tanto pessoal quanto profissionalmente. Transcorridos alguns anos do acidente, cada um vive em uma região dos Estados Unidos sem se falar. Entender o que aconteceu entre o jovem casal é a base do segundo livro. De um modo geral, eu gostei muito de "Se Eu Ficar" e "Para Onde Ela Foi". É uma história de dor, sofrimento e superação. Compreender os relacionamentos amorosos e, principalmente, os motivos para suas interrupções nem sempre é uma tarefa fácil e intuitiva. Mia e Adam tiveram suas histórias de amor abreviadas por causa do acidente da garota. Compreender o que aconteceu no período de recuperação de Mia é a chave para a descoberta da resposta para o fim do relacionamento entre eles. Quem ler só o primeiro livro ficará sem compreender a essência da história. Por isso, vale a pena ler os dois na sequência, como se fossem um livro só (na verdade, é uma história única). A leitura é rápida e você nem perceberá que chegou ao final dos livros (podendo ler um em seguida do outro). A principal característica de Gayle Forman é a realizar uma narrativa recheada de emoções. É difícil ler esses dois livros sem se emocionar. A escritora consegue manter o leitor grudado nas páginas do livro, mesmo quando a trama aparentemente fica estática. Apesar do final ser previsível e um tanto hollywoodiano, gostei do resultado como um todo. Com certeza, Gayle Forman tem seus méritos para ter chegado com "Se Eu Ficar" ao posto de livro mais vendido nas últimas semanas no país. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #GayleForman #LiteraturaNorteAmericana #Romance #Drama #LiteraturaContemporânea

  • Filmes: Mil Vezes Boa Noite - Entre o amor da profissão e da família

    E se a profissão escolhida por você o(a) lavasse a ter sérios problemas em casa? Você já pensou sobre isso? Entre o amor pelo seu trabalho e o amor pela família, qual você escolheria? Essa é a essência da história do filme "Mil Vezes Boa Noite" ("Tusen ganger god natt": 2013) em cartaz nos cinemas. Dirigido pelo norueguês Erik Poppe, essa produção sueco-norueguesa-irlandesa consegue retratar muito bem o drama vivido por Rebecca (interpretado pela francesa Juliette Binoche, mais conhecida como a protagonista da trilogia das cores do polonês Krzysztof Kieslowski). Rebecca é uma fotógrafa especializada em cobrir guerras e locais em conflito. Seus trabalhos são internacionalmente reconhecidos e ela atingiu o patamar de excelência em sua carreira, alçada ao posto de uma das melhores do mundo em sua profissão. Ela adora o que faz, apesar dos riscos inerentes à carreira escolhida. Afinal, nunca é tranquilo estar no meio de uma guerra ou de uma área de conflito no Oriente Médio ou na África. Apesar dos perigos, o trabalho de denunciar as mazelas humanas e os efeitos das disputas políticas move Rebecca em seu papel de fotógrafa. Ela tem o dom de fotografar e de transmitir através de imagens o que seus olhos estão captando. Ela e todo mundo sabem disso. Os problemas de Rebecca começam quando ela sofre um acidente provocado enquanto ela está trabalhando. O marido vai buscá-la em um hospital de um país do terceiro mundo e quando eles retornam para a residência da família, uma crise conjugal e familiar é instalada. O marido e as duas filhas pequenas de Rebecca querem que ela fique em casa e pare com suas constantes viagens pelos quatro cantos do mundo. Ficar com o marido e as filhas representa à fotógrafa abrir mão de sua carreira. O que ela irá escolher? Por qual dos seus amores ela optara? Só vendo o filme para saber... Assista ao trailer de "Mil Vezes Boa Noite": O que você achou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Não se esqueça de deixar seu comentário. Se você é fã de filmes novos ou antigos e deseja saber mais notícias da sétima arte, clique em Cinema. E aproveite também para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #ErikPoppe #JulietteBinoche

  • Celebrações: Feliz Natal (A Guerra Acabou)

    Nesta data tão especial, o Blog Bonas Histórias deseja um Feliz Natal para todos os seus leitores. Esperamos que o espírito natalino contagie corações e mentes nos quatro cantos do planeta. Almejamos um mundo melhor não apenas neste dia e sim para os próximos 365 dias. E, da nossa parte, prometemos desde já um mundo com mais literatura, cultura e entretenimento. A proposta do blog é continuar levando o que há de mais interessante nessas searas para vocês. E aproveitando que estamos no Natal, que tal uma música que tem tudo a ver com esta data?! Aqui no Brasil alguns a chamam de “Então é Natal” (primeiro verso da canção). Outros a chamam por "Feliz Natal (A Guerra Acabou)". Trata-se da tradução de "Happy Xmas (War Is Over)", música criada por John Lennon e Yoko Ono em 1971. Veja, abaixo, a letra da canção e assista ao vídeo com a interpretação do próprio John Lennon. Memorável! Feliz Natal (A Guerra Acabou)/Happy Xmas (War Is Over) John Lennon e Yoko Ono Então é Natal E o que você fez? O ano termina E nasce outra vez Então é Natal A festa cristã Do velho e do novo Do amor como um todo Então, bom Natal E um Ano Novo também Que seja feliz quem Souber o que é o bem E então é Natal Pro enfermo e pro são Pro rico e pro pobre Num só coração Então, bom Natal Pro branco e pro negro Amarelo e vermelho Pra paz, afinal Então, bom Natal E um Ano Novo também Que seja feliz quem Souber o que é o bem Então é Natal E o que a gente fez? O ano termina E começa outra vez Então é Natal A festa cristã Do velho e do novo Do amor como um todo Então, bom Natal E um Ano Novo também Que seja feliz quem Souber o que é o bem Hare rama a quem ama Hare rama já! Hiroshima... Nagasaki... Mururoa.. Que tal este post e o conteúdo do Blog Bonas Histórias? Seja o(a) primeiro(a) a deixar um comentário aqui. Para acessar os demais posts sobre o universo musical, clique em Músicas. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #Natal #JohnLennon #YokoOno #celebração #MúsicaNatalina #Música

  • Livros: Por Uma Vida Mais Simples - A Simplicidade Voluntária por André Cauduro D'Angelo

    Você deve conhecer pessoas que não ligam para o dinheiro, para o status, para os bens materiais e para uma vida de luxo e de mordomia. Essas pessoas parecem viver muito bem de maneira simples, optando por experiências mais humanas e gratificantes. De certa forma, elas agem o tempo inteiro em busca da qualidade de vida e da existência plena (completa). Aposto que você conhece alguém assim? Para retratar esta prática, que vem ganhando a cada dia mais adeptos no Brasil e no mundo, André Cauduro D'Angelo, professor universitário do Rio Grande do Sul, escreveu o livro "Por Uma Vida Mais Simples" (Cultrix). Nessa obra, o autor gaúcho apresenta o conceito da Simplicidade Voluntária, ou seja, a prática de buscar a simplicidade como meio de vida. É, obviamente, uma corrente oposta ao consumismo, ao capitalismo desenfreado, ao culto aos workaholics e ao individualismo. Adorei o livro de D'Angelo. "Por Uma Vida Mais Simples" começa contando o histórico da Simplicidade Voluntária: do seu surgimento na Europa no século retrasado até a sua expansão nos Estados Unidos no século XX. A publicação aborda as teorias e as concepções dos principais praticantes dessa filosofia de vida. Depois, na segunda parte da obra, apresentam-se casos reais de pessoas que praticam a Simplicidade Voluntária no Brasil. Os relatos são incríveis. Há o caso da mulher que largou sua residência gigantesca na grande cidade para morar em um barraco em uma região inabitada. Do executivo que largou as longas jornadas de trabalho e a vida agitava para trabalhar apenas oito horas semanais. E o casal que saiu de São Paulo para montar um restaurante no litoral do Piauí. O correto é respeitarmos todos os estilos de vida. Afinal, cada um tem o direito de fazer o que bem quiser da sua vida. Contudo, não deixa de ser salutar analisar aqueles que optam por nadar contra a corrente. E está exatamente aí o ponto mais positivo desta obra. No livro de André Cauduro D'Angelo, podemos compreender os pensamentos, os interesses e as aspirações dos praticantes da Simplicidade Voluntária. Por isso achei tão bom o livro. Identifiquei-me com seus conceitos e valores. Trata-se de uma boa opção de leitura para quem deseja abrir a mente e fugir do consumismo e do individualismo reinantes em nossa sociedade nos dias de hoje. Gostou deste post e do conteúdo do Blog Bonas Histórias? Se você é fã de literatura, deixe seu comentário aqui. Para acessar as demais críticas, clique em Livros. E aproveite para curtir a página do Bonas Histórias no Facebook. #AndréCauduroDAngelo #Ensaios #LiteraturaContemporânea #LiteraturaBrasileira

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